Barroco 1601 1768 Introduo A histria da humanidade
Barroco (1601 – 1768)
Introdução A história da humanidade é feita em ciclos. Os meios de o ser humano operar o mundo evoluem, os comportamentos se transformam, assim como a moralidade e os interesses políticos. Transformam-se também as organizações sociais, a economia, os valores éticos. Enfim, vivemos num mundo para sempre inacabado, sempre em movimento. Deste modo, por que não mudaria também a arte? Assim como a História, a arte ciclicamente se renova, fazendo com que um grupo contemporâneo de artistas tenha uma série de características em comum. A cada um desses ciclos chamamos escolas ou movimentos.
Contexto Histórico O século XVI, na Europa, foi marcado por uma importante disputa religiosa. Tudo começou em 1517, quando o padre alemão Martinho Lutero divulgou um conjunto de 95 teses em que denunciava a venda do perdão (indulgência) como uma prática corrupta da Igreja católica. Segundo ele, o único caminho para a salvação pessoal era uma vida regrada, marcada pela religiosidade, pelo arrependimento sincero dos pecados e pela confiança na misericórdia de Deus. Nessa perspectiva, o poder da Igreja e dos padres diminuía bastante, Se os fiéis não dependiam mais dos padres, bispos e cardeais para alcançarem o perdão, por que deveriam se submeter a suas exigências de doações e penitências? O fato político-religioso que mais contribuiu para o advento da arte barroca foi a Reforma Católica, mais conhecida como Contrarreforma, resposta da Igreja Romana à adesão europeia cada vez mais expressiva ao protestantismo, primeiramente de Lutero e depois de Calvino. Essa
adesão ocorreu sobretudo nos países com maior concentração de burgueses. Tal movimento consistiu na tomada de uma série de medidas repressivas, tais como a restauração do Tribunal do Santo Ofício, suspenso durante a Renascença, a proibição da venda do perdão divino, a censura a publicações, tudo isso sob pena de excomunhão e de morte na fogueira. O auge da Reforma Católica ocorreu entre 1535 e 1563, durante uma reunião de bispos na cidade italiana de Trento, evento que ficou conhecido como Concílio de Trento. As determinações da Contrarreforma ecoaram repressivamente em toda a produção intelectual e científica do século XVII, estabelecendo um conflito de difícil dissolução: de um lado os valores medievais que tais determinações tentavam resgatar mediante a força bruta, o interrogatório sob tortura; de outro, os valores humanistas e materialistas do Renascimento, que traziam luzes e entendimento para o homem. No século XVII, o ser humano vive em conflito, atormentado por dúvidas existenciais, dividido entre uma postura racional e humanista e uma existência assombrada pela culpa religiosa.
Como conciliar fé e razão; céu e terra; pureza e pecado; Deus e o Diabo; espírito e matéria; luz e trevas? O Barroco é, portanto, arte dos opostos, do dualismo, dos contrastes. Procura conciliar a concepção teocêntrica medieval com o antropocentrismo e o racionalismo propostos pelo Renascimento.
A Literatura Barroca O estilo barroco reflete a instabilidade pós-renascentista e expressa a angústia do homem dividido entre a efemeridade do mundo material e a incerteza do mundo espiritual. Não se pode esquecer que era um tempo de ignorância e superstições acirradas pelo medo que assolava o ser humano comum. No Ocidente católico, em especial, o horror ao inferno, a instabilidade sociopolítica do contexto histórico, a miséria que atingia a maior parte da população criavam um clima de incerteza que atingiu todas as artes, inclusive a Literatura. (Literatura sem segredos, volume 1, Clenir Bellezi de Oliveira, Escala Educacional, São Paulo, 2007 )
O Renascimento promove uma substituição aos ideais espirituais da Idade Média
Antropocentrismo versus Teocentrismo
Reforma e Contrarreforma
As escolas e universidades jesuítas criaram um estilo próprio de arte e arquitetura: ricamente ornamentada por querubins e virgens celestiais, parecem tentar comover o coração da mesma forma que o pregador buscava seduzir o intelecto.
