CENTRO FEDERAL DE EDUCAO TECNOLGICA DE MINAS GERAIS























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CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DE MINAS GERAIS LIMITES E POSSIBILIDADES DAS TECNOLOGIAS DIGITAIS NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS Regina Mara Ribeiro Cruz Profª. Orientadora: Drª. Suzana Lanna Burnier Coelho 1
Sumário Ø INTRODUÇÃO Problema / Objetivos / Questões Ø REFERENCIAL TEÓRICO Ø METODOLOGIA O método / O campo / A coleta de dados Ø DADOS Resultados e análises Ø CONSIDERAÇÕES FINAIS 2/41
Problema Indagou-se Ø Quais são os limites e as possibilidades das tecnologias digitais na educação de jovens e adultos? 3/41
Como surgiu a questão? Ø Experiências acumuladas em mais de vinte anos de docência como pedagoga e como especialista em Informática Aplicada à Educação indicavam a importancia e grande contribuiçao potencial das TDs para a educação. Ø Fundamenta-se ainda no trabalho de orientação da disciplina de Estágio Curricular Supervisionado em um curso de Pedagogia onde pude constatar, nas visitas as escolas, a inexistencia das TDs na EJA. Ø Constatação, de uma grande lacuna teórica no que se refere ao uso de tecnologias digitais na educação de jovens e adultos populares. 4/41
Objetivos Objetivo geral Ø Identificar os possíveis limites e contribuições do uso das TD’s no processo ensino-aprendizagem na Educação de Jovens e Adultos em uma escola com boas condições para tal. Objetivos específicos Ø Identificar o modo de aproveitamento da infraestrutura tecnológica da escola; Ø Identificar as práticas de ensino dos professores que utilizam as TDs; Ø Analisar as possíveis repercussões do uso das TDs no cotidiano dos alunos de EJA; Ø Verificar as possíveis condições de capacitação de professores para o uso das TDs na EJA, em programas de formação inicial e/ou continuada. 5/41
BASE TEORICA Ø A nossa pesquisa pautou-se numa fundamentação ampla da educação como um direito cuja finalidade maior é o desenvolvimento humano sendo prática intencional transformadora, e na não neutralidade das tecnologias que são, [. . . ] produtos da ação humana, historicamente construídos, expressando relações sociais das quais dependem, mas que também são influenciadas por eles. Assim, os produtos e processos tecnológicos são considerados artefatos sociais e culturais, que carregam consigo relações de poder, intenções e interesses diversos. (OLIVEIRA, 2001, p. 101). 6/41
Ø Toma como referência ainda as abordagens vygotskyana e freireana que destacam o peso do ambiente cultural onde o homem nasce e se desenvolve, ou seja, o sujeito socialmente inserido num meio historicamente construído. Ø Utilizar de recursos veiculadores de cultura e conhecimento em consonância com o tempo atual vivido pelo educando provavelmente repercutirá de forma positiva no processo de ensino e de aprendizagem. 7/41
Ø Este trabalho inscreve-se ainda no âmbito dos estudos que se interessam pelo processo de constituição dos saberes docentes. Ø Que acreditam que a apropriação das novas tecnologias no trabalho docente passa, nescessariamente, pela capacitação (VALENTE, 2003), pela sensibilização (TEIXEIRA, 2005) e pela celebração de contratos de trabalho que assegurem tempos e espaços para a formação continuada dos docentes (COELHO, 2001). 8/41
Metodologia Ø Abordagem qualitativa Ø Metodologia ØEstudo de caso ØPesquisa participante Ø Instrumentos de coleta de dados: Øobservação, Øquestionários, Øentrevistas semi-estruturadas e Øanálise de documentos. 9/41
O campo Ø Uma escola da rede particular, situada na zona sul de Belo Horizonte que possui um projeto de Educação de Jovens e Adultos em parceria com uma organização social e sua mantenedora. Ø Escola Mantenedora, Ø Escola Parceira Ø Associação. Iniciamos a pesquisa em março de 2007 10/41
