Economia Empresarial Economia Aplicada MBA Gesto Empresarial Prof
Economia Empresarial Economia Aplicada MBA Gestão Empresarial Prof. Robson R. Gonçalves Mestre em Economia e-mail: robson. goncalves@fgv. br
Apresentação § Por que Economia Aplicada? § A Economia (parece, mas) não é uma ciência exata! § Economia, Microeconomia e Macroeconomia § Microeconomia: mercados e variáveis específicos – § Macroeconomia: mercados e variáveis genéricos – § Mercado paulistano de softwares nesse trimestre PIB, inflação, exportações e fluxos de capital Acompanhamento do ambiente macro: necessário para avaliação e alinhamento estratégicos 2
Síntese do conteúdo § Noções de Microeconomia § Relações entre Micro e Macroeconomia § Macroeconomia: três macromercados operando simultaneamente e interagindo • De bens e serviços • Monetário • Cambial § O ambiente econômico hoje § Método de trabalho: passo a passo 3
Onde obter mais informação ü Sites de interesse: § Banco Central: www. bcb. gov. br § BNDES: www. bndes. gov. br § IBGE: www. ibge. gov. br § IPEA: www. ipeadata. gov. br § Fundo Monetário: www. imf. org ü Site da matéria: www. economiaaplicada. net
Noções de Microeconomia: campo da Economia que estuda os mercados definidos de forma bastante específica. Agentes econômicos típicos: § Consumidores (demandantes) § Empresas (ofertantes) Variáveis de interesse (preliminares): § Preços § Quantidades Alguns conceitos chave: § Custo de oportunidade § Equilíbrio de mercado § Elasticidade § Teoria dos Jogos 5
Fundamentos: oferta e demanda § Lei da Demanda Relação inversa entre o preço e a quantidade que os demandantes desejam e podem comprar de um determinado bem ou serviço A lei é válida nas condições “cœteris paribus” (tudo mais constante) § Lei da Oferta Relação direta entre o preço e a quantidade que os ofertantes desejam e podem produzir e vender de um determinado bem ou serviço 6
Tendência ao equilíbrio de mercado O p p 2 p. E p 1 D q 1 q. E q 2 q 9
Deixando de lado o coeteris paribus Alterações no equilíbrio de mercado I: deslocamentos da demanda O p p. E 2 p. E 1 D 2 D 1 q. E 2 q 10
Deixando de lado o coeteris paribus Alterações no equilíbrio de mercado II: deslocamentos da oferta com aumento da concorrência O 1 p O 2 p. E 1 p. E 2 D q. E 1 q. E 2 q 11
Deixando de lado o coeteris paribus Alterações no equilíbrio de mercado III: deslocamentos da oferta com aumento dos custos O 3 p O 1 p. E 3 p. E 1 D q. E 3 q. E 1 q 12
Elasticidade-Preço da Demanda (sensibilidade ou reação da demanda ao preço) p e. P = % q / % p p 1 e. PA < e. PB DB DA é menos sensível às variações de preço do que DB p 2 DA q. A 1= q. B 1 q. A 2 q. B 2 q 15
Elasticidade-Renda da Demanda (sensibilidade ou reação da demanda a variações na renda) e. R = % q / % R Produtos “Top”(ou bens superiores): § demanda varia no mesmo sentido da renda § a demanda migra para esses bens quando a renda aumenta § No caso dos bens “Top”, e. R > 0, isto é, a relação entre renda e demanda é direta Produtos “Pop” (ou bens inferiores): § demanda varia no sentido inverso ao da renda § a demanda migra para esses bens quando a renda cai § No caso dos bens “Pop”, e. R < 0, isto é, a relação entre renda e demanda é inversa 17
Casos práticos A rede de cafeterias Reservas pela internet O executivo desempregado 19
Caso 1 – As cafeterias Um empreendedor pretende instalar cafeterias em diferentes locais de uma grande cidade brasileira. Os primeiros pontos de venda serão: a) Em alguns lugares movimentados do centro, regiões de grande trânsito de pessoas e onde há elevada concentração de estabelecimentos comerciais de todo tipo; e b) Em shopping centers, ao lado das salas de cinema, com direito de ser vendedor exclusivo de café na área próxima. Diante dessas informações, pergunta-se: Considerando explicitamente o conceito de elasticidade-preço e seus determinantes, qual deve ser a política de segmentação de mercado com relação aos preços? Ou seja, que preços devem ser cobrados pelo café expresso em cada local? Se preferir, considere valores entre R$ 1, 50 e R$ 4, 70 e justifique sua decisão. 20
