FASE DECISRIA SENTENA 1 Introduo Ato judicial que

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FASE DECISÓRIA SENTENÇA

FASE DECISÓRIA SENTENÇA

1. Introdução “Ato judicial que põe fim à fase cognitiva do processo judicial (e

1. Introdução “Ato judicial que põe fim à fase cognitiva do processo judicial (e às vezes encerra a execução), resolvendo o litígio retratado na propositura da demanda, ou abstendo-se de solucioná-lo, quando faltarem pressupostos ou condições necessárias ao provimento de mérito”. Humberto Theodoro Júnior

2. Classificação Sentenças terminativas • Põem fim ao processo sem lhe resolverem o mérito

2. Classificação Sentenças terminativas • Põem fim ao processo sem lhe resolverem o mérito (art. 485) Sentenças definitivas • Decidem o mérito da causa no todo ou em parte

Qualificação de forma objetiva Não é o conteúdo que qualifica a decisão como sentença,

Qualificação de forma objetiva Não é o conteúdo que qualifica a decisão como sentença, mas, sim, o fato de ela extinguir ou não o processo ou uma de suas fases • Sentença definitiva – coisa julgada material (art. 502) • Sentença terminativa – somente produzem efeitos dentro do processo (art. 486)

Unificação em matéria recursal De toda sentença, o recurso será sempre de apelação •

Unificação em matéria recursal De toda sentença, o recurso será sempre de apelação • “Art. 1. 009. Da sentença cabe apelação. • “§ 3º. O disposto no caput deste artigo aplica-se mesmo quando as questões mencionadas no art. 1. 015 integrarem capítulo da sentença”.

Fim da função do órgão jurisdicional Publicada a sentença já não mais poderá alterar

Fim da função do órgão jurisdicional Publicada a sentença já não mais poderá alterar seu julgamento • “Art. 494. Publicada a sentença, o juiz só poderá alterá-la: • I – para corrigir-lhe, de ofício ou a requerimento da parte, inexatidões materiais ou erros de cálculo; • II – por meio de embargos de declaração”. • “Art. 505. Nenhum juiz decidirá novamente as questões já decididas relativas à mesma lide, salvo: • I – se, tratando-se de relação jurídica de trato continuado, sobreveio modificação no estado de fato ou de direito, caso que poderá a parte pedir a revisão do que foi estatuído na sentença; • II – nos demais caos prescritos em lei”.

Art. 485, § 7º “Interposta a apelação em qualquer dos caos de que tratam

Art. 485, § 7º “Interposta a apelação em qualquer dos caos de que tratam os incisos deste artigo, o juiz terá 5 (cinco) dias para retratar-se”.

3. Sentença Terminativa Art. 485. O juiz não resolverá o mérito quando: I –

3. Sentença Terminativa Art. 485. O juiz não resolverá o mérito quando: I – indeferir a petição inicial; II – o processo ficar parado durante mais de 1 (um) ano por negligência das partes; III – por não promover os atos e as diligências que lhe incumbir, o autor abandonar a causa por mais de 30 (trinta) dias; IV – verificar a ausência de pressupostos de constituição e desenvolvimento válido e regular do processo; V – reconhecer a existência de perempção, de litispendência ou de coisa julgada;

VI – verificar ausência de legitimidade ou de interesse processual; VII – acolher a

VI – verificar ausência de legitimidade ou de interesse processual; VII – acolher a alegação de existência de convenção de arbitragem ou quando o juízo arbitral reconhecer sua competência; VIII – homologar a desistência da ação; IX – em caso de morte da parte, a ação for considerada intransmissível por disposição legal; e X – nos demais casos prescritos neste Código.

Saneamento do processo, quando o defeito for suprível “Art. 317. Antes de proferir decisão

Saneamento do processo, quando o defeito for suprível “Art. 317. Antes de proferir decisão sem resolução de mérito, o juiz deverá conceder à parte oportunidade para, se possível, corrigir o vício”. “Art. 488. Desde que possível, o juiz resolverá o mérito sempre que a decisão for favorável à parte a quem aproveitaria eventual pronunciamento nos termos do art. 485”.