O estudo de caso Ø As observações foram realizadas na escola, como um todo e, mais sistematicamente, na turma da FASE 1, correspondente à alfabetização. Ø Esta turma foi observada durante quatro meses, do início de abril até o mês de julho, em sua sala de aula convencional e no laboratório de informática, onde aconteciam aulas semanais de duas horas e meia, todas as terças- feiras. Ø Todas as observações foram gravadas e depois transcritas. 11/41
A organização do curso – Os alunos Ø Atualmente, a escola possui 269 alunos distribuídos em 9 turmas: 1ª e 2ª fase correspondende a 1ª à 4ª série 5ª a 8ª série, 1º ao 3º ano. 12/41
Os professores A escola conta com um total de 20 professores que ministram as disciplinas: Filosofia Espanhol Literatura Artes Português Redação Matemática História Geografia Ciências Biologia Física Química 13/41
Faixa etária dos professores IDADE Categoria Valor Absoluto Valor Relativo até 30 anos 6 30% De 31 a 40 anos 11 55% De 41 a 50 anos 1 5% Acima de 50 anos 2 10% Total 20 100% 14/41
Tempo total de docência Categoria Valor Absoluto Valor Relativo Até 5 anos 6 30% de 5 a 10 anos 8 de 10 a 15 anos 3 de 15 a 25 anos 1 acima de 25 anos 2 Total 20 40% 15% 5% 100% 15/41
Tempo de docência na EJA Categoria Valor Absoluto Valor Relativo Até 5 anos 15 75% de 5 a 10 anos 05 de 10 a 15 anos 0 de 15 a 25 anos 0 acima de 25 anos 0 Total 20 25% 0% 0% 0% 100% 16/41
Horas semanais de trabalho na docência Categoria Valor Absoluto Valor Relativo até 20 horas 0 0% de 21 a 30 horas 3 15% de 31 a 40 horas 10 50% Acima de 40 horas 7 35% Total 20 100% 17/41
Você considera importante o uso de tecnologias digitais no processo ensino-aprendizagem? Categoria Valor Absoluto Valor Relativo Sim 20 100% Não 00 00% Total 20 100% 18/41
Ø Sim. É dever da instituição educacional capacitar o educando a usar e usufruir de todos os benefícios oferecidos pela sociedade contemporânea. Assim a inclusão digital se faz um direito e uma necessidade dos educandos, ampliando sua condição de cidadão. (P 2–Professor de história de 5ª a 8ª série – 13/06/2006). Ø Sim, é lógico que a escola deve formar o aluno para a inclusão digital, pois ela está inserida na vida do aluno. A escola tem que formar o cidadão de uma forma ampla, em conformidade com o tempo que o aluno está vivendo. (P 3–Professora de Português e Redação de 5ª a 8ª série e do Ensino Médio 14/06/2007). 19/41
Em seu curso de graduação o computador foi usado em alguma disciplina? Categoria Valor Absoluto Valor Relativo Sim 03 15% Não 17 75/% Total 20 100% 20/41
Uso do laboratório de informática da escola de fevereiro a maio de 2007 Categoria Valor Absoluto Valor Relativo Nenhuma vez 15 75% De 1 a 5 vezes 5 25% De 6 a 10 vezes 0 00% Mais de 10 vezes 0 00% Total 20 100% 21/41
Esta instituição na qual você trabalha já lhe ofereceu algum curso de informática? Categoria Valor Absoluto Valor Relativo Sim 00 00% Não 20 100% Total 20 100% Você considera importante que a instituição favoreça a elevação e o grau de informatização dos professores e o conseqüente uso das novas tecnologias em suas práticas docentes? Categoria Valor Absoluto Valor Relativo Sim 20 100% Não 00 00% Total 20 100% 22/41
Ø Eu gosto muito de usar o laboratório de informática com os alunos. Uso mais o Power Point para apresentações e o Word para produção de textos. Um trabalho muito legal que eu fiz o ano passado foi uma eleição simulada para presidente e governador. Foi um trabalho que envolveu várias disciplinas porque aproveitamos para dar um carater bem real à eleição’ e discutir os aspectos sociais, éticos e políticos que envolvem uma eleição. (P 3 - Professora de Português e Redação – 14/06/2007). 23/41