Caso 2 – Reservas pela internet Um pequeno hotel acaba de colocar na internet um site para consultas de tarifas, reservas e vendas de diárias, tanto para o público nacional quanto estrangeiro. Sem muita experiência em e-commerce, contratou uma consultoria para auxiliar na estratégia de precificação. A recomendação da consultoria foi no sentido de uma diferenciação de preço do seguinte tipo: a) Na internet deveriam constar tarifas mais baixas direcionadas aos clientes que fazem amplas pesquisas antes de efetivaram uma reserva; e b) Nas vendas no balcão, destinadas a clientes que chegam repentinamente querendo se hospedar de qualquer forma, as tarifas deveriam ser mais altas (o famoso “preço de balcão”). Considerando explicitamente o conceito de elasticidade-preço e seus determinantes, explique a recomendação da consultoria, aplicada amplamente no segmento de hospedagem. 21
Caso 3 – O executivo desempregado Um jovem executivo sempre comprou seus ternos na loja Springfields. Em um ano de recessão, ao ficar desempregado, foi ao shopping e percebeu como os ternos daquela loja eram caros. . . Desanimado e sem muito dinheiro para gastar, foi até a loja Via Vetro, escolheu um terno e, no provador, descobriu uma etiqueta da Springfields. Um tanto surpreso, ele perguntou ao vendedor se não havia algum engano. . . O vendedor informou, a meia voz, que, assim que chega uma coleção nova na Springfields, as etiquetas da coleção velha são trocadas e a roupa passa a ser vendida na Via Vetro. Disse também que ambas são lojas do mesmo empresário. Provavelmente, alguém havia deixado passar aquele terno sem trocar as etiquetas. . . Considerando o conceito de elasticidade-renda, explique por que o empresário adotou essa estratégia. Destaque o que aconteceu quando a renda do cliente variou. 22
Desafios 1) Qual dessas demandas é mais sensível a preço: a) Demanda por lápis em geral, ou b) Demanda por lápis HB (um tipo específico de lápis)? 2) A demanda das famílias por energia elétrica é, provavelmente, pouco sensível aos preços. Pelo menos em um horizonte curto de tempo (por exemplo, um ano). Mas, em um prazo mais longo (por exemplo, cinco anos), é possível que as famílias reajam mais, reduzindo o consumo em caso de alta continuada de preços. Dito isso, responda: por que as demandas em geral tendem a ser mais sensíveis a preços no longo prazo? 3) Um jovem estudante resolveu gastar sempre 10% de sua renda semanal com gasolina. Supondo que os preços do combustível não variem, mas que ele tenha alterações constantes em sua renda, qual o valor numérico de sua elasticidade-renda? 23
Fundamentos de Teoria dos Jogos O Dilema dos Prisioneiros B Confessar Não confessar Confessar -2 ; -2 0 ; -4 Não confessar -4 ; 0 -1 ; -1 A 24
Cartel ou não-cartel? B Nível 1 Nível 2 (alto) (baixo) $ 9 ; $ 9 $ 13 ; $ 6 ; $ 13 $ 10 ; $ 10 (alto) A Nível 2 (baixo) Os níveis 1 e 2 são de produção. Os valores ($) indicam lucros mensais. 25
Em que mercado o cartel é menos provável? Mercado 1 Mercado 2 B Nível 1 (alto) B Nível 1 Nível 2 (alto) (baixo) $ 9 ; $ 9 Nível 1 $ 13 ; $ 6 (alto) $ 9 ; $ 9 $ 23 ; - $ 6 ; $ 23 $ 10 ; $ 10 A A Nível 2 (baixo) Nível 2 $ 6 ; $ 13 $ 10 ; $ 10 (baixo) Tentação de trair No mercado 2, tanto a tentação de traição quanto o dano em ser traído são muito maiores. O cartel é muito menos provável no mercado 2, muito embora o acordo beneficie ambas as empresas tanto no mercado 1 quanto no mercado 2. Dano de ser traído 26
