Arcadismo Setecentismo ou Neoclassicismo 1768 1836 FUGERE URBEM
Arcadismo , Setecentismo ou Neoclassicismo (1768 – 1836) FUGERE URBEM UT VIVERE IN AUREA MEDIOCRITATE
A origem do nome Arcadismo vem da palavra Arcádia – região do Peloponeso na Grécia – considerada região de morada dos deuses. Lá habitavam pastores que, além do pastoreio, se dedicavam à poesia. As arcádias portuguesas foram grupos de poetas queriam redescobrir o equilíbrio e a sabedoria da antiguidade greco-latina, também chamada de clássica. Daí, então, o nome Neoclassicismo.
A luz da razão volta a brilhar forte sobre a Europa do século XVIII. O cientista olha para o céu e se pergunta sobre a configuração das estrelas, o filósofo questiona o direito da nobreza a uma vida privilegiada. Assim, razão e ciência iluminam a trajetória humana, explicando fenômenos e propondo novas formas de organizar a sociedade. Nesse sentido, como a literatura reflete essas transformações?
O Arcadismo foi um movimento literário formado por artistas e intelectuais que se concentraram no combate à mentalidade religiosa e à arte barroca através do resgate do racionalismo e do equilíbrio do Classicismo do século XVI. No século XVIII, as formas artísticas do Barroco, movimento artístico da dualidade, do exagero, dos excessos de forma e de conteúdo, já se encontravam desgastadas e decadentes. O fortalecimento da burguesia e o surgimento dos filósofos iluministas formaram um novo quadro sociopolítico e cultural, que exigiu outras fórmulas de expressão. A mentalidade
religiosa criada pela Contra-Reforma passou a ser combatida; negava-se a educação jesuítica ministrada nas escolas e valorizava-se o estudo científico e as atividades humanas, em um verdadeiro retorno à cultura renascentista. A literatura que surge para confrontar a arte barroca e sua mentalidade religiosa e contraditória é o Neoclassicismo, que objetiva restaurar o equilíbrio por meio da razão. Esses ideais de vida simples e natural vêm ao encontro dos anseios de um novo público consumidor em formação, a burguesia, que historicamente lutava pelo poder e denunciava a vida luxuosa da nobreza nas cortes.
Voltaire, escritor e filósofo francês, foi uma das figuras centrais do Iluminismo. Ele procurou, com suas sátiras mordazes e seus escritos filosóficos, demonstrar total aversão à intolerância, à tirania e à hipocrisia da Igreja. Em sua postura, é possível identificar os elementos essenciais do projeto literário do Arcadismo: fazer da literatura um instrumento de mudança social. É importante que se compreenda o verdadeiro sentido da artificialidade própria da poesia árcade. A repetição insistente de um cenário acolhedor e natural foi a forma encontrada pelos autores do período para divulgar os ideias de uma sociedade mais igualitária e justa.
A partir das descobertas do físico Isaac Newton sobre a gravitação universal e sobre o movimento dos corpos, a pesquisa científica como forma de compreender e explicar o funcionamento da natureza ganha forte impulso. O ser humano recupera, aos poucos, seu desejo de encontrar explicações racionais para os fenômenos que observa a sua volta. As ameaças de condenação eterna e a necessidade de subordinação absoluta ao poder divino perdem força. O reinado da fé foi substituído pela crença na racionalidade. Grandes filósofos, como Descartes, Voltaire, Diderot, Rousseau e Montesquieu adotam a razão como parâmetro para analisar as crenças tradicionais, as opiniões políticas e a organização social.
Para eles, a razão e a ciência seriam os “faróis” que guiariam o ser humano para longe do obscurantismo e da ignorância que haviam predominado em séculos anteriores. Por esse motivo, a razão é metaforicamente apresentada nesse momento como a luz interior. Essa postura, que valoriza o conhecimento científico e racional, foi definida como iluminista.
Ao final do século XVII e durante o século XVIII, a Europa assiste à Revolução Francesa e à Revolução Industrial
Burguesia como força política e econômica dominante
Iluminismo
Independência dos EUA
Inconfidência Mineira
Retorno aos valores clássicos
Referências à Mitologia greco-romana
Equilíbrio no pensamento Os árcades propunham o retorno ao modelo clássico, porque neles encontravam o equilíbrio dos sentimentos por meio da razão. Essa razão é a força controladora dos excessos.
Inutilia Truncat No Neoclassicismo, a linguagem simples, sem muitas figuras de linguagem, combatia, então, os exageros do Barroco.
