Bio Locus Grupos sanguneos e probabilidade Grupos Sanguneos
Bio. Locus ØGrupos sanguíneos e probabilidade.
Grupos Sanguíneos ü Determinado por proteínas presentes no plasma ou nas hemácias. ü Conhecimento importante nas transfusões, medicina legal, etc. ü Transfusões baseadas nas relações antígeno/anticorpo. - A herança obedece os padrões mendelianos: Sistema ABO Polialelia e co-dominância. Sistema Rh Monoibridismo com dominância. Sistema MN Monoibridismo e co-dominância. Bio. Locus Ø Grupos sanguíneos e probabilidade
DETERMINAÇÃO DOS GRUPOS SANGUINEOS NA ESPÉCIE HUMANA: SISTEMA ABO HISTÓRICO • Início do séc. XX – Landsteiner verifica a incompatibilidade sanguínea entre as pessoas. • Quando havia a mistura de sangue poderia ocorrer a aglutinação. • 1902 – Landsteiner consegue classificar o sangue humano em quatro tipos: A, B, AB e O. • A incompatibilidade estava relacionada a uma reação imunológica entre substâncias do plasma e substâncias presentes na membrana das hemácias. Bio. Locus Ø Grupos sanguíneos e probabilidade
• Hemácias - superfície externa encontram-se glicoproteínas denominadas de antígenos ou aglutinogênios. Induzem a uma reação de defesa ao serem introduzidas em um organismo. podem ser do tipo A ou B. • Plasma – “líquido” do sangue. Nele encontra-se os anticorpos de defesa de natureza proteica. São denominados de anticorpos naturais (ou aglutininas) pois ocorrem normalmente sem que haja imunização anterior*. Bio. Locus Ø Grupos sanguíneos e probabilidade
Conhecer os fenótipos com seus antígenos e aglutininas é fundamental em transfusões. A incompatibilidade entre doador e receptor pode levar à morte. Reação de aglutinação - aderência das hemácias formando verdadeiros grumos. Hemácias do doador se aglutinam na circulação do receptor destruindo capilares, o que poderia ocasionar o óbito do receptor. Bio. Locus Ø Grupos sanguíneos e probabilidade
A herança dos grupos sanguíneos na Espécie humana Sangue centrifugado Plasma ou soro: Rico em anticorpos (aglutininas) Sedimento com hemácias: contém os antígenos (aglutinogênios) Bio. Locus Ø Grupos sanguíneos e probabilidade
Sistema abo: fenótipos Bio. Locus Ø Grupos sanguíneos e probabilidade
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Aglutinogênios e Aglutininas Bio. Locus Ø Grupos sanguíneos e probabilidade
Reações de aglutinação envolvendo antígenos do sistema abo Bio. Locus Ø Grupos sanguíneos e probabilidade
Transfusão no sistema ABO Grupo sanguíneo da pessoa Recebe de Doa para A Ae. O A e AB B Be. O B e AB AB A, B, AB e O AB O O A, B, AB e O Grupo Sangüíneo Aglutinogênio (antígeno) nas hemácias Aglutinina (anticorpo) no plasma A A Anti-B B B Anti-A AB Ae. B - O - Anti-A e Anti-B Bio. Locus Ø Grupos sanguíneos e probabilidade
Transfusão no sistema ABO Bio. Locus Ø Grupos sanguíneos e probabilidade
Genética do sistema abo RELAÇÃO ENTRE FENÓTIPO E GENÓTIPO NO SISTEMA ABO FENÓTIPOS Grupo A IAIA ou IAi Grupo B IBIB ou IBi Grupo AB I AI B Grupo O ii Bio. Locus Ø Grupos sanguíneos e probabilidade
RELAÇÃO ENTRE FENÓTIPO E GENÓTIPO NO SISTEMA ABO FENÓTIPOS Grupo A IAIA ou IAi Grupo B IBIB ou IBi Grupo AB I AI B Grupo O ii A genética do sistema ABO envolve: dominância, codominância e alelos múltiplos. Por quê? Bio. Locus Ø Grupos sanguíneos e probabilidade
Grupos sanguíneos: Sistema Rh Trata-se de outro sistema de tipagem sanguínea, baseado na presença ou ausência de uma outra proteína na membrana da hemácia: O FATOR Rh. Tratando-se de outra proteína, evidentemente, estão envolvidos outros genes. Neste caso, os genes são R e r, com dominância, seguindo o modelo mendeliano de 1ª Lei. Indivíduos RR ou Rr produzem o fator, sendo, portanto, Rh+. Não produzem anticorpos anti-Rh. Indivíduos rr, não produzem o fator, sendo, portanto, Rh-. Produzirão anticorpos anti-Rh, se sensibilizados. Bio. Locus Ø Grupos sanguíneos e probabilidade
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Fator Rh Proteína encontrada nas hemácias que pode agir como antígeno se for inserida em indivíduos que não a possuam. Rh+ indivíduos que possuem a proteína. Rh- indivíduos que não possuem a proteína. Bio. Locus Ø Grupos sanguíneos e probabilidade Fenótipos Genótipos Rh+ RR ou Rr Rh- rr