Caso 4 – Exercício extra Ultimato: Razão e sensibilidade Uma turma de 20 alunos de MBA é dividida em dois grupos iguais. Em uma sala estão dez pessoas. Na sala ao lado, outras dez. Cada pessoa na sala 1 terá um parceiro específico na sala 2, escolhido por sorteio. Mas os alunos de cada sala não sabem quem é seu parceiro, pois o resultado do sorteio não é revelado aos participantes do jogo. Cada aluno na sala 1 recebe $ 1000 para ser repartido entre ele e seu parceiro desconhecido. Esse aluno da sala 1 deve propor um critério de repartição, ou seja, deve dizer quantos por cento dará a si mesmo e, portanto, quanto vai restar para o correspondente na sala 2. O mínimo que pode ser deixado para o aluno da sala 2 é $ 100 (10% do valor a ser repartido). Cada aluno da sala 2 recebe a proposta de partilha como um ultimato: se aceitar, a partilha é feita de acordo com a proposta; se recusar, nem ele nem o parceiro da sala 1 levam coisa alguma. Diante disso, responda: a) Supondo que esse experimento foi aplicado no planeta Vulcano, terra natal do doutor Spock, onde ninguém tem emoções humanas, qual o valor mais racional que o aluno da sala 1 deve propor para seu parceiro da sala 2? Qual a atitude racional do aluno também vulcaniano da sala 2? Justifique. b) Agora, supondo que o mesmo experimento seja aplicado na Terra, explique de que forma esse jogo permite discutir que o racional nem sempre é justo e pode gerar 27 indignação, causando perdas a todos?
Desafio Em um prédio de apartamentos, o síndico realizou várias campanhas para reduzir o consumo de água. Todas sem nenhum sucesso. Um economista sugeriu que o critério de rateio da conta do prédio fosse alterado. Em lugar da divisão igualitária do consumo total, cada unidade passaria a pagar sua própria conta de maneira individualizada. Feita a alteração, o consumo total caiu cerca de 40%. Utilizando o que você aprendeu sobre Teoria dos Jogos, explique por que isso aconteceu. 28
Principais variáveis macroeconômicas 29
A dinâmica dos macromercados Cambial Política Cambial Bens e serviços Política Fiscal Monetário Política Monetária 30
Mercado de Bens e Serviços: dois indicadores básicos Índice Geral de Preços: estimativa da média de todos os preços de bens e serviços PIB: somatório dos valores dos bens e serviços finais produzidos dentro das fronteiras de um país em determinado período de tempo 31
Mercado de Bens e Serviços: diferentes indicadores de inflação Índices Gerais de Preço (60% IPA, 30% IPC e 10% INCC): IGP-DI (disponibilidade interna) evolução dos preços do dia 30 ao 30 do mês posterior (FGV – contratado pelo governo) IGP-M (de mercado) evolução dos preços do dia 21 ao 21 do mês posterior (FGV – contratado pelo setor privado) Índices de Preço ao Consumidor (IBGE): INPC (nacional) baseado no padrão de consumo de famílias com renda entre 1 e 5 Salários Mínimos (São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Curitiba, Recife, Fortaleza, Salvador, Brasília, Belém e Goiânia) IPCA (amplo) baseado no padrão de consumo de famílias com renda entre 1 e 40 Salários Mínimos 32
Inflação no Brasil: IGP-M e IPCA Variação acumulada em 12 meses 2005 -2014 34
Inflação no Brasil: IGP-DI, IGP-M, INPC e IPCA – 2002 -2013 Variação percentual acumulada no ano IGP-DI IGP-M INPC IPCA 2002 26, 41 25, 31 14, 74 12, 53 2003 7, 67 8, 71 10, 38 9, 30 2004 12, 14 12, 41 6, 13 7, 60 2005 1, 22 1, 21 5, 05 5, 69 2006 3, 79 3, 83 2, 81 3, 14 2007 7, 89 7, 75 5, 16 4, 46 2008 9, 10 9, 81 6, 48 5, 90 2009 -1, 43 -1, 72 4, 11 4, 31 2010 11, 47 11, 32 6, 47 5, 91 2011 5, 00 5, 09 6, 08 6, 50 2012 7, 88 7, 82 6, 21 5, 83 2013 5, 51 5, 56 5, 91 35
Casos práticos O empresário do setor de serviços Compra de imóvel na planta 36
