Filosofia Medieval II Escolstica e Santo Toms de

  • Slides: 8
Download presentation
Filosofia Medieval –II Escolástica e Santo Tomás de Aquíno Prof. Émerson Vecchietti Comumente se

Filosofia Medieval –II Escolástica e Santo Tomás de Aquíno Prof. Émerson Vecchietti Comumente se diz que Santo Agostinho cristianizou Platão, assim como Tomás de Aquino cristianizou Aristóteles.

A idade Média não foi uma idade de trevas, mas, um período em que

A idade Média não foi uma idade de trevas, mas, um período em que o pensamento grego sofreu uma estagnação devido as invasões bárbaras. E então, o que permitiu a volta da circulação do pensamento aristotélico na Europa? Os árabes invadiram a Europa no século VIII e formaram na península ibérica um posto avançado do islamismo. Até o século XV, a Europa islâmica foi um lugar de contato intenso de ideias e religiões, um espaço privilegiado para a formulação de novas abordagens e para o aprendizado dos velhos mestres gregos.

A Escolástica “Aquele que é instruído” Os monastérios não eram apenas locais de oração

A Escolástica “Aquele que é instruído” Os monastérios não eram apenas locais de oração e de penitência, mas também centro de formação de novos operadores do cristianismo, a partir do século VII. Dos monastérios para as escolas episcopais e ordens religiosas e, depois do século XII, nas universidades, essa forma de instruir tornou-se comum. Por que Aristóteles despertou tanto interesse nos intelectuais europeus do século XIII? Novas ideias, novas dúvidas. Logo não demoraram para perceber em Aristóteles, a importância aos questionamentos, a liberdade para perguntar, método para investigar, a preocupação com o real, com a classificação das coisas, tudo isso sem negar a fé e os fundamentos da Igreja.

Alberto Magno No fim do século XII, buscou usar o pensamento de Aristóteles, como

Alberto Magno No fim do século XII, buscou usar o pensamento de Aristóteles, como uma plataforma de compreensão do mundo, subordinada apenas a fé. Na verdade, o que Alberto Magno buscou fazer foi desincumbir a teologia da tarefa de explicar as coisas naturais. Tomás de Aquino Discípulo de Alberto Magno, o italiano teve dois princípios orientadores de sua obra: 1 - A filosofia não se confunde com a teologia, portanto não há problema em considerá-la verdadeira nem estudá-la sem temor. 2 - A filosofia submete-se a religião porque, como há uma única verdade, é evidente que essa verdade é a da revelação divina. Tudo o que pode ser revelado pode ser conhecido racionalmente.

Tudo que se refira ao Ser e seus fundamentos, é possível de conhecimento pela

Tudo que se refira ao Ser e seus fundamentos, é possível de conhecimento pela razão. Nosso pensamento é como uma cópia do que percebemos e com base nessa imagem da percepção construímos nossos conceitos. Seguindo Aristóteles, não existe as coisas reais como cópia de uma coisa genérica (ideia). É exatamente o contrário: as ideias são abstrações mentais que só são possíveis partindo das coisas reais. Para ele a Alma forma a função da matéria. Mas há uma diferença entre a “alma” de um vaso e a alma do homem. No caso de quebra do vaso, tudo acaba. No caso do homem, não. Por isso a alma humana é imortal. Mas não era para menos: sem uma alma imortal, como poderia haver o paraíso e a eternidade?

Se para Tomás de Aquino, o conhecimento deriva da percepção das coisas reais, como

Se para Tomás de Aquino, o conhecimento deriva da percepção das coisas reais, como é possível explicar racionalmente a existência de Deus? Baseado nas ideias aristotélicas, ele apresentou Cinco vias para provar a existência de Deus. 1. Primeiro motor imóvel: esta primeira via supõe a existência do movimento no universo. Porém, um ser não move a si mesmo, só podendo, então, mover outro ou por outro ser movido. Assim, se retroagirmos ao infinito, não explicamos o movimento se não encontrarmos um primeiro motor que move todos os outros; 2. Primeira causa eficiente: a segunda via diz respeito ao efeito que este motor imóvel acarreta: a percepção da ordenação das coisas em causas e efeitos permite averiguar que não há efeito sem causa. Dessa forma, igualmente retrocedendo ao infinito, não poderíamos se não chegar a uma causa eficiente que dá início ao movimento das coisas;

3. Ser Necessário e os seres possíveis: a terceira via compara os seres que

3. Ser Necessário e os seres possíveis: a terceira via compara os seres que podem ser e não ser. A possibilidade destes seres implica que alguma vez este ser não foi e passou a ser e ainda vem a não ser novamente. Mas do nada, nada vem e, por isso, estes seres possíveis dependem de um ser necessário para fundamentar suas existências; 4. Graus de Perfeição: a quarta via trata dos graus de perfeição, em que comparações são constatadas a partir de um máximo (ótimo) que na verdade contém o verdadeiro ser (o mais ou menos só se diz em referência a um máximo); 5. Governo Supremo: a quinta via fala da questão da ordem e finalidade que a suprema inteligência governa todas as coisas (já que no mundo há ordem!), dispondo-as de forma organizada racionalmente, o que evidencia a intenção da existência de cada ser.

Vale também notar como Tomás de Aquino concebe o homem. Para ele, o homem

Vale também notar como Tomás de Aquino concebe o homem. Para ele, o homem é um ser intermediário. É composto de corpo (matéria) e alma (forma) sem as quais nada significa, isto é, nada é isoladamente. Frases de Santo Tomás de Aquino: “Se a meta principal de um capitão fosse preservar seu barco, ele o conservaria no porto para sempre”. “A humildade é o primeiro degrau para a sabedoria” “. . . A ninguém te mostres muito íntimo, pois familiaridade excessiva gera desprezo. . . ” “. . . Dê-me, Senhor, agudeza para entender, capacidade para reter, método e faculdade para aprender, sutileza para interpretar, graça e abundância para falar, acerto ao começar, direção ao progredir e perfeição ao concluir. . . ”