Fusionismo
Culto do contraste
Conflito entre o eu e o mundo
Pessimismo
Noção de brevidade da vida
Carpe Diem
Linguagem rebuscada
Figuras frequentes: Hipérbatos, hipérboles, metáforas, antíteses e paradoxos
Cultismo e conceptismo
Padre Antônio Vieira
Padre Antônio Vieira nasceu em Lisboa, em 1608, e morreu na Bahia, em 1697. Com sete anos de idade, veio para o Brasil e entrou para a Companhia de Jesus. Por defender posições favoráveis aos índios e aos judeus, foi condenado à prisão pela Inquisição, onde ficou por dois anos. Responsável pelo desenvolvimento da prosa no período do Barroco, Padre Antônio Vieira é conhecido por seus sermões polêmicos em que critica, entre outras coisas, o despotismo dos colonos portugueses, a influência negativa que o Protestantismo exerceria na colônia, os pregadores que não cumpriam com seu ofício de catequizar e evangelizar (seus adversários católicos) e a própria Inquisição. Além disso, defendia os índios e sua evangelização, condenando os horrores vivenciados por eles nas mãos de colonos e os cristãos-novos (judeus convertidos ao Catolicismo) que aqui se instalaram. Famoso por seus sermões, padre Antônio Vieira também se dedicou a escrever cartas e profecias.
Mito do Sebastianismo Com o desenvolvimento do mercado marítimo, Portugal vivenciou um período de ascensão e grandeza. Porém, com o declínio do comércio no Oriente, Portugal viveu uma crise econômica e dinástica. Como consequência, o então rei de Portugal, D. Sebastião, resolve colocar em prática seu plano de organizar uma cruzada em Marrocos: a batalha de Alcacer-Quibir em 1578. A derrota na batalha e seu dedesaparecimento (provável morte em batalha) geraram especulações acerca de seus paradeiro. A partir de então, originou-se a crença de que o rei retornaria para transformar Portugal novamente em uma grande potência econômica. Padre Antônio Vieira era um dos que acreditavam no Sebastianismo e, mais adiante, Antônio Conselheiro anunciava o retorno de D. Sebastião nos episódios da Guerra de Canudos. Os sermões Escreveu cerca de duzentos sermões em estilo conceptista, isto é, que privilegia a retórica e o encadeamento lógico de ideias e conceitos.
Texto I O amor e o tempo Tudo cura o tempo, tudo faz esquecer, tudo gasta, tudo digere, tudo acaba. Atreve-se o tempo a colunas de mármore, quanto mais a corações de cera! ! São as afeições como as vidas, que não há mais certo sinal de haverem de durar pouco, que terem durado muito. São como as linhas, que partem do centro para a circunferência, que quanto mais continuadas, tanto menos unidas.
Por isso os antigos sabiamente pintaram o amor menino; porque não há amor tão robusto que chegue a ser velho. De todos os instrumentos com que o armou a natureza, o desarma o tempo. Afrouxa-lhe o arco, com que já não atira; embota-lhe as setas, com que já não fere; abre-lhe os olhos, com que vê o que não via; e faz-lhe crescer as asas, com que voa e foge. A razão natural de toda esta diferença é porque o tempo tira a novidade às coisas, descobre-lhe os defeitos, enfastia-lhe o gosto, e basta que sejam usadas para não serem as mesmas. Gasta-se o ferro com o uso, quanto mais o amor? ! O mesmo amar é causa de não amar e o ter amado muito, de amar menos. Padre Antônio Vieira
Texto II Ora, suposto que já somos pó e não pode deixar de ser, pois Deus o disse; perguntar-me-eis, e com muita razão, em que nos distinguimos os vivos dos mortos? Os mortos são pó, nós também somos pó. Distinguimo-nos, os vivos dos mortos, assim como se distingue o pó do pó. Os vivos são pó levantado, os mortos são pó caído; os vivos são pó que anda, os mortos são pó que jaz. Padre Antônio Vieira
Gregório de Matos Guerra (Boca do Inferno)
Poesia Religiosa A oscilação da alma barroca entre o mundo terreno e a perspectiva da salvação eterna aguça-se em Gregório de Matos Guerra. Até meados do século XVIII, nenhum homem de letras pode fugir a uma educação contrareformista, pois os jesuítas controlam todo o sistema de ensino. Desta forma, ilustrar-se só será possível dentro dos preceitos da Companhia de Jesus, o que acontece com o futuro poeta. Por outro lado, Gregório é filho de senhores de engenho, quer dizer, dos verdadeiros senhores da terra, dos que possuem todos os direitos, inclusive o de vida e morte e que, por isso, podem exercer o estupro ou o simples domínio sexual sobre índias e escravas. Estão presentes nele, portanto, os elementos contraditórios da época: a licenciosidade moral e a posterior consciência da infâmia, seguida do arrependimento.
