FISIOLOGIA CARDIOVASCULAR Evelin Capellari Crnio Laboratrio de FisiologiaEERP
FISIOLOGIA CARDIOVASCULAR Evelin Capellari Cárnio Laboratório de Fisiologia-EERP 2020
Músculo cardíaco n n n Encontrado somente no coração Estriado Cada célula possui apenas um núcleo Células autorrítmicas Apresenta potenciais de ação de longa duração e longo período refratário Ca 2+ regula a contração
Músculo cardíaco n n Células elongadas contém núcleo localizado centralmente Contém miofilamentos de actina e miosina Contatos célula-célula especializados (gap junctions possibilita potenciais de ação) Células muscúlo cardíaco comportam-se como unidades eletricamente isoladas
Funções do coração Geração da pressão sanguínea n A rota de fluxo do sangue n n Coração separa a circulação sistemica e pulmonar Assegura um fluxo único para o sangue (válvas) n Regula suprimento sanguíneo n n Variações na FC e na força de contração responde as alterações metabólicas dos tecidos.
Circuito do sistema cardiovascular n A. O débito cardíaco do coração esquerdo é igual ao do coração direito. n n O débito cardíaco do lado esquerdo do coração corresponde ao fluxo sanguíneo sistêmico O débito cardíaco do lado direito do coração corresponde ao fluxo sanguíneo pulmonar.
Função das valvas:
https: //www. youtube. com/watch? v=Ao. CDO-kgt. JE
Circulação coronariana:
Sistema de condução cardíaco:
Eletrofisiologia Cardíaca - Condução do Impulso Cardíaco - Atrial Atrioventricular Ventricular
POTENCIAIS DE AÇÃO DE 3 TIPOS CELULARES
Eletrofisiologia Cardíaca - Relações temporais entre a força desenvolvida e o potencial de ação do ventrículo 16 Potencial de ação Contração Muscular Milivolts 0 -93 Tempo
Eletrofisiologia Cardíaca - Canais Iônicos Canais rápidos de sódio Canais de cálcio Canais de potássio
Potencial de ação do miócito cardíaco
Período refratário Absoluto: Músculo cardíaco completamente insensível a estímulos subsequentes n Relativo: Células exibem reduzida sensibilidade a estímulos adicionais n Períodos refratários longos previnem contrações tetânicas n
Relação potencial de açãocontração n Potencial de ação em músculo esquelético meia vida muito curta n n Ocorre antes que qualquer aumento na tensão na musculatura possa ser medida. Potencial de ação no músculo cardíaco é mais longo n n Possui um componente extra que se estende sua duração. A contração ocorre pouco antes do término do potencial de ação.
http: //videoaulas. uff. br/cardiologiaeletrocardiograma
Sons cardíacos:
Ciclo cardíaco O coração é uma bomba que trabalha com o lado direito e esquerdo juntos n Contrações repetitivas (sístole) e relaxamento (diastole) das câmaras cardíacas n Sangue se move através do sistema circulatório das áreas de maior pressão para de menor pressão. n A contração do coração produz a pressão n
Relações entre as pressões Pressão na aorta Pressão no ventrículo Pressão atrial
Lei de Frank-Starling n n Relação entre VDF e força de contração e VS. Mecanismo intrínseco: n Varia o grau de estiramento do miocardio pelo VDF. n Com o aumento do VDF, aumenta o estiramento do miocardio. n Contrai com mais força.
Inervação cardíaca:
Regulação marcapasso: n n Uma vez que as células marcapasso alcançam o limiar, a magnitude e a duração do potencial de ação é a mesma. Para variar a frequencia, o tempo entre os potenciais de ação deve variar. n Estes intervalos podem variar somente de duas formas: n n A frequencia de despolarização variar A quantidade de despolarização requerida para alcançar o potencial puder variar.
