Cincias Humanas e suas Tecnologias Filosofia Prof Fbio
Ciências Humanas e suas Tecnologias Filosofia Prof. Fábio Mesquita http: //fabiomesquita. wordpress. com
Pré-Socráticos Alguns filósofos pré-socráticos e seu princípio criador: Os primeiros filósofos. A maior • Tales de Mileto: Água parte viveu antes do filósofo • Anaximandro de Mileto: Ápeiron Sócrates, eis a razão de chamálos de pré (antes) – socráticos, no • Anaxímenes de Mileto: Ar entanto, o que funda tais • Heráclito de Éfeso: Fogo pensadores é razão de possuírem • Pitágoras de Samos: no. 1 um tema filósofo comum, a saber, a origem e funcionamento do cosmos/universo. Eles também são chamados de filósofos naturalistas, pois a maioria utilizou elementos Vídeo 1 Vídeo 2 Pré-socráticos - Unboxing Philosophy • Parmênides de Eléia: Ser (Éon) • Zenão de Eléia: Ser (Éon) • Empédocles: 4 elementos (terra, fogo, água e ar) naturais em suas teorias, além de • Anaxágoras: Nôus (espírito inteligente) se preocuparem com a physis • Leucipo: Átomos (natureza - enquanto fonte de progresso e evolução). • Demócrito: Átomos
Tales de Mileto (1º. filósofo- Pré-Socrático) (623/624 a. C. – 556/558 a. C. ) “Tudo é água” O elemento natural “água” está relacionado a vida, a criação, a gêneses. Três estados da matéria: ü Sólido: água sólida (gelo) ü Líquido: água líquida ü Gasoso: água gasosa (Vapor) “. . . a Água é o princípio de todas as coisas. . . ”. Aristóteles ao escrever sobre Tales: “Tales diz que o princípio de todas as coisas é a água, sendo talvez levado a formar essa opinião por ter observado que o alimento de todas as coisas é úmido e que o próprio calor é gerado e alimentado pela umidade. Ora, aquilo de que se originam todas as coisas é o princípio delas. Daí lhe veio essa opinião, e também a de que as sementes de todas as coisas são naturalmente úmidas e de ter origem na água a natureza das coisas úmidas. ” Nietzsche ao escrever sobre Tales: "A Filosofia grega parece começar com uma ideia absurda, com a proposição: a água é a origem e a matriz de todas as coisas. Será mesmo necessário determo-nos nela e levá-la a sério? Sim, e por três razões: em primeiro lugar, porque essa proposição enuncia algo sobre a origem das coisas; em segundo lugar, porque o faz sem imagem e fabulação; e, enfim, em terceiro lugar, porque nela, embora apenas em estado de crisálida (estado latente, prestes a se transformar), está contido o pensamento: “Tudo é Um”. A razão citada em primeiro lugar deixa Tales ainda em comunidade com os religiosos e supersticiosos, a segunda o tira dessa sociedade e o mostra como investigador da natureza, mas, em virtude da terceira, Tales se torna o primeiro filósofo grego".
Tales de Mileto Benefícios da atividade física: (1º. filósofo- Pré-Socrático) ü Alivia o stress e a ansiedade. (623/624 a. C. – 556/558 a. C. ) “É feliz quem tem corpo são e forte, boa sorte e alma bem formada. ” Mens sana in corpore sano ("uma mente sã num corpo são") - Juvenal – Poeta romano – Século I d. C. ü Ajuda a produzir serotonina – o hormônio do bemestar ü Traz bem estar mental e ajuda a tratar a depressão Felicidade = Eudaimonia (grego) prefixo Eu = Bom Daimon = espírito / demônio / Deus Ser feliz = Boa sorte = estar bem acompanhado Cena do filme Cidade dos anjos. 1998 ü Diminui o risco de doenças no coração, pressão alta, etc ü Sociabilização
Demócrito (Atomista- Pré-Socrático) (460 a. C. – 370 a. C. ) “Ocupe-se de pouco para ser feliz. Ninguém com múltiplas tarefas pode aspirar à felicidade. ” Muitas atividades causam: • Perturbação • Ansiedade • Preocupação • Stress “A verdadeira felicidade resulta do movimento suave e exato da atividade pensante: A paz interior surge nos homens na medida do prazer e do equilíbrio na vida, pois as deficiências e os excessos tendem transtornar a alma e produzem nela grandes agitações. ” ü Poucas atividades deixam-nos deficientes. ü “Mente vazia é oficina do diabo. ” – Ditado popular ü A qualidade do trabalho é comprometida com o excesso de atividades. ü No geral, fazemos muitas coisas desnecessárias, seja na vida profissional, seja na vida pessoal. ü O ócio é visto como perda de tempo.