4. Sentença definitiva “Art. 487. Haverá resolução de mérito quando o juiz: I –

4. Sentença definitiva “Art. 487. Haverá resolução de mérito quando o juiz: I – acolher ou rejeitar o pedido formulado na ação ou na reconvenção; II – decidir, de ofício ou a requerimento, sobre a ocorrência de decadência ou prescrição; III – homologar: a) o reconhecimento da procedência do pedido formulado na ação ou na reconvenção; b) a transação; c) a renúncia à pretensão formulada na ação ou na reconvenção.

4. 1. Natureza da sentença definitiva Ato de inteligência • Ato lógico • Silogismo:

4. 1. Natureza da sentença definitiva Ato de inteligência • Ato lógico • Silogismo: premissa maior – a lei; premissa menor – os fatos; conclusão – acolhimento ou rejeição do pedido Ato de vontade • Ordem, decisão, comando • “Vontade manifestada pelo julgador como órgão do Estado diante daquilo que a lei exprime”.

4. 2. Função da sentença definitiva Declarar o direito aplicável à espécie Compor a

4. 2. Função da sentença definitiva Declarar o direito aplicável à espécie Compor a lide Manifestação de vontade concreta da lei

4. 3. Preferência da sentença definitiva sobre a terminativa “Art. 488. Desde que possível,

4. 3. Preferência da sentença definitiva sobre a terminativa “Art. 488. Desde que possível, o juiz resolverá o mérito sempre que a decisão for favorável à parte a quem aproveitaria eventual pronunciamento nos termos do art. 485”.

Função do processo • Proporcionar solução justa e efetiva ao litígio Processo • Decisão

Função do processo • Proporcionar solução justa e efetiva ao litígio Processo • Decisão de mérito, democrático justa e efetiva cooperativo • Tempo razoável (art. 6º)

ESTRUTURA E FORMALIDADES DA SENTENÇA

ESTRUTURA E FORMALIDADES DA SENTENÇA

1. Conteúdo “Art. 489. São elementos essenciais da sentença: I – o relatório, que

1. Conteúdo “Art. 489. São elementos essenciais da sentença: I – o relatório, que conterá os nomes das partes, a identificação do caso, com a suma do pedido e da contestação, e o registro das principais ocorrências havidas no andamento do processo; II – os fundamentos, em que o juiz analisará as questões de fato e de direito; III – o dispositivo, em que o juiz resolverá as questões principais que as partes lhe submeterem”.

Elementos essenciais • Relatório (histórico do debate processual) • Fundamentos de fato e de

Elementos essenciais • Relatório (histórico do debate processual) • Fundamentos de fato e de direito (motivação do decisório) • Dispositivo (conclusão do julgado)

2. Relatório Art. 489, I • Nomes das partes • Identificação do caso •

2. Relatório Art. 489, I • Nomes das partes • Identificação do caso • Suma do pedido e da contestação • Registro das principais ocorrências havidas no andamento do processo

Delimita o campo do petitum e a área das controvérsias e questões que necessitará

Delimita o campo do petitum e a área das controvérsias e questões que necessitará resolver • “Art. 492. É vedado ao juiz proferir decisão de natureza diversa da pedida, bem como condenar a parte em quantidade superior ou em objeto diverso do que lhe foi demandado”.

Fato superveniente à propositura da ação • “Art. 493. Se, depois da propositura da

Fato superveniente à propositura da ação • “Art. 493. Se, depois da propositura da ação, algum fato constitutivo, modificativo ou extintivo do direito influir no julgamento do mérito, caberá ao juiz tomá-lo em consideração, de ofício ou a requerimento da parte, no momento de proferir a decisão. • Parágrafo único. Se constatar de ofício o fato novo, o juiz ouvirá as partes sobre ele antes de decidir”.

