Doena Renal e Mtodos de Terapia Renal Substitutiva
Doença Renal e Métodos de Terapia Renal Substitutiva
Saúde dos Rins Para Todos Doença renal: o desafio Estima-se que haja atualmente no mundo 850 MILHÕES DE PESSOAS com doença renal, decorrente de várias causas. A Doença Renal Crônica (DRC) causa pelo menos 2, 4 milhões de mortes por ano, com uma taxa crescente de mortalidade. A Injúria Renal Aguda (IRA), um importante fator de risco para DRC, afeta mais de 13 milhões de pessoas no mundo, sendo que 85% desses casos ocorrem em países de baixa e média renda. Estimase que cerca de 1, 7 mi morram anualmente por causa da IRA no mundo.
A fila de espera para transplante teve alta de 29. 268 pacientes (2016) para os atuais 31. 266 em 2017. O professor titular de Nefrologia da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) Dr. Ricardo Sesso, um dos coordenadores do Censo 2017 da SBN, explica que as informações obtidas são fundamentais para pleitear remunerações mais adequadas e conhecer a realidade do tratamento dialítico no território nacional. De acordo com a pesquisa feita com base em uma amostra de 291 unidades de Terapia Renal Substitutiva (TRS), o total atual estimado é de 126. 583 pacientes em tratamento dialítico. O número de clínicas cadastradas e ativas aumentou de 747 para 758, onze a mais do que no anterior.
Epidemiologia Pacientes em tratamento dialítico: 126. 583 Redução da qualidade de vida; Gasto médio de 2 bilhões de reais/ano; Número de óbitos em pacientes em diálise:
A distribuição dos centros ativos foi: 46% na região Sudeste, 20% no Sul, 10% no Centro-Oeste, 19% no Nordeste e 5% no Norte.
Proporção de pacientes em diálise conforme a faixa etária 01 -12= 0, 4% 13 -19= 0, 8% 20 -44= 21, 9% 45 -64= 42, 6% 65 -74= 22, 5% >= 75= 11, 8%
Diagnóstico de base dos pacientes em diálise DM= 31% HAS= 34% GNC= 10% Rins policísticos= 4% Outros= 10% Indefinidos= 10%
O índice de massa corporal (IMC) Em 2017, houve 9% com IMC < 18, 5 kg/m 2; 50% entre 18, 5 e 24, 9 kg/m 2; 28% entre 25 e 29, 9 kg/m 2; 12% entre 30 e 39, 9 kg/m 2; e 1% com IMC ≥ 40 kg/m 2.
ANATOMIA MACROSCÓPICA Região dorsal; Órgãos retroperitoniais; Nível de T 12 e L 3; Peso: 150 g.
ANATOMIA MICROSCÓPICA Unidade funcional do rim: NÉFRON; Cada rim possui aproximadamente 1 milhão de néfrons; Componente Tubular e Componente Vascular.
Anatomia Renal
Anatomia Renal
Funções do Rim Remover escórias metabólicas e substâncias químicas estranhas: - Uréia; - Creatinina; - Ácido úrico;
Funções do Rim - Regulação e Equilíbrio hidroeletrolítico; - Regulação do equilíbrio ácido-básico; - Controle da PA; - Regulação da produção de eritrócitos; - Síntese de vitamina D ativa.
Doença Renal Crônica; Lesão Renal Aguda.
Doença Renal Crônica É a perda lenta, progressiva e irreversível das funções renais.
Doença Renal Crônica v Principais Causas: Hipertensão Arterial; Diabetes; Glomerulonefrites Crônicas; Pielonefrites Crônicas; Doenças Autoimunes (Lupus Eritematoso Sistêmico); Rins Policísticos; Malformações Congênitas; Anti-inflamatórios não esteróidais; IRA Prolongada.
