EPIDEMIOLOGIA PRRS Porcine Reproductive and Respiratory Syndrome Prof






























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EPIDEMIOLOGIA PRRS Porcine Reproductive and Respiratory Syndrome Prof. (a) Dra. Masaio Mizuno Ishizuka Professora Titular Senior de Epidemiologia das Doenças Infecciosas da FMVZ-USP Departamento de Medicina Veterinária Preventiva e Saúde Animal
I. CONCEITUAÇÃO Doença infecciosa viral altamente transmissível dos suínos domésticos e selvagens caracterizada por comprometimento respiratório e reprodutivo, elevadas perdas econômica e de difícil controle.
PRRS II. IMPORT NCIA ECONÔMICA A complexa epidemiologia da PRRS dificulta sobremaneira a estimativa das perdas econômicas. Além das perdas decorrentes da morbidade e mortalidade há que se considerar também a redução do número de leitões desmamados por ano, que é da ordem de dois leitões fêmeas.
PRRS q Caso v. PRRS no Uruguai 2017: Pelas provas de ELISA foram detectados animais positivos em 5 estabelecimentos localizados nas províncias de Salto e Canelones. Diagnosticados como PRRS subclínica. Não concluíram o mecanismo de entrada do vírus. q Caso de v. PRRS no Equador: O surto ocorreu em um estabelecimento comercial localizado em Santo Domingo De Los Tsachilas. Não concluíram o mecanismo de entrada do vírus.
PRRS II. DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA PRRS está presente nas maiores regiões de produção de suínos do mundo. a. Na Europa são indenes Suécia, Suíça, Noruega e Finlândia. Na Oceania é indene na Nova Caledônia, Nova Zelândia e Austrália. b. Na América do Sul foi descrita no Chile em 2009 e 2013; c. No Uruguai e Equador em 2017 e está comprovadamente ausente na Argentina e Brasil e na América Central (Cuba e algumas áreas do Caribe).
DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA 2006 2007 2008 2009 DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA
DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA 2014 2006 2008 2016 DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA 2007 2015 2009
DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA 2018 2019 DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA
PRRS III. HOSPEDEIROS Suínos domésticos e selvagens são hospedeiros naturais. Entre suínos selvagens criados em sistema free-range, a soro prevalência é bastante baixa. Nada se sabe sobre a suscetibilidade de suídeos de vida livre.
PRRS IV. ETIOLOGIA Ø Vírus pertencente à ordem Nidovirales e à família Arteriviridae. Ø São descritas duas linhagens genéticas: § genótipos tipo 1 (vírus Lelystad) e § Genótipo 2 (VR-2332) Os genomas apresentam 56% de similaridade; Ø Descritos pela 1ª vez em 1990: tipo 1 na Europa e o tipo 1 na América do Norte. Dentro de cada tipo são observadas variações na sequência de nucleotídeos.
PRRS Ø Infectividade: Alta infectividade principalmente quando de corte de orelha, de cauda e de dente e na inoculação de medicamentos e biológicos. Sorotipos podem variar quanto à infectividade; Ø Patogenicidade: Elevada prevalência de casos clínicos; sorotipos podem variar quanto à patogenicidade; Ø Virulência: Alta que é observada pela gravidade dos sinais clínicos e alta mortalidade. Sorotipos podem variar quanto à virulência.
PRRS q Resistência às condições do ambiente e sobrevivência: § A luz solar: Frágil e destruído pelo calor e dessecação. §Temperatura: À temperatura entre 25 -27º C, não é detectado em materiais como plásticos, aço inoxidável, borracha, maravalha, feno, milho, ração inicial ou brim.
PRRS q Sensibilidade aos desinfetantes: Ø facilmente inativado pelos solventes de gordura como clorofórmio e éter. Instável em soluções contendo baixas concentrações de detergentes. Ø À temperatura ambiente, soluções contendo cloro a 0, 03% destrói o v. PRRS em 10 min, contendo iodo a 0, 008% destrói em 1 min e amônia quaternária a 0, 006% em 1 min. Ø Protocolos de descontaminação envolvendo secagem e fumigação com solução de glutaraldeido e compostos desinfetantes de amônia quaternária clorada inativam o v. PRRS.
PRRS V. DIAGNÓSTICO CLÍNICO O diagnóstico é sugestivo de PRRS quando da manifestação de doença reprodutiva em reprodutores e/ou doença respiratória em suínos de qualquer idade. Indicadores de produção em rebanhos acometidos por PRRS clinicamente ativa revela aumento da taxa de abortamento, nascimento prematuro, natimortalidade, mortalidade perinatal. Ø A ausência de sinais não significa ausência de PRRS.