Convencionalismo amoroso
Natureza como pano de fundo para as aventuras árcades
Bucolismo
Fugere urbem
Locus amoenus
Aurea mediocritas
Carpe Diem
Pseudônimos pastoris
Poesia épica
Momento Histórico do Neoclassicismo Brasileiro Com a descoberta de ouro em Minas Gerais, o centro econômico migra do Nordeste para o Sudeste. Destaca-se, nessa época, Vila Rica (atual Ouro Preto) como polo irradiador de ideias. Acontece nesse período a Inconfidência Mineira – revolta contra os pesados tributos cobrados por Portugal. Funda-se a chamada “Escola mineira”, com poetas influenciados pelo Iluminismo e comprometidos com o pensamento mais avançado do século XVIII.
A opressão administrativa portuguesa, o declínio da produção do ouro, a convivência com as ideias liberais de Rousseua, Montesquieu, John Locke e a revolução na América do Norte foram os principais fatores que contribuíram para o início de um movimento revolucionário em Vila Rica. Os inconfidentes pretendiam proclamar a República e tormar o Brasil independente de Portugal. Os participantes do movimento foram delatados por Joaquim Silvério dos Reis, um dos financistas do grupo. Em sua denúncia, Joaquim Silvério nomeou Tomás Antônio Gonzaga como “primeira cabeça da inconfidência”. Chegava a um triste fim o primeiro movimento para tornar o Brasil livre da exploração econômica da metrópole.
O Neoclassicismo no Brasil inicia-se em 1678 com a publicação de “Obras poéticas” de Cláudio Manuel da Costa e se estende até 1836 com a publicação de “Suspiros poéticos e Saudades” de Gonçalves de Magalhães. O Acadismo brasileiro foi o primeiro movimento literário a colocar o índio como personagem importante. A presença do índio (forte por natureza) na poesia reflete o ideal do "bom selvagem" e dá ao Arcadismo brasileiro um tom diferente do europeu.
Principais autores
Cláudio Manuel da Costa (Glauceste Satúrnio)
Cláudio Manuel da Costa é considerado o iniciador do Arcadismo no Brasil quando publicou Obras, em 1768. Nascido em Mariana, em 1729, estudou em colégios de jesuítas e, mais tarde, seguiu para Portugal, onde se formou em bacharel em Direito pela Universidade de Coimbra. Foi advogado, poeta, minerador e fazendeiro. Considerado um dos homens mais ricos de Minas, foi denunciado como inconfidente e preso. Enforcou-se, em 1789, na cela da prisão em que aguardava julgamento.
Sua obra lírica era bastante influenciada pelo Classicismo português, embora tenha traços do Barroco. ü Utilização de princípios estéticos árcades; ü Influências barrocas, em especial o sofrimento; ü Influência camoniana: gosto pela antítese e pelo soneto; ü Racionalmente árcade e emotivamente barroco; ü Temática barroca: o desencanto com a vida, a brevidade dolorosa do amor, a rapidez com que todos os sentimentos passam.
Tomás Antônio Gonzaga (Dirceu)
Nasceu no Porto (Portugal), em 1744, e veio com a sua família para a Bahia ainda pequeno. Assim como Cláudio Manuel da Costa, também se formou em Coimbra e chegou a exercer, em Vila Rica, o cargo de ouvidor. Preso como inconfidente, foi deportado para Moçambique, onde reconstiyuiu a vida. Lá faleceu em 1810.
ü Foi preso como Inconfidente e deportado para Moçambique. Durante este período, que se encontrava encarcerado, o poeta escreveu os famosos versos de Marília de Dirceu. ü Sob as normas do Arcadismo, a composição lírica dessa obra reconta a paixão do poeta pela jovem Maria Dorotéia de Seixas Brandão, moça de 16 anos, de quem foi noivo. ü Crítica ao governador de Minas Cartas Chilenas: poemas satíricos de caráter político.
Cartas Chilenas
Todo o fingimento poético cerca a elaboração desses textos: neles, Gonzaga assina com o pseudônimo de Critilo e dirige-se a Doroteu (o poeta Cláudio Manuel da Costa) que vivia supostamente em Espanha. Critilo critica a administração de Fanfarrão Minésio (Luís da Cunha Meneses) que ele diz ser “general do Chile”. Onde se lê Chile, leia-se província de Minas Gerais; onde se lê Santiago, leia-se Vila Rica (atual Ouro Preto).
A sátira das Cartas Chilenas incide diretamente sobre a figura do governador Luís da Cunha Meneses, cujas ações são continuamente condenadas pelo narrador Critilo. Não há, portanto, qualquer intenção ligada à condenação do sistema colonial a que estava submetido o Brasil: o que o texto pretende é criticar um mau governo, principalmente no que se refere ao desrespeito às leis do Reino Português.
