Blocos Econmicos e Globalizao Professor Douglas Pereira da
Blocos Econômicos e Globalização Professor Douglas Pereira da Silva Aula 4 módulo 1
O que são Blocos Econômicos • Os blocos econômicos são associações de países que têm como objetivo estreitar e privilegiar as relações comerciais e melhorar a economia entre si, além de impulsionar as relações com outros blocos e países. • O fim da Guerra Fria funcionou como um estímulo para a regionalização da economia e a formação de blocos organizados a partir de interesses comerciais. • A disputa pela hegemonia passou a ser determinada pela concorrência comercial, e o poder se multipolarizou entre vários blocos, provocando uma nova organização mundial. • Os países participantes desses blocos econômicos buscam fazer acordos regionais para facilitar o fluxo de capitais, serviços e, sobretudo, de mercadorias. • A livre circulação de pessoas tem ficado em segundo plano. • Esses acordos visam, fundamentalmente, ampliar os mercados para as empresas por meio da integração dos países-membros.
• Verificou-se na última década do século XX uma aceleração na formação de acordos comerciais multilaterais, ao mesmo tempo que se consolidavam três grandes mercados internacionais, sob hegemonia da União Européia, do Nafta e da Bacia do Pacífico. Dentro desses blocos despontam três nações – Estados Unidos, Alemanha e Japão – como superpotências dominantes. • O crescimento acelerado das organizações econômicas internacionais e seu fluxo comercial crescente, segundo os neoliberais, indicam que o mundo caminha rapidamente para uma maior liberdade de movimentação de capitais, bens e pessoas. • Em verdade, não é bem o que ocorre. Essas organizações estão abrindo suas fronteiras internas, numa aparente atitude liberal, mas fecham mais do que nunca suas fronteiras externas. • A União Européia e os Estados Unidos, por exemplo, usam normalmente a prática de subsidiar a agricultura, limitar os investimentos externos e impor cotas de importação, o que é, em verdade, uma política protecionista sob comando do Estado, e não a abertura que os neoliberais defendem.
Tipos de blocos econômicos: • Dependendo do grau de integração, é possível definir quatro tipos de blocos: zona de livre comércio, união aduaneira, mercado comum e união econômica e monetária.
• Zona de livre comércio – Caracteriza-se pela livre circulação de bens e serviços, isto é, não há pagamento de impostos sobre a circulação de produtos. • A Organização Mundial do Comércio (OMC) define que uma área de livre comércio só se constitui quando 85% do comércio é livre. • Cada país estabelece o imposto de importação para os países não signatários do acordo e também as regras para o trânsito de capitais, serviços e pessoas. Exemplo: Nafta.
• União aduaneira – Tem as mesmas características das áreas de livre comércio, sendo que os países participantes adotam também tarifas externas comuns, ou seja, importam produtos e serviços de terceiros com tarifas iguais. • Exemplo: MERCOSUL.
• • • Mercado comum – Caracteriza-se pela livre circulação dos produtos (bens e serviços), capital e mão de obra e alíquota de importação comum para produtos de países não membros do bloco. O único bloco desse tipo é a União Européia, em que também houve uma padronização dos impostos pagos pela população e pelas empresas e de muitas leis civis, trabalhistas, sociais e ambientais. Foram criados órgãos supranacionais, como a Comissão Européia, órgão executivo do bloco, e o Parlamento Europeu, órgão legislativo. União econômica e monetária – Trata- se de um mercado comum, com política macroeconômica e de juros uni cada e moeda única. Sistemas bancários e financeiros completamente homogeneizados, área comum de atuação profissional. Exemplo: União Européia, embora nem todos os países membros tenham adotado a moeda única (Euro). A Suíça continua usando o franco suíço.
• O Pacto Andino é um bloco econômico oriundo da América do Sul e formado por quatro grandes nações latinas. Também conhecida como Comunidade Andina de Nações, o bloco foi fundado em 26 de maio de 1969. • Com sede na cidade Lima, no Peru, o bloco é formado por Bolívia, Peru, Colômbia e Equador. • Além destes quatro principais países, há também os associados, formados por Brasil, Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai. • Também havendo os observadores do Pacto Andino, com a dupla Panamá e México. • Atualmente, o bloco responde pelo nome de Comunidad Andina (CAN).