Doença Renal Crônica
Lesão Renal Aguda Caracterizada pela diminuição súbita da função renal que inclui, mas não se limita, a insuficiência renal aguda dialítica. A abordagem objetiva aumenta a sensibilidade da detecção de um quadro clínico de consequência graves, como risco imediato de morte, risco tardio de doença renal crônica e morte cardiovascular.
Lesão Renal Aguda É definida quando presente qualquer um dos seguintes critérios: - Aumento absoluto da creatinina para níveis maiores ou igual a 0, 3 mg/d. L em até 48 horas; ou - Aumento da creatinina para níveis maiores ou igual 1, 5 vezes o valor basal, conhecido (ou presumido) nos últimos 7 dias; ou - Débito urinário menor que 0, 5 m. L/Kg/hora por um período de 6 h.
Lesão Renal Aguda • Principais Fatores de Risco: FREQUÊNCIA DE LRA (%) UTI 5 - 25 Cirurgia Cardíaca 5 - 20 Queimaduras Extensas 20 - 60 Rabidomiólise 20 - 30 Medicamentos Nefrotóxicos 15 - 30
Terapia Renal Substitutiva Não “restaura” a função dos rins, substitui parcialmente estas, evitando lesão à outros órgãos; Métodos Disponíveis: - Diálise Peritoneal; - Hemodiálise; - Transplante Renal.
Diálise Peritoneal DPAC: Diálise Peritoneal Ambulatorial Contínua; DPA: Diálise Peritoneal Automatizada.
Diálise Peritoneal Acesso: Catéter de Tenckhoff
Diálise Peritoneal
Diálise Peritoneal DPAC (D. P. Ambulatorial Contínua): - Manual; - Em média quatro trocas por dia (07, 12, 17 e 22 hs); - Concentração de 1, 5% 2, 5% e 4, 25% de dextrose.
Diálise Peritoneal
Diálise Peritoneal em Pediatria • Primeira escolha para TRS; • Menor área corporal; • Menos complicações hemodinâmicas; • Volume de solução intra peritoneal: 10 ml/kg.
DP em Neonatologia
Diálise Peritoneal DPA (D. P. Automatizada): - Todos os dias; - Geralmente à noite; - Cicladora faz todo o trabalho sozinha (volume total, Tempo total, volume de infusão); - Concentração de 1, 5% 2, 5% e 4, 25% de dextrose.
Diálise Peritoneal
Hemodiálise ü Ambulatorial: - 3 vezes por semana; - Duração média de 04 h por sessão; - Material reutilizado. ü Internação (LRA): - De acordo com a necessidade (geralmente 04 sessões por semana); - Duração de 04 à 06 h por sessão; - Material descartável.
Hemodiálise ü Acesso Vascular: - Temporário: Catéter De Shiley (duplo lúmen); - Longa Permanência: Fístula Artério-venosa (FAV); Catéter Tunelizado (cuff); Prótese Sintética (PTFE).
Hemodiálise
Hemodiálise
Hemodiálise
Hemodiálise
Hemodiálise
Hemodiálise
Hemodiálise
Hemodiálise
Hemodiálise Principais Complicações: - Hipotensão; - Hipoglicemia; - Cãibras; - Complicações cardiovasculares; - Cefaléia.
Serviço de Nefrologia do HC-UFU conta com serviço de Nefrologia Ambulatorial (crônicos*), Ambulatório de Pré e Pós Transplante, Ambulatório de Tratamento Conservador, Enfermaria de Transplante Renal e Diálise de Agudos. - 16 máquinas no serviço de crônicos - *Único para referência em hemodiálise pediátrica; - 08 máquinas e 09 osmoses no serviço de agudos. - 01 máquina de Terapia Contínua e Plasmaférese; - 01 Cicladora de DP (consignado).
Transplante Renal Ambulatório de Pré-Transplante; Cadastro no Sistema Nacional de Transplantes; Exames Pré-Transplante.