3. Motivação Fundamentos de fato e de direito que geraram a convicção do julgador

3. Motivação Fundamentos de fato e de direito que geraram a convicção do julgador Arts. 371 e 489, II

Alegações das partes Premissas da decisão Normas legais aplicáveis

Alegações das partes Premissas da decisão Normas legais aplicáveis

Art. 489, § 1º I – se limitar à indicação, à reprodução ou à

Art. 489, § 1º I – se limitar à indicação, à reprodução ou à paráfrase de ato normativo, sem explicar sua relação com a causa ou a questão decidida II – Empregar conceitos jurídicos indeterminados, sem explicar o motivo concreto de sua incidência no caso

III – Invocar motivos que se prestariam a justificar qualquer outra decisão IV –

III – Invocar motivos que se prestariam a justificar qualquer outra decisão IV – Não enfrentar todos os argumentos deduzidos no processo capazes de, em tese, infirmar a conclusão adotada pelo julgador

V – Se limitar a invocar precedente ou enunciado de súmula, sem identificar seus

V – Se limitar a invocar precedente ou enunciado de súmula, sem identificar seus fundamentos determinantes, nem demonstrar que o caso sob julgamento se ajusta àqueles fundamentos VI – Deixar de seguir enunciado de súmula, jurisprudência ou precedente invocado pela parte, sem demonstrar a existência de distinção no caso em julgamento ou a superação do entendimento

3. Dispositivo da sentença Fecho da sentença Elemento substancial do julgado • Anular o

3. Dispositivo da sentença Fecho da sentença Elemento substancial do julgado • Anular o processo (falta de pressuposto processual) • Declarar sua extinção (variadas razões de direito material e processual) • Julgar o autor carecedor da ação (ilegitimidade ad causam) • Julgar o pedido procedente ou improcedente

4. Condições formais Clareza • Inteligível e insuscetível de interpretações ambíguas ou equívocas Precisão

4. Condições formais Clareza • Inteligível e insuscetível de interpretações ambíguas ou equívocas Precisão • Certeza da decisão, como ato de inteligência e vontade, dirimindo-se as controvérsias trazidas a juízo

5. Precisão da sentença no caso de obrigação de pagar quantia certa “Art. 491.

5. Precisão da sentença no caso de obrigação de pagar quantia certa “Art. 491. Na ação relativa à obrigação de pagar quantia, ainda que formulado pedido genérico a decisão definirá desde logo a extensão da obrigação, o índice de correção monetária, a taxa de juros, o termo inicial de ambos e a periodicidade da capitalização dos juros, se for o caso, salvo quando: I – não for possível determinar, de modo definitivo, o montante devido; II – a apuração do valor devido depender da produção de prova de realização demorada ou excessivamente dispendiosa, assim reconhecida na sentença.

6. A precisão da sentença que tenha como objeto obrigação de fazer ou não

6. A precisão da sentença que tenha como objeto obrigação de fazer ou não fazer Art. 497. Na ação que tenha por objeto a prestação de fazer ou de não fazer, o juiz, se procedente o pedido, concederá a tutela específica ou determinará providências que assegurem a obtenção de tutela pelo resultado prático equivalente. Parágrafo único. Para concessão da tutela específica destinada a inibir a prática, a reiteração ou a continuação de um ilícito, ou a sua remoção, é irrelevante a demonstração da ocorrência de dano ou da existência de culpa ou dolo.

Art. 498. Na ação que tenha por obejto a entrega de coisa, o juiz,

Art. 498. Na ação que tenha por obejto a entrega de coisa, o juiz, ao conceder a tutela específica, fixará o prazo para o cumprimento da obrigação. Art. 499. A obrigação somente será convertida em perdas se o autor o requerer ou se impossível a tutela específica ou a obtenção de tutela pelo resultado prático equivalente.

CLASSIFICAÇÃO DAS SENTENÇAS

CLASSIFICAÇÃO DAS SENTENÇAS

1. Classificações Natureza do bem jurídico visado Espécie de tutela jurisdicional • Condenatória •

1. Classificações Natureza do bem jurídico visado Espécie de tutela jurisdicional • Condenatória • Constitutiva • Declaratória

2. Sentenças declaratórias Efeitos • Declarar a certeza da existência ou inexistência de relação

2. Sentenças declaratórias Efeitos • Declarar a certeza da existência ou inexistência de relação jurídica • Autenticidade ou falsidade de documento • Delimitada pelo pedido

3. Sentença condenatória Efeitos • Certifica a existência do direito e prepara a obtenção

3. Sentença condenatória Efeitos • Certifica a existência do direito e prepara a obtenção de um bem jurídico • Determina que se realize e torne efetiva determinada sanção

3. Sentença constitutiva Efeitos • Cria, modifica ou extingue um estado ou relação jurídica

3. Sentença constitutiva Efeitos • Cria, modifica ou extingue um estado ou relação jurídica

COISA JULGADA

COISA JULGADA

1. Conceito Res iudicata Qualidade da sentença Imutabilidade do julgado

1. Conceito Res iudicata Qualidade da sentença Imutabilidade do julgado

Art. 502. Denomina-se coisa julgada material a autoridade que torna imutável e indiscutível a

Art. 502. Denomina-se coisa julgada material a autoridade que torna imutável e indiscutível a decisão de mérito não mais sujeita a recurso.

