Curso de Semiologia Cardiovascular Luana Carib Gustavo Pitangueira
Curso de Semiologia Cardiovascular Luana Caribé. Gustavo Pitangueira.
Semiologia Cardíaca Inspeção • Pulso Venoso e Precórdio. Palpação • Pulso Arterial e Precórdio. Percussão Ausculta
Inspeção • Pulso Venoso O que é? Qual o objetivo da inspeção?
Pulso venoso - Semiotécnica • Aspectos técnicos: v Posição do paciente. v Cada lado do pescoço é inspecionado com a cabeça ligeiramente voltada para o lado oposto. Em qual veia o pulso venoso é mais perceptível? v Iluminação. v Inclinação do paciente. Porque colocar o paciente a 45 graus? • v v v O que avaliar? Amplitude do pulso. Localização do pulso. Frêmitos e sopros( jugular x carotídeo x tireoidiano x irradiação precordial)
Ingurgitamento de jugular Sinal de Kussmaul X Reflexo hepatojugular. Traduz hipertensão venosa no sistema da veia cava superior e aparece quando há compressão desta veia, insuficiência ventricular direita ou pericardite constritiva. Se as veias jugulares permanecem túrgidas quando o paciente adota a posição semissentada (formando um ângulo de 45° entre o dorso e o leito) ou sentada, está caracterizado o que se denomina ingurgitamento jugular.
Inspeção-Precórdio • Critérios: • • Paciente em decúbito dorsal e o examinador a direita do paciente. A observação da região precordial deve ser feita em 2 incidências: tangencial e frontal. Abaulamentos Ictus Cordis Mobilidade • É a projeção no tórax de uma dilatação ou hipertrofia cardíaca, principalmente do VD. • Pode indicar a ocorrência de aneurisma da aorta, cardiomegalia, derrame pericárdico e alterações da própria caixa torácica. • É importante diferenciar os abaulamentos por alterações da estrutura osteomuscular dos causados pelo crescimento do ventrículo direito. • Ictus não visível x Ictus visível • Precórdio calmo x Precórdio ativo • Retração sistólica e levantamento em massa do precórdio
Palpação-Precórdio 1. ICTUS CORDIS 2. IP ESQUERDA 3. BULHAS 4. FRÊMITOS • O que é? • Sua relação com anatomia, ciclo cardíaco e posição. • A identificação está relacionada a aumento da pressão e/ou do volume do ventrículo direito. • Hiperfonese -> torna possível a palpação. • Choque valvar -> fenômeno de curta duração. • Sensação tátil determinada por vibrações produzidas no coração ou nos vasos. • O que avaliar? Localização, situação no ciclo e intensidade(+ a ++++).
Ictus cordis Localização • No decúbito dorsal, ele pode ser percebido no quarto ou quinto espaço intercostal esquerdo, na linha hemiclavicular ou medialmente a ela. Já no decúbito lateral esquerdo, pode sofrer um deslocamento de cerca de 2 cm lateralmente, em direção à axila. • O deslocamento do ictus cordis indica dilatação e/ ou hipertrofia do ventrículo esquerdo. Extensão • Determinar quantas polpas digitais são necessárias para cobri-lo. • Cardiopatias que determinam dilatações importantes do ventrículo esquerdo implicam aumento da extensão do ictus -> Ictus cordis difuso. Amplitude • Como avaliar? repousa-se a palma da mão sobre a região dos batimentos. • É importante esclarecer que a amplitude não guarda relação direta com a contratilidade cardíaca. Mobilidade • A percepção da mobilidade do ictus, com a mudança de posição, é uma observação importante. • Ausência de mobilidade do ictus -> pode sugerir entidades nosológicas específicas -> pericardite constritiva.
Palpação-Pulso arterial Ritmo • Nº de natimentos por min. • Normal, aumentada ou reduzida. • Regular ou irregular. • Essa técnica tem especificidade limitada para estabelecer o diagnóstico de arritmias. • Normoesfigmia – 60 a 100 ppm. Frequência • Palpar artérias temporais, carótidas, braquial, ulnar, radial, aorta abdominal, femoral, poplíteo, tibial posterior e pedioso. Localização Amplitude Simetria • Fazer comparação com o mesmo pulso contralateral.
Percussão • A percussão da região precordial do tórax é uma técnica de valor semiológico limitado. • Ela não demonstra uma boa sensibilidade ou especificidade para estimar a área cardíaca.
Ausculta Cardiovascular.
• • • Bulhas cardíacas. A ausculta das bulhas cardíacas e sopros é uma habilidade essencial Sopro. que leva diretamente a vários diagnósticos clínicos. Deve-se então para isso, além de analisar as bulhas e os sopros alguns conceitos Ciclo Cardíaco. prévios. Saber utilizar o Estetoscópio. Focos de ausculta Semiotécnica
Sons de média e alta frequência – Sons Valvares Sons baixa frequência – Miopatias.