Efeitos do S. N. A. sobre a Frequência cardíaca e velocidade de condução n Efeitos cronotrópicos: n n Efeitos dromotrópicos: n n Produzem alterações na frequência cardíaca n Um efeito cronotrópico negativo diminui a frequência cardíaca ao reduzir a frequência de descarga do nó Sino Atrial (Bradicardia) n Um efeito cronotrópico positivo eleva a frequência cardíaca ao elevar a frequência de descarga do nó Sino Atrial (Taquicardia) Produzem alterações na velocidade de condução, principalmente no nodo AV n Um efeito dromotrópico negativo diminui a velocidade de condução através do nó AV, aumentando o intervalo PR n Um efeito dromotrópico positivo eleva a velocidade de condução através do nó AV, diminuindo o intervalo PR Efeito Inotópico: n Produzem alterações na força de contração n Um efeito inotrópico negativo diminui a força de contração cardíaca n Um efeito inotrópico positivo aumenta a força de contração cardíaca
Débito Cardíaco n O débito cardíaco é a quantidade de sangue bombeada por cada ventrículo em um minuto n O débito cardíaco pode aumentar acentuadamente para se adequar às necessidades do organismo como por exemplo durante o exercício e o estresse.
O que é o débito cardíaco n Débito cardíaco é o volume de sangue ejetado pelos ventrículos nas artérias aorta e pulmonar em 1 minuto. n Ou seja, depende da frequência cardíaca e da fração de ejeção. n DC = FC x FE
Fração de ejeção ventricular n É a diferença entre o volume ventricular diastólico e volume ventricular sistólico n Em média 70 ml de sangue por batimento no adulto em repouso n FE = VDF - VSF
Fração de ejeção n No final da diástole ventricular cada ventrículo está totalmente cheio de sangue. Este volume é chamado de volume diastólico final. n A quantidade de sangue que o ventrículo pode ejetar em cada contração chama-se fração de ejeção.
Fisiologia Vascular
Sistema vascular periférico n Vasos sistêmicos n n Vasos pulmonares n n Transporta sangue para a maior parte do corpo partindo do ventrículo esquerdo e retornando para o átrio direito Transporta sangue do ventrículo direito para os pulmões e retorna para o átrio esquerdo Vasos sanguíneos são regulados para assegurar que a pressão sanguínea seja alta o suficiente para atender as necessidades metabólicas dos tecidos
Estrutura dos vasos sanguíneos n Arterias n n Elasticas, muscular, arteriolas Capilares Sangue flui das arteríolas para os capilares n A maioria das trocas entre o sangue e o espaço intersticial ocorre através das paredes. n Fluxo sanguíneo dos capilares para o sistema venoso n n Veias n Venulas, pequenas grandes e médias
Estrutura das Arterias e Veias n Tres camadas, exceto os n capilares e as venulas Tunica intima (interna) n n Tunica media n n n Endotelio Vasoconstricção Vasodilação Tunica adventicia (externa) n Recobre o vaso sanguíneo
Estrutura das artérias n Elasticas Diâmetros maiores, alta pressão n Musculares n Musculatura lisa permite a constricção ou dilatação regulando o suprimento sanguíneo n n Arteriolas n Transporte de sangue de pequenas artérias até os capilares
Estrutura das veias n Vênulas e pequenas veias Tubos de endotélio e delicada membrana basal n Veias grandes e médias n n Valvulas n n Força o sangue de volta ao coração e não em direção oposta Anastomose arteriovenosa n Permite que o sangue flua das arteríolas para as veias sem passar através dos capilares
Comparação entre os vasos sanguíneos
Capilares: n n A parede do capilar consiste principalmente de células endoteliais Tipos classificadas por diametro/permeabidade n Continuo n n Fenestrados n n Não possui fenetsras Apresenta poros Sinusoidal n Grandes diâmetros com grandes fenestras
Rede de capilares n n n O fluxo sanguíneo flui através das metarteríolas, e então através da rede de capilares Venulas drenam a rede Músculo liso nas arteriolas, metarteriolas, esfíncteres pre-capilares regulam o fluxo sanguíneo
Contração muscular e retorno venoso:
