ARCADISMO O ARCADISMO PERODO SCULO XVIII INCIO 1756



























































- Slides: 59
ARCADISMO
O ARCADISMO PERÍODO: SÉCULO XVIII • INÍCIO: 1756 – FUNDAÇÃO DA ARCÁDIA LUSITANA • TÉRMINO: 1825: INÍCIO DO ROMANTISMO
� Os séculos XV e XVI representam para a história do Ocidente uma das etapas mais importantes: a transição da Idade Média para a Idade Moderna. § § § O Renascimento As Grandes Navegações A Revolução Comercial A ascensão da burguesia A Reforma Protestante e Contrarreforma A formação dos Estados Nacionais e o Absolutismo.
BARROCO ARCADISMO § Antropocentrismo § Vida campestre § Restauração do X equilíbrio Teocentrismo § antiguidade clássica § Homem não sabe se aproveita a vida ou § Iluminismo § Uso da razão se segue a Deus. § Aproveitar a vida § Ambiente sombrio § sentimentos § Excesso, exagero universais
CONSIDERAÇÕES INICIAIS Depois da onda de religiosidade e fé que se seguiu à Contrarreforma – cuja expressão artística foi o Barroco – , no século XVIII se viu um reflorescimento das tendências artísticocientíficas que marcaram o Renascimento. E dele resultaram: § § § O Iluminismo, na Filosofia; O Empirismo, na Ciência; E o Neoclassicismo ou Arcadismo
CONTEXTO HISTÓRICO GERAL Primeira metade do séc. XVIII: Século das n n n Luzes Decadência do pensamento Barroco; Descrédito no poder absolutista monárquico; Burguesia fortalecida; Início da Revolução Industrial inglesa; Revolução Francesa: LIBERDADE – IGUALDADE – FRATERNIDADE Enciclopedismo
O QUE ESTAVA ACONTECENDO NO MUNDO? n n 1670 – Término da construção do palácio de Versalhes; 1687 – Newton publica a lei da gravidade; 1698 – É inventada a bomba à vapor; 1750 – Em Portugal, o Marquês de Pombal torna-se secretário de Estado.
n n 1751 – Diderot publica o primeiro volume da Enciclopédia; 1756 – Fundação da Arcádia Lusitana; 1759 – Os jesuítas são expulsos do Brasil; Voltaire publica Cândido; 1762 – Rousseau lança O contrato social;
n n 1764 – Mozart escreve sua primeira sinfonia, aos 8 anos de idade; 1774 – Luís XVI chega ao poder na França; 1776 – A Declaração da Independência dos EUA é assinada; 1789 – Revolução Francesa; No Brasil, acontece a Inconfidência Mineira.
PENSAMENTO DA ÉPOCA: MUDANÇAS IDEOLÓGICAS
O ILUMINISMO Uso da razão como meio para satisfazer as necessidades do homem. (Voltaire, Diderot, Montesquieu. . . ) Os movimentos pela Independência do Brasil, como a Inconfidência Mineira, por exemplo, inspiraram-se nas ideias iluministas.
Diderot § § § "O homem só será livre quando o último déspota for estrangulado com as entranhas do último padre". Preocupação com a natureza do homem e sua condição, os seus problemas morais e seu destino. Criador da Enciclopédia;
Montesquieu § § § “Não existem leis justas ou injustas. O que existe são leis mais ou menos adequadas a um determinado povo e a uma determinada circunstância de época ou lugar. ” Estudioso das leis e dos governos; Acreditava existir 3 governos: República, Monarquia e despotismo.
Voltaire § § § "Posso não concordar com nenhuma das palavras que dizeis, mas defenderei até a morte teu direito de dizê-las. " O poder deve ser exercido de forma racional e benéfica; As pessoas comuns estão fadadas ao fanatismo e à superstição;
Rousseau § § “O homem nasce livre, porém está acorrentado de todos os lados” (O contrato social) Teoria do Bom selvagem; Contra a sociedade privada e exploração; Liberdade e igualdade.
LAICISMO Estado e Igreja devem ser independentes. As funções do Estado, como a política, a economia, a educação, devem ser exercidas por leigos.
LIBERALISMO Defesa dos sistemas representativos, dos direitos civis e da igualdade de oportunidades para os cidadãos, propõe a iniciativa individual e a livre concorrência, sem interferência do Estado.
