Economia e Comrcio Internacional MODELO DE RICARDO VANTAGENS

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Economia e Comércio Internacional MODELO DE RICARDO – VANTAGENS COMPARATIVAS AULA 3 13 &

Economia e Comércio Internacional MODELO DE RICARDO – VANTAGENS COMPARATIVAS AULA 3 13 & 20/08/2019

ESTRUTURA Evolução da teoria clássica do comércio internacional • Mercantilismo • Vantagem absoluta (A.

ESTRUTURA Evolução da teoria clássica do comércio internacional • Mercantilismo • Vantagem absoluta (A. Smith) • Vantagem comparativa (D. Ricardo) Amanhã • Discussão de artigos sobre comércio internacional • Exercícios

MERCANTILISMO Mercantilismo: nome atribuído ao conjunto de doutrinas econômicas que prevaleceram no período de

MERCANTILISMO Mercantilismo: nome atribuído ao conjunto de doutrinas econômicas que prevaleceram no período de 1500 a 1750. Preceitos: A riqueza é importante fonte de poder para o estado. Os governos devem promover o acúmulo de metais preciosos – estoque de moedas determina o valor da produção interna e riqueza do país.

MERCANTILISMO E COMÉRCIO O comércio é considerado um jogo de soma zero – se

MERCANTILISMO E COMÉRCIO O comércio é considerado um jogo de soma zero – se um dos países envolvidos ganha com o comércio, um outro deve necessariamente estar perdendo. Dessa forma, para ganhar com o comércio, um país precisa exportar mais do que importa. X > M = balanço de comércio positivo. M > X = balanço de comércio desfavorável – precisa ser evitado. Essas ideias ainda sobrevivem nos dias atuais! No entanto, sabe-se que é praticamente impossível manter um superávit comercial contínuo.

DESAFIOS DO MERCANTILISMO • No início do século 18 começa a oposição ao Mercantilismo

DESAFIOS DO MERCANTILISMO • No início do século 18 começa a oposição ao Mercantilismo • A oposição surge de acidentes históricos e novas filosofias • A conquista de um novo mundo resulta em uma abundância de ouro. • David Hume, Adam Smith e David Ricardo – todos apresentaram forte argumento contra velhas atitudes.

ADAM SMITH - COMÉRCIO COMO UMA SOMA POSITIVA • Ensina que todos os países

ADAM SMITH - COMÉRCIO COMO UMA SOMA POSITIVA • Ensina que todos os países envolvidos no comércio podem ganhar simultaneamente. • Preceito: a situação econômica de um país pode ser melhor, se ao invés de produzir todos os bens que consome, passar a produzir os bens para os quais tem maior eficiência e adquire outros bens produzidos de maneira mais eficiente em outros países. • A produção e o consumo mundial podem aumentar se cada país se especializa na produção e comercializa os bens para os quais são mais eficientes, relativamente à situação em que cada pais produz apenas para o seu próprio mercado.

MODELO DAS VANTAGENS ABSOLUTAS • Vantagem absoluta: • A comparação de um determinado bem

MODELO DAS VANTAGENS ABSOLUTAS • Vantagem absoluta: • A comparação de um determinado bem levando em consideração sua produtividade.

MODELO DAS VANTAGENS ABSOLUTAS • Cada país irá produzir o bem cuja tecnologia permita

MODELO DAS VANTAGENS ABSOLUTAS • Cada país irá produzir o bem cuja tecnologia permita que ele obtenha maior volume de produção por unidade de recurso produtivo. • V = f(L) ou seja, a quantidade do bem W é uma função f do trabalho (L) – o produto é obtido com o insumo trabalho. • C = g(L) ou seja, o bem C é uma função g do trabalho (L) • Funções em sua forma genérica – proporcionam informação sobre o produto marginal de produção: V = PMg. LV. L C = PMg. LC. L ou a LC = L/C Quanto maior o produto marginal, mais se obtém por unidade de trabalho empregado • Quanto maior o coeficiente técnico, maior o número de L para obter uma unidade de produto Coeficientes técnicos de produção (quantas unidades de trabalho são necessárias para obter uma unidade de produto)

