Doenas Tropicais Negligenciadas Disciplina IMT 2005 Mecanismos de

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Doenças Tropicais Negligenciadas Disciplina: IMT 2005: Mecanismos de transmissão, modos de controle e prevenção

Doenças Tropicais Negligenciadas Disciplina: IMT 2005: Mecanismos de transmissão, modos de controle e prevenção de patógenos aplicados à saúde pública Curso Bacharelado em Saúde Pública 2019 Gerusa Figueiredo Instituto de Medicina Tropical Universidade de São Paulo

Como se define Doenças Tropicais Negligenciadas?

Como se define Doenças Tropicais Negligenciadas?

Doenças Tropicais Negligenciadas � Doenças Tropicais Negligenciadas (DTNs) são definidas pela Organização Mundial da

Doenças Tropicais Negligenciadas � Doenças Tropicais Negligenciadas (DTNs) são definidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um grupo diversificado de doenças transmissíveis que incidem em 149 países de contextos tropicais e subtropicais, com impacto anual de bilhões de dólares para a economia mundial. � Este grupo de doenças tem sido causa e, ao mesmo tempo, consequência da condição de pobreza estrutural em que muitas pessoas estão inseridas. � Potencializa um ciclo perverso com impactos intergeracionais de miséria crônica, precárias condições de

Breve histórico OMS* em 2012 estabeleceu um roteiro para DTNs baseado em cinco intervenções

Breve histórico OMS* em 2012 estabeleceu um roteiro para DTNs baseado em cinco intervenções estratégicas para o alcance dos objetivos até 2020: Ø quimioterapia preventiva em massa, Ø manejo inovador e intensificado dos casos, Ø ecologia e controle vetorial, Ø melhoria no acesso à água, ao saneamento e à higiene nas áreas endêmicas para DTNs, Ø intervenções veterinárias (zoonoses) para proteger e qualificar a saúde humana. *WORLD HEALTH ORGANIZATION. Accelerating work to overcome the global impact of neglected tropical diseases: a roadmap for implementation. Geneva, 2012. Disponível em:

Breve histórico 66º Assembleia Mundial da Saúde em 2013 estabeleceu metas e marcos claros

Breve histórico 66º Assembleia Mundial da Saúde em 2013 estabeleceu metas e marcos claros para as 17 DTNs até 2020. • Referencial importante foi o debate sobre os marcos do componente WASH (Water, sanitation and hygiene – Água, saneamento e higiene). Avança-se posteriormente com a adoção dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) em setembro de 2015 pelos 193 países membros da Organização das Nações Unidas (ONU). Um ano após, setembro de 2016, a OMS aprovou o Plano de Ação para a Eliminação de Doenças Infecciosas Negligenciadas e Ações Pós Eliminação 2016 -2022.

Substitui Objetivos do Milênio

Substitui Objetivos do Milênio

Breve histórico As DTNs integram o objetivo 3 dos ODS: “assegurar uma vida saudável

Breve histórico As DTNs integram o objetivo 3 dos ODS: “assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades”, e estão explicitadas em várias de suas nove metas. Ressalta-se que o setor Saúde também está intimamente associado a outros ODS, como, por exemplo: Fim da pobreza (objetivo 1), Fim da fome (objetivo 2), Garantia de educação de qualidade (objetivo 4), Água limpa e saneamento (objetivo 6), e o combate às mudanças climáticas e seus impactos (objetivo 13).

Falhas importantes para obter o controle e eliminação • Na ciência. • Porque? •

Falhas importantes para obter o controle e eliminação • Na ciência. • Porque? • No mercado. • Porque? • E sobretudo na saúde pública para as várias doenças deste grupo. • Onde e como

Cite DNGs no mundo e Brasil

Cite DNGs no mundo e Brasil

DTN: parasita, bactérias, vírus e fungos Doença Ocorrência/Br. Dengue, Chikungunya X Raiva X Tracoma

DTN: parasita, bactérias, vírus e fungos Doença Ocorrência/Br. Dengue, Chikungunya X Raiva X Tracoma X Úlcera de Buruli Treponematoses endêmicas (bouba) Doença de Chagas X Hanseníase X Tripanossomíase africana Leishmanioses X Teníase/ Cisticercoses, X Doença Ocorrência no Br. Hidatidose X Dracunculíase Filariose linfática X Oncocercose X Esquistossomose Helmintose por água X Helmintíases Helmintose por geo X Envenenamento pro picada de cobra X Mycetoma, X chomoblastomicose e outras micoses profundas Escabiose e outras ectoparasitoses X