Localização anatômica que melhor ausculta o fechamento das valvas sigmóideas. Localização anatômica que melhor ausculta o fechamento das valvas AV. Correspondem aos pontos do Precórdio em que se ausculta as bulhas e os sopros cardíacos. Não corresponde exatamente à exata localização anatômica das valvas.
• PRIMEIRA BULHA Hiperfonese de B 1 – CAUSAS TUM HIPOFONESE DE B 1. DERRAME O principal componente da gênese desse som de alta frequência, é o fechamento das HIPERTIREOIDISMO DPOC HAS PERICÁRDICO. valvas AV, este por sua vez formado por dois componentes: Mitral e Tricúspide. INSUFICIÊNCIA TAQUICARDIA Coincide com o Pulso TRICÚSPIDE Arterial. PNEUMOTÓRAX OBESIDADE B 1 mais alta baixa que do. B 2 que nos B 2 focos nos focos Mitral de base e Tricúspide. INSUFICÊNCIA TÓRAX FINO MITRAL PAREDE TORÁCICA ESTENOSE DE MITRAL AUMENTADA INSUFICIÊNCIA ESTENOSE DE TRICÚSPIDE CARDÍACA
• SEGUNDA BULHA (B 2) TÁÁÁ A segunda bulha representa o A segunda bulha é um Som de alta frequência, originado do. B 2. fechamento Melhores focos para auscultar iníciodas davalvas diástole, não coincide som desigmóideas. média para alta Tendo dois componentes audíveis, A 2 e com P 2. ofrequência. pulso. Componente Aórtico e Fechamento das AV Pulmonar. Início da Diástole, não coincide com o pulso.
• Hiperfonese e Hipofonese de B 2 • Estenose de V. Aorta. • Estenose de V. Pulmonar. • Insuficiência Cardíaca. • Insuficiência Aórtica. Hipertensão Arterial Sistêmica. • • Hipertensão Pulmonar. • Coarctação de Aorta
• Bloqueio de ramo direito. TRÁÁÁ Hipertensão Pulmonar • DESDOBRAMENTO DE B 2 • Comunicação interventricular Comunicação interatrial • Estenose de Pulmonar Durantedurante a inspiração profunda, ao coração direito aumenta. Ocorrendo a expiração ou o retorno venoso Falência do ventrículo direito. Com Aumento do retorno venoso, • Insuficiência Ventricular Direita isso, um a sístole do ventrículo direito irá aumentar de tempo, levando ao retardo do havendo desdobramento amplo achado fisiológico. de B 2 pode ser sugestivo de componente pulmonar. anormalidades.
B 3 é um som de baixa Contudo, em adultos mais velhos, a Pode ser auscultada em frequência, melhor auscultado partir dos 40 anos, pode indicar crianças e adultos de totalmente esclarecida, A gênese dojovens som não acredita-se que ela origina-se TUM – TA TUM com a campânula do patológica da complacência forma fisiológica. Emdas alguns vibrações pacientes, da Será parede pode que acabou ventricular ainda ser a quantidade auscultado quealteração foi subitamente de uma bulhas terceira ? distendida bulha cardíaca. pela estetoscópio. ventricular. corrente sanguínea durante o enchimento ventricular rápido. Quando a B 3 é fruto de uma alteração do • Cardiomiopatia Ventrículo Esquerdo, ela é melhor Dilatada auscultada no Foco Mitral, com o paciente em decúbito lateral esquerdo. • Cardiomiopatia Isquêmica. • Insuficiência Cardíaca Diastólica. • Anemia • Gravidez • Sepse • Hipertireoidismo
Ocorre na sístole atrial, cardíaca. acredita-se que • seja Quarta bulha Sua presença indica pelo choque do sangue com a massa alteração patológica. sanguínea que estava no ventrículo
Sopros: Som produzido por vibrações decorrentes de alterações do São manifestações habituais de e do fluxo. Sopros: sanguíneo: Alterações sanguíneas, davalvulopatias parede do vaso, cardiopatias Sendo mais precoce que o em aparelho valvar congênitas. ou das câmeras cardíacas podemdo resultar aparecimento dos sintomas. sopros. Portanto, a detecção precoce. Odeque umsão os sopro, implica em melhor cardíacos ? ? prognóstico ao paciente.
• Análise do sopro. • Pode ser classificado em 6 graus. Grau I: Difícil de ser auscultado, necessitando de manobras específicas. Grau IV: Sopro Alto com frêmito palpável. Grau II: Sopro leve, porém imediatamente identificado. Grau V: Auscultado apenas com uma parte do esteto. Grau III: Sopro alto e frequentemente com irradiação. Grau VI: Auscultado sem encostar o esteto na pele.
• Quanto cronologia. Irradiaçãoa do Sopro: Ajuda a ter noção da intensidade Classificar Quanto quanto a duração a configuração do sopro. e da localização. • Realiza a palpação do pulso radial: Sopro que coincide com o pulso: SÍSTOLICO. Sopro que não coincide com o pulso: DIASTÓLICO.
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