MODELO DAS VANTAGENS ABSOLUTAS • V = f(L) ou seja, a quantidade do bem

MODELO DAS VANTAGENS ABSOLUTAS • V = f(L) ou seja, a quantidade do bem V é uma função f do trabalho (L) – o produto é obtido com o insumo trabalho. • C = g(L) ou seja, o bem C é uma função g do trabalho (L) • Funções em sua forma genérica – requer definição do coeficiente técnico de produção (coeficiente de insumo/produto): a. IV = L/V a. IC = L/C V = (L/ a. IW) = PMg. Lw. L Coeficientes técnicos de produção (quantas unidades de trabalho para obter uma unidade de produto)

VANTAGEM ABSOLUTA: EXEMPLO Desagregando um pouco mais: País V C F a. LFV =

VANTAGEM ABSOLUTA: EXEMPLO Desagregando um pouco mais: País V C F a. LFV = 2 a. LFC = 3 I a. LIV = 3 a. LIC = 2 No país I são necessárias três unidades de trabalho para produzir uma unidade do bem Ve 2 unidades para produzir 1 unidade de C. No país F são necessárias duas unidades de trabalho para produzir uma unidade do bem V e 3 para produzir 1 C. Portanto, F é mais eficiente (tem vantagem absoluta) em V e I detém tecnologia em que o trabalho é mais produtivo (tem vantagem absoluta) em C.

Supondo que: • Cada país tem LI = LF = 1. 200 unidades de

Supondo que: • Cada país tem LI = LF = 1. 200 unidades de trabalho. • E que a fronteira de possibilidade de produção pode ser representada como: a. LF W QW + a. LF C QC = 1200 2 QW + 3 QC = 1200 I I Q = 1200 a Q + a L W W L C C 3 QW + 2 QC = 1200

INTRODUZINDO FRONTEIRA DE POSSIBILIDADE DE PRODUÇÃO - FPP W País F incl: 3/2 600

INTRODUZINDO FRONTEIRA DE POSSIBILIDADE DE PRODUÇÃO - FPP W País F incl: 3/2 600 País I W incl: 2/3 400 300 200 400 País F I LF = LI = 1200 C C 600 300 W C a. LFW = 2 a. LFC = 3 a. LIW = 3 a. LIC = 2

INTRODUZINDO FRONTEIRA DE POSSIBILIDADE DE PRODUÇÃO - FPP W País F W incl: 3/2

INTRODUZINDO FRONTEIRA DE POSSIBILIDADE DE PRODUÇÃO - FPP W País F W incl: 3/2 600 País I incl: 2/3 400 300 200 400 C C 600

MODELO DE RICARDO E RETORNO CONSTANTE À ESCALA • Mudança no produto é proporcional

MODELO DE RICARDO E RETORNO CONSTANTE À ESCALA • Mudança no produto é proporcional à mudança nos insumos. • Se todos os insumos são duplicados, o produto também será duplicado. • O Produto Marginal do L não se altera, no entanto, em cada indústria.

PRINCÍPIO DAS VANTAGENS COMPARATIVAS • Vantagem comparativa: • A comparação entre os produtores de

PRINCÍPIO DAS VANTAGENS COMPARATIVAS • Vantagem comparativa: • A comparação entre os produtores de um bem levando em consideração seus custos de oportunidade.

PRINCÍPIO DAS VANTAGENS COMPARATIVAS • Trata-se de questão de eficiência relativa introduzida para explicar

PRINCÍPIO DAS VANTAGENS COMPARATIVAS • Trata-se de questão de eficiência relativa introduzida para explicar como e porque o comércio se estabelece entre dois países. • O princípio das vantagens comparativas introduz a idéia de que, independente da eficiência absoluta, os países podem ganhar com o comércio. • A teoria das vantagens comparativas estabelece que um país deve se especializar na produção de bens que apresentem o menor custo de oportunidade.

