Cooperativismo de Plataforma AUTOR Trebor Scholz Para que
Cooperativismo de Plataforma AUTOR: Trebor Scholz
Para que a internet não devaste a sociedade • Sistemas que insinuam facilidades, mas devastam os direitos trabalhistas para enriquecer megaempresas, estão se multiplicando. Há saída: um cooperativismo digital • A “economia do compartilhamento” é retratada como um prenúncio para a sociedade pós-trabalho – o caminho para o capitalismo ecologicamente sustentável onde o Google vencerá a própria morte e você não precisa se preocupar com nada. Com o slogan “O que é meu é seu”, o cavalo de Troia da economia do compartilhamento nos traz formas jurássicas de trabalho enquanto desencadeia uma máquina antissindical colossal, passando por cima de trabalhadores mais velhos, especialmente.
Para que a internet não devaste a sociedade • Cenário – trabalho no século XXI • • Desigualdade econômica Desmanche dos direitos trabalhistas Setor de serviços mal remunerados Substituição do homem pela máquina • O que falta no debate sobre o futuro do trabalho é uma abordagem que ofereça às pessoas algo que elas possam abraçar de corpo e alma. • Economia do compartilhamento. • Do “Capitalismo de plataforma” ao “Cooperativismo de plataforma”.
Para que a internet não devaste a sociedade • A inovação deve se resumir a lucros para poucos enquanto deixa uma força de trabalho sem proteções sociais suficientes? A inovação é gerada para extrair valor e concentrar ou para circular esse valor entre as pessoas? • O capitalismo de plataforma, até agora, não tem sido efetivo em atender às necessidades do bem comum. O que inicialmente parecia inovação rapidamente multiplicou desigualdade.
A ascensão do cooperativismo digital • Cooperativismo digital – conceito com 3 partes: 1. Clonagem do coração tecnológico da Uber, por exemplo. Mesma tecnologia, mas com uma mudança estrutural – um novo modelo de propriedade. Desestabiliza o “capitalismo de plataforma”. 2. Cooperativismo digital trata de solidariedade. As plataformas tecnológicas podem ser criadas e operadas por sindicatos inovadores, municípios e várias formas de cooperativas. 3. O cooperativismo digital é construído na ressignificação de conceitos como inovação e eficiência, tendo em vista o benefício de todos, e não a captura de lucros para poucos.
Rumo à tecnologia das plataformas • Produsuário – junção dos termos “produtor” e “usuário” • “Plataformas de propriedade dxs produsua rixs sa o uma resposta a s plataformas monopoli sticas como Facebook e Google, que esta o atraindo usua rios com a promessa de “servic o gratuito” enquanto monetizam seu conteu do e seus dados”. • Como seria uma rede social em formato de cooperativa?
Dez princípios para o cooperativismo de plataforma 1 Propriedade - plataformas cooperativas de propriedade coletiva, possui das pelas pessoas que geram a maioria do valor nessas plataformas; 2 Pagamentos decentes e seguridade de renda - todos precisam de um pagamento justo e benefi cios para sobreviver; 3 Transpare ncia e portabilidade de dados - deve haver transpare ncia no modo como os dados sa o coletados, analisados, estudados e para quem eles sa o vendidos, especialmente dados de consumidores;
Dez princípios para o cooperativismo de plataforma 4 Apreciac a o e reconhecimento - boa atmosfera de trabalho; trabalhadores merecem o reconhecimento e a apreciac a o dos proprieta rios e operadores das plataformas; 5 Trabalho codeterminado – envolver os trabalhadores desde o momento inicial, de criação da plataforma; 6 Uma moldura juri dica protetora – pois a legislação tende a favorecer as corporações;
Dez princípios para o cooperativismo de plataforma 7 Protec o es trabalhistas porta veis e benefi cios - protec o es sociais na o deveriam ser restritas a um ambiente de trabalho especi fico; 8 Protec a o contra comportamento arbitra rio – consumidores assumem poderes gerenciais sobre as vidas dos trabalhadores, sistema de pontuação do Uber; 9 Rejeic a o de vigila ncia excessiva do ambiente de trabalho – pra ticas de vigila ncia violam a dignidade dos trabalhadores;
Dez princípios para o cooperativismo de plataforma 10 O direito de se desconectar - o trabalho digital decente deve ter fronteiras claras, as plataformas cooperativas precisam deixar um tempo para o relaxamento, aprendizado lento e trabalho poli tico volunta rio.
Algumas questões finais • “(. . . ) trabalhadores de plataformas na o encontram colegas na pausa para almoc o, eles na o param para bater papo nos corredores de sindicatos. Em vez disso, esta o, em sua maioria, isolados uns dos outros. ‘Se essas pessoas precisam conquistar propriedade e poderes de tomada de decisa o, o fortalecimento de suas redes sociais deve ser parte desse projeto’”. • A importa ncia do cooperativismo de plataforma reside em colocar a ideia do cooperativismo na cabec a das pessoas, incorporando diferentes modelos de propriedade e inserindo essas plataformas cooperativas no debate popular.
Algumas questões finais • “O cooperativismo de plataforma pode fazer vigorar uma economia do compartilhamento genui na, uma economia solida ria. Ela na o ira remediar os efeitos corrosivos do capitalismo, mas pode mostrar que o trabalho pode ser dignificante ao inve s de empobrecedor para a experie ncia humana”.
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