Essa crítica é decorrência das concepções ilustradas, que colocavam as leis como instrumento fundamental para a preservação da ordem sábia e natural que organizava a vida social. O desrespeito às leis, partindo de um governante era, portanto, um perigoso risco à harmonia do grupo social: era uma verdadeira monstruosidade, palavra e imagem que o narrador empregava frequentemente.
Dividida em duas partes, Marília de Dirceu manifesta a transformação de Tomás Antônio Gonzaga após sua prisão. Na primeira parte, o tom característico das liras é mais otimista, esperançoso. Na segunda parte, composta na prisão, predominam sentimentos mais melancólicos. Presença de elementos árcades: o canto da natureza convencional, a vida pastoril, a recusa em intensificar a subjetividade, a galanteria, o racionalismo neoclássico e a clareza do estilo. Em suas liras, um pastor (o próprio poeta) celebra, em tom moderadamente apaixonado, as graças da pastora Marília, que conquistara seu coração:
Pastoralismo & Estabilidade econômica Eu, Marília, não sou algum vaqueiro, Que viva de guardar alheio gado, De tosco trato, de expressões grosseiro, Dos frios gelos e dos sóis queimado. Tenho próprio casal e nele assisto; Dá-me vinho, legume, fruta, azeite; Das brancas ovelhinhas tiro o leite, E mais as finas lãs, de que me visto. Graças, Marília bela, Graças à minha Estrela!
Ideologia materilalista burguesa e valores afetivos É bom, minha Marília, é bom ser dono De um rebanho, que cubra monte e prado; Porém, gentil Pastora, o teu agrado Vale mais que um rebanho, e mais que um trono.
O aflorar da sensualidade = desejo de confidência & atrevimento erótico Ornemos nossas testas com as flores, E façamos de feno um brando leito; Prendamo-nos, Marília, em laço estreito, Gozemos do prazer de sãos Amores. Sobre as nossas cabeças, Sem que o possam deter, o tempo corre; E para nós o tempo, que se passa, Também, Marília, morre.
O Carpe diem Que havemos de esperar, Marília bela? Que vão passando os florescentes dias? As glórias que vêm tarde já vem frias, E pode, enfim, mudar-se a nossa estrela. Ah! não, minha Marília, Aproveite-se o tempo, antes que faça O estrago de roubar ao corpo as forças E ao semblante a graça!
Texto II Marília de Dirceu Lira VIII Marília, de que te queixas? De que te roubou Dirceu O sincero coração? Não te deu também o seu? E tu, Marília, primeiro Não lhe lançaste o grilhão? Todos amam: só Marília Desta Lei da Natureza Queria ter isenção?
Em torno das castas pombas, Não rulam ternos pombinhos? E rulam, Marília, em vão? Não se afagam c'os biquinhos? E a prova de mais ternura Não os arrasta a paixão? Todos amam: só Marília Desta Lei da Natureza Queria ter isenção?
Já viste, minha Marília, Avezinhas, que não façam Os seus ninhos no verão? Aquelas, com que se enlaçam, Não vão cantar-lhes defronte Do mole pouso, em que estão? Todos amam: só Marília Desta Lei da Natureza Queria ter isenção?
Se os peixes, Marília, geram Nos bravos mares, e rios, Tudo efeitos de Amor são. Amam os brutos ímpios, A serpente venenosa, A onça, o tigre, o leão. Todos amam: só Marília Desta Lei da Natureza Queria ter isenção?
As grandes Deusas do Céu Sentem a seta tirana Da amorosa inclinação. Diana, com ser Diana, Não se abrasa, não suspira Pelo amor de Endimião? Todos amam: só Marília Desta Lei da Natureza Queria ter isenção?
Desiste, Marília bela, De uma queixa sustentada Só na altiva opinião. Esta chama é inspirada Pelo Céu; pois nela assenta A nossa conservação. Todos amam: só Marília Desta Lei da Natureza Não deve ter isenção.
Outros autores
Basílio da Gama
Sua obra principal foi o poema épico “O Uraguai” – uma luta entre índios e o exército luso-espanhol. O índio aparece, pela primeira vez, como o bom selvagem.
O ponto alto da obra literária de Basílio da Gama é o texto O Uraguai, concebido originariamente como um poema épico destinado a celebrar a vitória militar de Gomes Freire de Andrade, Comissário Real, contra os índios da Colônia de Sete Povos das Missões do Uruguai. Localizadas a leste do rio Uruguai, em região hoje pertencente ao estado do Rio Grande do Sul, essas missões agrupavam sete povoações habitadas por índios guaranis e jesuítas espanhóis.