Ø [. . . ] eu já tentei uma vez dar uma aula que eu fiz em Power Point para os alunos, nem sei se ficou boa, porque eu não aprendi a elaborar uma aula mesmo no computador, mas pelo menos tentei fazer o melhor [. . . ] mas foi horrível. Computadores que não funcionavam, alunos chamando todos ao mesmo tempo [. . . ] e eu perdida [. . . ] sem poder recorrer a ninguém [. . . ] não, não gosto nem de lembrar [. . . ] que sufoco! (P 4 – Professora da FASE 2 - 11/06/2007). 24/41
A observaçao participante Ø Optamos por fazer uma capacitação in loco para termos a oportunidade de observar a ação docente qualificada para o uso das TDs que, de outra forma, seria de difícil observação. 25/41
A formaçao da professora Ø Encontros presenciais de 120 a 150 minutos uma vez por semana, às terças-feiras. Ø Internet – ICQ – Dúvidas e discussão Ø Totalizando 20 horas presenciais e aproximadamente 40 horas à distância. 26/41
Conteúdos trabalhados 1 - Formas de abordagem do uso de tecnologias na educação; Ø A primeira forma utiliza as tecologias simplesmente como meio de transmissão de conhecimentos. Ø A segunda abordagem utiliza-as para a criação de ambientes de ensino-aprendizagem que enfatizam a construção do conhecimento. 2 - Habilidades no micro; 3 - Como construir atividades eletrônicas de ensino. 27/41
Primeira experiência interativa dos alunos A eleição das sete maravilhas do mundo moderno: pesquisa e coleta de informação sobre os vinte e um finalistas concorrentes na eleição. 28/41
Principais resultados com essa atividade • Utilizando apenas dos recursos do Office (Power Point/Visual Basic) e Internet dentro de uma abordagem construtivista sócio-interacionista foram observados resultados como: • Desmistificação da tecnologia, • motivação, • desenvolvimento do senso crítico, • o prazer de aprender e buscar novas informações, usando fatos da realidade, • interação entre pares, • desenvolvimento da autonomia, • A possibilidade de instigar a curiosidadade epistemológica (Freire), • Desenvolvimento da auto-estima. 29/41
A escrita do livro de memórias APÊNDICE H – Parte do Livro de Memórias MEU NOME É PAULINO C NDIDO DE LIMA, NASCI NO DIA 14 DE FEVEREIRO DE 1955 EM ESCAMBA, MINAS GERAIS. QUANDO EU ERA MENINO EU QUERIA ESTUDAR, MAS O FAZENDEIRO NÃO ACEITAVA ENTÃO MEU PAI NÃO PODIA FAZER NADA, TINHA QUE OBEDECER E ME COLOCAR PRÁ TRABALHAR O DIA INTEIRO. HOJE SOU MUITO FELIZ PORQUE EU ESTOU VENCENDO NA VIDA. VIM TRAZENDO MINHA FAMILIA AOS POUCOS PARA BELO HORIZONTE, ATÉ TRAZER TODO MUNDO. EU TENHO DUAS FILHAS. A CRISTINA E A CATIANA, ELAS SÃO MUITO BOAS. ELAS ESTÃO ME SURPREENDENDO. HOJE ELAS DISSERAM: “PAI, O SENHOR NÃO PRECISA MAIS TRABALHAR, NÓS VAMOS CUIDAR DO SENHOR”. EU FIQUEI MUITO ORGULHOSO DELAS E MUITO FELIZ TAMBÉM. A CADA DIA ESTOU MAIS FELIZ. APRENDI A LER, A ESCREVER NO COMPUTADOR E A TIRAR A CONTA DE MENOS, ESTOU PULANDO A TOA. À PARTE, OBRIGADO CYNTHIA! 30/41
Ø O uso do computador pelos alunos na escrita do livro mostrou-se um elemento de enorme poder de mobilização do desejo dos alunos, despertando seu interesse de forma surpreendente. Ø A interação com as TD’s foi um estímulo para os alunos no processo de escrever e ler os seus textos e interpretar suas produções gráficas espontâneas, compartilhando experiências em duplas, explorando, refletindo e integrando uma contínua variedade de possibilidades de leitura/escrita. 31/41
Aula de geografia FASE 1 NOME DO ALUNO: 32
O MUNDO ONDE VIVEMOS
O MUNDO ONDE VIVEMOS
O MUNDO ONDE VIVEMOS
Complete as lacunas • O NOME DO NOSSO PAÍS • O NOME DO NOSSO ESTADO • O NOME DA NOSSA CIDADE • O NOME DA NOSSA ESCOLA
FAÇA AQUI UMA DECLARAÇÃO A BELO HORIZONTE
O berço da desigualdade – Aula de Português-Redaçã 6 – 5ª série 46/41