VANTAGEM COMPARATIVA – IDÉIA INTUITIVA • Se economias altamente produtivas se especializam na produção

VANTAGEM COMPARATIVA – IDÉIA INTUITIVA • Se economias altamente produtivas se especializam na produção de bens para os quais sua vantagem é maior, e economias menos produtivas se especializam na produção dos bens para os quais têm a menor desvantagem, então com a realização do comércio, cada nação poderá consumir mais que poderia, caso optasse por produzir todo o seu consumo sozinha. • Torna-se importante identificar o setor onde a vantagem é maior & o setor onde a desvantagem é mais baixa como setores para os quais os países têm vantagem comparativa.

PRINCÍPIO DAS VANTAGENS COMPARATIVAS Princípio: • - Se cada país se especializa na produção

PRINCÍPIO DAS VANTAGENS COMPARATIVAS Princípio: • - Se cada país se especializa na produção de bens para o qual é relativamente eficiente e passa a ter acesso a outros bens através do comércio, todos os países alcançam um nível mais elevado de bem-estar. • O comércio permite que os bens para os quais os países têm vantagem comparativa sejam exportados, em troca de bens para os quais o país é relativamente ineficiente na produção.

APRESENTAÇÃO FORMAL DO MODELO DE RICARDO

APRESENTAÇÃO FORMAL DO MODELO DE RICARDO

PREMISSAS DO MODELO: • Dois países no mundo (Local (L) e Estrangeiro (F)). •

PREMISSAS DO MODELO: • Dois países no mundo (Local (L) e Estrangeiro (F)). • Cada um deles produz dois bens (digamos, V e C ). • O trabalho (L) é o único fator de produção; cada país dispõe de um número fixo de horas de trabalho que afeta a produção de ambos os bens. • A oferta de trabalho é fixa para cada país e não é móvel entre países. • Estruturas de concorrência perfeita prevalecem em todos os mercados (livre entrada e saída do mercado, informação perfeita, P = CMg (max. Lucro), bem homogêneo, muitos participantes)

PREMISSAS (CONT. ) Cada país tem acesso a tecnologias diferenciadas, de forma que a

PREMISSAS (CONT. ) Cada país tem acesso a tecnologias diferenciadas, de forma que a produtividade do trabalho na produção de cada bem é diferente em cada um dos países. • Custo de transporte é nulo. • Não prevalecem políticas comerciais. • Retorno constante à escala.

O COMÉRCIO EM UM MODELO DE UM SÓ FATOR § Outro exemplo numérico •

O COMÉRCIO EM UM MODELO DE UM SÓ FATOR § Outro exemplo numérico • A tabela a seguir descreve a tecnologia prevalecente em dois países: Local e Estrangeiro Tabela Coeficientes técnicos: Necessidades unitárias de trabalho País Queijo Vinho L a. LCL = 1 L/C a. LVL = 2 L/V F a. LCF = 6 L/C a. LVF = 3 L/V Tabela Produto Marginal do L : Quantidade de produto obtido por unidade de trabalho Queijo Vinho L PMg. LCL = 1 PMg. LVL = 1/2 F PMg. LCF = 1/6 PMg. LVF = 1/3 222

FRONTEIRA DE POSSIBILIDADE DE PRODUÇÃO E PREÇOS RELATIVOS • Vamos assumir uma determinada dotação

FRONTEIRA DE POSSIBILIDADE DE PRODUÇÃO E PREÇOS RELATIVOS • Vamos assumir uma determinada dotação de trabalho em cada país para transformar o trabalho em unidades de produto. Supor L Local = L Estrangeiro = 1200 • Enfocando o país Local

FRONTEIRA DE POSSIBILIDADES DE PRODUÇÃO DA ECONOMIA LOCAL Produção de V da Economia Local,

FRONTEIRA DE POSSIBILIDADES DE PRODUÇÃO DA ECONOMIA LOCAL Produção de V da Economia Local, Qv, em litros A tecnologia indica que o trabalho é mais produtivo em queijo que em vinho neste país. Valor absoluto da inclinação da FPP: V = L/a. LV (L/a. LV/ L/a. LC ) = (a. LC / a. LV ) = ½ custo de oportunidade de C em termos de V =1200/2 = 600 +1 -2 C = L/a. LC 1200/1 = 1200 Produção de C da Economia Local, QC, em quilos

