Efeito dos Pares Economia da Educao Luiz Guilherme

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Efeito dos Pares Economia da Educação Luiz Guilherme Scorzafave 2017 FACULDADE DE ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO

Efeito dos Pares Economia da Educação Luiz Guilherme Scorzafave 2017 FACULDADE DE ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO E CONTABILIDADE DE RIBEIRÃO PRETO UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

Objetivo • Discutir o que a literatura apresenta sobre Peer Effects na área de

Objetivo • Discutir o que a literatura apresenta sobre Peer Effects na área de educação – Tipos de efeitos – Estratégia de identificação do efeito causal – Resultados da literatura FACULDADE DE ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO E CONTABILIDADE DE RIBEIRÃO PRETO UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO 2

O que é peer effect em educação? • Uma situação na qual para o

O que é peer effect em educação? • Uma situação na qual para o estudante A, ter como colega de sala o estudante B afeta o resultado educacional do estudante A. • O efeito pode ser direto: – presença de B afeta resultado educacional de A sem mudar o comportamento de A ou de qualquer outro agente. – Ex: aluno B responde bem uma pergunta do professor e ajuda aluno A a entender conteúdo. FACULDADE DE ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO E CONTABILIDADE DE RIBEIRÃO PRETO UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO 3

O que é peer effect em educação? • O efeito pode ser indireto: –

O que é peer effect em educação? • O efeito pode ser indireto: – B pode ser um bom aluno no qual A quer se espelhar, então A estuda mais. – Ou B pode ser um bom aluno que motiva o professor a dar aulas melhores das quais A se beneficia. FACULDADE DE ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO E CONTABILIDADE DE RIBEIRÃO PRETO UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO 4

Tipos de Peer Effect • Manski (1993) define 3 tipos de interações sociais, todas

Tipos de Peer Effect • Manski (1993) define 3 tipos de interações sociais, todas potencialmente relevantes para estudar peer effect na educação. – Efeito Endógeno: a propensão de um indivíduo ter determinado comportamento varia com a prevalência desse comportamento no grupo. Ex: proficiência de aluno do ensino médio. Efeito endógeno ocorre se, ceteris paribus, nota do aluno tende a variar com a nota média da escola ou outro grupo de referência. FACULDADE DE ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO E CONTABILIDADE DE RIBEIRÃO PRETO UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO 5

Tipos de Peer Effect • Efeito Exógeno (contextual): a propensão de um indivíduo ter

Tipos de Peer Effect • Efeito Exógeno (contextual): a propensão de um indivíduo ter determinado comportamento varia com as características do grupo. Ex: efeito exógeno ocorre se desempenho do aluno tende a variar com, por exemplo, a composição socioeconômica do grupo de referência. FACULDADE DE ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO E CONTABILIDADE DE RIBEIRÃO PRETO UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO 6

Tipos de Peer Effect – Efeito correlacional: Indivíduos do mesmo grupo tendem a ter

Tipos de Peer Effect – Efeito correlacional: Indivíduos do mesmo grupo tendem a ter comportamento similar pois possuem características similares ou se defrontam com o mesmo ambiente institucional. (problema de autosseleção) Ex: Efeito correlacional ocorre se jovens da mesma escola tendem a ter mesmo desempenho pelo fato de possuírem background familiar semelhante ou por terem os mesmos professores. FACULDADE DE ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO E CONTABILIDADE DE RIBEIRÃO PRETO UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO 7

Tipos de Peer Effect • Esses três tipos de peer effect tem diferentes implicações

Tipos de Peer Effect • Esses três tipos de peer effect tem diferentes implicações de política. • Ex: Programa de tutoria a apenas alguns alunos da escola. Se a nota de um aluno cresce com a média da nota da escola, um programa efetivo de tutoria não somente ajuda diretamente os tutorados mas, como seu desempenho melhora, indiretamente ajuda todos os estudantes da escola, com um feedback para ganhos de nota adicionais aos tutorados • Efeito exógeno e correlacional não geram esse “multiplicador social” FACULDADE DE ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO E CONTABILIDADE DE RIBEIRÃO PRETO UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO 8