Demócrito (Atomista- Pré-Socrático) (460 a. C. – 370 a. C. ) “Ocupe-se de pouco para ser feliz. Ninguém com múltiplas tarefas pode aspirar à felicidade. ” Muitas atividades causam: • Perturbação • Ansiedade • Preocupação • Stress “A verdadeira felicidade resulta do movimento suave e exato da atividade pensante: A paz interior surge nos homens na medida do prazer e do equilíbrio na vida, pois as deficiências e os excessos tendem transtornar a alma e produzem nela grandes agitações. ” ü Poucas atividades deixam-nos deficientes. ü “Mente vazia é oficina do diabo. ” – Ditado popular ü A qualidade do trabalho é comprometida com o excesso de atividades. ü No geral, fazemos muitas coisas desnecessárias, seja na vida profissional, seja na vida pessoal. ü O ócio é visto como perda de tempo.
Excesso de trabalho pode causar danos psíquicos, profissionais e físicos “No aspecto psicológico, a síndrome de burnout - considerada por muitos médicos e demais especialistas a doença do século XXI - é o pior mal que um trabalhador pode adquirir. A enfermidade atinge os chamados workaholics, isto é, viciados no trabalho, e atua em três fases distintas: primeiro a ansiedade, depois a angústia e, finalmente, a depressão. Os sintomas costumam surgir devido ao excesso de horas no trabalho, que diminui o tempo para a vida social. ” http: //oglobo. com/economia/emprego/excesso-de-trabalho-pode-causar-danospsiquicos-profissionais-fisicos-2712953
Cuidado! Excesso de estudo pode levar ao estresse “Pesquisa realizada com mais de mil vestibulandos de quatro cursinhos do Rio Grande do Sul e publicada pela Revista de Psiquiatria Clínica, da USP, em 2008, revelou que mais da metade (56, 3%) sofriam de ansiedade, em diversos níveis. Um pouco dela é normal e até faz bem. Ajuda o candidato a estudar. O problema está no exagero, ou seja, quando chega ao estresse. O estudo também revelou que as meninas são mais atingidas do que os rapazes. ” http: //www. gazetadopovo. com. br/blogs/lingua-solta/cuidado-excesso-de-estudo-podelevar-ao-estresse/
Sofistas (corrente filosófica) Definição etimológica de sofista: sábio, ser humano culto e inteligente. Lembre-se que filosofia significa, etimologicamente, amor (filo – filia – amor filia, entre amigos) e sabedoria (sofia – sabedoria, cultura, inteligência). Protágoras: "O homem é a medida de todas as coisas, das coisas que são, enquanto são, das coisas que não são, enquanto não são. ” Características de relativismo filosófico: os pontos de vista não tem uma verdade absoluta ou validade intrínsecas, mas eles têm apenas um valor relativo, subjetivo, de acordo com diferenças na percepção e consideração. Górgias: • Nada existe; • Se existisse, não poderia ser conhecido; • Mesmo se fosse conhecido, não poderia ser comunicado a ninguém. • Palavras e pensamentos não conseguiriam expressar a verdade do Ser. Definição socráticaplatônica sobre os sofistas: aqueles que utiliza a habilidade retórica no intuito de defender argumentos falsos ou logicamente inconsistentes. Sofismas: defesa de algo falso, com o objetivo de confundir o contraditor.