Na maior parte de seus poemas religiosos, o poeta se ajoelha diante de Deus, com um forte sentimento de culpa por haver pecado, e promete redimir-se. Trata-se de uma imagem constante: o homem ajoelhado, implorando perdão por seus erros, conforme podemos verificar no primeiro quarteto do soneto Buscando a Cristo: . A vós correndo vou, braços sagrados, , Nessa cruz sacrossanta descobertos, , Que, para receber-me, estais abertos, , E, por não castigar-me, estais cravados.
Pequei, Senhor, mas não porque hei pecado Da vossa piedade me despido, Porque quanto mais tenho delinquido, Vos tenho a perdoar mais empenhado. Se basta a vos irar tanto um pecado, A abrandar-vos sobeja um só gemido: Que a mesma culpa que vos há ofendido, Vos tem para o perdão lisonjeado.
Se uma ovelha perdida e já cobrada Glória tal e prazer tão repentino Vos deu, como afirmais na Sacra História: Eu sou, Senhor, ovelha desgarrada; Cobrai-me; e não queirais, Pastor Divino, Perder na vossa ovelha a vossa glória. Gregório de Matos Guerra
Poesia Amorosa . Seguindo o modelo dos barrocos espanhóis, Gregório apresenta uma visão cindida das relações amorosas. Ora seus poemas tendem a uma concepção "petrarquista", isto é, à idealização dos afetos em linguagem elevada; ora a uma abordagem crua e agressiva da sexualidade em linguagem vulgar. . Exemplo dessa perspectiva é um dos sonetos dedicados a D. ngela, provável objeto da paixão do poeta e que o teria rejeitado por outro pretendente. Há o jogo de aproximações entre anjo e flor para designar a amada. Observe-se também que, ao mesmo tempo, tais vocábulos possuem um caráter contraditório (anjo = eternidade; flor = brevidade). Como sugere um crítico, esta duplicidade de Angélica lança o poeta em tensão e quase desespero ("Sois Anjo, que me tenta, e não me guarda. ")
Anjo no nome, Angélica na cara! . Isso é ser flor, e Anjo juntamente: . Ser Angélica flor, e Anjo florente . Em quem, senão em vós, se uniformara? . Quem vira uma tal flor, que a não cortara, . De verde pé, da rama florescente? . A quem um Anjo vira tão luzente . Que por seu Deus o não idolatrara?
O amor obsceno-satírico . Se o erotismo é a exaltação da sensualidade e da beleza dos corpos, independentemente da linguagem, que pode ser aberta ou velada; se a pornografia é a busca do sexo proibido e culpado através de imagens grosseiras e chocantes e valendo-se quase sempre de uma forma vulgar; a obscenidade situa-se noutra esfera. Ela não visa ao sensualismo refinado do erotismo nem à excitação cafajeste da pornografia. Não se trata, pois, de uma estimulação dos sentidos, e sim uma espécie de protesto contra o sistema moral, contra as concepções dominantes de amor e de sexo, e contra o próprio mundo. Às vezes, a obscenidade toma o sentido de um culto rude e subversivo do prazer contra os tabus que impedem a plena realização da libido.
Na poesia obscena-satírica, Gregório de Matos não apresenta qualquer requinte voluptuoso. Sua visão do amor físico é agressiva e galhofeira. Quer despertar o riso ou o comentário maldoso da plateia. Por isso, manifesta desprezo pela concepção cristã do amor que envolve a camada espiritual, conforme podemos verificar no texto abaixo: . O amor é finalmente um embaraço de pernas, uma união de barrigas, um breve tremor de artérias. Uma confusão de bocas, uma batalha de veias, um reboliço de ancas, quem diz outra coisa, é besta.
Poesia Satírica . O desengano barroco tem como uma de suas consequências o implacável gosto pela sátira. Resposta a uma realidade que os artistas julgam degradada, a poesia ferina e contundente não perdoa nenhum grupo social. Ricos e pobres são fustigados pelas penas corrosivas de Góngora, de Quevedo, como mais tarde o fará o brasileiro Boca do Inferno. Esta ironia cáustica e por vezes obscena é traço marcante do barroco ibérico. Quando retorna ao Brasil, já quarentão, em 1682, Gregório de Matos encontra uma sociedade em crise. A decadência econômica torna-se visível: o açúcar brasileiro enfrenta a concorrência do açúcar produzido nas Antilhas e seu preço desaba. Além disso, uma nova camada de comerciantes (em sua maioria, portugueses) acumula riquezas com a exportação e importação de produtos. Esta nova classe abastada humilha aqueles que se julgam bem nascidos, mas que, dia após dia, perdem seu poder econômico e seu prestígio.