Simultaneidade • Simultaneidade: Manski (1993) cunhou o termo “problema da reflexão” para caracterizar a

Simultaneidade • Simultaneidade: Manski (1993) cunhou o termo “problema da reflexão” para caracterizar a situação onde há tanto interações sociais endógenas quanto exógenas. • Imagine a existência de dois grupos com dois membros em cada grupo. FACULDADE DE ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO E CONTABILIDADE DE RIBEIRÃO PRETO UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO 9

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Importância do tema • Desde o Relatório Coleman (1966) se identifica os insumos dos

Importância do tema • Desde o Relatório Coleman (1966) se identifica os insumos dos pares como um desafio para os estudantes com baixa qualificação • Austen-Smith e Fryer (2005): “acting white” – alunos negros reduzem suas aspirações educacionais para ser aceito no grupo. • No entanto, como vimos, não é trivial estimar peer effects. Problema da reflexão é só um dos desafios. FACULDADE DE ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO E CONTABILIDADE DE RIBEIRÃO PRETO UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO 14

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Peer Effect • Ex: incentivo à prática de atividade física – Informação sobre as

Peer Effect • Ex: incentivo à prática de atividade física – Informação sobre as redes de amizades dos alunos. – Atribuição aleatória do encorajamento fez com que diferentes pessoas tivessem diferentes proporções de amigos sendo tratados. FACULDADE DE ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO E CONTABILIDADE DE RIBEIRÃO PRETO UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO 20

Modelo linear na média • Apesar de sua popularidade, não necessariamente o modelo linear

Modelo linear na média • Apesar de sua popularidade, não necessariamente o modelo linear na média descreve de modo adequado o efeito dos pares. • Assume que cada aluno tem o mesmo efeito em cada outro aluno (efeito homogêneo) FACULDADE DE ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO E CONTABILIDADE DE RIBEIRÃO PRETO UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO 21

Modelo linear na média • Também assume que o efeito de uma melhoria de

Modelo linear na média • Também assume que o efeito de uma melhoria de 1, 0 ponto na média da classe causada por apenas um estudante é o mesmo que se vários estudantes tivessem contribuído para esse mesmo aumento de 1, 0 ponto. Ou seja, o que importa é a media dos pares. • No entanto, na prática os efeitos de pares observados não estão ligados ao comportamento médio da turma, mas aos que estão mais próximos de você. FACULDADE DE ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO E CONTABILIDADE DE RIBEIRÃO PRETO UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO 22

Para além do modelo linear na média • Modelos com não linearidades podem explicar

Para além do modelo linear na média • Modelos com não linearidades podem explicar mais adequadamente o mundo. • As não linearidades abrem a possibilidade de que alguns estudantes possam ser ajudados por uma mudança nos pares, sem piorar os demais alunos. • A literatura em geral rejeita o modelo linear na média em favor dos modelos não lineares. FACULDADE DE ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO E CONTABILIDADE DE RIBEIRÃO PRETO UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO 23

Hoxby e Weingarth (2005) • Baseiam-se em política de reatribuição dos alunos às escolas

Hoxby e Weingarth (2005) • Baseiam-se em política de reatribuição dos alunos às escolas no condado Wake (NC) com o objetivo de reduzir a disparidade de background socioeconômico médio dos alunos em cada escola. • Como instrumento para o peer group do aluno, usam os peer groups que teriam sido gerados pelas regras de realocação de alunos. FACULDADE DE ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO E CONTABILIDADE DE RIBEIRÃO PRETO UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO 24

Hoxby e Weingarth (2005) • Os estudantes de diferentes raças e rendas tem probabilidades

Hoxby e Weingarth (2005) • Os estudantes de diferentes raças e rendas tem probabilidades diferentes de serem realocados. • Mas quando condicionamos em fatores fixos dos alunos, o evento real de realocação parece ter sido aleatório mudança dos pares exógena. • Além disso, estudantes com mesmo perfil foram expostos a realocações que variaram bastante, o que ajuda a identificar o efeito dos pares. FACULDADE DE ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO E CONTABILIDADE DE RIBEIRÃO PRETO UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO 25

