civilizao cultura civil sc XIII civilidade sc XIV













































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civilização & cultura
civil (séc. XIII) civilidade (séc. XIV) civilizar (séc. XVI): levar à civilidade, tornar civis os costumes e as maneiras dos indivíduos; tornar civil uma causa criminal; civilização (sentido moderno, final do séc. XVIII): sociabilidade, freio, controle
“A religião é incontestavelmente o primeiro e o mais útil freio da humanidade; é o primeiro móvel da civilização” (1743) Civilização como substituto laico da religião “Essa palavra (. . . ) é empregada para exprimir a ação de civilizar ou a tendência de um povo a polir ou, antes, a corrigir seus costumes e seus usos produzindo na sociedade civil uma moralidade luminosa, ativa, afetuosa e abundante em boas obras. ” (1795) Civilização dos costumes; “Ação de civilizar ou estado do que é civilizado” (1798)
Palavra civilização ganha novos sentidos entre o final do séc. XVIII e começo do XIX: abrandamento dos costumes, educação dos espíritos, desenvolvimento da polidez, cultura das artes e das ciências, crescimento do comércio e da indústria, aquisição de comodidades materiais e do luxo Civilização como processo!. . . PROGRESSO. . . Civilização I Progresso (evolutivo : “A marcha da civilização conduz a humanidade ao progresso”)
Civilização como processo fundamental da história humana, “a marcha civilizatória” Estágios/etapas civilizatórias: nascimento, ascensão e queda das civilizações; Civilização e seus contrapontos: natureza, selvageria, barbárie
Revolução francesa/Napoleão: civilização como processo que deve se expandir da Europa para todo o mundo Civilização e expansão europeia. . . PROGRESSO. . . Civilização I Colonização
“Nós” (contra) “eles” quem somos nós? quem são eles? civilizações (no plural)
bárbaros primitivos selvagens. . . “os diferentes” “os outros”. . .
civilização ocidentalização “Seria uma boa ideia”, disse Gandhi certa vez a ser perguntado sobre o que achava da civilização ocidental
civilização sifilização Rousseau: civilização corrompe a natureza humana
cultura (latim) collere colonus: habitar; cultus: venerar; cultura: cultivo, cuidado; sentido primordial associado ao cuidado com a lavoura, o gado, com o crescimento natural
homem é um ser cultural cultura transforma a natureza
natureza . . . passagem. . . cultura regressão dos instintos e sua substituição pela cultura como forma de adaptação imaginada e controlada pelo homem permite ao homem não somente adaptar-se ao meio, como adaptar o meio ao homem, seus modos de vida, necessidades (como na ideia da “cabana primitiva”)
cultura parcela da terra cultivada e ato de cultivar a terra (final do séc. XIII-XVI) ampliação de sentidos: do cuidado com o crescimento natural, associado à lavoura, para o processo de desenvolvimento humano (séc. XVI-XIX) “para cultura e proveito de suas mentes” (Thomas More) “uma cultura de suas mentes” (Thomas Hobbes)
cultura (séc. XVIII) emergência de sentidos figurados: “cultura das artes”, “cultura das letras” cultura como “formação”, educação do espírito oposição à natureza iluminismo: cultura é a soma dos saberes acumulados ao longo da história
cultura (séc. XVIII) cultura no singular: universalismo e humanismo subjacente ao ideário iluminista de matriz europeia associação com outras palavras: progresso, evolução, educação, razão cultura e civilização cultura como progresso individual; civilização como progresso coletivo
cultura (final séc. XVIII - XIX) deslocamentos e desdobramentos de sentido: culture, cultur, kultur Alemanha: burguesia intelectual contra a aristocracia afrancesada burguesia identificada com a kultur (valores espirituais) aristocracia identificada com a civilização (valores “corteses”)
cultura (final séc. XVIII - XIX) kultur: valores autênticos, profundos, contribuem para o enriquecimento intelectual e espiritual profundidade I genuinidade civilização: valores superficiais, falsos, identificados com leviandade, cultivo da aparência superficialidade I frivolidade
cultura (final séc. XVIII - XIX) oposição de classes (burguesia X corte), para uma distinção entre nações: kultur alemã civilização francesa e países ocidentais kultur: particularismo civilização: universalismo
cultura (final séc. XVIII - XIX) Johann Gottfried von Herder: defesa do “gênio nacional” de cada povo (volkgeist) crítica ao universalismo associado ao iluminismo uniformizante diversidade e pluralidade: cultura no plural, “culturas”
cultura (começo séc. XIX) expansão napoleônica e fortalecimento da consciência nacional; kultur como representativa da alma, da essência, de uma cultura nacional alemã romantismo alemão: kultur como alma profunda do povo, em contraponto à civilização, definida pelo progresso material e ao desenvolvimento econômico e tecnológico
cultura (séc. XIX-XX) romantismo alemão e ampliação da ideia de cultura: do desenvolvimento intelectual dos indivíduos para o conjunto de caracteres de uma comunidade, em sentido vasto e impreciso (“cultura francesa”, “cultura da humanidade”) cultura e civilização intercambiáveis como termos
universalismo hegemônico e permanência de um sentido coletivo da ideia de cultura, unidade sobre a diversidade “Antes da cultura francesa, da cultura alemã, da cultura italiana, existe a cultura humana” Ernst Renan, O que é uma nação? (1882) Nacionalismos exacerbados e acepções nacionais: conflitos nas palavras e nas ações
Terentius neo
Duccio Cristo entrando em Jerusalém (1308 -11) Simone Martini Caminhando para o calvário (c. 1340)
Rafael Sanzio O casamento da virgem (1504)
Rafael Sanzio Escola de Atenas (1509)