Ninguém parece escapar à sua ironia: os figurões portugueses, os padres, os colonos, os bacharéis, os degradados lusos que vinham para o Brasil e aqui enriqueciam, os nativos, os mestiços, os negros, todos são sistematicamente ridicularizados, como em Epílogos, onde num jogo de perguntas e respostas, o poeta demole com a sociedade de seu tempo: : Que falta nesta cidade? . . . Verdade Que mais por sua desonra? . . . Honra Falta mais que se lhe proponha? . . . Vergonha O demo a viver se exponha, Por mais que a fama a exalta, Numa cidade onde falta Verdade, honra, vergonha.
Barroco nos vestibulares
UFRJ 2008 Texto II Desde sempre Na minha frente, no cinema escuro e silencioso Eu vejo as imagens musicalmente rítmicas Narrando a beleza suave de um drama de amor. Atrás de mim, no cinema escuro e silencioso Ouço vozes surdas, viciadas Vivendo a miséria de uma comédia de carne. Cada beijo longo e casto do drama Corresponde a cada beijo ruidoso e sensual da comédia Minha alma recolhe a carícia de um E a minha carne a brutalidade do outro.
Eu me angustio. Desespera-me não me perder da comédia ridícula e falsa Para me integrar definitivamente no drama. Sinto a minha carne curiosa prendendo-me às palavras implorantes Que ambos se trocam na agitação do sexo Tento fugir para a imagem pura e melodiosa Mas ouço terrivelmente tudo Sem poder tapar os ouvidos. Num impulso fujo, vou para longe do casal impudico Para somente poder ver a imagem. Mas é tarde. Olho o drama sem mais penetrar-lhe a beleza Minha imaginação cria o fim da comédia que é sempre o mesmo fim E me penetra a alma uma tristeza infinita Como se para mim tudo tivesse morrido. Vinícius de Moraes
Questão 04 Autores e obras de um determinado período podem apresentar – nos níveis da forma ou do conteúdo – padrões estéticos e ideológicos caracterizadores de um outro momento histórico. Partindo de tal afirmação, pode-se dizer que o texto II, embora escrito por um poeta do século XX, apresenta um conflito tipicamente barroco. Descreva esse conflito com base em elementos extraídos do texto.
GABARITO Questão 04 No espaço físico da sala de cinema, o eu-lírico mostra-se dividido entre a beleza suave de um drama de amor, que repercute em sua alma, e a miséria de uma comédia de carne, que apela para seus desejos carnais: minha alma recolhe a carícia de um / e a minha carne a brutalidade do outro. Desse modo, o poema apresenta um conflito tipicamente barroco: carne/corpo versus espírito/alma, construído em diversas passagens do texto.
O Barroco no Brasil ü ü ü Economia açucareira; Região Nordeste (Bahia e Pernambuco); Bahia como centro econômico do país; Civilização escravista; Marco inicial: “Prosopopeia” -1601, de Bento Manuel Teixeira
O estilo barroco desenvolveu-se plenamente no Brasil durante o século XVIII, perdurando ainda no início do século XIX. O barroco brasileiro é claramente associado à religião católica. Duas linhas diferentes caracterizam o estilo barroco brasileiro. Nas regiões enriquecidas pelo comércio de açúcar e pela mineração, encontramos igrejas com trabalhos em relevos feitos em madeira - as talhas - recobertas por finas camadas de ouro, com janelas, cornijas e portas decoradas com detalhados trabalhos de escultura. Já nas regiões onde não existia nem açúcar nem ouro, as igrejas apresentam talhas modestas e os trabalhos foram realizados por artistas menos experientes e famosos do que os que viviam nas regiões mais ricas.
Arquitetura Igreja de São Francisco em Ouro Preto
O Centro Histórico abrange áreas dos bairros do Pelourinho, da Sé e do Pilar, Patrimônio Mundial (1985).
Típica residência popular colonial das vilas e áreas rurais
Igreja e Convento de São Francisco, Salvador, Bahia: considerada uma das mais ricas e espetaculares igrejas do país, tem todo o interior coberto em ouro.
