EXERCCIOS PROPOSTOS P 46 APOSTILA 2 Mdulos 25

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EXERCÍCIOS PROPOSTOS – P. 46 (APOSTILA 2) Módulos 25, 26 e 27

EXERCÍCIOS PROPOSTOS – P. 46 (APOSTILA 2) Módulos 25, 26 e 27

8. Imagine que você resolva escrever uma reportagem que trate do assunto saúde pública,

8. Imagine que você resolva escrever uma reportagem que trate do assunto saúde pública, com base em uma notícia que denuncie mortes por condições precárias em um hospital. As informações que contextualizam o acontecimento (o que se passou, quando foi, onde ocorreu etc. ) deverão ocupar que parte da estrutura da sua reportagem?

9. A parte de um texto gênero reportagem chamada de “corpo” a. Consiste na

9. A parte de um texto gênero reportagem chamada de “corpo” a. Consiste na introdução do texto. b. É uma parte não tão importante do texto. c. Consiste em uma pequena parte do texto. d. Consiste no desenvolvimento do texto. e. Consiste na parte final do texto.

10. Qual é a importância das legendas imagens nas reportagens? 11. Suponha que a

10. Qual é a importância das legendas imagens nas reportagens? 11. Suponha que a imagem a seguir pertencesse a uma reportagem que tratasse da melhora nos índices de educação de algum município brasileiro. Que legenda você escreveria para ela?

ARTIGO DE OPINIÃO Professora: Júlia Rochetti Bezerra

ARTIGO DE OPINIÃO Professora: Júlia Rochetti Bezerra

Gênero jornalístico ■ Comum em revistas e jornais ■ Caráter atual: Ø Ideias pertinentes

Gênero jornalístico ■ Comum em revistas e jornais ■ Caráter atual: Ø Ideias pertinentes a determinado tema e para determinada comunidade.

A desigualdade importa? Pergunta retórica Nosso principal desafio é combater a pobreza – p.

A desigualdade importa? Pergunta retórica Nosso principal desafio é combater a pobreza – p. 35 (Apostila 2) A maior parte das pessoas, quando fala em desigualdade, está no fundo se referindo à pobreza. Mortalidade infantil, falta de saúde e segurança, analfabetismo, fome; esses são os sintomas da pobreza – da falta de recursos para atender a necessidades básicas. Não estão diretamente ligados à desigualdade, isto é, à distância que separa os pobres dos ricos.

Bangladesh é mais igualitário que o Canadá; mas é muito mais pobre. É por

Bangladesh é mais igualitário que o Canadá; mas é muito mais pobre. É por isso que se criou um lugar-comum de que a desigualdade não importa; só importa a pobreza. Melhorando as condições de vida absolutas dos mais pobres, não seria preciso se preocupar com a distância entre eles e os mais ricos.

A conclusão é precipitada. Deixando de lado a questão do valor abstrato da desigualdade

A conclusão é precipitada. Deixando de lado a questão do valor abstrato da desigualdade (se ela é em si mesma, boa ou má, justa ou injusta), há certos efeitos dela que são negativos. Um deles é a redução do bem-estar. Ao contrário do mito liberal dos proprietários independentes que vivem contentes com o que têm, sem se comparar ao vizinho, a imensa maioria das pessoas vive a necessidade de se comparar e se sobressair; e o consumo reflete isso.

Um mundo excessivamente desigual, em que os mais pobres veem o abismo que os

Um mundo excessivamente desigual, em que os mais pobres veem o abismo que os separa dos ricos e sabem que essa distância jamais será vencida, será também um mundo de muita frustração existencial. Além disso, a extrema desigualdade econômica abre caminho para a captura da política e da legislação pelos interesses dos mais ricos, sem que o grosso da população tenha qualquer arma para se defender da sanha daqueles que já têm mais.

A extrema igualdade, contudo, também traz perigos. Uma sociedade muito igualitária é uma sociedade

A extrema igualdade, contudo, também traz perigos. Uma sociedade muito igualitária é uma sociedade que tende a não premiar o desempenho excepcional, tolhendo seus maiores talentos e impondo a todos o peso da conformidade à média. Não é à toa que os EUA, país competitivo e (por isso) desigual, atraem tantos dos melhores profissionais e acadêmicos do planeta.

Vale lembrar também que a desigualdade econômica não é a única desigualdade relevante. O

Vale lembrar também que a desigualdade econômica não é a única desigualdade relevante. O preço pago pelos países socialistas pela redução radical da desigualdade econômica, além da pobreza crônica, foi produzir uma brutal desigualdade de poder, muito maior até mesmo do que as democracias capitalistas mais deturpadas (como a nossa). Algumas formas de combate à pobreza reduzem também a desigualdade: por exemplo, taxação dos mais ricos e distribuição de renda para os mais pobres. O Brasil, que taxa proporcionalmente pouco os estratos superiores da renda, tem espaço para melhorar aí.

