Emergncias Endcrinas Maria Cecilia Damasceno Hipoglicemia Potencialmente fatal
























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Emergências Endócrinas Maria Cecilia Damasceno
Hipoglicemia Potencialmente fatal. Complicação frequente em pacientes diabéticos. Infreqüente em não diabéticos. Lembrar de alteração da função renal e outras co-morbidades. Tríade presente: hipoglicemia, sintomas de hipoglicemia e melhora dos sintomas após a administração de glicose. • Paciente que chega inconsciente ou com alteração neurológica no PS, sempre suspeitar e verificar. • • •
Sintomas • Neuroglicopenicos: cefaléia, sonolência, tontura, ataxia, astenia, dificuldade de concentração, lentificação de pensamento, confusão, irritabilidade, alteração de comportamento, déficits neurológicos focais , convulsão e coma. • Adrenérgicos: palpitação, taquicardia, ansiedade, tremores, sudorese, fome e parestesias.
Tratamento • Glicemia capilar < 60 mg/d. L – Glicose 50%: 60 a 100 m. L via endovenosa, – Glucagon: 1 a 2 mg intramuscular, – Risco de desenvolver encefalopatia de Wernicke: • Desnutrição, • Alcoolista, • Tiamina 100 mg via endovenosa ou intramuscular junto com a glicose.
Hiperglicemia • Diferem entre si de acordo com a presença de cetoácidos e com o grau de hiperglicemia. • Cetoacidose diabética – Produção de ácidos graxos (lipólise) no fígado e produção de corpos cetonicos e beta-hidroxibutirato. Há cetonemia e acidose metabólica. • Estado hiperosmolar hiperglicêmico. – Há produção mínima de insulina, mas essa quantidade é suficiente para inibir a produção de corpos cetonicos. Não há cetonemia, mas pode ocorrer cetonúria leve.
Sintomas • Cetoacidose diabética: – População, em geral, mais jovem. Poliúria, polidipsia, polifagia e mal-estar indefinido. – Desidratação, hipotensão, taquicardia, taquipnéia, respiração de Kusmall e hálito cetonico. Alteração do nível de consciencia. 30% dor abdominal • Estado hiperglicêmico hiperosmolar: – Faixa etária maior que 40 anos, normalmente. – Quadro arrastado, poliúria, polidipsia, astenia e desidratação. Há dificuldade de acesso à água, normalmente. Desidratação é acentuada. 25% sintomas de SNC.
Fatores Precipitantes • • • Infecção - 30 a 50%. Tratamento irregular - 21 a 49%. Primo descompensação - 20 a 30%. Medicamentos. Gestação. Etc.
Exames laboratoriais • • Gasometria arterial. Eletrólitos: sódio, potássio, cloro, magnésio e fósforo. Urina tipo I/Cetonúria. Etc. • Osmolaridade efetiva: 2 x (Na+ medido) + glicemia mg/d. L/18 • Anion gap: (Na+ medido) - (Cl- + HCO 3 -)
PARAMETROS CETOACIDOSE ESTADO HIPEROSMOLAR HIPERGLICEMICO Leve Moderada Grave Glicemia (mg/d. L) > 250 > 600 p. H arterial 7. 25 - 7. 30 7. 00 - 7. 24 < 7, 00 > 7. 30 Bicarbonato sérico (m. Eq/L) 15 -18 10 -14. 9 < 10 >15 Cetonúria Positiva Fracamente positiva Cetonemia Positiva Fracamente positiva Osmolaridade efetiva (m. Osm/kg) Variável > 320 Anion gap > 10 > 12 Variável Nível de Consciencia Alerta ou sonolento Estupor ou coma
Tratamento • Hidratação: – Fase I: correção de hipotensão e/ou choque • Expansão rápida. • SF 0. 9% 1000 m. L/hora. – Fase II: após correção da hipotensão • Manutenção da hidratação 250 a 500 m. L/hora de soro (4 a 14 m. L/Kg/hora). • A escolha da concentração depende do sódio: – se > 135 m. Eq/L utilizar Na. Cl 0. 45%. – se < 135 m. Eq/L utilizar SF 0. 9%.
Tratamento – Fase III: evitar a hipoglicemia • Quando a glicemia chegar a 250 -300 mg/d. L, deve-se continuar a hidratação, associada à glicose 5 ou 10%. Manter 4 a 14 m. L/Kg/hora de Na. Cl a 0. 45% com glicose. • 22 ml de Na. Cl a 20% (77 m. Eq) em 1 litro de soro glicosado 5 ou 10% • Insulinoterapia – Só utilizar se o potássio sérico inicial ≥ 3. 3 m. Eq/L. – Se o potássio sérico inicial < 3. 3 m. Eq/L, prescrever 100 m. L de SF 0. 9% com 25 m. Eq de potássio em uma hora e dosar o potássio de novo.
Tratamento – Ataque: • Insulina regular 0. 15 U/Kg endovenoso. – Manutenção: • Bomba de infusão contínua 0. 1 U/Kg/hora. • Insulina regular 50 unidades em SF 0. 9% 250 m. L. – Monitorização: • Glicemia capilar de 1/1 hora. • Taxa ideal de queda da glicemia 50 a 70 mg/d. L/hora. • Se redução menor que 50 mg/d. L/hora = dobrar a taxa infusão da bomba de insulina. • Se redução maior que 70 mg/d. L/hora = reduzir a taxa de infusão á metade.