PRRS Ø Doença ocorre mais frequentemente quando o v. PRRS é introduzido em rebanhos sem imunidade e todos os animais são afetados. Ø PRRS endêmica ocorre em rebanhos quando o vírus ingressa em um rebanho que apresenta imunidade homóloga, observada em leitões de creche e em crescimento devido à diminuição da imunidade passiva materna. Ø Como existe intensa variação antigênica, a introdução de uma nova variante em uma população endemicamente infectada pode causar epidemia no rebanho e até mesmo na região.
PRRS VI. PRRS NA FORMA EPIDÊMICA São acometidos todos os animais da granja (reprodutoras, reprodutores, leitões em lactação, de creche e terminados).
PRRS Reprodutoras: febre, cianose, abortamento ocasional (1º terço da gestação), natimortalidade, baixa mortalidade na 1ª fase e mais alta na 2ª fase da gestação e atraso em voltar à reprodução Ø
PRRS q Em leitões lactentes: infectados por via transplacentária comprometimento e manifestação tardia por volta do 4º mês com nascimentos prematuros e mortalidade pode atingir mais de 60% dos leitões e os nascidos vivos podem manifestar fraqueza, emaciação, hiperpnéia, dispneia, membros abertos.
PRRS q Em reprodutores: na fase aguda manifestam falta de apetite, letargia, sinais respiratórios (pneumonia intersticial), perda de libido e perda da qualidade do sêmen (diminuição de motilidade e defeitos de acrossoma), mas desconhece-se a interferência na taxa de concepção. O aspecto mais importante é a eliminação do v. PRRS pelo sêmen.
PRRS q Em leitões de creche e de terminação: infecção aguda frequentemente caracterizada por febre, perda apetite, respiração ofegante e/ou dispneia na ausência de tosse, pelos arrepiados. Letargia e diminuição variável no ganho de peso diário resultando em leitões de tamanhos diferentes. mortalidade pode atingir 12 -20%. A
PRRS VII. PRRS NA FORMA EDÊMICA q Superada a epidemia, a endemia se instala em quase todo rebanho infectado e ocorrem surtos agudos regulares ou ocasionais na creche ou na terminação. q Os sinais clínicos são semelhantes aos descritos na PRSS epidêmica.
PRRS VIII. DIAGNÓSTICO ANATOMOPATOLÓGICO Ø Lesões macro e microscópicas não são patognomônicas e leitões abortados ou natimortos não apresentam lesões importantes para fins de diagnóstico; ØLesões macroscópicas são de pneumonia intersticial e hiperplasia de linfonodos.
PRRS IX. DIAGNÓSTICO LABORATORIAL q Isolamento e detecção do vírus: em cultivo celular Ø Material para laboratório: lavados de pulmões, secreção oral, tonsilas e linfonodos por várias semanas após cessada a viremia, soro sanguíneo e sêmen; ØRecomendações para envio de amostras ao laboratório: refrigerar a 4º C imediatamente após colheita e enviar ao laboratório dentre de 24 -48 horas; q Sorologia: para monitoramento de atividade viral
PRRS X. DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DOENÇA DE REPRODUÇÃO x DOENÇA RESPIRATÓRIA
VII. DIAGNOSTICO EPIDEMIOLÓGICO leit e
PRRS Infecção Persistente: PRRS aguda evolui para infecção crônica e os animais recuperados permanecem persistentemente infectados.
PRRS XII. PROFILAXIA q CONTROLE: § Biosseguridade § Notificação imediata ao SVO local § Medidas de Contingência q. PREVENÇÃO Ø Quarentena: quarentenário de Cananeias ou possuir instalação para quarentena na granja e atender protocolo de testes para suínos reprodutores adquiridos para renovação do plantel; ØMovimentação de animais entre granjas
PRRS XII. PROFILAXIA
PRRS XIII. O QUE SE CONHECE SOBRE PRRS EM SUÍDEOS SILVESTRES q São suscetíveis Ø O mecanismo de transmissão entre javalis é igual ao dos suínos domésticos. Javalis podem transmitir para suínos domésticos ØSinais clínicos: nem sempre observados, mas quando presente são sinais de anorexia, febre, letargia, depressão e abortamento.
MUITO OBRIGADA! Prof. (a) Dra. Masaio Mizuno Ishizuka Professora Titular Senior de Epidemiologia das Doenças Infecciosas da FMVZ-USP Departamento de Medicina Veterinária Preventiva e Saúde Animal