Sócrates (469 a. C. – 399 a. C. ) “O verdadeiro conhecimento vem de dentro. ” Maiêutica: Dar à luz, parir. método socrático que consiste na multiplicação de perguntas, induzindo o interlocutor na descoberta de suas próprias verdades e na conceituação geral de um objeto. Sócrates foi condenado pela sociedade ateniense: poderia escolher entre tomar cicuta ou entrar em ostracismo. A Morte de Sócrates, 1787, Jacques-Louis David. 29. 5 cm x 192. 2 cm – Óleo sobre tela, Metropolitan Museum of Art, NY. Filme Sócrates Roberto Rossellini ü “Existe apenas um bem, o saber, e apenas um mal, a ignorância. ” ü “Uma vida não refletida não vale a pena ser vivida. ” ü “O caminho mais grandioso para viver com honra neste mundo é ser a pessoa que fingimos ser. ”
Sócrates (469 a. C. – 399 a. C. ) Alain de Botton – Sócrates e a Autoconfiança “Felicidade, não está relacionada apenas à satisfação dos desejos e necessidades do corpo, pois, o homem não é só corpo, mas, principalmente, alma. Assim, a felicidade é o bem da alma que só pode ser atingida por meio de uma conduta virtuosa e justa” “Conhece-te a ti mesmo, torna-te consciente de tua ignorância e será sábio” ü Sócrates convenceuse que poderíamos nos tornar mais felizes por esforço próprio, desenvolvendo nossas próprias virtudes. Se nos tornássemos mais corajosos, mais sábios e mais justos, seríamos como os próprios deuses e, assim, seríamos felizes.
“Nós nos tornamos escravos do consumo, lojas, supermercados. A busca da felicidade é igual ir às compras” Zygmunt Bauman, 1925 -. . . , sociólogo polonês. Nesse vídeo, Bauman fala sobre a filosofia socrática e a felicidade.
Platão (427 a. C. – 347 a. C. ) O homem só é feliz quando abandona o mundo sensível (dentro da caverna) em direção ao mundo inteligível (fora da caverna), que permite chegar a ideia de bem – pleno conhecimento (Sol – plena luz). Animação: Mito da Caverna “A felicidade depende de cinco requisitos: um deles é a sabedoria nas decisões; outro é a plenitude dos sentidos e da saúde física; o terceiro é o sucesso nas iniciativas; o quarto é a boa reputação entre os homens; o quinto é a abundância de riquezas e de outros recursos que facilitam a vida. ” Escola de Atenas, Rafael, 1506 -1510, Afresco, 500 cm x 700 cm, Palácio Apostólico, Vaticano. Dialética: Processo de diálogo, debate entre interlocutores comprometidos com a busca da verdade, através do qual a alma se eleva, gradativamente, das aparências sensíveis às realidades inteligíveis ou ideias.
Aristóteles (322 a. C. – 384 a. C. ) “Tempos do representar” ü “Gritamos para ser observados, porque talvez estejamos nos sentido muito solitários. ” L. K. A razão de todas as coisas pode ser atribuída a quatro tipos de causas: 1. Causa Material: Matéria que um ser é feito 2. Causa Formal: forma que um ser possui. 3. Causa Eficiente: causador, criador, elaborador do ser. 4. Causa Final: finalidade, para que serve o ser. Ato: aquilo que se é. Potência: vir a ser. ü No Facebook, a felicidade alheia aparenta ser mil vezes maior do que a sua. As redes sociais potencializam o poder do eu? Leandro Karnal Para de postar felicidade falsa Leandro Karnal Felicidade nas Redes Sociais Luiz Felipe Pondé