FRONTEIRA DE POSSIBILIDADES DE PRODUÇÃO DA ECONOMIA LOCAL Produção de vinho da Economia Local,

FRONTEIRA DE POSSIBILIDADES DE PRODUÇÃO DA ECONOMIA LOCAL Produção de vinho da Economia Local, Qv, em litros A tecnologia indica que o trabalho é mais produtivo em queijo que em vinho neste país. Valor absoluto da inclinação da FPP: L. PMg. LV =1200. L. PMg. LV / L. PMg. LC = ½ 0, 5 = 600 +1 -2 L. PMg. LC 1200. 1 = 1200 Produção de queijo da Economia Local, QC, em quilos

CONTEXTO ANALÍTICO DE RICARDO • Introduzindo salários (w) para o país Local • Vejamos

CONTEXTO ANALÍTICO DE RICARDO • Introduzindo salários (w) para o país Local • Vejamos primeiro pelo lado da produção • As pressuposições do modelo: trabalho totalmente empregado (pleno emprego), mercados competitivos e livre mobilidade entre setores. • PLC = Custo Marginal de C no país L • Custo Marginal no modelo de Ricardo • PLC = w. L. a. LLC PLV = w. L. a. LLV • PFC = w. F. a. FLC PFV = w. F. a. FLV

CONTEXTO ANALÍTICO DE RICARDO • Introduzindo salários (w) para o país Local • Interpretando

CONTEXTO ANALÍTICO DE RICARDO • Introduzindo salários (w) para o país Local • Interpretando agora pelo lado do mercado do fator L • As pressuposições do modelo: trabalho totalmente empregado (pleno emprego), mercados competitivos e livre mobilidade entre setores. • Quando uma firma sob tais pressuposições visa máximo lucro, vai empregar trabalhadores até o ponto ao qual o salário por hora iguala-se ao valor de uma hora adicional de produção.

CONTEXTO ANALÍTICO DE RICARDO • Enquanto w < P. PMg. L o empregador mantém

CONTEXTO ANALÍTICO DE RICARDO • Enquanto w < P. PMg. L o empregador mantém a contratação de trabalhadores até que: w = P. PMg. L Expressão também identificada como Valor do Produto Marginal do trabalho nos diferentes setores em cada país: salário w = PV. PMg. LV • ( nível de emprego de máximo lucro) • salário w = PC. PMg. LC

CONTEXTO ANALÍTICO DE RICARDO Expressão também identificada como Valor do Produto Marginal do trabalho

CONTEXTO ANALÍTICO DE RICARDO Expressão também identificada como Valor do Produto Marginal do trabalho nos diferentes setores em cada país: País L salário w. L = PLV. PMg. LLV • ( nível de emprego de máximo lucro) • salário w. L = PLC. PMg. LLC País F salário w. F = PFV. PMg. LFV • ( nível de emprego de máximo lucro) • salário w. F = PFC. PMg. LFC

CONTEXTO ANALÍTICO DE RICARDO • Voltando ao exemplo com os bens V e C,

CONTEXTO ANALÍTICO DE RICARDO • Voltando ao exemplo com os bens V e C, tomando o país F como exemplo: w. F = PFV. PMg. LFV = PFC. PMg. LFC • Como o trabalho (L) é perfeitamente móvel entre setores, o salário tende a se igualar entre os setores. O que explica isso? PMg. LFV/PMg. LFC = PFC/PFV = (a. FLC / a. FLV ) = inclinação da FPP no país F

TABELAS País Queijo Vinho L a. LCL = 1 L/C a. LVL = 2

TABELAS País Queijo Vinho L a. LCL = 1 L/C a. LVL = 2 L/V F a. LCF = 6 L/C a. LVF = 3 L/V Queijo Vinho L PMg. LCL = 1 PMg. LVL = 1/2 F PMg. LCF = 1/6 PMg. LVF = 1/3