Caso 5 – Setor de serviços Um empreendedor oferece serviços para famílias que moram em apartamentos na cidade de São Paulo: faxina, arrumação, pequenos consertos elétricos e hidráulicos etc. Depois de um ano de atividades, seu objetivo é reajustar os preços de modo a não tornar os itens que oferece muito mais caros que a média do segmento de serviços domiciliares no mercado paulistano. Ao mesmo tempo, vai negociar o reajuste de salário com seus funcionários. Por fim, pretende tomar crédito em um banco para comprar automóveis a serem utilizados na empresa para o deslocamento dos empregados. Diante disso, considerando apenas os índices em aula, responda: a) Qual o melhor índice para balizar o reajuste dos preços da empresa, dado o objetivo do empresário? b) Caso o sindicato queira saber se a proposta de reajuste salarial repõe ou não as perdas causadas pela inflação, que índice usará como parâmetro técnico para sua análise? c) O banco onde o empresário fará o empréstimo ofereceu a possibilidade de reajuste do saldo devedor pelo IGP-M ou pelo IPCA. Que índice o empresário deve escolher? 37
Caso 6 – Imóvel na planta Em meados de 2003, a construtora Tapume vendeu um apartamento na planta para uma aluna de MBA da FGV. O financiamento era direto com a construtora e com prazo de dez anos. O imóvel seria entregue em janeiro de 2005. De acordo com o contrato elaborada pela construtora, o saldo devedor seria corrigido pelo INCC durante a obra. Após as chaves, entregues em 2005, as parcelas e o saldo devedor passariam a ser corrigidos pelo IGP-M até o final do contrato em 2013. Mas, em maio de 2005, depois de usar o IGP-M durante apenas dois meses, a construtora propôs à aluna a troca do índice de correção, que passaria a ser o IPCA. A empresa argumentava que o IGP-M havia se elevado muito nos anteriores, especialmente em 2002, o que havia causado dificuldades de pagamentos para os compradores, além de vários casos de inadimplência e perda dos imóveis. Como a compradora, aluna de MBA da FGV, conhecia bem a metodologia de cálculo desses índices, recusou-se a aceitar a troca do fator de correção. Diante disso, pergunta-se: que razões podem ter levado a construtora a adotar o IGP-M em 2003, mas propor a troca em meados de 2005? Sabendo que a aluna pretendia quitar a dívida no início de 2006, ela fez bem em não aceitar a troca? E se ela fosse levar o financiamento até o final em 2013?
Desafio Depois de estudar a fundo os índices de preços disponíveis no Brasil, um empresário dono de uma empresa metalúrgica criou uma fórmula para reajustar os preços de seus produtos (normalmente chamada de “fórmula paramétrica”): • 35% x variação do INPC • 20% x variação do IPP Siderurgia (Índice de Preços ao Produtor da siderurgia) • 25% x variação do custo da energia elétrica Os 20% restantes foram deixados para ajustes resultantes das negociações com os clientes. Como você acha que o empresário chegou aos valores de 35%, 20% e 25%?
PIB: seu valor monetário é estimado a partir do somatório dos valores dos bens e serviços finais produzidos dentro das fronteiras de um país (ou qualquer outra região geográfica) Mas, por que somente bens e serviços finais ? ? ? ! Duas definições extremamente simples: Bem (ou serviço) final: todo aquele que não for utilizado como insumo. . . Insumo: um bem (ou serviço) insumo é todo aquele que “insome” no processo produtivo (matérias-primas, energia e serviços especificamente utilizados no processo de produção de outros bens e serviços) Exemplo: 40
PIB: somatório dos valores dos bens e serviços finais produzidos dentro das fronteiras de um país Mas, por que somente bens e serviços finais ? ? ? ! Aço = $ 4 bi exportação $ 1 bi Impostos VA $ 3 bi $ 1 bi Construção $ 10 bi VP $ 4 bi VI Cimento = $ 1 bi VA = VP – VI Valor Agregado = Valor do Produto – Valor dos Insumos