Pintura O Mestre Ataíde pintou várias igrejas de Minas Gerais com um estilo próprio e bem brasileiro. Usava cores vivas e alegres e gostava muito do azul. Ataíde utilizava tanto a tinta a óleo (que era importada da Europa) como a têmpera. Os pintores da época nem sempre podiam importar suas tintas. Faziam então suas próprias cores com pigmentos e solventes naturais aqui da terra. Entre outros, usavam terra queimada, leite e óleo de baleia, clara de ovo, além de extratos de plantas e flores. E - é claro - criavam suas próprias receitas, que eram mantidas em segredo. Talvez por isso é que se diz que não existe, no mundo inteiro, um colorido como o das cidades mineiras da época do Barroco.
Igreja de São Francisco de Assis, em Ouro Preto.
Santa Ceia, a única obra de cavalete de Mestre Ataíde.
Escultura Antônio Francisco Lisboa, (Vila Rica, 29/08/1730 — Vila Rica, 18/11/1814) foi escultor, entalhador, desenhista e arquiteto.
Última Ceia de Aleijadinho "Em verdade vos digo, um de vós me há de entregar" figuras entalhadas em madeira policromática, Congonhas, Minas Gerais
O Passo da Subida ao Calvário, de Aleijadinho. Simboliza a subida de Jesus ao Calvário, para depois ser crucificado.
Momento musical
Amor e Sexo
Texto III Amor e sexo Amor é um livro Sexo é esporte Sexo é escolha Amor é sorte. . . Amor é pensamento Teorema Amor é novela Sexo é cinema. . Sexo é imaginação Fantasia Amor é prosa Sexo é poesia. . .
O amor nos torna Patéticos Sexo é uma selva De epiléticos. . . Amor é cristão Sexo é pagão Amor é latifúndio Sexo é invasão Amor é divino Sexo é animal Amor é bossa nova Sexo é carnaval Uouh!
Amor é para sempre Sexo também Sexo é do bom Amor é do bem. . . Amor sem sexo É amizade Sexo sem amor É vontade. . . Amor é um Sexo é dois Sexo antes Amor depois. . .
Sexo vem dos outros E vai embora Amor vem de nós E demora. . . Amor é cristão Sexo é pagão Amor é latifúndio Sexo é invasão Amor é divino Sexo é animal Amor é bossa nova Sexo é carnaval Uouh!
Amor é isso Sexo é aquilo E coisa e tal! E tal e coisa! Uh! Uh! Ai o amor! Hum! O sexo! Composição: Rita Lee / Roberto de Carvalho / Arnaldo Jabor
Texto V Católico Apostólico Baiano Sou brasileiro, também sou religioso acendo uma vela pra São Pedro e outra para Iemanjá Sou kardecista e aos domingos vou à missa tomo óstia e água benta pro Diabo me largar Sou macumbeiro, sempre vou lá no terreiro conversar com preto velho para ele me ajudar Sou esotérico e às vezes fico histérico quando ouvi De Nostradamus que o mundo ia acabar Eu sou católico apostólico baiano Quando eu morrer eu não sei onde vou parar
Não sei se vou para o céu lá de São Pedro, de Netuno, de Odin, de Buda, Oxóssi ou Jeová E sexta-feira botaram o exú caveira o capeta e o tranca-rua Para virem me atentar e eu não sabia se chamava minha tia Se eu ia para um centro ou para igreja rezar E desde cedo eu estava com medo e chamei Padre Quevedo Para me exorcizar e acendi uma vela pra São Bento, para Buda, para Krishna, Maomé e Oxalá. Rey Biannchi
Permanência da escola literária
Porta dos Fundos Deus
Porta dos Fundos Agradecimento
Porta dos Fundos Céu Católico
Bibliografia • Literatura: História e Texto I Samira Youssef Campedelli Editora Saraiva • Literatura sem segredos Clenir Bellezi de Oliveira Editora Escala Educacional • Literatura Brasileira em diálogo com outras literaturas e outras linguagens William Roberto Cereja e Thereza Cochar Magalhães Atual Editora
• Literatura Brasileira: das origens aos nossos dias José de Nicola Editora Scipione • Literatura Brasileira: Tempos, leitores e leituras Maria Luiza M. Abaurre e Marcela Pontara Editora Moderna • Português, Língua e Literatura Maria Luiza Abaurre, Marcela Nogueira Pontana e Tatiane Fadel Editora Moderna
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