Outros países, contudo, podem combater a pobreza sem mexer na desigualdade ou podendo até

Outros países, contudo, podem combater a pobreza sem mexer na desigualdade ou podendo até aumentá-la. É o que aconteceu na China nas últimas décadas: graças a reformas liberalizantes, o país experimentou uma brutal redução da pobreza extrema (foram 300 milhões de pessoas que deixaram a pobreza extrema e hoje consomem avidamente) ao mesmo tempo em que a desigualdade também se intensificou: há toda uma classe de milionários e bilionários que antes não existia.

Como na maioria das questões importantes da vida, a ciência não tem respostas. A

Como na maioria das questões importantes da vida, a ciência não tem respostas. A quantidade ideal de desigualdade varia segundo as circunstâncias e as preferências de cada um. Provavelmente, nenhum dos extremos será desejável à maioria das pessoas. No Brasil, um dos países mais desiguais do mundo, essa discussão sobre a desigualdade importa. Não é, contudo, o problema mais urgente. Afinal, se há crianças morrendo de diarreia, significa que o nosso principal desafio não é reduzir a desigualdade, e, sim, combater a pobreza.

Observações sobre o artigo: A desigualdade importa? ■ Argumento principal: a igualdade não significa,

Observações sobre o artigo: A desigualdade importa? ■ Argumento principal: a igualdade não significa, necessariamente, fim da pobreza. ■ Tipo de texto argumentativo: necessidade de encontrar meios de sustentar essa opinião. ■ Importância da contra-argumentação: rebate de antemão uma possível opinião contrária.

Gênero jornalístico Ø Tema em debate na sociedade - crítica e análise de problemas

Gênero jornalístico Ø Tema em debate na sociedade - crítica e análise de problemas sociais, políticos, culturais, filosóficos, ambientais.

Função do articulista ■ Expor seu ponto de vista ■ Aprofundar aspectos críticos ■

Função do articulista ■ Expor seu ponto de vista ■ Aprofundar aspectos críticos ■ Ser convincente e persuasivo ■ Nem sempre o articulista é um jornalista

Características do artigo de opinião ■ Estrutura: ü Introdução: desenvolvida nos primeiros parágrafos do

Características do artigo de opinião ■ Estrutura: ü Introdução: desenvolvida nos primeiros parágrafos do texto, apresenta ainda de maneira superficial, o tema a ser desenvolvido. Tese: afirmação ou opinião defendida pelo autor. ü Desenvolvimento: momento em que a opinião é desenvolvida. Fundamentos argumentativos: ideias que conferem consistência ao texto. ü Conclusão: Finalização do artigo, com confirmação do ponto de vista do autor; deve ser coerente com os argumentos explicitados ao longo do texto.

Características dos artigos de opinião ■ Geralmente são assinados (por um autor ou um

Características dos artigos de opinião ■ Geralmente são assinados (por um autor ou um grupo de autores) ■ Televisão: o próprio autor apresenta sua análise ■ Títulos polêmicos ou provocativos

Características dos artigos de opinião ■ Linguagem: objetiva (texto informativo) e subjetiva (opinião) –

Características dos artigos de opinião ■ Linguagem: objetiva (texto informativo) e subjetiva (opinião) – uso da 1ª pessoa é permitido em trechos em que o autor explicita sua opinião. ■ Uso da 3ª pessoa – apresentação de argumentos e opiniões implícitas: “Há muito trabalho a ser feito na economia. Mesmo que não houvesse o isolamento social, o custo econômico da epidemia seria elevado, pelas consequências de uma crise social [. . . ]” Zeina Latif – Na confusão não se vai longe https: //economia. estadao. com. br/noticias/geral, na-confusao-naose-vai-longe, 70003279844

Exemplo de uso da 1ª pessoa do singular: “Fico buscando uma perspectiva histórica para

Exemplo de uso da 1ª pessoa do singular: “Fico buscando uma perspectiva histórica para o momento que vivemos. Senão, nem consigo levantar da cama. Tento me convencer que assim caminha a humanidade: dois passos para a frente e um para trás [. . . ]” Fernanda Young – Os fatos que nos perseguem https: //oglobo. com/op iniao/os-fatos-que-nosperseguem-23836903 Exemplo de uso da 1ª pessoa do plural: “Nós, os que hoje estamos vivos, nunca enfrentamos uma ameaça como o novo coronavírus. Se tantos repetem que o mundo nunca mais será o mesmo, qual é então o mundo queremos? ” Eliane Brum - O futuro póscoronavírus já está em disputa https: //brasil. elpais. com/opini ao/2020 -04 -08/o-futuro-poscoronavirus-ja-esta-emdisputa. html? event_log=oklo gin&o=cerrbr&prod=REGCR ARTBR