Doença de Chagas üDefinição: ü Originalmente uma zoonose que passou a constituir problema de

Doença de Chagas üDefinição: ü Originalmente uma zoonose que passou a constituir problema de saúde humano, à partir da domiciliação dos vetores, deslocados de seus ecótopos silvestres originais, pela ação do homem sobre o meio ambiente. üAgente etiológico: Trypanosoma cruzi ü Ciclos de transmissão: ü Domiciliar ü Silvestre

Doença de Chagas üAgente etiológico: Trypanosoma cruzi üReservatórios: Classe: Mamífero. Ordens de Mamíferos: Marsupiais,

Doença de Chagas üAgente etiológico: Trypanosoma cruzi üReservatórios: Classe: Mamífero. Ordens de Mamíferos: Marsupiais, Edentadas (desdentados), Quirópteros, Carnívoros, Lagomorfos, Roedores, Primatas. Gêneros envolvidos: 34 Espécies envolvidas: + de 100 Os mais importantes são aqueles que coabitam ou estão próximos ao homem, como cão, gato, porco doméstico, roedores, gambá, e tatu.

Reservatórios

Reservatórios

Doença de Chagas ü Vetor: hematófago estrito: üTriatoma infestans, T. rubrofasciata, Rhodnius prolixus: üEspécies

Doença de Chagas ü Vetor: hematófago estrito: üTriatoma infestans, T. rubrofasciata, Rhodnius prolixus: üEspécies adaptadas a ecótopos artificiais, raramente ou nunca encontradas em ambiente silvestre. Triatoma sordida, T. brasiliensis, Panstrongylus megistus: Espécies detectadas em ambiente silvestre, algumas em processo de adaptação ao domicílio humano. Período de incubação extrínseco: 10 a 30 dias

Meio ambiente Ecótopos artificais Triatoma infestans, T. rubrofasciata, Rhodnius prolixus

Meio ambiente Ecótopos artificais Triatoma infestans, T. rubrofasciata, Rhodnius prolixus

Doença de Chagas ü Vetor: hematófago estrito: Triatoma infestans, T. rubrofasciata, Rhodnius prolixus: Espécies

Doença de Chagas ü Vetor: hematófago estrito: Triatoma infestans, T. rubrofasciata, Rhodnius prolixus: Espécies adaptadas a ecótopos artificiais, raramente ou nunca encontradas em ambiente silvestre. üTriatoma sordida, T. brasiliensis, Panstrongylus megistus: üEspécies detectadas em ambiente silvestre, algumas em processo de adaptação ao domicílio humano. Período de incubação extrínseco: 10 a 30 dias

Meio ambiente Inajá Ecótopos naturais Açaí Buriti

Meio ambiente Inajá Ecótopos naturais Açaí Buriti

Modos de transmissão e período de transmissibilidade ØTransmissão natural pela contaminação de solução de

Modos de transmissão e período de transmissibilidade ØTransmissão natural pela contaminação de solução de continuidade da pele ou mucosas (no local da picada do inseto) com as fezes dos vetores. ØMecanismos secundários de transmissão por: ØTransfusão sanguínea. ØTransplacentária ou por aleitamento materno. ØOral/alimentar. ØTransplante de órgãos. ØTransmissão acidental.

Distribuição da doença de Chagas no mundo Área endêmica: Argentina, Belize, Bolívia, Brasil, Chile,

Distribuição da doença de Chagas no mundo Área endêmica: Argentina, Belize, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guiana Francesa, Guatemala, Guyana, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela.

Tripanossomíase Americana � População sob risco nas Américas: 90 milhões, em 21 países. �

Tripanossomíase Americana � População sob risco nas Américas: 90 milhões, em 21 países. � Estimativa de prevalência entre 6 a 7 milhões de pessoas infectadas, principalmente a América Latina (não há nas ilhas). � Estimativa do número de portadores crônicos no Brasil: 1, 1 a 3 milhões. � Vigilância Epidemiológica: � Os casos de Doença de Chagas Aguda (DCA) são de

Medidas de prevenção e controle A principal medida de controle da doença na América

Medidas de prevenção e controle A principal medida de controle da doença na América Latina tem sido o controle do vetor. Além das ações de controle vetorial, um dos fatores importantes para a obtenção da interrupção da transmissão vetorial foi o êxodo rural e a crescente urbanização da população brasileira.