EMPIRISMO Corrente filosófica que atribui à experiência sensível a origem de todo conhecimento humano. Locke, Hume
ARCADISMO: EXPRESSÃO ARTÍSTICA DA BURGUESIA Foi nesse contexto de fermentação filosófica e lutas políticas que surgiu o Arcadismo, voltado para um novo público consumidor, formado pela burguesia e pela classe média.
Na pintura e escultura: § § Temas clássicos: romanos ou gregos Figuras vistas de longe Expressões frias e neutras Equilíbrio na distribuição dos elementos
FUNDAÇÃO DO ARCADISMO Com as reformas de Pombal, em 1756, funda-se a Arcádia Lusitana, dando início ao Arcadismo. A Arcádia Lusitana (1756 – 1774) Reunia os melhores literatos portugueses, com o objetivo de expurgar os excessos barrocos e reconduzir a literatura à simplicidade. SEU LEMA ERA: “INUTILIA TRUNCAT”
O projeto literário do Arcadismo n Havia, na Grécia Antiga, uma parte central do Peloponeso denominada Arcádia. De relevo montanhoso, era habitada por pastores e vista com um lugar especial, quase mítico, em que os habitantes associavam o trabalho à poesia, cantando o paraíso em que viviam. Era habitada por pastores, lugar de felicidade e simplicidade.
CARACTERÍSTICAS ÁRCADES n n n Criação da Arcádias literárias – que tinham seus doutrinadores, pessoas responsáveis pela estética do movimento; “Só o verdadeiro é belo”(equilíbrio, harmonia, arte ética) Retomada dos valores da Antiguidade Clássica; Apologia dos valores espirituais em detrimento aos valores materiais; Membros das arcádias adotavam nomes pastoris.
n n n n n Reação aos excessos do Barroco; Personagens mitológicas utilizadas alegoricamente; Simplicidade; Bucolismo e pastoralismo; Inutilia truncat (objetividade) Aurea mediocritas (preferência ao equilíbrio) Carpe diem (aproveitar o momento) Locus amoenus (idealização da natureza) Fugere urbem (fuga da cidade)
REPRESENTANTE PORTUGUÊS BOCAGE (1765 – 1805) Manuel Maria Barbosa du Bocage Pseudônimo: Elmano Sadino Marinheiro. Foi lírico e satírico, usou de várias formas poéticas, mas é no soneto que encontrou a sua melhor forma de expressão. O soneto lhe serve como testemunho de uma vida atribulada, libertando o poeta suas emoções, fazendo autoanálise das fases de sua vida.
Convite à Marília Já se afastou de nós o inverno agreste. Envolto nos seus úmidos vapores; A fértil Primavera, a mãe das flores, O prado ameno de boninas veste. Varrendo os ares, o sutil Nordeste Os torna azuis; as aves de mil cores Adejam entre Zéfiros e Amores, E toma o fresco Tejo a cor celeste.
Vem, ó Marília, vem lograr comigo Destes alegres campos a beleza, Destas copadas árvores o abrigo. Deixa louvar da corte a vã grandeza: Quanto me agrada mais estar contigo Notando as perfeições da Natureza! BOCAGE, O delírio amoroso e outros poemas.
O Arcadismo brasileiro Início: 1768 – Obras poéticas, de Cláudio Manuel da Costa. Término: 1836 – Suspiros poéticos e saudades, de Gonçalves Dias.
CONTEXTO BRASILEIRO n n n n Crise na exploração das lavouras açucareiras; Febre do ouro em Minas Gerais; Deslocamento do eixo econômico para o sudeste; Surgimento de uma organização social e cultural mais nacionalista; Surge o primeiro grupo mineiro de escritores; Ideais de liberdade e igualdade baseados em textos iluministas; Inconfidência Mineira;
Cláudio Manuel da Costa n n n n 1769 – Obras Glauceste Satúrnio; Musa – Nise; Sonetos; Poema épico – Vila Rica; Influenciado por Camões e Petrarca em seus sonetos; Preso e morto no cárcere.
Soneto Se sou pobre pastor, se não governo eterno. Reinos, nações, províncias, mundo, e gentes; Adorar as traições, amar o engano, Se em frio, calma, e chuvas Ouvir dos lastimosos o gemido, inclementes Passar aflito o dia, o mês, e o ano; Passo o verão, outono, estio, inverno; Nem por isso trocara o abrigo terno Desta choça, em que vivo, coas enchentes Dessa grande fortuna: assaz presentes Tenho as paixões desse tormento Seja embora prazer; que a meu ouvido Soa melhor a voz do desengano, Que da torpe lisonja o infame ruído.
