ESCORPIES So animais invertebrados de ps articulados artrpodes
ESCORPIÕES • São animais invertebrados, de pés articulados (artrópodes), da classe Arachnida (aracnídeos), ordem Scorpiones. • Possuem o corpo dividido em duas partes: cefalotórax (cabeça e tórax juntos) e abdômen. Com um par de pedipalpos e um de quelíceras na cabeça, mais quatro pares de pernas no abdômen. • No final do abdômen (6º segmento), localiza-se o telson, órgão inoculador de veneno.
Habitat - Embaixo de troncos, folhas e pedras; - Também pode ser encontrado em entulhos de construção, madeira, telhas, tijolos, etc; - Nas casas entra geralmente pelos ralos e grelhas, atrás de baratas, seu principal alimento.
• Das 1600 espécies que ocorrem no mundo, aproximadamente 100 ocorrem no Brasil. Dessas, apenas 25 representam perigo para o ser humano. • Em Piracicaba, as espécies encontradas são: escorpião amarelo (Tityus serrulatus), com pernas e cauda amarelo claras e tronco escuro; e escorpião marrom (Tityus bahiensis), com tronco escuro, pernas e palpos com manchas escuras e cauda marrom avermelhada. Podem chegar a 7 cm de comprimento. • Na natureza são encontrados em locais escuros e úmidos, embaixo de troncos caídos e pedras, montes de folhas, etc. Nas residências, escondem-se em entulhos no quintal, vãos e frestas nas paredes, em roupas e calçados, podendo chegar nesses lugares por baixo das portas, pelos ralos e até pela fiação.
Figura 1. Tityus serrulatus Figura 2. Tityus bahiensis
Reprodução • São vivíparos e, quando nascem, a mãe coloca um por um no dorso, onde ficam até a primeira troca de pele (14 dias). O tempo de gestação é de 3 meses nas duas espécies. • T. serrulatus e T. bahiensis podem viver até oito anos, tendo em média 160 filhotes (20 por ano, 5 ou mais por cria, em média).
• Escorpião amarelo não possui macho, a reprodução ocorre apenas com o óvulo da fêmea (partenogênese). Figura 3. T. serrulatus fêmea com filhotes no dorso
Alimentação • São carnívoros, alimentando-se de animais vivos, como: cupins, baratas, grilos, aranhas e pequenos vertebrados. • Alimentam-se principalmente de baratas, podendo ser atraídos para residências com grande infestação das mesmas. Figura 4 • Por serem de hábito noturno, saem nesse período dos abrigos para buscar alimento. Sendo assim, não adianta colocar galinhas no quintal para caçar escorpiões, elas são de hábito diurno!
Acidentes • Ocorrem quando se manipula entulhos ou material de construção sem a devida proteção. Também, quando os escorpiões se escondem em roupas, calçados, armários, entulhos, materiais de construção, etc. • Deve-se ressaltar que o escorpião não ataca, picando apenas quando se sente ameaçado, ou seja, quando se comprime alguma parte do corpo sobre ele por acidente. • Em caso de acidente, deve-se procurar imediatamente a unidade de saúde mais próxima e, se possível, levar o escorpião, o que facilita o atendimento. Não se deve passar nenhum produto, apenas lavar o local com água e sabão.
Sintomas • Principais: dor forte e imediata no local da picada, vermelhidão discreta, sudorese (suor) fina. • Mais raramente (quadro grave): vômitos, sudorese em todo corpo, sonolência, aumento ou diminuição de pressão e alteração nos batimentos cardíacos, principalmente em crianças. • Os óbitos por escorpionismo estão mais fortemente associados à faixa etária pediátrica e a envenenamentos por Tityus serrulatus.
Prevenção • Manter limpos quintais e jardins. • Acondicionar corretamente o lixo, só pô-lo para fora no dia da coleta e em local alto, não jogar lixo em terrenos baldios e evitar queimadas nos mesmos. • Eliminar baratas e outros insetos que atraiam escorpiões. • Evitar entulhos no quintal. Caso haja material de construção, remanejá-lo com luvas de 15 em 15 dias. • Manter fossas sépticas bem vedadas. • Rebocar paredes externas e muros, evitando vãos e frestas. • Preservar os inimigos naturais dos escorpiões, como corujas, lagartos, macacos, quatis, sapos e gansos.
Bibliografia • Apostila “Escorpiões, Aranhas e Lacraias”, Instituto Butantan, www. butantan. gov. br. Acessado em 03/10/2006. • Apostila “Acidentes com Animais Peçonhentos”, Instituto Butantan, www. butantan. gov. br. Acessado em 03/10/2006. • Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. Manual de controle de escorpiões / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância Epidemiológica. – Brasília : Ministério da Saúde, 2009.
Obrigado! Márcio José Sérgio Ermida Orientador Pedagógico – CCZ ccz@piracicaba. sp. gov. br
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