Genética do sistema Rh Bio. Locus Ø Grupos sanguíneos e probabilidade
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Anti-Rh Rh+ e Rh- ---- Rh+ e Rh- Bio. Locus Ø Grupos sanguíneos e probabilidade
Observação importante: Os anticorpos anti-Rh não existem naturalmente no plasma das pessoas Rh negativas (Anticorpos imunes). Somente são produzidos em decorrência de uma sensibilização anterior. Exemplo: rompimento de vasos sanguíneos da placenta, podendo ocorrer a passagem de sangue do filho (Rh+) para a circulação da mãe (Rh-). A mãe começará a produzir anti Rh. Bio. Locus Ø Grupos sanguíneos e probabilidade
ERITROBLASTOSE FETAL OU DHRN Bio. Locus Ø Grupos sanguíneos e probabilidade
DHRN - Doença hemolítica do recém nascido Eritroblastose Fetal Condição: pai Rh+, mãe Rh- e filho Rh+. 1) Mãe Rh- é sensibilizada (exposta ao fator Rh por uma transfusão ou primeira gestação de filho Rh +) 2) Mãe começa a produzir anti Rh 3) Em uma segunda gestação de filho Rh +, os anti Rh produzidos passarão através da placenta atingindo o sangue da criança Rh+. Ocorrerá a destruição das hemácias do feto (icterícia, anemia hemolítica, insuficiência hepática, hepatoesplenomegalia e liberação de eritroblastos). Bio. Locus Ø Grupos sanguíneos e probabilidade
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Condições: Mãe: Rh-; Pai: Rh+; Criança: Rh+ • Tratamento – Inoculação de imunoglobulina humana anti Rh. (após o parto) Bio. Locus Ø Grupos sanguíneos e probabilidade
Procedimento após o parto: administração de injeção intravenosa com anticorpos anti-Rh que provocarão a destruição das hemácias fetais presentes na circulação sanguínea materna. Bio. Locus Ø Grupos sanguíneos e probabilidade
Sistema MN Dois antígenos nas hemácias: antígeno M e antígeno N (alelos codominantes) Grupo (Fenótipo) Genes M LM LM L M N LN LN L N MN Genótipos L M e LN LM LN ± não é muito importante para transfusões de sangue (sensibilização é praticamente nula) com produção muito baixa de anticorpos. Porém pode ser importante na exclusão de paternidade. Bio. Locus Ø Grupos sanguíneos e probabilidade
BIOLOGIA Noções de probabilidade aplicadas à genética Bio. Locus Ø Grupos sanguíneos e probabilidade
Introdução Acredita-se que um dos motivos para as ideias de Mendel permanecerem incompreendidas durante mais de 3 décadas foi o raciocínio matemático que continham. Mendel partiu do princípio que a formação dos gametas seguia as leis da probabilidade, no tocante a distribuição dos fatores. Bio. Locus Ø Grupos sanguíneos e probabilidade
Princípios básicos de probabilidade Probabilidade é a chance que um evento tem de ocorrer, entre dois ou mais eventos possíveis. Por exemplo, ao lançarmos uma moeda, qual a chance dela cair com a face “cara” voltada para cima? E em um baralho de 52 cartas, qual a chance de ser sorteada uma carta do naipe ouros? Bio. Locus Ø Grupos sanguíneos e probabilidade
Eventos aleatórios • Eventos como obter “cara” ao lançar uma moeda, sortear um “ás” de ouros do baralho, ou obter “face 6” ao jogar um dado são denominados eventos aleatórios (do latim alea, sorte) porque cada um deles tem a mesma chance de ocorrer em relação a seus respectivos eventos alternativos. • Veja a seguir as probabilidades de ocorrência de alguns eventos aleatórios. Tente explicar por que cada um deles ocorre com a probabilidade indicada. Bio. Locus Ø Grupos sanguíneos e probabilidade
Eventos aleatórios A probabilidade de sortear uma carta de espadas de um baralho de 52 cartas é de ¼ A probabilidade de sortear um rei qualquer de um baralho de 52 cartas é de 1/13. A probabilidade de sortear o rei de espadas de um baralho de 52 cartas é de 1/52. Bio. Locus Ø Grupos sanguíneos e probabilidade
Eventos independentes Quando a ocorrência de um evento não afeta a probabilidade de ocorrência de um outro, fala-se em eventos independentes. Por exemplo, ao lançar várias moedas ao mesmo tempo, ou uma mesma moeda várias vezes consecutivas, um resultado não interfere nos outros. Por isso, cada resultado é um evento independente do outro. Bio. Locus Ø Grupos sanguíneos e probabilidade