Avanço na interrupção da transmissão vetorial domiciliar da doença de Chagas ü Certificação pela

Avanço na interrupção da transmissão vetorial domiciliar da doença de Chagas ü Certificação pela OPAS da interrupção da transmissão vetorial domiciliar: ü América do Sul ü Uruguai, Chile, Brasil, Paraguai, Argentina, Bolívia ü América Central ü Guatemala, El Salvador, Honduras, Nicarágua, Costa Rica, Benize ü Região Andina ü Peru e Colômbia ü Região Amazônica ü Brasil, Equador, Colômbia, Guianas e Peru – surtos de

Síntese dos resultados inquéritos nacionais: triatomíneo 1975 -1983, sorológico Área originalmente endêmica para a

Síntese dos resultados inquéritos nacionais: triatomíneo 1975 -1983, sorológico Área originalmente endêmica para a doença 1975 -1980 de Chagas, com risco de transmissão vetorial domiciliar. Brasil*. 1983 Fonte: Afonso Dinis Costa Passos* e Antônio Carlos Silveira. Síntese dos resultados inquéritos nacionais. Rev Soc Bras Med Trop, Vol: 44: Suplemento II, 2011 Prevalência de sorologia positiva para doença de Chagas segundo município

Inquérito Nacional de Soroprevalência da Infecção Chagásica em menores de 5 anos - 2001

Inquérito Nacional de Soroprevalência da Infecção Chagásica em menores de 5 anos - 2001 - 2008 • 104. 954 amostras testadas • 11 crianças positivas com possibilidade de transmissão vetorial = 0, 01% PR RS MG AL BA CE PB PE PI RN AC AM Total Criança + / mãe + 1 12 3 1 1 0 0 1 0 20 Criança + / mãe - 1 0 0 2 2 0 2 1 0 1 11 Total 2 12 3 3 1 2 2 1 1 1 31

Evolução da área de distribuição do T. infestans no Brasil. De 1989/92 a 2008.

Evolução da área de distribuição do T. infestans no Brasil. De 1989/92 a 2008. 1989/92 1996 1999 2005 Certificação da Interrupção da Transmissão Vetorial OPAS/OMS 2006 2008 Fonte: MS/SVS

Distribuição dos casos de Chagas aguda, Brasil, segundo município de residência e ano de

Distribuição dos casos de Chagas aguda, Brasil, segundo município de residência e ano de notificação, 2012 2016

Transmissão por Transfusão � A triagem sorológica para Chagas é obrigatória no Brasil desde

Transmissão por Transfusão � A triagem sorológica para Chagas é obrigatória no Brasil desde 1969, Portaria CNH 4. � Portaria MS No 1. 353, de 13 de junho de 2011 � Art. 66. É obrigatória a realização de exames laboratoriais de alta sensibilidade a cada doação, para detecção de marcadores para as seguintes infecções transmissíveis pelo sangue, cumprindo-se ainda, os algoritmos descritos no Anexo V para cada marcador: Ø I - sífilis; Ø II - doença de Chagas; Ø III - hepatite B; Ø IV - hepatite C; Ø V - AIDS; e Ø VI - HTLV I/II. Doença de Chagas- detecção de anticorpo anti-T cruzi, não podendo ser utilizados métodos de baixa sensibilidade como

Transmissão por Transfusão Em países em que a cobertura da investigação sorológica é universal,

Transmissão por Transfusão Em países em que a cobertura da investigação sorológica é universal, como o Brasil, o risco da transmissão transfusional se restringe àqueles raros casos de falha de sensibilidade dos testes sorológicos (sensibilidade hoje superior a 99, 5%) 1988: 69% dos bancos de sangue no estado de São Paulo realizavam triagem sorológica para Chagas e em 1990, 94, 2%. Fonte: Wandereley, DMV Controle da hemoterapia e da doença de Chagas transfusional: 1988 e 1990. Rev. Saúde Pública [online]. 1993, vol. 27, n. 6, pp. 430 -435 2005 - Cobertura sorológica no país já era de 100%; prevalência de sorologia positiva para Chagas foi inferior a 1% em 3, 2 milhões de doações. Moraes-Souza H, Ferreira-Silva MM. O controle da transmissão transfusional Rev Soc Bras Med Trop 2011, 44: Supl 2.