Aplicação – caso teórico calculando o PIB de Lisarb O pequeno país de Lisarb decidiu calcular seu PIB pela primeira vez. Em um pequeno vilarejo ocorreram as seguintes transações que foram informadas ao órgão responsável pelo cálculo: a) Os lenhadores locais, utilizando simplesmente seus machados, reuniram toras de madeira no valor de $ 3700. b) Fábricas de móveis compraram toras no valor de $ 2000. Utilizando outros insumos no valor total de $ 1000, fabricaram móveis vendidos pelo valor de $ 4500. c) As toras de madeira restantes foram vendidas pelos lenhadores diretamente para as famílias do vilarejo que as utilizaram como lenha para suas lareiras. 43
Aplicação – caso teórico calculando o PIB de Lisarb Considerando somente essas informações, pergunta -se: a) Utilizando os dados do slide anterior, qual o valor do PIB? b) Qual o valor agregado pelas fábricas de móveis? c) Caso os demais insumos utilizados pelas fábricas ($ 1000) tivessem sido importados (e a produção nacional desses itens não existisse), que ajuste seria necessário no cálculo que você fez no item a? d) Agora, mantida a modificação do item anterior, suponha que uma companhia de teatro realizou ao ar livre e de improviso uma encenação de Macunaíma, arrecadando do público um valor total de $ 1300. Recalcule o PIB. 44
Resolução $ 1700 Extração de madeira $ 3700 Outros insumos $ 1000 $ 2000 $ 1000 Fabricação de móveis Apresentação teatral $ 4500 Demanda de bens e serviços finais $ 1300 45
PIB: Produto = Renda Σ valores dos bens e serviços finais produzidos dentro das fronteiras do país $ 6. 500 Produto = = VA 1= $ 3. 700 VA 2= $ 1. 500 VA 3= $ 1. 300 Encenação teatral 20% Composição do PIB Σ VA = $ 6. 500 Renda Fabricação de móveis 23% Extração de madeira 57% 46
O Fluxo Circular de Renda Versão simplificada Produto PIB Gasto Renda 47
PIB em países selecionados (US$ correntes - 2013) § § MUNDO União Europeia US$ 73, 98 tri US$ 17, 37 tri 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12. 13. EUA China Japão Alemanha França Reino Unido Brasil Rússia Itália Índia Canadá Austrália Espanha US$ 16, 80 tri US$ 8, 18 tri US$ 4, 90 tri US$ 3, 63 tri US$ 2, 74 tri US$ 2, 53 tri US$ 2, 24 tri US$ 2, 12 tri US$ 2, 07 tri US$ 1, 88 tri US$ 1, 82 tri US$ 1, 50 tri US$ 1, 36 tri 48
Renda per capita em países selecionados US$ correntes - 2013 Média mundial US$ 9. 880 1. Luxemburgo 2. Qatar 3. Noruega 4. Suíça 5. Emirados Árabes 6. Kwait 7. Austrália 8. Dinamarca 9. Suécia 10. Cingapura US$ 117. 600 US$ 104. 300 US$ 101. 400 US$ 80. 800 US$ 70. 900 US$ 66. 500 US$ 65. 100 US$ 58. 300 US$ 57. 200 US$ 54. 200 14. EUA 22. Alemanha 19. França 27. Japão US$ 52. 800 US$ 44. 300 US$ 41. 700 US$ 38. 500 47. Chile 52. Rússia 63. Brasil 65. Argentina 66. México 83. China 150. Índia 193. Burundi US$ 15. 800 US$ 14. 600 US$ 11. 300 US$ 11. 100 US$ 10. 600 US$ 6. 800 US$ 1. 500 US$ 320 50
Poupança e Investimento Primeira aproximação Ótica da Produção PIB = C + I Ótica da Renda PIB = C + S C + I = C + S I = S C = Consumo I = Investimento S = Poupança (save em inglês) 51
Poupança e Investimento Análise completa S privada I privado I do governo I = S S do governo S externa 53
Crescimento e flutuações cíclicas Determinantes do comportamento do PIB no longo e no curto prazos (ou “trend” versus “business cycle”): PIB no curto Demanda prazo Agregada Tendência de Oferta longo prazo Agregada tempo (trimestres) 55
Crescimento e flutuações cíclicas: Determinantes do comportamento do PIB no longo e no curto prazos PIB Menor pressão inflacionária Aumento do investimento tempo Com o aumento do investimento, a oferta agregada potencial cresce mais rápido. Isso permite o crescimento sustentado da demanda agregada com menores pressões inflacionárias. Infelizmente, o timing de ajuste da oferta pelo investimento é muito mais lento que o da demanda, influenciada pelos juros no curto prazo. 59
Demanda ou Gasto Agregado: componentes e determinantes Produto Consumo Gasto Investimento Gastos Públicos PIB Renda Comércio Externo 60
