CARTAS PARA ANNE FRANK Autor 1 SEABRA Maria
CARTAS PARA ANNE FRANK Autor 1: SEABRA, Maria Emília Pimenta E-mail: memiliaps@outlook. com Escola: Escola Municipal Marlene Pereira Rancante Regional: Pampulha Formação: Licenciatura em Pedagogia e Mestrado em Ciências da Educação Autor 2: ROCHA, Talita Marielle da Silva E-mail: talitageo@hotmail. com Escola: Escola Municipal Marlene Pereira Rancante Regional: Pampulha Formação: Bacharelado e Licenciatura em Geografia, Especializações em História e Culturas Políticas e em Gestão Ambiental INTRODUÇÃO Desde 2015 a Escola Municipal Marlene Pereira Rancante promove a Assim como todas as ideias surgidas para o projeto, o conteúdo das Feira Afro – uma culminância dos estudos de História e Cultura Cartas também respeitou a espontaneidade das crianças. A proposta Afrobrasileira e Indígena, o que rendeu à comunidade, em 2016, o Selo feita pelos estudantes foi um “faz de conta que podíamos mandar uma BH sem Racismo, na categoria Excelência, do Programa de Certificação carta para que Anne Frank soubesse que nós conhecemos sua história”. em Promoção da Igualdade Racial de Belo Horizonte. Alguns sentiram necessidade de consolar a menina alemã, outros Nesse mesmo sentido e entendendo que o exercício da cidadania passa simplesmente “contaram a ela” que a conheceram e acharam triste sua pela vivência da empatia, que pode ser definida como a capacidade do história, enquanto houve os queriam saber como ela está agora, o ser humano de se colocar no lugar do outro, a escola realizou, também, que só é possível na magia da infância. Nessa prática, os alunos no dia 29 de junho de 2019, a Exposição Anne Frank, por meio do puderam entender a importância do uso da língua escrita e das relações Programa Leituras em Conexão, da SMED. humanas. Buscando apresentar às crianças a existência de histórias sem o RESULTADOS esperado “final feliz”, e trazê-las à empatia em relação a dor do outro, apresentamos alunos do 3º Ano do 1º Ciclo o Diário de Anne Frank na versão direcionada ao público infanto-juvenil. Concomitantemente, os alunos estudavam o gênero textual Carta Pessoal. Foi daí que surgiu a ideia, vinda dos próprios estudantes, de escreverem Cartas para Anne Frank. A prática da escrita da Carta Pessoal e sua exposição trouxe significado para as crianças, tanto do ponto de vista conteudista quanto do social. Os alunos passaram a querer escrever carta envolvendo outras situações, demonstrando a valorização do aprendizado adquirido e a sensibilidade no que tange ao envio e recebimento de mensagens pessoais que podem emocionar alguém e/ou a si mesmos. REFERENCIAL TEÓRICO Em relação à temática “Anne Frank”, os alunos tiveram contato, pela Na culminância da Exposição Anne Frank, alunos e professores primeira vez, com uma história cujo final não é o desejado, nem o expuseram suas ideias e reflexões sobre a história da menina Anne, das esperado, mas que, como nas fábulas, gênero conhecido por eles, mais variadas formas, desde murais a apresentações de dança. Para possui uma moral em relação aos resultados que podem gerar a expor as Cartas produzidas pelos alunos do 3º Ano do 1º Ciclo, foi intolerância às diferenças e o preconceito. confeccionado, por eles próprios, um mural, contendo essas produções. CONSIDERAÇÕES FINAIS As práticas comunicativas, como afirma Grillo (1998, apud MARCUSCHI, Todo o processo – do conhecimento da história de Anne Frank e toda a 2001), incluem as atividades sociais através das quais a linguagem é realidade que a circunda, à exposição das Cartas Pessoais, trouxe produzida. Sendo assim, os sentimentos vivenciados pelos alunos, à reflexão sobre comportamento social, bem como deu protagonismo aos medida que conheciam uma realidade, até então, inimaginada por alunos em mais uma atividade coletiva. Ademais, a participação das aquelas crianças de oito anos de idade, puderam ser expostos da famílias na exposição faz com que as crianças se sintam valorizadas maneira mais genuína e direta, encontrada por eles mesmos: a escrita pelos seus ente queridos, o que imprime ainda mais significado ao de uma carta, que ora expressou espanto, ora complacência, e ora trabalho. curiosidade por um presente que só existe no mundo da fantasia infantil. OBJETIVOS DA EXPERIÊNCIA, METODOLOGIA, DESENVOLVIMENTO O projeto Cartas para Anne Frank foi tratado de forma interdisciplinar. Os alunos puderam ter noção da história do Holocausto, resultante da ideologia Nazista, que consistiu no genocídio em massa de milhões de judeus durante a Segunda Guerra Mundial. Tiveram, ainda, contato com a REFERÊNCIAS MARCUSCHI, Luiz Antônio. Letramento e oralidade no contexto das práticas sociais e eventos comunicativos. In: Marcuschi, Luiz Antônio et alii (Orgs. ). Investigando a relação oral/escrito. Campinas, SP: Mercado de Letras, 2001 c, pp. 23 -50. Geografia dos países/continente onde os fatos se deram, e praticaram o BARRET, Angela; POOLE, Josephine. Anne Frank. São Paulo, SP: Edições SM, 2005. gênero Carta Pessoal, em Língua Portuguesa e Produção de Texto. A GIESEN, Maria Regina Centeno. Coleção Akpalô: Língua Portuguesa. São Paulo, SP: Editora do Brasil, 2018. Arte também foi trabalhada amplamente, uma vez que o mural foi totalmente confeccionado por eles. 2º Congresso de Boas Práticas dos Profissionais da Rede Municipal de Educação de Belo Horizonte
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