Transmissão por via oral/alimentar Ocorre por ingestão de alimentos contaminados pelo Trypanosoma cruzi. Na

Transmissão por via oral/alimentar Ocorre por ingestão de alimentos contaminados pelo Trypanosoma cruzi. Na região Amazônica os alimentos mais frequentemente associados à transmissão o açaí e a bacaba

Transmissão por via oral/Histórico � 1933 - Kofoid & Donat – infecção experimental. �

Transmissão por via oral/Histórico � 1933 - Kofoid & Donat – infecção experimental. � 1936 - Mazza et. al. – transmissão por leite materno. � 1940 - Mazza et al. – ingestão de carne crua de animais silvestres. � 1964 - Ungría – infecção experimental. � 1965 - Silva et al. – Teutônia (RS) – surto em escola. � 1969 - Shaw et al. - microepidemia em Belém. � 1986 - Shikanai-Yasuda et al. - 20 casos em Catolé do Rocha (PB). � 1997 - Valente et al. – 15 casos em Mazagão (AP),

Surto em Santa Catarina, 2005 � 25 casos confirmados, com 3 óbitos. Local de

Surto em Santa Catarina, 2005 � 25 casos confirmados, com 3 óbitos. Local de ocorrência: município de Navegantes, SC. � Todos os pacientes consumiram caldo de cana comprado no Barracão Penha, em 13/02/05. � Nas proximidades foram encontrados: 1 exemplar de Triatoma tibiamaculata infectado. 1 gambá infectado. 1 palmeira com colônia de triatomíneos.

Características Epidemiológicas da DCA no Brasil � 2005 – 2016 � 1. 871 casos

Características Epidemiológicas da DCA no Brasil � 2005 – 2016 � 1. 871 casos confirmados (média anual 156 casos/ano). Tabela – Distribuição dos casos de DCA segundo categoria de transmissão, Brasil, 2005 - 2016 Categoria No. % Oral/Alimentar 1. 269 67, 8 Vetorial 175 9, 4 Vertical 7 0, 4 Transfusional 2 0, 1 Outras 11 0, 6 Ignorada 406 21, 7 1. 871 100, 0 Total

Características Epidemiológicas da DCA no Brasil

Características Epidemiológicas da DCA no Brasil

Situação atual da vigilância entomológica da doença de Chagas no Estado de São Paulo

Situação atual da vigilância entomológica da doença de Chagas no Estado de São Paulo 2007 -2009 O Estado de São Paulo interrompeu a transmissão vetorial da doença de Chagas no início da década de 70, com o último exemplar do Triatoma infestans coletado em 1978. A vigilância entomológica se mantém com a notificação passiva pela população de insetos suspeitos de serem triatomídeos. Engloba pesquisa da casa e do peridomicílio da unidade notificante (raio de 200 m para dispersão da espécie T. sordida e 100 m para P. megistus. Controle do vetor por borrificação com piretróides de imóveis e peridomicílios. Pesquisa de. T. cruzi no barbeiro (exame de conteúdo intestinal)- amostras de fezes coletadas em papel filtro para reação de precipitação para identificação de sangue ingerido. População residente no domicílio onde se tenha encontrado a presença de colônias intradomiciliares de qualquer espécie associada a T. cruzi realização de sorologia.

 • A ocorrência de DTN pode se superpor a realidades não endêmicas, mesmo

• A ocorrência de DTN pode se superpor a realidades não endêmicas, mesmo em condições de maior desenvolvimento social e econômico, em grande parte pelo processo de globalização, integrando determinantes comerciais, econômicos e migratórios. Porque? Deêm um exemplo

Mobilidade humana , migração, viajantes que retornam da América Latina e crianças adotadas. Depois,

Mobilidade humana , migração, viajantes que retornam da América Latina e crianças adotadas. Depois, transmissão se dá por transfusão sanguínea, congênita ou por transplante de órgãos. Na década passada houve aumento nos EUA, Canadá, . muitos países da Europa e Oeste Europeu.

Leishmaniose tegumentar e visceral

Leishmaniose tegumentar e visceral

Leishmanioses Ø Leishmanioses - primariamente uma zoonose, podendo acometer o homem quando este entra

Leishmanioses Ø Leishmanioses - primariamente uma zoonose, podendo acometer o homem quando este entra em contato com o ciclo de transmissão do parasito, transformando-se em uma antropozoonose. ØAtualmente, encontra-se entre as seis endemias consideradas prioritárias no mundo. ØIncluídas pela OMS entre as doenças negligenciadas

Leishmaniose Tegumentar Americana ü Doença parasitária, de transmissão vetorial, cujos agentes infecciosos são protozoários

Leishmaniose Tegumentar Americana ü Doença parasitária, de transmissão vetorial, cujos agentes infecciosos são protozoários do gênero Leishmania. ü Doença crônica, acomete pele e mucosas. ü Endemia Descrição Leishmaniose Visceral ü Doença parasitária, de transmissão vetorial, cujo agente infeccioso são protozoários do gênero Leishmania. üDoença crônica sistêmica. üEndemia de ocorrência predominantemente rural no passado, vem se expandindo para as áreas urbanas, e se tornando um grave problema de saúde pública no país.