Economia de um só fator

Economia de um só fator

Economia de um só fator

Economia de um só fator

OUTRO EXEMPLO Desagregando um pouco mais: País Queijo Vinho L a. LCL = 1

OUTRO EXEMPLO Desagregando um pouco mais: País Queijo Vinho L a. LCL = 1 L/C a. LVL = 2 L/V F a. LCF = 6 L/C a. LVF = 3 L/V No país L são necessárias 2 unidades de trabalho para produzir uma unidade do bem V e 1 unidade de L para produzir 1 unidade de C. No país F são necessárias 3 unidades de trabalho para produzir uma unidade do bem V e 6 para produzir 1 C. L tem vantagem absoluta nos dois bens F detém VC em V (produto para o qual tem menor desvantagem) e L detém VC em C.

PAÍS ESTRANGEIRO F - FPP Produção de vinho do Estrangeiro, Q*v, em litros O

PAÍS ESTRANGEIRO F - FPP Produção de vinho do Estrangeiro, Q*v, em litros O valor absoluto da declividade = L*/a*Lv/ L*/a*LC = a*LC / a*Lv = L*/a*Lv =1200/3 6/3 = 2 = 400 -2 +1 L*/a*LC = 1200/6 = 200 Produção de queijo do Estrangeiro, Q*C, em quilos

CUSTO DE OPORTUNIDADE País L: Tem a inclinação da FPP igual a ½. •

CUSTO DE OPORTUNIDADE País L: Tem a inclinação da FPP igual a ½. • No caso, indicando que para produzir uma unidade adicional de C é preciso abrir mão de ½ unidade de V. Menor custo de oportunidade de C. Porque? País F: Tem a inclinação da FPP igual a 2. • No caso, indicando que para produzir uma unidade adicional de C é preciso abrir mão de 2 unidade de V. Maior custo de oportunidade de C e menor de V. Porque? • A PMg. LFV = 3 PMg. LFC = 6

CONTEXTO ANALÍTICO DE RICARDO • Considerando que o produtor vai empregar trabalho até que

CONTEXTO ANALÍTICO DE RICARDO • Considerando que o produtor vai empregar trabalho até que o valor de seu produto marginal iguala-se ao salário e como existe livre mobilidade entre os setores, os salários tendem a se igualar entre os setores, de forma que: w = PV. PMg. LV = PC. PMg. LC • Tem-se uma expressão da inclinação da FPP envolvendo preços relativos dos bens: • PC / PV = PMg. LV / PMg. LC PMg. LV/PMg. LC = PC/PV = (a. LC / a. LV ) = inclinação da FPP

Preços relativos • Sob autarquia (na ausência de comércio), ambos os bens são produzidos

Preços relativos • Sob autarquia (na ausência de comércio), ambos os bens são produzidos (e consumidos) em cada país. O preço relativo de C no país L é menor que no país F, de forma que o primeiro exporta C e o país F exporta V. Os preços relativos na economia L são dados por: PC / Pv= a. LC /a. Lv = ½ Na economia F tem-se: P*C / P*v = a*LC /a*Lv = 6/3= 2

VANTAGEM COMPARATIVA • Considere que (PC /Pv ) L < (P*C /P*v)F • Isso

VANTAGEM COMPARATIVA • Considere que (PC /Pv ) L < (P*C /P*v)F • Isso expressa que o preço relativo do bem C é menor no país L que no país F. • Implica também que o preço relativo do vinho em termos de queijo é menor no país F que no país L. • Abrindo para o comércio: • O país L tem uma vantagem comparativa no bem C e vai exportá-lo para o país F em troca do bem V.

 • Condição fundamental para ocorrer o comércio: • Para que os países sejam

• Condição fundamental para ocorrer o comércio: • Para que os países sejam motivados para o comércio, os preços relativos sob autarquia devem diferir entre os países, de forma a proporcionar um estímulo para que ocorra a realização do comércio.