PIB observado e tendencial 1990 -2013 (sem impostos) Collor Itamar FHC Lula Dilma Crise internacional 61
Finanças Públicas Três conceitos fundamentais Déficit Primário = (IG + G) – T ou total de despesas não-financeiras – receitas correntes totais Déficit Nominal = Déf. Primário + Juros Nominais ou total de despesas (inclusive financeiras) – receitas tributárias totais Dívida Pública: A dívida pública cresce por conta do Déficit Nominal 62
Finanças Públicas Dívida Pública e Dívida Externa Dívida Pública Interna R$ 2, 1 trilhões Dívida Pública Externa US$ 70, 8 bi Dívida Privada Externa Dívida Externa Total* US$ 279, 2 bi US$ 208, 4 bi Dívida Privada Interna * Médio e longo prazos, isto é, prazos superiores a 1 ano 64
Atenção! Não confunda! Balança Comercial = Exportações - Importações Relações comerciais do país com o mundo Déficits Públicos: • Déficit Primário: (IG + G) – T não inclui despesas financeiras do governo • Déficit Nominal: Déf. Primário + Juros inclui despesas financeiras do governo 65
Aplicação – caso teórico Déficit Primário Dívida Juros (em milhões) (início do período) (taxa de juros = 10% a. m. ) 1 $ 1000 0 0 2 0 Meses a) 3 - $ 60 4 - $ _______ 4. a - $ 60 Déficit Nominal Calcule o Déficit Nominal no mês 1 e a dívida no início do mês 2. b) Suponha que o Déficit Primário foi zerado no mês 2. Calcule o Déficit Nominal no mesmo mês 2 e a dívida no mês 3. c) Suponha que foi feito um Superávit Primário de $ 60 milhões (Déficit de - $ 60 milhões) no mês 3. Calcule o Déf. Nominal no mês 3 e a dívida no mês 4. d) Qual o superávit primário necessário no mês 4 para evitar que a dívida continue crescendo? Em outro cenário (4. a), caso o superávit primário esteja limitado a $ 60 milhões, cite duas outras maneiras de evitar que a dívida continue crescendo.
Aplicação: mensagens 1) Não confunda Dívida com Déficit! 2) A Dívida Pública cresce por conta do Déficit Nominal! 3) Zerar o Déficit Primário não é sinônimo de equilíbrio das Finanças Públicas! Afinal, esse é um conceito parcial de Déficit Público que não inclui despesas financeiras (juros) 4) O Superávit Primário é a economia de recursos que o governo faz para pagar (pelo menos uma parte dos) juros de sua dívida! Essa é a única razão para gerar Superávit Primário, o qual não serve para outra coisa 67
Déficits públicos e Relação Dívida-PIB Três esferas de governo 2004 -2013 % do PIB 68
Mercado Monetário: O regime de metas para a inflação e o papel do Bacen § Banco Central: o executor da política monetária • Objetivo: manter a inflação no centro da meta • Instrumento: taxa de juros básica (no Brasil, Selic) • Ação antecipativa: a taxa de juros demora para ter efeitos sobre a economia § Causas da inflação • Excesso de Demanda (flutuações cíclicas do PIB) • Componentes Temporais: − Inércia (inflação passada) − Expectativas (inflação futura esperada) • Choques de Custos § Regime de Metas para a Inflação: referência para o Bacen • Inflação dentro da meta ou convergindo para ela: juros podem ser reduzidos ou permanecer baixos • Inflação acima da meta ou ameaçando superá-la: juros são elevados 69
Regime de metas para a inflação Selic e IPCA acumulado em 12 meses – 2007 -2013 70
Casos práticos Crédito ao consumidor Crédito ao empresário 71
Caso 7 Cozinha planejada Em novembro de 2008, quem assistisse aos canais especializados em vendas pelas tvs a cabo encontraria uma oferta quase irresistível. Uma empresa especializada em móveis planejados oferecia a compra com entrega em 30 dias, parcelamento em 12 vezes (com acréscimo de juros) e a primeira prestação somente em março de 2009, depois do carnaval. . . ! Sabe-se que a empresa observou os dados do gráfico de inflação, metas de inflação e Selic, visto anteriormente, antes de traçar essa estratégia de oferta de financiamento a seus clientes. Sabe-se, também, que, do ponto de vista financeiro, a empresa teria boas vantagens com essa oferta. Utilizando explicitamente a lógica do regime de metas e os dados do último gráfico analisado, explique a motivação econômica da empresa ao fazer essa oferta a seus clientes. Em março de 2010, você acredita que a empresa faria o mesmo tipo de promoção? Por quê? 72