Leishmaniose Tegumentar Americana Ø Espécie Leishmania (gênero Agentes etiológicos Leishmaniose Visceral Leishmania) subgênero braziliensis

Leishmaniose Tegumentar Americana Ø Espécie Leishmania (gênero Agentes etiológicos Leishmaniose Visceral Leishmania) subgênero braziliensis Primeira espécie � Leishmania (L. ) chagasi de Leishmania descrita. � Leishmania donovani Ø A mais importante no Brasil e � Leishmania infantum América Latina. Ø Tem ampla distribuição, desde a América Central até o norte da Argentina. Ø L. (Leishmania) amazonenses Ø Florestas primárias e secundárias da Amazônia legal (Amazonas, Pará, Rondônia, Tocantins e Maranhão). Ø Nordeste (Bahia), Sudeste (Minas

Leishmaniose Tegumentar Americana Ø L. (Viannia. ) guyanensis Região Norte (Acre, Amapá, Roraima, Amazonas

Leishmaniose Tegumentar Americana Ø L. (Viannia. ) guyanensis Região Norte (Acre, Amapá, Roraima, Amazonas e Pará) e estendendo-se pelas Guianas Ø L. (Viannia) lainsoni Pará, Rondônia e Acre Ø L. (Viannia) naiffi Pará e Amazonas Ø L. (Viannia) shawi Pará e Maranhão Ø L. (Viannia) lindenberg Pará Agentes etiológicos

Vetores Leishmaniose Tegumentar Flebotomíneo Americana do gênero Lutzomyia Leishmaniose Visceral Transmitida pela picada de

Vetores Leishmaniose Tegumentar Flebotomíneo Americana do gênero Lutzomyia Leishmaniose Visceral Transmitida pela picada de fêmeas do inseto vetor infectado. Lutzomyia Conhecido como mosquito palha, tatuquira e birigui

Leishmaniose Tegumentar Americana Ø Roedores silvestres Prochymus, Oryzomys e Neacomys Ø Marsupiais Metachirus, Didelphis

Leishmaniose Tegumentar Americana Ø Roedores silvestres Prochymus, Oryzomys e Neacomys Ø Marsupiais Metachirus, Didelphis e Marmosa Reservatórios Animais silvestres Leishmaniose Visceral Ø Canídeos Lucalopex vetulus e Cerdocyon thous Ø Edentados ou Xernarthra Tamanduá, preguiça Ø Lagomorfos Lebres Ø Marsupiais Didelphis

Reservatórios Animais domésticos Leishmaniose Tegumentar Americana Ø Cães, eqüinos Leishmaniose Visceral Ø Numerosos os

Reservatórios Animais domésticos Leishmaniose Tegumentar Americana Ø Cães, eqüinos Leishmaniose Visceral Ø Numerosos os registros de infecção em animais domésticos. Não há evidências científicas que comprovem o papel desses animais como reservatórios das espécies de leishmanias, sendo considerados hospedeiros acidentais da doença. Ø Não está bem estabelecido o papel na cadeia de Ø Cão Período de incubação: de 3 meses a vários anos (em média de 3 a 7 meses).

Leishmaniose Tegumentar Americana ou cutâneo mucosa Período de incubação Leishmaniose Visceral Ø Período de

Leishmaniose Tegumentar Americana ou cutâneo mucosa Período de incubação Leishmaniose Visceral Ø Período de incubação: de duas de 10 dias a 24 meses (em semanas a 24 meses média, de 2 a 6 meses). (em média, dois meses).

Leishmanioses Cadeia de transmissão Ø Transmissão pela picada de flebotomíneos fêmeas infectadas. Ø Não

Leishmanioses Cadeia de transmissão Ø Transmissão pela picada de flebotomíneos fêmeas infectadas. Ø Não há transmissão de pessoa a pessoa. Ø A interação reservatório-parasito é considerada um sistema complexo, multifatorial e dinâmica. Ø Pode estar em constante mudança, em função das alterações do meio ambiente dentro de um recorte de tempo e espaço.

Leishmaniose tegumentar no mundo � A Leishmaniose Tegumentar (LT) tem ampla distribuição mundial e,

Leishmaniose tegumentar no mundo � A Leishmaniose Tegumentar (LT) tem ampla distribuição mundial e, no continente americano, há registro de casos desde o sul dos Estados Unidos ao norte da Argentina, com exceção do Chile e Uruguai.