Depoimentos Olha, estou impressionada nunca vi esses meninos com tanto interesse numa atividade, tão animados para escrever. Eu sempre faço esse tipo de atividade na sala de aula, produzir algum texto a partir de imagens, mas hoje se portam muito diferente [. . . ] nunca tinha visto neles essa preocupação de não escrever nada errado como têm hoje. Como estão entusiasmados com a atividade! Você vê isso na carinha deles. É [. . . ] impressionante [. . . ] (P 3 – Comentário da professora durante a aula de Português/Redação – 5ª série - Diário de campo – 11/05/2007). 47/41
Depoimentos Eu adoro vim prá cá (laboratório). Eu queria muito aprender a mexer no computador [. . . ] eu só chegava perto do computador prá limpar [. . . ] e assim mesmo [. . . ] morrendo de medo de estragar, de soltar algum fio. É [. . . ] tá sendo assim [. . . ] um sonho. Eu acho que eu penso mais rápido quando tô no computador [. . . ] (A 5, aluna da Fase 1, 37 anos, doméstica – Transcrição – Diário de campo 26/06/2007). 48/41
Depoimentos A aula que eu mais gostei foi duas. Primeiro aquela da Internet que eu entrei e vi o meu mestre de capoeira. Lembra? Aquela que eu cantei uma música da capoeira prá você. Nossa! Foi massa! Eu vi muita coisa da capoeira. A outra foi aquela que eu fui ao cinema com minha namorada e tinha que fazer as contas. Eu adoro fazer contas de matemática e no computador é muito melhor [. . . ] eu adorei. Vai ter mais de matemática? (A 3 – Fase 1 – 30 anos, servente de obra, capoeirista – Entrevista dia 06/07/2007. ) 49/41
Depoimentos Ah! Eu acho que ajuda muito [. . . ] até prá despertar o interesse de quem já tá aqui há muito tempo e não consegue ler. Por exemplo: O Paulo, ele estava muito desanimado, ele tem muita dificuldade, faltava muito [. . . ] agora não, eu tô boba de ver como ele gosta de ir prá lá (para o laboratório), você vê que até aquele sono todo que ele tem aqui na sala [. . . ] lá muda. Lá ele fica ligado o tempo todo. Acho que a letra também ajuda muito. E ele se preocupa o tempo todo se está escrevendo corretamente. (P 1 – Professora da fase 1 – 01/06/2007). 50/41
Eu já tentei, por exemplo, na sala trocar o exercício de um com o outro para eles corrigirem o do colega, mas não dá de jeito nenhum [. . . ] um não entende a letra do outro [. . . ] E lá, isso é o contrário um tem vontade de ajudar o outro, se interessa pelo que o outro está fazendo. Lê, fala que tá errado, ajuda a corrigir [. . . ] Aqui na sala não, cada um fica de cabeça baixa fazendo sua atividade. (Ela trabalha na grande maioria das vezes com folhas xerografadas e as carteira enfileiradas – P 1 – Professora da fase 1 – 01/06/2007). 51/41
Considerações finais LIMITES: Ø Foi possível confirmar que ainda hoje a utilização de tecnologias digitais em ambientes escolares e, nesse caso, na EJA é muito incipiente. Ø A despeito dos vários programas de estímulo à inserção das tecnologias digitais na educação implementados nos últimos anos, tais programas não lograram alcançar os professores investigados, como é o caso tambem de tantos professores estudados em outras pesquisas. 52/41
Considerações finais LIMITES: Ø Carentes de qualquer informação ou formação inicial, esses docentes, ao longo do exercício profissional, também não têm tido acesso a qualquer capacitação nessa temática. Ø Isso lhes dificulta tanto compreenderem as potencialidades das TD’s para a melhoria da qualidade do ensino e da aprendizagem quanto o próprio planejamento e execução de atividade no laboratório de informática. 53/41
Considerações finais LIMITES • A escola investigada se insere na condição, generalizada no País, da ausência de tempos e espaços para a discussão entre pares e o aprimoramento docente, o que contribui para a ociosidade do laboratório de informática e para o pouco retorno, em termos de impactos na aprendizagem, dos investimentos feitos no laboratório. 54/41