Caso 8 O gerente e o empresário Em março de 2009, um empreendedor, dono de uma empresa de porte médio, comparece a sua agência bancária, convidado por seu gerente pessoa jurídica. O gerente mostrou a ele um gráfico onde era possível observar a queda contínua da Selic e das demais taxas de juros na economia brasileira desde o final de 2008. O gerente argumentou, então, que era um momento propício para o empresário tomar crédito junto ao banco, dado que o custo da operação seria muito menor do que um ano antes, por exemplo. Mas o gerente ficou surpreso com uma pergunta feita pelo empresário (ex-aluno dos MBAs da FGV. . . ): “Você tem acompanhado o desempenho da inflação relativamente às metas perseguidas pelo Banco Central? Você sabe qual a expectativa de inflação para esse ano e o próximo, . . . ? ” Ao final da negociação, o empresário aceitou tomar crédito junto ao banco, mas exigiu que as taxas de juros fossem pós-fixadas, isto é, acompanhassem as variações das Selic até março de 2010, prazo final de quitação da dívida. Utilizando explicitamente a lógica do regime de metas e os dados do último gráfico analisado, explique a motivação do empresário ao fazer aquelas perguntas e por que ele exigiu taxas de juros que acompanhassem a Selic.
Mercado Cambial Fundamentos § Taxa de câmbio (indicador síntese): preço em moeda nacional de uma unidade de moeda estrangeira § Regime cambial: regra de funcionamento do mercado cambial que define parâmetros e limites para a atuação do Banco Central § Balanço de Pagamentos: registro contábil das relações de um país com o resto do mundo 74
Regimes cambiais § Câmbio Administrado ou “Flutuação Suja” Regime brasileiro entre 1999 e 2012 Como regra, o mercado determina a trajetória da taxa de câmbio. Por isso, ela flutua no dia-a-dia Mas o Banco Central pode intervir para evitar oscilações repentinas § Outros Regimes: Câmbio Fixo (China) : o Banco Central se compromete a comprar e vender a determinada paridade, evitando a flutuação Câmbio Flutuante (Europa): o Banco Central permite que o mercado determine livremente a taxa de câmbio 75
Reservas internacionais e taxa de câmbio 2002 -2012 76
Taxa de câmbio diária 2012 -2013 77
O Balanço de Pagamentos § Transações Correntes • Balança Comercial • Balança de Serviços • Balança de Rendas • Transferências Unilaterais § Conta de Capitais • Investimento Direto • Operações Bancárias • Capitais de Carteira (especulativos) § Variação de Reservas = Saldo em TC + Saldo em CC 78
Aplicação – caso teórico § § Transações Correntes Saldo = US$ - 30 bi § Conta de Capitais Saldo = US$ + 20 bi Variação de Reservas a) De quanto foi a variação nas reservas internacionais? b) Se, no início do período, o país só dispunha de US$ 6 bi em reservas, duas coisas podem ter acontecido. Quais? c) Consultores internacionais recomendaram que esse país adotasse medidas que combinassem juros mais elevados e taxa de câmbio mais alta (dólar mais caro). Por quê? Que efeitos essas medidas poderiam ter sobre o Balanço de Pagamentos do país? 80
O Balanço de Pagamentos brasileiro 2009 -2012 US$ milhões 2008 2009 2010 2011 2012 Balança Comercial (FOB) 24 746 25 347 20 267 29 796 19 431 Balança de Serviços -16 672 -18 658 - 31 071 -37 906 -41 075 Balança de Rendas -40 562 -34 287 - 39 558 -47 319 -35 448 3 742 3 263 2 845 2 816 2 846 Transferências Unilaterais Saldo em Tr. Correntes -28 746 - 24 334 -47 517 -52 612 - 54 246 Investimento Direto 24 603 36 033 36 962 75 957 68 093 Capitais de Carteira 1 133 49 133 63 936 25 106 8 273 Operações Bancárias 6 471 -15 900 -1 206 10 805 - 3 605 32 986 70 551 99 692 111 868 72 762 Saldo da Conta Capital