2. Sentença, efeitos e coisa julgada O efeito principal e necessário da sentença de

2. Sentença, efeitos e coisa julgada O efeito principal e necessário da sentença de mérito é a composição do litígio É essa composição que transitará em julgado Qualidade que o ato judicial e seus efeitos assumem

3. Coisa julgada formal e material Coisa julgada formal • Decorre da regra que

3. Coisa julgada formal e material Coisa julgada formal • Decorre da regra que impede o juiz de reapreciar, dentro do mesmo processo, as questões já decididas (art. 505) • Imutabilidade da sentença dentro do processo em que foi proferida pela impossibilidade de interposição de recursos Coisa julgada material • A decisão que julgar total ou parcialmente o mérito tem força de lei nos limites da questão principal expressamente decidida (art. 503)

4. Fundamento Necessidade social de evitar a perpetuação dos litígios, em prol da segurança

4. Fundamento Necessidade social de evitar a perpetuação dos litígios, em prol da segurança que os negócios jurídicos reclamam da ordem jurídica Intangibilidade garantida por constitucional (art. 5º, XXXVI) preceito

5. Efeitos positivos e negativos Imutabilidade • As partes estão proibidas de propor ação

5. Efeitos positivos e negativos Imutabilidade • As partes estão proibidas de propor ação idêntica • Força proibitiva ou negativa Indiscutibilidade • O juiz, em novo processo, no qual se tenha de tomar a situação jurídica definida anteriormente pela coisa julgada como razão de decidir, não poderá reexaminála ou rejulgá-la. • Força normativa ou positiva

LIMITES DA COISA JULGADA

LIMITES DA COISA JULGADA

1. Limites objetivos Art. 503. A decisão que julgar total ou parcialmente o mérito

1. Limites objetivos Art. 503. A decisão que julgar total ou parcialmente o mérito tem força de lei nos limites da questão principal expressamente decidida.

 • Pedido • Causa petendi (fato Individualização constitutivo objetiva da lide que fundamenta

• Pedido • Causa petendi (fato Individualização constitutivo objetiva da lide que fundamenta a pretensão)

1. 1. Motivos da sentença Tradição da doutrina processual • Só o comando concreto

1. 1. Motivos da sentença Tradição da doutrina processual • Só o comando concreto pronunciado pelo juiz torna-se imutável por força da coisa jugada Art. 504, I • “não fazem coisa julgada os motivos, ainda que importantes para determinar o alcance da parte dispositiva da sentença”

1. 2. Verdade dos fatos Art. 504, II • Não faz coisa julgada “a

1. 2. Verdade dos fatos Art. 504, II • Não faz coisa julgada “a verdade dos fatos, estabelecida como fundamento da sentença”

2. Limites subjetivos Art. 506 • A sentença faz coisa julgada às partes as

2. Limites subjetivos Art. 506 • A sentença faz coisa julgada às partes as quais é dada, não prejudicando terceiros Liebman • Eficácia natural da sentença – vale para todos • Autoridade da coisa julgada – atua apenas para as partes

2. 1. Expansão dos limites subjetivos para além das partes Art. 18 • Substituição

2. 1. Expansão dos limites subjetivos para além das partes Art. 18 • Substituição processual Legitimação ad causam concorrente e ações coletivas Comunhão de direitos e obrigações

2. 3. Limites subjetivos e obrigações solidárias Credores solidários • Se beneficiam do julgamento

2. 3. Limites subjetivos e obrigações solidárias Credores solidários • Se beneficiam do julgamento favorável obtido por qualquer um deles contra o devedor • Ressalva – exceção pessoal (art. 274, CC) Devedores solidários • A coisa julgada e o respectivo título executivo formar-se-ão apenas contra o devedor demandado