Considerações finais LIMITES: Ø A limitação do número de máquinas disponíveis; Ø uma possível lentidão nas operações de manutenção das máquinas existentes; Ø a inexistência de softwares educativos diversos, tanto genéricos, como dicionários e enciclopédias, quanto específicos de cada disciplina e, ainda, Ø a ausência de um profissional de apoio ao professor para as aulas no laboratório. 55/41
Considerações finais POSSIBILIDADES: Ø A pesquisa permitiu ainda constatar que, a partir de uma formação adequada, os docentes avançam em suas práticas pedagógicas utilizando a infra-estrutura tecnológica de maneira criativa e significativa utilizando as tecnologias digitais como elementos catalisadores e facilitadores do desenvolvimento de novas estratégias, práticas e métodos de ensino que favorecem a construção do conhecimento pelos alunos. Ø E que os resultados de tais práticas junto aos alunos podem ser descritos como fortemente positivos, nos aspectos técnicos, cognitivos e ainda na sua formação cidadã. 56/41
Considerações finais Ø O computador na educação de jovens e adultos, através da Internet, mostrou uma interessante capacidade de favorecer a integração de experiências escolares com experiências do mundo da cultura dos alunos (capoeira, música, eleições, trabalho) ou abrir novos horizontes culturais como conhecer monumentos históricos e patrimônios culturais da humanidade, como no caso das eleições das novas sete maravilhas. 57/41
Considerações finais Assim, observamos a ocorrência : Ø de novas formas de aprendizagem, Ø de novas modalidades de laços sociais, Ø de vivência de meios alternativos de acesso ao conhecimento, Ø de desenvolvimento da capacidade de resolução de problemas, da iniciativa e da criatividade. 58/41
Considerações finais • Obviamente todas essas potencialidades pedagógicas podem se transformar em limites, dependendo da maneira como essas tecnologias forem utilizadas; • O ambiente informatizado pode ser um lugar de dispersão dos alunos, de negação do professor e dos conteúdos, de disputas entre os colegas. 59/41
Considerações finais • E como já afirmaram inúmeros estudiosos como as tecnologias digitais não são panacéia para a educação. • Permanece exclusao dos pobres, baixos recursos em suas escolas, baixa qualificacao de seus docentes. . • Dependendo da maneira que forem utilizadas, tanto podem libertar como domesticar, ampliando os problemas existentes ou criando outros. 60/41
Considerações finais • Foi possível, a partir desse estudo, inferir que inserir alunos jovens e adultos populares em ambientes informatizados em instituições educacionais de maneira sistematizada é, no mínimo, uma chance a mais de tentar “dar vez e voz” aos excluídos de gerações, desde a chegada dos portugueses por aqui, além de propiciar-lhes a consciência de sua capacidade para intervir na realidade. 61/41
Considerações finais • Além disso, negar aos jovens e adultos, em seu retorno ao processo de escolarização, a possibilidade de adquirir os conhecimentos necessários a este novo código de comunicação da sociedade tecnológica, é negarlhes o direito à plena cidadania, dada a penetração generalizada das tecnologias digitais na vida contemporânea. 62/41
Educar é formar. Divinizar ou diabolizar a tecnologia ou a ciência é uma forma altamente negativa de pensar errado. Ensinar exige risco, aceitação do novo e rejeição a qualquer forma de discriminação. É próprio do pensar certo a disponibilidade ao risco, a aceitação do novo que não pode ser negado ou acolhido só porque é novo, assim como o critério de recusa ao velho não é apenas porque é velho. Paulo Freire 63/41