Estratégias argumentativas comuns ■ Relação de causa e efeito: apresenta a relação entre duas

Estratégias argumentativas comuns ■ Relação de causa e efeito: apresenta a relação entre duas situações na qual uma é a causa que justifica a ocorrência da outra. Ø Causa: Outros países, contudo, podem combater a pobreza sem mexer na desigualdade ou podendo até aumentá-la. É o que aconteceu na China nas últimas décadas: graças a reformas liberalizantes, Ø Efeito: o país experimentou uma brutal redução da pobreza extrema (foram 300 milhões de pessoas que deixaram a pobreza extrema e hoje consomem avidamente)

Estratégias argumentativas comuns ■ Exemplificação: indica momentos, casos ou situações em que algo aconteceu

Estratégias argumentativas comuns ■ Exemplificação: indica momentos, casos ou situações em que algo aconteceu para provar o que está sendo defendido. ■ Exemplo: Bangladesh é mais igualitário que o Canadá; mas é muito mais pobre. É por isso que se criou um lugarcomum de que a desigualdade não importa [. . . ]

Conclusão • Apresentar ideias para solucionar os problemas levantados sobre o tema; • levantar

Conclusão • Apresentar ideias para solucionar os problemas levantados sobre o tema; • levantar um questionamento e estimular o leitor a buscar mais informações; • apresentar uma citação curiosa; • retomar a opinião expressa inicialmente e comprovar sua validade.

Exercícios de aplicação – p. 47 (apostila 2) 1. Como o artigo de opinião

Exercícios de aplicação – p. 47 (apostila 2) 1. Como o artigo de opinião difere-se de uma reportagem quanto a. ao grau de parcialidade? b. à linguagem utilizada pelo autor

Exercícios de aplicação – p. 47 (apostila 2) 2. Você estudou, anteriormente, o gênero

Exercícios de aplicação – p. 47 (apostila 2) 2. Você estudou, anteriormente, o gênero textual editorial. A diferença entre esse gênero e o artigo de opinião é que a. o editorial é imparcial, enquanto o artigo de opinião é parcial. b. o editorial apresenta a opinião de uma empresa, enquanto o artigo de opinião é de autoria individual. c. o editorial não apresenta argumentos, enquanto o artigo de opinião é um texto argumentativo. d. o editorial apresenta linguagem puramente objetiva, enquanto o artigo de opinião pode conter linguagem subjetiva. e. O editorial não é pautado em um fato, enquanto o artigo de opinião o é na maioria das vezes.

Exercícios de aplicação – p. 47 (apostila 2) 3. Em um artigo, como um

Exercícios de aplicação – p. 47 (apostila 2) 3. Em um artigo, como um autor pode dirigir-se diretamente ao leitor? Encontre no artigo A desigualdade importa? um exemplo dessa estratégia. 4. Em um artigo de opinião, faz-se a defesa de um ponto de vista. No texto A desigualdade importa? qual é a tese defendida pelo autor?

Exercícios de aplicação – p. 47 (apostila 2) 5. As passagens a seguir fazem

Exercícios de aplicação – p. 47 (apostila 2) 5. As passagens a seguir fazem parte do texto lido neste conjunto de módulos. Marque O para o que for opinião do autor e F para o que for fato. “ A maior parte das pessoas, quando fala em desigualdade, está, no fundo, referindo-se à pobreza. ” “Bangladesh é mais igualitário que o Canadá, mas é muito mais pobre”. “Melhorando as condições de vida absolutas dos mais pobres, não seria preciso de preocupar com a distância existente entre eles e os mais ricos”. “Um mundo excessivamente desigual, em que os mais pobres veem o abismo que os separa dos ricos e sabem que essa distância jamais será vencida, será também um mundo de muita frustração existencial. ” “É o que aconteceu na China nas últimas décadas: graças a reformas liberalizantes, o país experimentou uma brutal redução da pobreza extrema (foram 300 milhões de pessoas que deixaram a pobreza extrema e hoje consomem avidamente) ao mesmo tempo em que a desigualdade também se intensificou: há toda uma classe de milionários e bilionários que antes não existia. ”

6. O trecho “A conclusão é precipitada”, que abre o terceiro parágrafo do artigo

6. O trecho “A conclusão é precipitada”, que abre o terceiro parágrafo do artigo A desigualdade importa? , refere-se à qual conclusão presente no texto? 8. A conclusão de um artigo de opinião deve a. Ampliar a discussão b. Criar um suspense sobre o modo de pensar do autor. c. Manifestar intolerância quanto a posicionamentos divergentes do apresentado no texto. d. Indicar a comprovação de que a opinião expressa inicialmente tem validade. Estar ausente; o leitor é quem deve tirar suas próprias conclusões. 9. Como você resumiria as etapas de planejamento a serem seguidas antes da escrita de um artigo de opinião?