Eventos independentes • Da mesma maneira, o nascimento de uma criança com um determinado fenótipo é um evento independente em relação ao nascimento de outros filhos do mesmo casal. Por exemplo, imagine uma casal que já teve dois filhos homens; qual a probabilidade que uma terceira criança seja do sexo feminino? Uma vez que a formação de cada filho é um evento independente, a chance de nascer uma menina, supondo que homens e mulheres nasçam com a mesma frequência, é 1/2 ou 50%, como em qualquer nascimento. Bio. Locus Ø Grupos sanguíneos e probabilidade
A regra do “e” • A teoria das probabilidades diz que a probabilidade de dois ou mais eventos independentes ocorrerem conjuntamente é igual ao produto das probabilidades de ocorrerem separadamente. Esse princípio é conhecido popularmente como regra do “e”, pois corresponde a pergunta: qual a probabilidade de ocorrer um evento E outro, simultaneamente? Bio. Locus Ø Grupos sanguíneos e probabilidade
A regra do “e” Suponha que você jogue uma moeda duas vezes. Qual a probabilidade de obter duas “caras”, ou seja, “cara” no primeiro lançamento e “cara” no segundo? A chance de ocorrer “cara” na primeira jogada é, como já vimos, igual a ½; a chance de ocorrer “cara” na segunda jogada também é igual a 1/2. Assim a probabilidade desses dois eventos ocorrer conjuntamente é 1/2 X 1/2 = 1/4. Bio. Locus Ø Grupos sanguíneos e probabilidade
A regra do “e” • No lançamento simultâneo de três dados, qual a probabilidade de sortear “face 6” em todos? A chance de ocorrer “face 6” em cada dado é igual a 1/6. Portanto a probabilidade de ocorrer “face 6” nos três dados é 1/6 X 1/6 = 1/216. Isso quer dizer que a obtenção de três “faces 6” simultâneas se repetirá, em média, 1 a cada 216 jogadas. • Um casal quer ter dois filhos e deseja saber a probabilidade de que ambos sejam do sexo masculino. Admitindo que a probabilidade de ser homem ou mulher é igual a ½, a probabilidade de o casal ter dois meninos é 1/2 X 1/2, ou seja, ¼. Bio. Locus Ø Grupos sanguíneos e probabilidade
A regra do “ou” Outro princípio de probabilidade diz que a ocorrência de dois eventos que se excluem mutuamente é igual à soma das probabilidades com que cada evento ocorre. Esse princípio é conhecido popularmente como regra do “ou”, pois corresponde à pergunta: qual é a probabilidade de ocorrer um evento OU outro? Bio. Locus Ø Grupos sanguíneos e probabilidade
A regra do “ou” Por exemplo, a probabilidade de obter “cara” ou “coroa”, ao lançarmos uma moeda, é igual a 1, porque representa a probabilidade de ocorrer “cara” somada à probabilidade de ocorrer “coroa” (1/2 + 1/2 =1). Para calcular a probabilidade de obter “face 1” ou “face 6” no lançamento de um dado, basta somar as probabilidades de cada evento: 1/6 + 1/6 = 2/6. Bio. Locus Ø Grupos sanguíneos e probabilidade
A regra do “ou” • Em certos casos precisamos aplicar tanto a regra do “e” como a regra do “ou” em nossos cálculos de probabilidade. Por exemplo, no lançamento de duas moedas, qual a probabilidade de se obter “cara” em uma delas e “coroa” na outra? Para ocorrer “cara” na primeira moeda E “coroa” na segunda, OU “coroa” na primeira e “cara” na segunda. Assim nesse caso se aplica a regra do “e” combinada a regra do “ou”. A probabilidade de ocorrer “cara” E “coroa” (1/2 X 1/2 = 1/4) OU “coroa” e “cara” (1/2 X 1/2 = 1/4) é igual a 1/2 (1/4 + 1/4). Bio. Locus Ø Grupos sanguíneos e probabilidade
A regra do “ou” • O mesmo raciocínio se aplica aos problemas da genética. Por exemplo, qual a probabilidade de uma casal ter dois filhos, um do sexo masculino e outro do sexo feminino? Como já vimos, a probabilidade de uma criança ser do sexo masculino é ½ e de ser do sexo feminino também é de ½. Há duas maneiras de uma casal ter um menino e uma menina: o primeiro filho ser menino E o segundo filho ser menina (1/2 X 1/2 = 1/4) OU o primeiro ser menina e o segundo ser menino (1/2 X 1/2 = 1/4). A probabilidade final é 1/4 + 1/4 = 2/4, ou 1/2. Bio. Locus Ø Grupos sanguíneos e probabilidade
Referências: AMABIS, J. M. ; MARTHO, G. R. Biologia - Biologia das células. v. 1. 3. ed. São Paulo: Moderna, 2010.
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