Para além do modelo linear na média • Hoxby e Weinghart (2005) sugerem calcular

Para além do modelo linear na média • Hoxby e Weinghart (2005) sugerem calcular a % pares por décimos da distribuição de habilidades dos pares. • Essa % é interagida com uma dummy indicando qual o décimo da distribuição do próprio aluno. • Assim, é possível estimar o efeito de pares com diferentes níveis de habilidades no meu desempenho. FACULDADE DE ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO E CONTABILIDADE DE RIBEIRÃO PRETO UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO 26

Para além do modelo linear na média • Esse modelo não linear permite classificar

Para além do modelo linear na média • Esse modelo não linear permite classificar alguns dos diferentes modelos de efeitos dos pares: FACULDADE DE ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO E CONTABILIDADE DE RIBEIRÃO PRETO UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO 27

Tipos de Peer Effect II • Maçã Podre: um estudante com desempenho ruim “estraga”

Tipos de Peer Effect II • Maçã Podre: um estudante com desempenho ruim “estraga” o desempenho dos demais estudantes. – Se aumento no número de estudantes de baixa habilidade tem efeito negativo muito grande na nota dos estudantes em toda a distribuição • Shining Light: oposto do maçã podre. Um só estudante brilhante pode inspirar os demais a melhorar seus resultados. – Se aumento no número de estudantes de altíssima nota tiver efeito positivo muito grande em toda a distribuição de notas. FACULDADE DE ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO E CONTABILIDADE DE RIBEIRÃO PRETO UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO 28

Tipos de Peer Effect II • Invidious Comparison model: a chegada de um aluno

Tipos de Peer Effect II • Invidious Comparison model: a chegada de um aluno de desempenho melhor diminui o desempenho de todo mundo que ficar ranqueado abaixo dele na turma (possivelmente, via menor autoestima). A chegada de um aluno com desempenho pior melhora a nota de todos ranqueados acima dele na turma. FACULDADE DE ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO E CONTABILIDADE DE RIBEIRÃO PRETO UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO 29

Tipos de Peer Effect II • Boutique model: aluno terá maior nota sempre que

Tipos de Peer Effect II • Boutique model: aluno terá maior nota sempre que estiver rodeado por pares com características similares. • Nesse caso, os estudantes vão melhor quando o ambiente escolar se alinha ao seu tipo. – Ex: professores organizam as tarefas e materiais de acordo com o estilo de aprendizagem de um estudante, se houver “massa crítica” desse tipo de aluno. FACULDADE DE ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO E CONTABILIDADE DE RIBEIRÃO PRETO UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO 30

Tipos de Peer Effect II • Focus model: parecido com o modelo de boutique,

Tipos de Peer Effect II • Focus model: parecido com o modelo de boutique, mas sugere que a homogeneidade é boa para o aprendizado do estudante, mesmo se o próprio estudante não faz parte do grupo de estudantes homogêneos. • Rainbow model: todos os alunos ficam melhores quando tiverem que conviver com todos os outros tipos de estudantes. A lógica é que os alunos aprendem a resposta de uma questão mais profundamente quando isso é visto por mais de um ângulo. FACULDADE DE ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO E CONTABILIDADE DE RIBEIRÃO PRETO UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO 31

Tipos de Peer Effect II • Single Crossing: alunos com melhores notas iniciais são

Tipos de Peer Effect II • Single Crossing: alunos com melhores notas iniciais são fracamente mais sensíveis a seus pares que também possuem notas muito boas. – Alunos de melhor desempenho se beneficiam mais e alunos de pior nota se beneficiam menos da chegada de um bom aluno. – No modelo de boutique, estudantes de notas ruins se beneficiam muito da chegada de outro aluno ruim; no single crossing, esse benefício é bem pequeno, se houver. FACULDADE DE ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO E CONTABILIDADE DE RIBEIRÃO PRETO UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO 32