Transplante Renal HC-UFU cadastrado no MS para Transplante de Rim e Córnea; Enfermaria com 07 leitos; 5 Enfermeiras Nefrologistas e 02 Plantonistas; 4 Médicos Nefrologistas; 26 Técnicos de Enfermagem.
Realidade do HC-UFU Principais Dificuldades: - Falta de estrutura física adequada; - Falta de tubulação de água adequada; - Incompatibilidade na rede elétrica; - Transporte do equipamento (distância e peso).
Realidade do HC-UFU
Realidade do HC-UFU
Realidade do HC-UFU
Cuidados de Enfermagem - Balanço hídrico rigoroso; - Restrição hídrica ; - Avaliar a ocorrência de edema; - Ausculta pulmonar ocorrência de dispnéia; - Aferir SSVV. e investigar
Cuidados de Enfermagem - Atenção para a programação dialítica; - Atenção para a programação de transfusão de hemocomponentes durante a sessão; - Colaborar com a equipe de nefrologia; - Atenção especial com os acessos para diálise.
Cuidados com o Acesso ü FAV/PTFE: - Não aferir PA no membro da FAV; - Não realizar punção venosa no membro da FAV; - Em caso de sangramento realizar hemostasia compressão local e comunicar a equipe de Nefrologia; - Em caso de ausência de frêmito na FAV, comunicar a equipe de Nefrologia.
Cuidados com o Acesso ü Catéter: - Não utilizar o CDL para adm. de medicação ou coleta de sangue; - Realizar o curativo diariamente conforme POP; - Em caso de extrusão, realizar compressão local e comunicar a equipe de nefrologia.
Cuidados com o Transplantado Realizar balanço hídrico rigoroso; Manter o paciente em Proteção Reversa; Atenção para horário e dose de imunossupressores; Atenção para os sinais e sintomas de infecção e rejeição.
Conclusão A equipe de enfermagem possui fundamental papel no sucesso terapêutico do paciente em tratamento dialítico, por isso, faz necessário capacitação específica e envolvimento com o serviço. “Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível e, de repente, você estará fazendo o impossível. ” São Francisco de Assis
!!! Atenção !!! 10% da população apresenta algum grau de comprometimento da função renal PREVINA-SE !!!
“Não existe vento favorável para aquele que não sabe para onde vai. ” (Arthur Schopenhauer) Obrigado Enf. Marilda Arantes Oliveira
IBFC_39 33) Infelizmente, no Brasil, a adesão dos pacientes ao tratamento do Diabetes Mellitus e da Hipertensão arterial é muito baixa, com isso essas doenças se tornam as duas principais causas da ___________. Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna. a) Doença Renal Crônica b) Osteoropose c) Doença de Chagas d) Síndrome de Cushing e) Colite ulcerativa
IBFC_39 39) As Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT) são doenças multifatoriais que se desenvolvem no decorrer da vida e são de longa duração, elas são consideradas um grave problema de saúde pública. Assinale a alternativa INCORRETA. a) A Doença coronariana é uma DCNT b) A Doença renal crônica é uma DCNT c) A Doença vascular periférica é uma DCNT d) O Câncer é uma DCNT e) A Hanseníase é uma DCNT
IBFC_39 42) A ________ é uma doença infecto contagiosa causada por uma bactéria chamada Bacilo de Koch (BK), que afeta principalmente os pulmões, mas também pode ocorrer nos ossos, rins e meninges. Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna. a) Hanseníase b) Estreptococose c) Criptococose d) Tuberculose e) Virose
1 - A Carambola é uma fruta que deve ser excluída da dieta de portadores de Doença Renal Crônica (DRC), devido ao risco de provocar crises de soluço, vômito, confusão mental, agitação psicomotora, convulsões prolongadas e até a morte. Qual é a substância responsável por tais efeitos? A) O alto conteúdo de potássio associado ao oxalato. B) Caramboxina. C) Somente o alto conteúdo de oxalato. D) Ácido Caramboxílico.