A origem do conflito está no tratado de Madri, de 1750, segundo o qual Portugal entregaria a Colônia do Sacramento à Espanha em troca das terras onde estavam os Sete Povos das Missões; diante da resistência indígena e jesuítica, portugueses e espanhóis organizaram uma campanha militar que se estendeu de 1752 a 1756. O Uraguai narra os episódios finais dessa campanha militar e a consequente anexação dos territórios à Coroa portuguesa.
O Indianismo em O Uraguai A valorização do índio e da natureza selvagem do Brasil corresponde, por um lado, ao ideal de vida primitiva e natural cultivado pelos iluministas e pelos árcades. Por outro lado, porém, esses aspectos, que podemos chamar de nativistas, prenunciam as tendências da literatura do século XIX: o Romantismo.
Santa Rita Durão
Sua obra mais importante foi o poema épico “Caramuru”, que se caracterizava pela exaltação da paisagem brasileira e contra a chegada dos portugueses à Bahia. Personagens principais: o português Diogo Álvares Correia (o Caramuru) e as índias Paraguaçu e Moema. A obra Caramuru, que tem como subtítulo Poema épico do descobrimento da Bahia, é um poema épico escrito nos moldes camonianos: dez cantos, versos decassílabos, estrofes em oitava-rima e estrutura convencional (proposição, invocação, dedicatória, narração e epílogo), em que são
narradas as lendárias aventuras de Diogo Álvares Correira, náufrago no Recôncavo da Bahia no século XVI. Seus companheiros de naufrágio foram devorados pelos índios; ele, porém, teria se salvado, dando um tiro de espingarda que impressionou tanto os nativos, índios tupinambás, que passaram a respeitá-lo e lhe deram o nome de Caramuru, que significa “filho do trovão” ou “homem de fogo”.
O Indianismo em Caramuru Em Caramuru, Santa Rita procura apresentar a natureza brasileira, descrevendo o clima, a fertilidade da terra, as riquezas naturais. Assim, alia-se à tradição dos cronistas e viajantes que descreveram a colônia no século XVI. Interessa-se particularmente pelo indígena, descreve seus costumes e instituições e ressalta sua catequese. Visto que Diogo Álvarez, mesmo não sendo padre, demonstra interesse em conduzir o índio ao caminho do cristianismo, caracterizando-se como um consciencioso evangelizador.
Permanência da escola literária
Arcadismo no Modernismo Texto IV Na tranquila varanda de Gonzaga, Sob os livros de Cláudio Manuel, Solenes se reúnem, proclamando A revolta do sonho e do papel. Entre o gamão e o chá fazem as leis Da perfeita república. No sono Dos sobrados mineiros, verbalmente, Resgatam pátrias, justiciam tronos.
Guardam as armas sob o travesseiro. Vestem capas do roxo mais poético. Convertem curas, mascates, sapateiros. São generosos, líricos, patéticos. José Paulo Paes, “Os Inconfidentes”
Texto VI Um pé de Milho Sou um ignorante, um pobre homem da cidade. Mas eu tinha razão. Ele cresceu, está com dois metros, lança as suas folhas além do muro – e é um esplêndido pé de milho. Já viu o leitor um pé de milho? Eu nunca tinha visto. Tinha visto centenas de milharais – mas é diferente. Um pé de milho sozinho, em um canteiro, espremido, junto do portão, numa esquina de rua – não é um número numa lavoura, é um ser vivo e independente. Suas raízes roxas se agarram no chão e suas folhas longas e verdes nunca estão imóveis. Detesto comparações surrealistas – mas na glória de seu crescimento, tal como o vi em uma noite de luar, o pé de milho parecia um cavalo empinado, as crinas ao vento – e em outra madrugada parecia um galo cantando.
Anteontem aconteceu o que era inevitável, mas que nos encantou como se fosse inesperado: meu pé de milho pendoou. Há muitas flores belas no mundo, e a flor de milho não será a mais linda. Mas aquele pendão firme, vertical, beijado pelo vento do mar, veio enriquecer nosso canteirinho vulgar com uma força e uma alegria que fazem bem. É alguma coisa de vivo que se afirma com ímpeto e certeza. Meu pé de milho é um belo gesto da terra. Eu não sou mais um medíocre homem que vive atrás de uma chata máquina de escrever: sou um rico lavrador da Rua Júlio de Castilhos. (Rubem Braga)
Momento musical
Além do Horizonte
Texto IV Além do horizonte Além do Horizonte Existe um lugar Bonito e tranquilo Pra gente se amar. . . Além do horizonte deve ter Algum lugar bonito Pra viver em paz Onde eu possa encontrar A natureza Alegria e felicidade Com certeza. . .