Leishmaniose no Brasil Ø Em 1909, foi descrita formas de leishmânias em úlceras cutâneas

Leishmaniose no Brasil Ø Em 1909, foi descrita formas de leishmânias em úlceras cutâneas e nasobucofaríngeas em indivíduos que trabalhavam na construção de rodovias no interior de São Paulo. Ø Desde então, a doença vem sendo descrita em vários municípios de todas as Unidades Federadas. Ø Em média, são registrados cerca de 21. 000 casos/ano, com coeficiente de incidência de 8, 6 casos/100. 000 habitantes nos últimos 5 anos. Ø A região Norte apresenta o maior coeficiente (46, 4 casos/100. 000 habitantes), seguida das regiões Centro-

2 padrões de ocorrência: PADRÃO 1: áreas novas – surtos v Associados à derrubada

2 padrões de ocorrência: PADRÃO 1: áreas novas – surtos v Associados à derrubada de matas: v construção de estradas, v instalação de povoados em regiões pioneiras, v extração de madeira v atividades de agricultura, pecuária e outras. Ø Zoonose de animais silvestres, que pode atingir o homem quando entra em contato com focos zoonóticos na mata. Padrões epidemiológicos da Leishmaniose tegumentar americana

Padrões epidemiológicos da Leishmaniose tegumentar americana PADRÃO 2 – Ocorrencia endêmica em regiões de

Padrões epidemiológicos da Leishmaniose tegumentar americana PADRÃO 2 – Ocorrencia endêmica em regiões de colonização antiga. v Não associada à derrubada de matas. v Relacionada ao processo migratório, ocupação de encostas e aglomerados semiurbanizados nas periferias de centros urbanos. Ø Cães, eqüinos e roedores podem ter papel importante como novos reservatórios do agente, discutindo-se a possível adaptação de vetores e

Padrões epidemiológicos da Leishmaniose visceral ØPadrão clássico: Ambiente rural e periferia das grandes cidades,

Padrões epidemiológicos da Leishmaniose visceral ØPadrão clássico: Ambiente rural e periferia das grandes cidades, baixo nível socio- Natal - RN econômico, pobreza. Imperatriz - MA ØPadrão recente: Ambiente urbano: Periferias e áreas Campo Grande - MS centrais de médias e grandes cidade s – Regiões Sudeste e Lago Norte, Brasília - DF

Leishmaniose tegumentar americana (LTA), Brasil, 2010 2017 2014: 20296 casos Fonte: Sinan/SVS/MS.

Leishmaniose tegumentar americana (LTA), Brasil, 2010 2017 2014: 20296 casos Fonte: Sinan/SVS/MS.

Leishmaniose tegumentar americana Brasil (LTA), 2008 2017

Leishmaniose tegumentar americana Brasil (LTA), 2008 2017

Lehmaniose tegumentar americana (TA): densidade de casos por município, Brasil, 2015 Fonte: Sinan/SVS/MS.

Lehmaniose tegumentar americana (TA): densidade de casos por município, Brasil, 2015 Fonte: Sinan/SVS/MS.

Leishmaniose visceral no mundo Endêmica em 76 países e, no continente americano, está descrita

Leishmaniose visceral no mundo Endêmica em 76 países e, no continente americano, está descrita em pelo menos 12. Dos casos registrados na América Latina, 90% ocorrem no Brasil

Leishmaniose visceral no mundo

Leishmaniose visceral no mundo

Leishmaniose Visceral (LV): situação epidemiológica Brasil, 1980 a 2014 v Descrita em vários municípios

Leishmaniose Visceral (LV): situação epidemiológica Brasil, 1980 a 2014 v Descrita em vários municípios brasileiros v mudanças importantes no padrão de transmissão v inicialmente predominando em ambientes silvestres e rurais v mais recentemente em centros urbanos. v Em média, cerca de 3. 500 casos são registrados anualmente e o coeficiente de incidência é de 2, 0 casos/100. 000 habitantes Fonte: Sinan/SVS/MS.

Leishmaniose Visceral (LV): áreas com maior concentração de casos Brasil, 2011

Leishmaniose Visceral (LV): áreas com maior concentração de casos Brasil, 2011

Leishmaniose visceral/HIV/2001 - 2017, Brasil

Leishmaniose visceral/HIV/2001 - 2017, Brasil

Leishmaniose visceral Estado de São Paulo Histórico ü 1997: identificação do vetor Lutzomyia longipalpis

Leishmaniose visceral Estado de São Paulo Histórico ü 1997: identificação do vetor Lutzomyia longipalpis em área urbana de Araçatuba. ü 1998: identificação do agente etiológico Leishmania chagasi em cães do município. ü 1999: confirmação do 1° caso humano autóctone no Estado de São Paulo.