Tipos de Peer Effect II • Subculture model: oposto ao modelo de boutique, mas

Tipos de Peer Effect II • Subculture model: oposto ao modelo de boutique, mas é provável que afete apenas algumas minorias (por nota, raciais etc. ) – Nesse modelo, o tipo majoritário continua a dar suporte aos minoritários. Porém, se os minoritários se tornarem prevalentes a ponto de formar uma “massa crítica”, o tipo majoritário os rejeita (talvez porque a “cultura” da minoria ameaça o ambiente que é melhor para a maioria). FACULDADE DE ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO E CONTABILIDADE DE RIBEIRÃO PRETO UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO 33

Hoxby e Weingarth (2005) • Acham suporte para o modelo de boutique: – alunos

Hoxby e Weingarth (2005) • Acham suporte para o modelo de boutique: – alunos décimos 9 e 10 da distribuição de notas se beneficiam fortemente da adição de pares nesses décimos. – alunos décimos 1 se beneficiam mais da adição de alunos aos décimos 2 e 3. • Também encontram evidência do modelo de foco, no qual os alunos podem ser prejudicados pela heterogeneidade dos pares, mesmo quando a heterogeneidade adicional se dá com a inclusão de par semelhante a ele. FACULDADE DE ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO E CONTABILIDADE DE RIBEIRÃO PRETO UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO 34

Hoxby e Weingarth (2005) FACULDADE DE ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO E CONTABILIDADE DE RIBEIRÃO PRETO UNIVERSIDADE

Hoxby e Weingarth (2005) FACULDADE DE ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO E CONTABILIDADE DE RIBEIRÃO PRETO UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO 35

Estratégias de Identificação • A estratégia de identificação de Hoxby e Weingarth (2005) é

Estratégias de Identificação • A estratégia de identificação de Hoxby e Weingarth (2005) é uma das possíveis. Há outros casos: • Movimentos exógenos de pessoas – Imberman (2012) analisa o efeito da variação na composição dos pares que ocorreu após o furacão Katrina – Usando a especificação semelhante a de Hoxby e Weingarth (2005), encontra que aumento em 10 p. p. na % de evacuados do menor quartil de nota está associado com redução de nota do quartil superior de 0, 17 DP. FACULDADE DE ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO E CONTABILIDADE DE RIBEIRÃO PRETO UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO 36

Estratégias de Identificação • Chegada de imigrantes e refugiados políticos – Pouco efeito na

Estratégias de Identificação • Chegada de imigrantes e refugiados políticos – Pouco efeito na média – Para os filhos de mães menos educadas, um aumento de 10% na fração de imigrantes aumenta em 2 p. p. a probabilidade de evasão escolar. (Gould et al. , 2009) FACULDADE DE ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO E CONTABILIDADE DE RIBEIRÃO PRETO UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO 37

Estratégias de Identificação • Variação aleatória entre coortes – Coortes na escola básica são

Estratégias de Identificação • Variação aleatória entre coortes – Coortes na escola básica são pequenas o suficiente para que tenham variação significativa da % meninas. – Meninas tem melhor desempenho em leitura e menos problemas de comportamento. – Se aumentar 10% a fração de mulheres na classe, aumenta a nota em 20% de um desvio padrão, tanto para meninas como para meninos. – Com mais mulheres, Lavy (2011) mostra melhoria do clima escolar, redução do disruption e aumento de esforço do aluno. FACULDADE DE ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO E CONTABILIDADE DE RIBEIRÃO PRETO UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO 38

Estratégias de Identificação • Variação aleatória entre coortes – Se meninas estiverem rodeadas na

Estratégias de Identificação • Variação aleatória entre coortes – Se meninas estiverem rodeadas na classe por apenas meninas tem nota 20% de DP maior do que menina cercada só por homens. • Atribuição aleatória de colegas de dormitório – Dados de formação de turmas da Academia da Força Aérea – Se aumentar 1 DP na nota media do batalhão, aumenta a nota no 1 o ano da faculdade em 0. 05 DP. FACULDADE DE ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO E CONTABILIDADE DE RIBEIRÃO PRETO UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO 39

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