Aristóteles (322 a. C. – 384 a. C. ) “A felicidade só pode ser alcançada pelo homem quando agir conforme a virtude que o distingue dos demais seres: a razão. No entanto, embora compreenda que a contemplação intelectual seja uma condição necessária para alcançar a felicidade, não é uma condição suficiente. Para que o homem atinja a felicidade deve praticar outras virtudes que possibilitem o bem-estar material e social” Ética a Nicomaco. I, 8 Bens da Vida: a) O que alguém é: saúde, beleza, força, inteligência, caráter etc. b) O que alguém tem: amigos, família, propriedades materiais etc. c) O que alguém representa: opiniões dos outros, respeito, honra, sucesso, fama etc. “Tempos do representar” ü “Gritamos para ser observados, porque talvez estejamos nos sentido muito solitários. ” L. K. ü No Facebook, a felicidade alheia aparenta ser mil vezes maior do que a sua. Ser, ter e/ou parecer? As redes sociais potencializam o poder do eu? Leandro Karnal Para de postar felicidade falsa Leandro Karnal Felicidade nas Redes Sociais Luiz Felipe Pondé
Aristóteles (322 a. C. – 384 a. C. ) “Pare de colocar sua felicidade cada dia mais distante de você. Não coloque o objetivo longe demais de suas mãos: abrace os que estão ao seu alcance hoje. Se andas desesperado por problemas financeiros, amorosos, ou de relacionamentos familiares, busca em teu interior a resposta para acalmar-te, você é reflexo do que pensas diariamente. ”
Aristóteles (322 a. C. – 384 a. C. ) Grandes Pensadores Aristóteles Globo Ciência Aristóteles
Filosofias Helenísticas A grande expedição de Alexandre Magno (334 – 323 a. C. ) provocou uma reviravolta radical no espírito do mundo grego. Marcou o início de uma nova era. • Durante o conturbado Período Helenístico, o homem deixou de ser o componente mais importante de uma comunidade restrita para se tornar um simples súdito de vastos impérios. A perda da importância política individual fez muitos se dedicarem cada vez mais à busca da felicidade pessoal através da religião, da magia ou da Filosofia. • As principais escolas filosóficas do Período Helenístico foram o cinismo, cinismo o ceticismo, ceticismo o epicurismo e o estoicismo Todas procuravam, basicamente, estabelecer um conjunto de preceitos racionais para dirigir a vida de cada um e, através da ausência do sofrimento, chegar à felicidade e ao bem-estar.
Epicuro “Nem a posse de riquezas nem a abundância das coisas nem a obtenção de cargos ou o poder produzem a felicidade e a bem aventurança; produzem-na a ausência de dores, a moderação nos afetos e a disposição do espírito que se mantenha nos limites impostos pela natureza. ” Aquele que precisa de muito para ser feliz, costuma a tornar escravo de suas próprias posses. Morte: separação de átomos – nada além da mera materialiadade Deuses: Se existem, não possuem relação com as vidas humanas Foco na própria vida Amizade Autorreflexão – filosofia Liberdade – não importa o quanto se ganha, mas como se gasta Prazer “A quem não basta pouco, nada basta. ”
Zenão de Cítio (Estoico) (333 a. C. – 264 a. C. ) “Aceite e se conforme com seus tropeços, pois eles são todos inevitáveis. ” Quando um indivíduo aceita apaticamente coisas que estão fora de seu controle, deixa maior espaço para se importar com as coisas que estão sob seu controle. Para Zenão, a única forma de viver sem essas contrariedades é viver em ataraxia ou apatia, ou seja, abandonado ao destino, nada receando e nada esperando. ü Equilíbrio, calma, serenidade: virtudes capitais de um estoico. ü “A felicidade é o bem fluir da vida. ” ü Um torcedor de futebol, por exemplo. Se ele explode de alegria quando seu time vence, vai inevitavelmente descer aos abismos da depressão quando seu time perde.