• O Grupo de Visegrád, também conhecido como Pacto de Visegrád ou V 4, é uma aliança composta por quatro países localizados na região central da Europa: Hungria, Eslováquia, Polônia e República Tcheca. • Principais objetivos • Possibilitar, através de integração e definição de estratégias comuns, a inserção dos países membros na comunidade européia. • Criação de mecanismos para possibilitar a cooperação econômica entre os estados membros, visando o desenvolvimento econômico. • Estabelecimento de estratégias e ações voltadas para a cooperação no campo energético. • Cooperação militar e científica entre os países membros.
• Apec • A Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico (Apec) é um dos principais blocos da atualidade, envolvendo gigantes como Estados Unidos, China, Japão, Austrália e Rússia. • A Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico – sigla do inglês Asia. Pacific Economic Cooperation – (Apec) é um bloco econômico formado por países asiáticos, americanos e da Oceania. • Basicamente, envolve uma rota comercial que segue pelo Oceano Pacífico, uma substituição da predominância histórica do comércio mundial realizado pelo Atlântico.
• A Comunidade dos Estados Independentes (CEI) é uma organização de cooperação criada para praticamente substituir a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). Atualmente os países integrantes da CEI são: Armênia, Azerbaijão, Bielorrússia, Cazaquistão, Moldávia, Quirguistão, Rússia, Tajiquistão, Turcomenistão, Ucrânia e Uzbequistão. A sede do comitê executivo da CEI é localizada em Minsk, capital da Bielorrússia. • Com a desintegração da URSS, a Federação Russa, junto com a Ucrânia e a Bielorrússia, iniciaram em 8 de dezembro de 1991 uma reunião propondo uma cooperação econômica entre os estados recém independentes buscando manter a influência e relação política soviética, porém, respeitando a soberania política de cada nação. Esta reunião é conhecida como o Acordo de Minsk que resultou na proposta oficial de criação da CEI. • Das 15 repúblicas soviéticas, apenas três nações rejeitaram a adesão à CEI. Trata-se dos países da república bálticas, como Estônia, Letônia e Lituânia. • O motivo da não adesão é por conta de sua relação conflituosa com a URSS, sendo que estes países foram anexados a contragosto, e diante disso, com a independência política, estes países se afastaram da Rússia e almejam o ingresso na União Européia.
• A COMESA, do seu nome em inglês, Common Market for Eastern and Southern Africa (Mercado Comum da África Oriental e Austral) é uma organização de integração econômica entre países da África que tem como objetivo promover a prosperidade econômica dos estados membros, através do estabelecimento de uma área de livre comércio. • Os seus membros são 19 Estados: Angola, Burundi, Comores, República Democrática do Congo, Djibuti, Eritréia, Etiópia, Quênia, O Reino do Lesoto, Madagáscar, Malaui, Maurícias, Moçambique, Namíbia, Ruanda, Seychelles, Somália, Sudão, Suazilândia, Tanzânia, Uganda, Zâmbia e Zimbábue. • O tratado que fundou a COMESA foi assinado a 5 de Novembro de 1993, em Kampala, Uganda, e foi ratificado a 8 de Dezembro de 1994 em Lilongwe, Malawi. Esta organização substituiu a “Área de Comércio Preferencial” (Preferential Trade Area, ou PTA) que existia desde 1981.
• Há controvérsias sobre o peso e a importância das organizações supranacionais no processo de globalização. • Muitos estudiosos apontam que a regionalização com a formação de organizações supranacionais é uma tendência contrária à globalização. • Acreditam que os blocos econômicos formam espaços geográficos fechados, dificultando a integração com o resto do mundo. • Outros defendem que a regionalização é um primeiro passo em direção à globalização. • A derrubada de fronteiras comerciais numa região, mesmo que pequena, é um primeiro passo no sentido de organizar a economia para a concorrência mais ampla, para uma futura inserção na economia globalizada.
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