Circulação pulmonar Move o sangue para e dos pulmões n Suprimento sanguíneo pulmonar n n n Artérias pulmonares n n Proveniente do átrio direito Ramos da circulação pulmonar que se projeta para os pulmões Veias pulmonares n Deixam os pulmões e chegam no átrio esquerdo
Circulação sistêmica: Arterias n Aorta Da qual todas as artérias são derivadas direta ou indiretamente n Partes n n Ascendente, n descendente, torácica, abdominal Artérias coronarianas n Suprimento sanguíneo para o coração
Circulação sistêmica: Veias Retorna o sangue do corpo para o átrio direito n Veias maiores n Sinus coronariano (coração) n Veia cava superior (cabeça, pescoço, torax, membros superiores) n Veia cava inferior (abdomen, pelvis, membros inferiores) n n Tipos de veias n Superficial, profunda
Dinamica da circulação sanguínea n Interrelação Pressão n Fluxo n Resistência n Mecanismos que controlam a pressão arterial n Fluxo sanguíneo através dos vasos n
Resistência e pressão n n Pressão sanguínea média 100 mm Hg na aorta e cai para 0 mm. Hg no átrio direito A maior redução ocorre nas arteríolas que regulam o fluxo de sangue para os tecidos
Pressão de pulso n n Diferença entre as pressões sistolica e diastolica Aumenta quando o volume de sangue aumenta ou a complascência vascular diminui
Fluxo sanguíneo, Lei de Poiseuille e Viscosidade n Fluxo sanguíneo n n Quantidade de sangue que se move através do vaso em um dado período de tempo Diretamente proporcional a diferença de pressão e inversamente proporcional a resistência n Lei de Poiseuille n n n Fluxo diminui com aumento da resistência Resistência ao fluxo diminui quando o diâmetro do vaso aumenta Viscosidade n n Medida da resistência do líquido ao fluxo Quando a viscosidade aumenta, aumenta a pressão requerida para o fluxo
Fisiologia da Circulação Sistêmica n Determinada por: Anatomia da circulação sistêmica n Dinâmica do fluxo sanguíneo n Mecanismo regulatório que controla o coração e os vasos sanguíneos n n Volume sanguíneo Maioria nas veias n Menores volumes nas artrérias e nos capilares n
Fluxo laminar e turbulento n Fluxo laminar n n n Linear Uma parte se move mais rápido e outra mais lento Fluxo turbulento n n Interrompido Fluido passa por uma constricção e turbilhona através da superfície
Idade das artérias n Arterioesclerose n n Termo geral usado para as variações degenerativas nas artérias tornando-as menos elásticas Aterosclerose n Deposição de placas de gordura nas paredes das artérias
Troca capilar e regulação do volume intersticial Volume sanguíneo, permeabilidade capilar e osmose afetam o movimento de fluído dos capilares n Um movimento de flído ocorre do sangue para os tecidos. O fluído ganho pelos tecidos é removido pelo sistema linfático. n
Troca de fluído através das paredes capilares
Características das veias e efeito da gravidade na pressão sanguínea Características das veias Efeito da gravidade n O retorno venoso para n Em pé a a pressão o coração aumenta hidrostática causada devido ao aumento no pela gravidade volume sanguíneo, aumenta o fluxo tônus venoso e sanguíneo para o dilatação das arteríolas coração e diminui para porções superiores ao coração
Controle do fluxo sanguíneo para os tecidos n Controle local n n Sistema nervoso n n Em muitos tecidos o fluxo sanguíneo é proporcional às necessidades metabólicas dos tecidos Responsável pelo fluxo sanguíneo e pela manutenção da pressão Controle hormonal n Potenciais de ação do sistema nervoso simpático estimulam a liberação de adrenalina e noradrenalina
Controle local do fluxo sanguíeo para os tecidos n Fluxo sanguíneo pode aumentar de 7 a 8 vezes como resultado da vasodilatação das arteríolas e esfíncteres capilares em resposta ao aumento da taxa de metabolismo n n Substâncias produzidas com o aumento do metabolismo Vasomotricidade contração periódica e relaxamento dos esfíncteres précapilares
Causas do Edema Acúmulo excessivo de fluido no tecido. n Pode resultar de: n Elevação na pressão arterial. n Obstrução venosa. n Vazamento de proteínas plasmáticas para o interstício. n Diminuição das proteínas plasmáticas. n Obstrução da drenagem linfática. n
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