Epiteto (Estoico) (50 a. C. – 130 a. C. ) “Não se deve pedir que os acontecimentos ocorram como você quer, mas deve-se querê-los como ocorrem: assim sua vida, será feliz. ” “O caminho para a felicidade é parar de preocupar-se com o que está além do nosso poder. ” Como viver uma vida plena, uma vida feliz? Como ser uma pessoa com boas qualidades morais? Responder a estas duas perguntas fundamentais foi a preocupação da filosofia de Epiteto. Para Epiteto, uma vida feliz e uma vida virtuosa são sinônimos. Felicidade e realização pessoal são consequências naturais de atitudes corretas. ü “Só a educação liberta” ü “A felicidade não consiste em adquirir nem em gozar, mas sim em nada desejar, consiste em ser livre. ” ü “O progresso moral não é um privilégio natural das elites nem é adquirido por acaso ou por sorte, mas através do trabalho de si mesmo - diariamente. ”
Sêneca (Estoico) Sêneca e a Raiva Alain de Botton (4 a. C. – 65 d. C. ) “É preciso livrar-se da agitação desregrada, à qual se entrega a maioria dos homens. Eles vagam ao acaso, mendigando ocupações. Suas saídas absurdas e inúteis lembram as idas e vindas formigas ao longo das árvores, quando elas sobrem até o alto do tronco e tornam a descer até embaixo, para nada. ” Sêneca ocupava-se da forma correta de viver a vida (ou seja, da ética), da física e da lógica. Via o sereno estoicismo como a maior virtude, o que lhe permitiu praticar a imperturbabilidade da alma, denominada ataraxia. ü Como Demócrito, Sêneca observa que o excesso de atividades é um mal para os homens. ü Ataraxia: para os pensadores céticos, epicuristas e estoicos, completa ausência de perturbações ou inquietações da mente, concretizando o ideal tão caro à filosofia helênica da tranquila e serena felicidade obtida através do domínio ou da extinção de paixões, desejos e inclinações sensórias.
Sêneca (Estoico) (4 a. C. – 65 d. C. ) “A origem dos vícios reside numa vontade fraca que subordina a razão aos prazeres fortuitos, porque "aquele que persegue o prazer coloca todas as coisas em segundo plano, é indiferente à liberdade e sacrifica tudo ao seu estômago, não comprando de modo nenhum os prazeres, mas, pelo contrário, a eles se vendendo". O homem sábio, pelo contrário, opta pelos prazeres da alma, os quais são calmos, inesgotáveis, ternos, moderados e discretos. . ” No ano 65, Sêneca foi acusado de ter participado da conspiração de Pisão, na qual o assassinato de Nero teria sido planejado. Sem qualquer julgamento, foi obrigado a cometer o suicídio. Na presença dos seus amigos, cortou os pulsos com o ânimo sereno que defendia em sua filosofia.
Estoicismo ü Vida de acordo com a natureza ü Simplicidade no vestuário, na comida, nas palavras, no estilo de vida ü Aceitação de tudo o que possa ocorrer de ruim que esteja fora de controle ü Preocupar-se contra as circunstâncias apenas piora o estado de espírito da pessoa ü Use a razão para resolver seus problemas ü “Abstenha-se e aceite” ü Procure uma vida coerente. ü Não se apegue demais as coisas, pois não são eternas. ü Bobagem se perturbar pelo que se perde, pois a perda é sempre inevitável. ü Seja sereno, principalmente nos momentos mais difíceis da vida.