O Balanço de Pagamentos brasileiro 2012 -2013 US$ milhões 2012 2013 Balança Comercial (FOB) 19 431 2 558 Balança de Serviços - 41 075 - 47 523 Balança de Rendas - 35 448 - 39 772 Transferências Unilaterais Saldo em Tr. Correntes 2 846 - 54 246 3 364 - 81 374 Investimento Direto 68 093 67 541 Capitais de Carteira 8 273 25 830 - 3 605 - 19 593 72 762 73 778 Operações Bancárias Saldo da Conta Capital
Análise de Cenários Macroeconômicos Simulado de prova
CENÁRIO 1: contraste entre as variáveis internas e externas 2010 2011 2012 Cresc. do PIB -0, 5% +1, 0% +3, 5% Inflação anual 5, 5% 4, 1% 3, 2% Meta de inflação para o ano de 2% a 4% Taxa de juros básica ao ano 13% 10% 8, 5% Taxa de câmbio ($ por US$) $ 3, 30 $ 2, 74 Saldo em Trans. Correntes + US$ 15 bi + US$ 11 bi - US$ 14 bi Saldo na Conta de Capitais + US$ 12 bi - US$ 17 bi - US$ 28 bi
CENÁRIO 1. 1) Observe a trajetória da inflação em relação às metas anuais. Supondo que o país adota o regime de metas de inflação, explique a trajetória da taxa de juros básica observada no período. Em outros termos: por que o Banco Central reduziu essa taxa progressivamente? 2) Explique intuitivamente de que forma a trajetória das taxas de juros se relaciona com o comportamento do PIB ao longo do período analisado. 3) Observe o comportamento das contas de Transações Correntes e de Capitais do Balanço de Pagamentos. Em seguida, calcule a variação de reservas ano a ano. Por fim, avalie a tendência das contas externas desse país. Elas vão bem, ou o país corre algum risco de moratória externa? 4) Observe o comportamento do PIB e da taxa de câmbio ao longo do tempo. Note que o saldo em Transações Correntes se reduziu no período analisado. Diante disso responda: por que um país que cresce mais rápido, mas com câmbio em baixa, acaba tendo desequilíbrio em Transações Correntes?
CENÁRIO 2: relações entre políticas monetária e fiscal. 2011 2012 Expectativas para 2013*** Cresc. do PIB +4, 5% -1, 9% +0, 5% Inflação anual – IPCA* 4, 1% 3, 8% 2, 1% Inflação anual – IGP 6, 5% 3, 4% 0, 7% Meta de inflação para o ano de 2% a 4% de 1% a 3% Taxa de juros básica ao ano 6% 11% ? Déficit Primário (% do PIB)** +0, 5% -2, 0% -2, 5% Déficit Nominal (% do PIB) +0, 9% +1, 2% +0, 5% Taxa de câmbio ($ por US$) $ 5, 90 $ 4, 60 * O IPCA é o índice utilizado no Regime de Metas para a Inflação ** Valores negativos para o Déficit Primário indicam Superávit!!! *** Expectativas coletadas no mercado em março de 2013
CENÁRIO 2. 1) Observando os dados do cenário, alguns analistas afirmaram que a meta de inflação para 2012 havia sido fixada em um nível muito ousado e que isso foi a causa da recessão daquele ano. Disseram que, se a meta de 2011 tivesse sido mantida para 2012 e 2013, teria sido possível evitar a recessão. Explique a lógica desse comentário. 2) Note que, entre 2011 e 2012, o governo reverteu o Déficit Primário, gerando um Superávit de 2% do PIB. Mesmo assim, o Déficit Nominal aumentou em 2012. Por quê? O que explica essa oscilação do Déficit Nominal entre 2011 e 2012? 3) Supondo que o país adota o Regime de Metas de Inflação, observe as expectativas para 2013 (colhidas no mercado em março) e responda: se você fosse diretor do Banco Central, votaria contra ou a favor de propostas de redução (moderada!) dos juros naquele mesmo mês? Justifique sua resposta. 4) Observe o comportamento da taxa de câmbio ao longo do período. Confronte esse comportamento com os índices de preço presentes na tabela. Em seguida, explique porque um desses índices se mostra mais sensível às variações cambiais e o outro, menos.
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