2 - A insuficiência renal crônica é um problema de saúde pública. Em relação à assistência a pessoas com insuficiência renal crônica, é CORRETO afirmar que a) o tratamento da insuficiência renal crônica independe do estágio e da evolução da doença. b) o controle da hipertensão arterial e do diabetes mellitus auxilia no controle e prevenção da insuficiência renal crônica. c) o transplante renal não é uma alternativa de tratamento para nenhum paciente com insuficiência renal crônica. d) a hemodiálise é uma terapia renal substituta que pode ser realizada apenas por meio de fístula arteriovenosa em membros superiores
3 - Hipovolemia e hipotensão por períodos prolongados e obstrução dos rins ou das vias urinárias levam à instalação de um quadro de: A) Urolitíase B) Glomerulonefrite C) Insuficiência renal aguda D) Insuficiência renal crônica
GABARITO IBFC_39 33) Infelizmente, no Brasil, a adesão dos pacientes ao tratamento do Diabetes Mellitus e da Hipertensão arterial é muito baixa, com isso essas doenças se tornam as duas principais causas da ___________. Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna. Resposta a) Doença Renal Crônica IBFC_39 39) As Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT) são doenças multifatoriais que se desenvolvem no decorrer da vida e são de longa duração, elas são consideradas um grave problema de saúde pública. Assinale a alternativa INCORRETA. Resposta e) A Hanseníase é uma DCNT IBFC_39 42) A ________ é uma doença infecto contagiosa causada por uma bactéria chamada Bacilo de Koch (BK), que afeta principalmente os pulmões, mas também pode ocorrer nos ossos, rins e meninges. Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna. Resposta d) Tuberculose
1 - A Carambola é uma fruta que deve ser excluída da dieta de portadores de Doença Renal Crônica (DRC), devido ao risco de provocar crises de soluço, vômito, confusão mental, agitação psicomotora, convulsões prolongadas e até a morte. Qual é a substância responsável por tais efeitos? Resposta B) Caramboxina. Comentário: Há relatos de que a neurotoxicidade ocorre devido à presença de oxalato na carambola; porém, achados recentes mostram que o efeito neurotóxico se dá pela toxina caramboxina, que parece inibir o sistema GABAérgico, que é o principal sistema inibitório do sistema nervoso central (SNC), envolvendo alterações como soluços e confusão mental, até quadros mais sérios como convulsões e morte. 2 - A insuficiência renal crônica é um problema de saúde pública. Em relação à assistência a pessoas com insuficiência renal crônica, é CORRETO afirmar que: Resposta b) o controle da hipertensão arterial e do diabetes mellitus auxilia no controle e prevenção da insuficiência renal crônica.
1 - A Carambola é uma fruta que deve ser excluída da dieta de portadores de Doença Renal Crônica (DRC), devido ao risco de provocar crises de soluço, vômito, confusão mental, agitação psicomotora, convulsões prolongadas e até a morte. Qual é a substância responsável por tais efeitos? Resposta B) Caramboxina. Comentário: Há relatos de que a neurotoxicidade ocorre devido à presença de oxalato na carambola; porém, achados recentes mostram que o efeito neurotóxico se dá pela toxina caramboxina, que parece inibir o sistema GABAérgico, que é o principal sistema inibitório do sistema nervoso central (SNC), envolvendo alterações como soluços e confusão mental, até quadros mais sérios como convulsões e morte. 2 - A insuficiência renal crônica é um problema de saúde pública. Em relação à assistência a pessoas com insuficiência renal crônica, é CORRETO afirmar que: Resposta b) o controle da hipertensão arterial e do diabetes mellitus auxilia no controle e prevenção da insuficiência renal crônica.
3 - Hipovolemia e hipotensão por períodos prolongados e obstrução dos rins ou das vias urinárias levam à instalação de um quadro de: Resposta D) Insuficiência renal crônica Boa Prova!
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