“Controle seus sentimentos para que eles não o controlem. ” (Mr. Spock – Jornada nas Estrelas – Star Trek)
“Treine a si mesmo a deixar partir tudo que teme perder” “O medo leva a raiva, a raiva leva ao ódio e o ódio leva ao sofrimento. ” (Mestre Ioda – Star Wars)
Filosofia “Medieval” - Cristã Sugestão de leitura: Confissões - Sto. Agostinho Santo Agostinho de Hipona (354 – 430 d. C. ) • • • • Patrística Retoma o pensamento de Platão um dos primeiros autores cristãos latinos a professar uma visão clara sobre a antropologia teológica Relação com o Maniqueísmo Conversão Adão pecador – afastamento de Deus Jesus enquanto mediador Origem do Mal – ausência de Deus – Sumamente bom Relação intrínseca entre corpo e alma Razão humana (Cidade dos Homens) Importância da fé Razão divina (Cidade de Deus) São Tomás de Aquino (1225 – 1274 d. C. ) • • • Escolástica Retoma o pensamento de Aristóteles Tomismo Reconciliar Razão e Fé Religião e Filosofia Religião e Ciência Lógica Leis naturais Conhecimento do Ser Primeiro motor imóvel Primeira causa eficiente Vídeo d’ The School of Life sobre Agostinho Vídeo d’ The School of Life sobre Tomás de Aquino
Santo Agostinho – frases “Deus, que te criou sem ti, não te salvará sem ti. ” "A confissão das más ações é o passo inicial para a prática de boas ações. " "Milagres não são contrários à natureza, mas apenas contrários ao que entendemos sobre a natureza. " "Certamente estamos na mesma categoria das bestas; toda ação da vida animal diz respeito a buscar o prazer e evitar a dor. " “Aprova aos bons, tolera os maus e ama a todos. ” “Dois homens olharam através das grades da prisão; um viu a lama, o outro as estrelas. ” "Ter fé é acreditar nas coisas que você não vê; a recompensa por essa fé é ver aquilo em que você acredita. " "A verdadeira medida do amor é não ter medida. " “Se queres conhecer a uma pessoa, não lhe perguntes o que pensa mas sim o que ela ama. ”
Origem das Correntes Filosóficas RACIONALISMO EMPIRISMO A Favor do Inatismo – Teorias filosóficas que defenderam o inatismo Contra o Inatismo – Análise dos objetos e valor à experiência • Platão: Alma Racional e Virtuosa – Nascemos com ideias de virtudes e razão • Santo Agostinho: Alma ligada à Deus – Nascemos com ideias de Deus, fé e razão. • Descartes: Alma ligada ao Cogito. Nascemos com ideias em nossa mente. • Aristóteles: Devemos observar os próprios entes e analisar suas causas. • São Tomás de Aquino: Análise do ente e sua ligação com o Ser. • Filosofia Empírica do século XVII e XVIII: Thomas Hobbes, John Locke, David Hume, Berkeley etc.
SOBRE RACIONALISMO E EMPIRISMO
René Descartes (1596 -1650) Dúvida Metódica: duvidar de toda a existência do real. Obra: Meditações 1ª. Meditação – Apresentação da dúvida metódica COGITO “Dubito, ergo cogito, ergo sum. (Eu duvido, logo penso, logo êxito. )” CRÍTICA AOS SENTIDOS, SONHO, LOUCURA, DEUS ENGANADOR “Já se passaram vários anos desde que me dei conta de que havia aceitado, mesmo desde a minha juventude, muitas opiniões falsas como verdadeiras, e que, consequentemente, o que depois baseei em tais princípios era altamente duvidoso; e desde aquela época eu estava convencido da necessidade de me comprometer uma vez em minha vida de me livrar de todas as opiniões que eu havia adotado, e de começar outra vez o trabalho de construir desde a fundação. . . ” René Descartes, Meditation I, 1641 Vídeo: Descartes – Unboxing Primeira e segunda parte
Thomas Hobbes (1588 -1679) Estado de Natureza • Estado Bestial – ignorância, violência, sobrevivência e medo • “O homem é o lobo do homem” • “Guerra de todos contra todos” - "Bellum omnia omnes" • Medo da morte / Medo da morte violenta Pacto Social –Moral/Cultura • Necessidade de um governo • Governo com autoridade • Autoridade inquestionável (Soberana) • Leviatã: Governo absoluto e inquestionável • Monarquia, assembleia democrática • Certas liberdades individuais são abdicadas • Convivência pacífica em sociedade • Medo da punição caso regras sejam quebradas • Leviatã: legisla, executa e julga Obs. : Montesquieu na obra Espírito das Leis cria a divisão dos três poderes Detalhe do corpo do Leviatã Sugestão de leitura Ao leitor sem medo Autor: Renato Janine Ribeiro