GANHOS PROPICIADOS PELO COMÉRCIO • Se um país se especializa de acordo com suas

GANHOS PROPICIADOS PELO COMÉRCIO • Se um país se especializa de acordo com suas vantagens comparativas, ele obtém ganhos na especialização e comércio. • Os ganhos do comércio podem ser interpretados de duas maneiras: • 1. Podemos pensar no comércio como uma nova maneira de produzir bens e serviços – produção indireta. • No país L, ao invés de produzir uma unidade do • V (2 unidades de L), • produz um C (1 unidade de L) • que pode ser utilizado para comprar 2 V no país F. Se continuar a fazer isso, realiza ganhos progressivos. . . •

GANHOS PROPICIADOS PELO COMÉRCIO • • No país F, 1 unidade de C (6

GANHOS PROPICIADOS PELO COMÉRCIO • • No país F, 1 unidade de C (6 unidades de L) tem o valor de 2 unidades de V (3 unidades de L). Irá produzir V e trocar por C no país vizinho.

O COMÉRCIO EM UM MUNDO DE UM SÓ FATOR • 2. Outra maneira de

O COMÉRCIO EM UM MUNDO DE UM SÓ FATOR • 2. Outra maneira de ver os ganhos obtidos com o comércio é considerar como o comércio afeta as possibilidades de consumo em cada um país. • Na ausência do comércio, a curva de possibilidades de consumo é igual à curva de possibilidades de produção. • O comércio amplia a possibilidade de consumo para cada um dos dois países.

O comércio em um mundo de um só fator FIGURA 2 -4: COMÉRC IO

O comércio em um mundo de um só fator FIGURA 2 -4: COMÉRC IO EXPANDE AS POSSIBILIDADES DE CONSUMO V V* T F* P F P* Q (a) PAÍS L T* Q* (b) PAÍS F

EXTENSÕES DO MODELO: CONSIDERANDO SALÁRIOS RELATIVOS • Como há diferenças tecnológicas entre os dois

EXTENSÕES DO MODELO: CONSIDERANDO SALÁRIOS RELATIVOS • Como há diferenças tecnológicas entre os dois países, o comércio em bens não torna os salários iguais entre eles. • Um país com vantagem absoluta nos dois produtos terá um salário mais alto que o do segundo país após o comércio. País C V L a. LCL = 1 L/C a. LVL = 2 L/V F a. LCF = 6 L/C a. LVF = 3 L/V

EXTENSÃO DO MODELO: SALÁRIOS RELATIVOS • Isso pode ser ilustrado com a ajuda de

EXTENSÃO DO MODELO: SALÁRIOS RELATIVOS • Isso pode ser ilustrado com a ajuda de um exemplo numérico: • Considere que no mercado internacional, um preço de equilíbrio possível é a unidade e a taxa de câmbio entre a moeda de cada país também é igual a 1. • ½ < PC / PV = 1 < 2 • Pode-se assumir que PC = $12 e Pv = $12.

EXTENSÃO DO MODELO: SALÁRIOS RELATIVOS • Como o país Local se especializa em C

EXTENSÃO DO MODELO: SALÁRIOS RELATIVOS • Como o país Local se especializa em C quando se estabelece o comércio, seu salário será: • w. L = (1/a. LC)PC = (1/1)$12 = $12 • Como F se especializa em vinho após o comércio, seu salário será w. F =(1/a*Lv) Pv = (1/3)$12 = $4 • Com taxa de câmbio unitária, • Verifica-se, portanto que o salário relativo do país Local será • w. L / w. F = $12/$4 = 3 • (3 vezes superior ao estrangeiro – porque o trabalho é 3 vezes mais produtivo) • Assim, o país com a maior vantagem absoluta mantém salários mais altos depois do comércio.

COMPLEMENTANDO • A taxa de salário relativo neste caso foi igual a 3. •

COMPLEMENTANDO • A taxa de salário relativo neste caso foi igual a 3. • No entanto, esta poderia estar entre 6 e 1, 5. • O país L é 6 vezes mais produtivo em C • O país F é 3/2 =1, 5 vezes mais produtivo em V

VANTAGEM COMPARATIVA • Considere que PLC /PLv < PFC /PFv • Isso expressa que

VANTAGEM COMPARATIVA • Considere que PLC /PLv < PFC /PFv • Isso expressa que o preço relativo do C é menor no F que no país L. • Implica também que o preço relativo do vinho em termos de C é menor no país L que no país F. • Abrindo para o comércio: • O F tem uma vantagem comparativa no C e vai exportálo para o L em troca de V.