Distribuição dos Casos Humanos Autóctone de Leishmaniose visceral por município/ Estado de São Paulo

Distribuição dos Casos Humanos Autóctone de Leishmaniose visceral por município/ Estado de São Paulo 1999 2001 2000 2002

Distribuição dos Casos Humanos Autóctone de Leishmaniose visceral por município/ Estado de São Paulo

Distribuição dos Casos Humanos Autóctone de Leishmaniose visceral por município/ Estado de São Paulo 2003 2005 2004 2006

Distribuição dos Casos Humanos Autóctone de Leishmaniose visceral por município/ Estado de São Paulo

Distribuição dos Casos Humanos Autóctone de Leishmaniose visceral por município/ Estado de São Paulo Região Araçatuba Região de Presidente Venceslau Região de Marília Região de Baurú Fonte: Divisão Zoonoses/CVE/SES Região de Jales

Distribuição de municípios com presença de Lutzomyia longipalpis no Estado de São Paulo dezembro

Distribuição de municípios com presença de Lutzomyia longipalpis no Estado de São Paulo dezembro de 2012 125 municípios 148 municípios Fonte: Boletim Epidemiológico Paulista. 2011; 8 (96).

Leishmanioses/Fatores determinantes ØPrincipais determinantes Ø Processos migratórios Ø Desmatamento Ø Construção de estradas e

Leishmanioses/Fatores determinantes ØPrincipais determinantes Ø Processos migratórios Ø Desmatamento Ø Construção de estradas e barragens hidroelétricas Ø Frentes agrícolas Ø Exploração de minérios Ø Alterações climáticas

DTN: parasita, bactérias, vírus e fungos Doença Ocorrência/Br. Dengue, Chikungunya X Raiva X Tracoma

DTN: parasita, bactérias, vírus e fungos Doença Ocorrência/Br. Dengue, Chikungunya X Raiva X Tracoma X Úlcera de Buruli Treponematoses endêmicas (bouba) Doença de Chagas X Hanseníase X Tripanossomíase africana Leishmanioses X Teníase/ Cisticercoses, X Doença Ocorrência no Br. Hidatidose X Dracunculíase Filariose linfática X Oncocercose X Esquistossomose Helmintose por água X Helmintíases Helmintose por geo X Envenenamento pro picada de cobra X Mycetoma, X chomoblastomicose e outras micoses profundas Escabiose e outras ectoparasitoses X

Filariose Linfática v Causada pelo verme nematoide Wuchereria Bancrofti e transmitida basicamente pela picada

Filariose Linfática v Causada pelo verme nematoide Wuchereria Bancrofti e transmitida basicamente pela picada do mosquito Culex quiquefasciatus (pernilongo ou muriçoca) infectado com larvas do parasita. v Entre as manifestações clínicas mais importantes da Filariose Linfática estão edemas (acúmulo anormal de líquido) de membros, seios e bolsa escrotal, que podem levar a pessoa à incapacidade

Casos de filariose linfática, com elefantíase

Casos de filariose linfática, com elefantíase

Filariose Linfática v Em fase de eliminação no Brasil. v A área endêmica está

Filariose Linfática v Em fase de eliminação no Brasil. v A área endêmica está restrita a quatro municípios situados na Região Metropolitana do Recife/Pernambuco: Recife, Olinda, Jaboatão dos Guararapes e Paulista. desde 2013 não foram diagnosticados casos novos. v Brasil começou a seguir a metodologia definida OPAS/OMS denominada TAS (transmission assessment survey) para validar a interrupção da transmissão de FL nas áreas submetidas à estratégia de tratamento coletivo. v Após o término do TAS, previsto para 2020, será elaborado o dossiê que solicitará a certificação de interrupção da

Oncocercose é uma doença parasitária crônica decorrente da infecção produzida pelo nematódeo Onchocerca volvulus,

Oncocercose é uma doença parasitária crônica decorrente da infecção produzida pelo nematódeo Onchocerca volvulus, que se localiza no tecido subcutâneo das pessoas atingidas. A causa principal é a picada do inseto conhecido como borrachudo ou pium infectado com larvas do parasita. Também é chamada de "cegueira dos rios" ou "mal do garimpeiro".