Thomas Hobbes (1588 -1679) Pacto Social (em crise) Quando não existe o medo do Leviatã - Estado; Quando a punição é inexistente; Quando o Estado é ineficiente: não vigia, não puni; Quando há fraqueza nos órgãos reguladores; Crise do Estado. • • • Retorno para o “Estado de Natureza” dentro do Estado de Cultura • • • “Todos contra todos” “Alguns contra alguns” “Minoria contra maioria” – vice-versa Discurso de ódio Ignorância e Medo
Mundo “sem” Leviatã - Mundo virtual - Internet, whatsapp, twitter , . . . Espaços sem regulamentação e controle. • Ignorantes se tornam celebridades; • Atrocidades são escritas e ditas e muitos ovacionam; • Homofóbicos, sexistas, racistas, misóginos, feministas radicais se auto alimentam; • Intolerância contra os intolerantes; • Impunidade; • Aumento dos discursos extremos, radicais; • Vítimas tornam-se em culpados; • Culpados tornam-se em vítimas. Discurso de ódio: É, de forma genérica, qualquer ato de comunicação que inferiorize uma pessoa tendo por base características como raça, gênero, etnia, nacionalidade, religião, orientação sexual ou outro aspecto passível de discriminação. “O medo leva a raiva, a raiva leva ao ódio e o ódio leva ao sofrimento. ” (Mestre Ioda – Star Wars)
TABULA RASA John Locke (1632 -1704) Teoria do conhecimento: Empirismo • • Obra central de John Locke sobre o tema: Ensaio acerca do Entendimento Humano. Demonstra como não existe ideia inata. Nascemos sem nenhuma ideia em nossa mente. Todo conhecimento inicia-se nas experiências sensoriais. Vídeo: John Locke - Unboxing Nascemos como uma tábula rasa, sem nenhuma ideia, com as experiências que vamos tendo com o desenvolver da vida é que começamos a formar e criar certas ideias. Fontes do conhecimento: Sensação e reflexão Ideias simples e complexas
Todas as ideias derivam-se da EXPERIÊNCIA, Que pode ser: EXTERNA: ideias de sensação, sensação como sons, cores, extensões, figuras, movimentos. . . ou INTERNA: ideias de reflexão, reflexão como da percepção, do querer, do prazer. . .
David Hume (1711 – 1776) Empirista e/ou Cético Lei de causalidade (experiência empírica) § A causa B § A e B ocorrem ao mesmo tempo § Sempre que vemos A, vemos também B § Acreditamos que isso continuará acontecendo § A nossa certeza reside na “crença” de que algo que sempre acorreu continuará acontecendo. Essa certeza é muito fraca e frágil, dirá Hume. Métodos (contrário a Hume): 1) Dedutivo: verdades são deduzidas a partir de premissas dadas como verdadeiras. Exemplo: “O ser humano é mortal. ” “João é ser humano. ” “Logo, João é mortal. ” 2) Indutivo: (obs. : termo não utilizado por Hume, mas favorável ao filósofo) Raciocínio Probabilístico Constatações empíricas e particulares que auxiliam na construções de generalizações, que seriam supostas verdades. Exemplo: “João possui olhos e é ser humano. ” “Maria possui olhos e é ser humano. ” “Antônio possui olhos e é ser humano. ” “Logo, ser humano possui olhos. ”
David Hume (1711 – 1776) Empirista e/ou Cético O Conhecimento é formado pelo hábito. Estou certo e acredito que o Sol nascerá amanhã, isto porque ele nasceu todos os dias da minha vida. O passado dá a crença de que o futuro será igual. O hábito me força a crer nisso. Todavia, não existe a certeza, verdade inabalável, de que isso ocorrerá.
Immanuel Kant Teoria do conhecimento Como é possível o conhecimento humano? • Afirmação do papel constitutivo de mundo pelo sujeito transcendental “O conhecimento é possível porque o homem possui faculdades que o tornam possível. ” Fontes do conhecimento no sujeito: • Sensibilidade: objetos dados pela intuição (receptivo/passivo) • Entendimento: objetos são pensados nos conceitos Formas a priori de intuição: Tempo (sentido interno) Espaço (sentido externo) Conclusão 1: É impossível conhecer os objetos externos sem ordená-los em uma forma espacial - e de que nossa percepção interna destes mesmos objetos fica impossível sem uma forma temporal Conclusão 2: Espaço e tempo preexistem como faculdades do sujeito do conhecimento, e, portanto, são a priori e universais.
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