INCLUSÃO DE CUSTOS DE TRANSPORTE E BENS NÃO COMERCIALIZÁVEIS • Há três motivos principais

INCLUSÃO DE CUSTOS DE TRANSPORTE E BENS NÃO COMERCIALIZÁVEIS • Há três motivos principais pelos quais a especialização na economia internacional do mundo real não chega a extremos (cada país produzindo apenas um determinado conjunto de bens e importando o restante): • A existência de mais de um fator de produção. • Os países algumas vezes protegem suas indústrias da concorrência estrangeira. • O custo de transporte de bens e serviços é alto. • Em alguns casos, a inclusão de custos de transporte faz com que alguns produtos se tornem bens não comercializáveis. • Em alguns casos, o transporte é praticamente impossível. • Exemplo: Serviços como corte de cabelo não podem ser comercializados internacionalmente.

RESUMO • Examinamos o modelo ricardiano, o mais simples capaz de mostrar como as

RESUMO • Examinamos o modelo ricardiano, o mais simples capaz de mostrar como as diferenças entre os países produzem o comércio e os ganhos do comércio. • Neste modelo, o trabalho é o único fator de produção e os países diferem apenas quanto à tecnologia (produtividade do trabalho) em diferentes setores. • No modelo ricardiano, um país exportará o produto para o qual tem vantagem comparativa (e não absoluta) na produção dos bens.

RESUMO • Os benefícios do comércio para um país podem ser mostrados de duas

RESUMO • Os benefícios do comércio para um país podem ser mostrados de duas maneiras: • Podemos pensar no comércio como um método indireto de produção. • Podemos mostrar que o comércio aumenta as possibilidades de consumo de um país. • A distribuição dos ganhos obtidos com o comércio depende dos preços relativos dos bens que o país produz.

RESUMO • Estender o modelo de um só fator e apenas dois bens para

RESUMO • Estender o modelo de um só fator e apenas dois bens para um mundo com diversos bens torna possível ilustrar que os custos de transporte podem originar bens não comercializáveis. • A previsão básica do modelo ricardiano – que os países tendem a exportar bens em que têm uma produtividade relativamente alta – foi confirmada por vários estudos.

MEMO – DIVISÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO NO MODELO RICARDIANO Inferências importantes: • Mesmo quando

MEMO – DIVISÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO NO MODELO RICARDIANO Inferências importantes: • Mesmo quando um país é tecnologicamente superior nas duas indústrias, uma dessas indústrias deixa de produzir (perde a posição no mercado para a estrangeira) quando o país abre para o livre comércio. • Portanto, superioridade tecnológica não é suficiente para garantir a produção continuada do bem sob livre comércio. Um país precisa ter vantagem comparativa na produção de um bem, ao invés de vantagem absoluta para garantir que irá continuar a produzir sob livre comércio. • Sob uma perspectiva de país menos desenvolvido: tecnologia superior nos outros países não implica que as indústrias de LDC não podem competir no mercado internacional.

MEMO – DIVISÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO NO MODELO RICARDIANO • Outro resultado importante: a

MEMO – DIVISÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO NO MODELO RICARDIANO • Outro resultado importante: a indústria com vantagem comparativa no país tecnologicamente superior sobrevive quando a mesma indústria “desaparece” no outro país, ainda que os trabalhadores nesse último recebam salários mais baixos. • Ou seja, baixos salários em um dado país não é motivo suficiente para identificar qual é a indústria que deixa de ser competitiva sob livre comércio. • Para o país desenvolvido: livre comércio pode não resultar em eliminação da indústria doméstica somente porque as firmas estrangeiras (em LDC) pagam salários mais baixos para seus trabalhadores. ,