Tratamento • Suspender a bomba de infusão se: – Controle do fator precipitante. – Glicemia < 250 mg/d. L. – p. H > 7. 3 e bicarbonato > 18 m. Eq/L. – Negativação da cetonúria não é critério de resolução da cetoacidose (a cetonemia o é). • Antes de suspender a insulina endovenosa: – Prescrever 10 U de insulina regular subcutânea. – Esperar cerca de uma hora antes de desligar a bomba.
Tratamento • Reposição de potássio: – < 3. 3 m. Eq/L • Não prescrever a dose inicial de insulina. • Repor 20 a 30 m. Eq em 1 L de SF 0. 9% em 1 hora e dosá -lo na sequencia. • Só iniciar o uso de insulina quando ele estiver > 3. 3 m. Eq/L. – 3. 3 a 5. 0 m. Eq/L • Repor deste o inicio do tratamento, 20 a 30 m. Eq em cada litro de SF 0. 9% ou SF 0. 45%, etc. • Dosagem sérica a cada 2 a 4 horas. – > 5 m. Eq/L • Não repor.
Tratamento • Reposição de bicarbonato: – p. H ≥ 6. 9 e ≤ 7. 0 • Bicarbonato de sódio 8. 4%, 50 m. Eq (50 m. L) diluídos em 200 m. L de AD em 1 hora. • Medir o p. H arterial após a infusão. Se persistir < 7. 0 deve ser repetida a infusão até que o mesmo esteja > 7. 0. – p. H < 6. 9 • Bicarbonato de sódio 8. 4%, 100 m. Eq (100 m. L) diluídos em 400 m. L de AD em 2 horas. • Medir o p. H arterial após a infusão. Se persistir < 7. 0 deve ser repetida a infusão até que o mesmo esteja > 7. 0.
Insuficiencia Adrenal • Potencialmente fatal. • Sinais e sintomas inespecíficos: – Fraqueza, anorexia, perda de peso, síncope, queixas abdominais inespecíficas, dor abdominal. Hiperpigmentação e hipotensão • Principal causa adrenalite auto-imune. • Diagnóstico – Cortisol sérico basal em jejum ou após estimulação adrenal (teste da cortrosina).
Insuficiencia Adrenal • Laboratório: – Hiponatremia 88%, – Hipercalcemia 64%, – Azotemia 55%, – Anemia 40%.
Insuficiencia Adrenal • Tratamento – Estável • Teste da cortrosina 250 μg endovenoso de cortrosina. Dosar cortisol plasmático após 30 a 60 minutos. Se > 18 μg/d. L insuficiencia adrenal descartada. Cortisol < 18 μg/d. L insuficiencia adrenal confirmada. – Instável • Iniciar hidrocortisona 100 mg endovenoso, seguido de 50 a 100 mg endovenoso de 6/6 horas. • Eventualmente necessária a reposição de mineralocorticóide (fludrocortisona 0. 05 - 0. 15 mg/dia). • Investigação do quadro.
Crise Tireotóxica • Potencialmente fatal, embora rara. Mortalidade em torno de 30%. • Exacerbação súbita das manifestações clínicas do hipertireoidismo. • Depende mais da velocidade de aumento que dos níveis. • Infecção é o principal fator precipitante. • Sinais e sintomas: – Febre, taquicardia, alteração SNC e sintomas gastrointestinais. Em idosos apatética.
Crise Tireotóxica • Diagnóstico é clínico. • Alterações laboratoriais: – Hiperglicemia, hipercalcemia, alteração de enzimas hepáticas e elevação de bilirrubinas. – T 4 total elevado, – T 3 total, T 4 livre e TSH indetectáveis.
Crise Tireotóxica • Tratamento: – Suporte. – Da causa precipitante. – Propiltiuracil (PTU) 600 a 1000 mg, seguidos de 200 a 300 mg de 6/6 horas ou de 4/4 horas. – Metimazol 20 mg de 4/4 horas ou 6/6 horas. – Solução saturada de iodeto de potássio 5 gotas a cada 6 horas. – Solução de lugol: 8 a 10 gotas de a cada 6 horas.
Coma Mixedematoso • Potencialmente fatal. Raro. Mortalidade 15%. • Diagnóstico: – Hipotireoidismo grave, de longa duração e não tratado. – Alteração do nível de consciência. – Termorregulação defeituosa. – Fatores precipitantes: – T 4, T 4 livre e T 3 diminuídos, TSH aumentado. – Fatores precipitantes: • Infecção, cirurgia, trauma, exposição ao frio, etc.
Coma Mixedematoso • Suporte. • Ataque endovenoso: – T 4 300 a 500 μg. – T 3 10 a 20 μg. • Ataque via oral: – T 4 500 μg. • Manutenção endovenosa: – T 4 50 a 100 μg/dia. – T 3 10 μg de 4/4 horas por 24 horas. • Manutenção via oral: – T 4 100 a 175 μg/dia.