Chegada dos portugueses ao Brasil O Descobrimento do
Chegada dos portugueses ao Brasil
� O Descobrimento do Brasil ocorreu no dia 22 de abril de 1500. Nesta data as caravelas da esquadra portuguesa, comandada por Pedro Álvares Cabral, chegou ao litoral sul do atual estado da Bahia. Era um local que havia um monte, que foi batizado de Monte Pascoal. � No dia 24 de abril, dois dias após a chegada, ocorreu o primeiro contato entre os indígenas brasileiros que habitavam a região e os portugueses. De acordo com os relatos da Carta de Pero Vaz de Caminha foi um encontro pacífico e de estranhamento, em função da grande diferença cultural entre estes dois povos.
Primeiro contato: � Neste contato, que foi um verdadeiro “choque de culturas”, houve estranhamento de ambos os lados. Os portugueses estranharam muito o fato dos índios andarem nus, enquanto os indígenas também estranharam as vestimentas, barbas e as caravelas dos portugueses.
� Após alguns dias de convívio com os indígenas e exploração da nova terra, ao portugueses não acharam nenhuma especiaria ou riqueza, das quais estavam a procura. O que chamou a atenção dos navegantes portugueses foi uma árvore de cujo lenho era preparada uma tinta de cor vermelha empregada no tingimento de penas (o pau-brasil). Este corante de imediato passou a ser utilizado pelos europeus. � Tal propriedade de tingimento avermelhado, associada à utilidade que a madeira do pau-brasil oferecia na confecção de instrumentos musicais, móveis e outros utensílios domésticos feitos de madeira, resultou na exploração de tal matéria-prima logo nos anos iniciais da colonização.
� O trabalho de extração do pau-brasil era feito com mão de obra indígena, obtida a partir da prática do escambo, ou seja, da troca de mercadorias e bugigangas européias pelo trabalho pesado. Os índios encarregavam-se de derrubar as madeiras, cortá-las em toras, transportá-las para as feitorias e acomodá-las; em troca, recebiam objetos como miçangas, tecidos, vestimentas diversas, canivetes, facas e outros utensílios desse gênero.
� A notícia da existência do pau-brasil se espalhou na Europa. Os franceses, que dependiam da importação oriental, passaram a freqüentar assiduamente o litoral brasileiro à partir de 1504. � Com o agravamento da situação, o Estado português enviou uma expedição guarda - costeira entre 1516 e 1519 e, novamente, entre 1526 e 1528. Depois da segunda e última expedição, o comandante reconheceu a necessidade de medidas mais efetivas para garantir a posse da terra e sugeriu ao rei o povoamento do país. � A fixação de portugueses no Brasil só se tornou significativa na segunda metade do século XVI. No final do século XVII, a população branca portuguesa já se aproximava de 100 mil indivíduos.
� Nesse período, vieram para o Brasil portugueses de todos os tipos: ricos fazendeiros, aventureiros, mulheres órfãs, degredados, empresários falidos e membros do clero. O foco da imigração foi a Região Nordeste do Brasil, já que as plantações de cana-de-açúcar estavam em pleno desenvolvimento. Essa imigração colonizadora ficou marcada pela masculinidade da população, as mulheres indígenas e africanas acabaram por substituir a falta das mulheres portuguesas. � Surge, então, o "branco da terra": filho do colono português com as índias locais. Mais tarde, surge a figura do mulato: filho do europeu com as africanas. � Hoje, a maioria dos brasileiros possui alguma ancestralidade portuguesa, ainda que muito remota, na maioria dos casos.
Cultura, religião e herança deixadas pelos portugueses no Brasil:
� � Portugal foi o país europeu que exerceu mais influência na formação da cultura brasileira. Os portugueses realizaram uma transplantação cultural para a colônia, destacando-se a língua portuguesa, falada em todo o país e a religião católica, crença de grande parte da população, com extenso calendário religioso, com suas festas e procissões. As instituições administrativas, o tipo de construções dos povoados, vilas e cidades e a agricultura fazem parte da herança portuguesa. No folclore brasileiro é evidente o grande número de festa e danças portuguesas que foram incorporadas ao país, entre elas, a cavalhada, o fandango, as festas juninas (uma das principais festas da cultura do nordeste) e a farra do boi. As lendas do folclore (a cuca e o bicho papão), as cantigas de roda (peixe vivo, o cravo e a rosa, roda pião etc. ) permanecem vivas na cultura brasileira.
Gastronomia
� Para entender como se alimentava o Português do século XV, Goes (2008: 88 -89) relata que: � “comia-se pão e peixe cozido, confeitos, farteis, mel, figos passados (segundo se lê na carta de Pêro Vaz de Caminha), o universal manjar branco, massapão, bolos de amêndoas, marmeladas e peradas, sopas, muitas sopas, caldos de carne ou hortaliças, sobre fatias de pão, papas, trigo, centeio, cevada e aveia, milheitos e painços, pastéis e empadas de caça ou de peixe, perdizes, lebres, coelhos e veados, porco (presuntos, enchidos, fumados), cabrito, vaca, carneiro, carnes assadas no espeto, galinhas e patos, ovos, cação, sardinha, linguados, corvinas, congro e lampreia, salmão, trutas, salmonetes, besugos, sargos, pescadas, atum, raias, polvos, solhas, seveis, eirós, tainhas, ameijoas, berbigão e ostra, caranguejos, santolas, lagostas, lagavantes, percebes, leite, queijo e manteiga, marmelos, limões e laranjas, melão, figo, uvas, ameixas, cerejas, peras, castanhas, amêndoas e nozes, pepinos, alhos e cebolas, grãos, lentilhas, temperava-se com sal, azeite, banana e especiarias (pimenta canela, noz moscada) vindas da Índia, mel e açúcar da Madeira, bebia-se vinho branco e tinto”.
� A culinária portuguesa é reconhecida como uma das mais variadas do mundo, ainda que esteja restrita a um espaço geográfico diminuto, mostrando influências mediterrânicas (incluindo-se na chamada "dieta mediterrânica") mas, também, atlânticas, como é visível na quantidade de peixe consumida tradicionalmente. A base da gastronomia mediterrânica, assente na trilogia do pão, vinho e azeite, repete-se em todo o território nacional, acrescentando-selhe os produtos hortícolas, como em variadas sopas, e frutos frescos. A carne e as vísceras, principalmente de porco, compõem também um conjunto de pratos e petiscos regionais, onde sobressaem os enchidos. Com o advento das descobertas marítimas, a culinária portuguesa rapidamente integrou o uso, por vezes quase excessivo, de especiarias e do açúcar, além de outros produtos, como o feijão e a batata, que foram adaptados como produtos essenciais.
Curiosidades:
*Algumas plantas e animais que os portugueses conheceram no Brasil: milho, mandioca, caju, amendoim, abacate, abacaxi, goiaba, capivara, cobaias. *Algumas plantas e animais que os índios conheceram com a chegada dos europeus: banana, limão, pimenta, pêssego, cebola, coco, trigo, alface, alho, galinha, carneiro, cavalo. *Os brasileiros tiveram que aprender a língua portuguesa. *Com a chegada dos portugueses, os machados de pedra foram substituídos por machados de ferro. *Os brasileiros perderam terras para os portugueses e os índios perderam sua liberdade. *O contato dos brancos com os índios fez com que os índios contraíssem uma série de doenças. *Houve a miscigenação entre os dois povos que deu origem ao caboclo
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