Lá nesse lugar O amanhecer é lindo Com flores festejando Mais um dia que vem vindo. . . Onde a gente pode Se deitar no campo Se amar na relva Escutando o canto Dos pássaros. . . Aproveitar a tarde Sem pensar na vida Andar despreocupado Sem saber a hora De voltar. . .
Bronzear o corpo Todo sem censura Gozar a liberdade De uma vida Sem frescura. . . Se você não vem comigo Nada disso tem valor De que vale O paraíso sem o amor. . . Se você não vem comigo Tudo isso vai ficar No horizonte esperando Por nós dois. . . Além do horizonte Existe um lugar Bonito e tranquilo Pra gente se amar. . .
Se você não vem comigo Nada disso tem valor De que vale O paraíso sem amor. . . Se você não vem comigo Tudo isso vai ficar No horizonte esperando Por nós dois. . . Além do horizonte Existe um lugar Bonito e tranquilo Pra gente se amar. . . Erasmo Carlos / Roberto Carlos
Para saber mais
Para assistir Os Inconfidentes, de 1972, narra a história da Inconfidência Mineira, conjuração do fim do século XVIII que visava à Independência do Brasil e resultou no enforcamento de Tiradentes. Novamente, uma tentativa de paralelo com a situação da época em que o filme foi feito – o Brasil do regime militar. Os diálogos reproduzem literalmente passagens das Cartas Chilenas e de Marília de Dirceu (Tomás Antônio Gonzaga), do Romanceiro da Inconfidência (Cecília Meireles) e dos Autos da devassa. Direção de Joaquim Pedro de Andrade. Com José Wilker, Paulo César Pereio e Fernanda Torres.
Para ler • Melhores poemas de Bocage, seleção e Prefácio de Cleonice Berardinelli, São Paulo: Global, 1987. O livro traz uma seleção cuidadosa dos versos do poeta maior da língua portuguesa no século XVIII, autor de uma poesia de transição entre o Arcadismo e o Romantismo. A estrutura dos poemas dará conta de um poema que seguiu os passos de Camões, enquanto o conteúdo, muitas vezes, fará de Bocage um pré-romântico.
• Romanceiro da Inconfidência, de Cecília Meireles, ilustrado por Renina Katz. São Paulo: Edusp, 2004. Essa edição comemorativa do cinquentenário do poema de Cecília Meireles, com as belas ilustrações de Renina Katz, permite reviver os acontecimentos que determinaram o fim da Inconfidência Mineira.
Pela web • http: //www. biblio. com. br/ Biblioteca virtual de literatura que traz textos integrais de obras em domínio público. É possível consultar muitos dos autores estudados até o momento. Sobre o Arcadismo, destaque para o acesso às produções de Tomás Antônio Gonzaga e Cláudio Manuel da Costa e para a apresentação, na íntegra, do épico de Basílio da Gama, o Uraguai.
• http: //www. historianet. com. br/ Site de História bastante completo e atualizado. Destaque para as muitas informações sobre a Inconfidência Mineira, que podem ser acessadas por meio do sistema de busca. • http: //www. bibvirt. futuro. usp. br/ A Biblioteca Virtual do Estudante de Língua Portuguesa apresenta os principais poemas do Arcadismo brasileiro. Ao acessar o link “Livro Falado”, é possível até mesmo ouvir as liras de Marília de Dirceu, de Tomás Antônio Gonzaga.
• http: //www. louvre. fr/ O site do museu do Louvre oferece uma boa coleção de arte neoclássica. Pinturas, esculturas, objetos decorativos e artes gráficas. Para facilitar a navegação, além do francês, é possível acessar a página em espanhol ou em inglês. O Juramento dos Horácios, por Jacques-Louis David, 1784, óleo sobre tela, 330 × 425 cm, Louvre, Paris.
Bibliografia • Literatura: História e Texto I Samira Youssef Campedelli Editora Saraiva • Literatura sem segredos Clenir Bellezi de Oliveira Editora Escala Educacional • Literatura Brasileira em diálogo com outras literaturas e outras linguagens William Roberto Cereja e Thereza Cochar Magalhães Atual Editora
• Literatura Brasileira: das origens aos nossos dias José de Nicola Editora Scipione • Literatura Brasileira: Tempos, leitores e leituras Maria Luiza M. Abaurre e Marcela Pontara Editora Moderna • Português, Língua e Literatura Maria Luiza Abaurre, Marcela Nogueira Pontana e Fadel Editora Moderna
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