Oncocercose 2 Casos de oncocercose, com lesão ocular (1) e cutânea (2)

Oncocercose 2 Casos de oncocercose, com lesão ocular (1) e cutânea (2)

Oncocercose A transmissão da Oncocercose se dá pela picada do inseto Simulium (borrachudo ou

Oncocercose A transmissão da Oncocercose se dá pela picada do inseto Simulium (borrachudo ou pium) infectado com larvas do parasita. Decorrido cerca de um ano da picada, o parasita se transforma em verme adulto e passa a produzir um número muito grande de microfilárias, as quais se disseminam por todo o corpo e, eventualmente, podem causar cegueira. Além disso, é comum a presença de lesões dermatológicas e de nódulos

Oncocercose Hot zone

Oncocercose Hot zone

Oncocercose v Em fase de pré-eliminação. v Não há registros de casos sintomáticos no

Oncocercose v Em fase de pré-eliminação. v Não há registros de casos sintomáticos no Brasil entre o período de 2000 a 2018. v Apenas uma proporção de portadores assintomáticos de microfilárias na pele, com baixas densidades da parasitemia detectada nas áreas-sentinela (média de 20% em 2003, 15% em 2007, 4% em 2012 e de 2, 5% em 2016). v resultados se referem a áreas de maior risco, no epicentro da área endêmica, correspondendo em sua maior parte a zonas hiperendêmicas, no alto da Serra do Parima, na fronteira com a

Oncocercose

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Oncocercose v A vigilância tem sido realizada em intervalos de 4 anos: v inquéritos

Oncocercose v A vigilância tem sido realizada em intervalos de 4 anos: v inquéritos parasitológicos (biópsias de pele) na população indígena Yanomami, v inquéritos entomológicos, v levantamento sorológico em crianças entre 1 e 10 anos de idade.

Saúde Brasil -2017, capítulo Doenças negligenciadas no Brasil: vulnerabilidade e desafios • Selecionadas 9

Saúde Brasil -2017, capítulo Doenças negligenciadas no Brasil: vulnerabilidade e desafios • Selecionadas 9 doenças para análise de morbimortalidade: • Doença de Chagas, • Esquistossomose, • Filariose linfática, • Hanseníase, Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em • Leishmaniose visceral e leishmaniose Saúde. Departamento de Vigilância de Doenças e Agravos tegumentar, • Oncocercose, • Raiva humana e não Transmissíveis e Promoção da Saúde Brasil 2017 : uma análise da situação de saúde e os desafios para o alcance dos objetivos de desenvolvimento sustentável / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância de Doenças e Agravos não Transmissíveis e Promoção da Saúde. – Brasília : Ministério da Saúde, 2018.

Fonte de dados NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA, DE CASOS INDIVIDUAIS: v Hanseníase, doença de Chagas aguda,

Fonte de dados NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA, DE CASOS INDIVIDUAIS: v Hanseníase, doença de Chagas aguda, leishmaniose visceral, leishmaniose tegumentar, raiva humana e esquistossomose em áreas não endêmicas. BUSCA ATIVA E/OU INQUÉRITOS POPULACIONAIS: v Tracoma, esquistossomose nas áreas endêmicas, filariose e oncocercose.

Taxa de detecção de DTN, segundo Índice de Vulnerabilidade Social (2010), Brasil 2015

Taxa de detecção de DTN, segundo Índice de Vulnerabilidade Social (2010), Brasil 2015

Taxa de detecção de DTN, segundo raça, cor Brasil 2015

Taxa de detecção de DTN, segundo raça, cor Brasil 2015

Taxa de detecção de DTNs por UF, Brasil, 2015

Taxa de detecção de DTNs por UF, Brasil, 2015

Plano Integrado de Ações Estratégicas das DTN Desde 2011, o país vem desenvolvendo o

Plano Integrado de Ações Estratégicas das DTN Desde 2011, o país vem desenvolvendo o Plano Integrado de Ações Estratégicas de Eliminação da: • Oncocercose, Esquistossomose, Filariose e Hanseniase como Problema de Saúde Publica, • Tracoma como causa de Cegueira e • Controle das Geohelmintíases.

Considerações finais Apesar dos avanços, ainda há muito investimento a ser feito para o

Considerações finais Apesar dos avanços, ainda há muito investimento a ser feito para o alcance das metas do Plano Integrado de Ações Estratégicas em nosso país. Os desafios se mantem, exigindo-se revisão e readequação das estratégias de prevenção, controle e eliminação. Os investimentos necessários extrapolam a área da saúde,