Poema bucólico Sonetos X Eu ponho esta sanfona, tu, Palemo, Porás a ovelha branca, e o cajado; E ambos ao som da flauta magoado Podemos competir de extremo a extremo. Principia, pastor; que eu te não temo; Inda que sejas tão avantajado No cântico amebeu: para louvado Escolhamos embora o velho Alcemo. Que esperas? Toma a flauta, principia; Eu quero acompanhar te; os horizontes Já se enchem de prazer, e de alegria: Parece, que estes prados, e estas fontes Já sabem, que é o assunto da porfia Nise, a melhor pastora destes montes.
Poema épico Vila Rica Canto VI Levados de fervor, que o peito encerra Vês os Paulistas, animosa gente, Que ao Rei procuram do metal luzente Co'as próprias mãos enriquecer o erário. Arzão é este, é Este, o temerário, Que da Casca os sertões tentou primeiro: Vê qual despreza o nobre aventureiro, Os laços e as traições, que lhe prepara Do cruento gentio a fome avara.
n Toda a sua criação literária de Cláudio Manuel da Costa está em Obras Poéticas, obra que reúne a produção lírica do poeta. Essa publicação marcou a fundação da Arcádia Ultramarina, uma instituição cultural onde os poetas se reuniam para escrever e declamar seus poemas. n
O poeta admite a contradição que existe entre o ideal poético e a realidade de sua obra. Com efeito, se os poemas estão cheios de pastores - comprovando o projeto de literatura árcade - o seu gosto pela antítese e a preferência pelo soneto indicam a herança de uma tradição que remonta ao Camões lírico e à poesia portuguesa do século XVII.
A todo instante, o autor de Obras Poéticas vale-se de antíteses - típico procedimento barroco - para registrar os seus conflitos pessoais. No soneto LXXXIV, temos um belo exemplo de contraste entre a dureza da pedra e a ternura do coração:
Destes penhascos fez a natureza O berço em que nasci! Oh, quem cuidara Que entre penhas tão duras se criara Uma alma terna, um peito sem dureza!
Tomás Antônio Gonzaga n n Pseudônimo – Dirceu; Musa – Marília; Autor da famosa obra Marília de Dirceu; Foi degredado para Moçambique onde fez um bom casamento e ficou rico.
Tomás Antônio Gonzaga Duas tendências coexistem nas liras de Gonzaga: n a contenção e o equilíbrio neoclássicos, com a utilização de todos os lugares-comuns do Arcadismo: um pastor, uma pastora, o campo, a serenidade da paisagem principal. n o emocionalismo pré-romântico, na expressão pungente da crise amorosa e, posteriormente a prisão, da crise existencial do poeta.
MARÍLIA DE DIRCEU A obra se divide em duas partes: 1ª parte: contém os poemas escritos na época anterior à prisão de Gonzaga. Nela predominam as composições convencionais: o pastor Dirceu celebra a beleza de Marília. 2ª parte: escrita na prisão da ilha das Cobras. Os poemas exprimem a solidão de Dirceu, saudoso de Marília. Nesta segunda parte, encontramos a melhor poesia de Gonzaga. As convenções, embora ainda presentes, não sustentam o equilíbrio neoclássico. O tom confessional e o pessimismo prenunciam o emocionalismo romântico. .
Poesia lírica Lira I Eu, Marília, não sou algum vaqueiro, Que viva de guardar alheio gado; De tosco trato, d' expressões grosseiro, Dos frios gelos, e dos sóis queimado. Tenho próprio casal, e nele assisto; Dá-me vinho, legume, fruta, azeite; Das brancas ovelhinhas tiro o leite, E mais as finas lãs, de que me visto. Graças, Marília bela, Graças à minha Estrela!
Eu vi o meu semblante numa fonte, Dos anos inda não está cortado: Os pastores, que habitam este monte, Com tal destreza toco a sanfoninha, Que inveja até me tem o próprio Alceste: Ao som dela concerto a voz celeste; Nem canto letra, que não seja minha, Graças, Marília bela, Graças à minha Estrela!
Mas tendo tantos dotes da ventura, Só apreço lhes dou, gentil Pastora, Depois que teu afeto me segura, Que queres do que tenho ser senhora. É bom, minha Marília, é bom ser dono De um rebanho, que cubra monte, e prado; Porém, gentil Pastora, o teu agrado Vale mais q'um rebanho, e mais q'um trono. Graças, Marília bela, Graças à minha Estrela!
Poesia satírica n n Autor de Cartas Chilenas; Pseudônimo – Critilo; Escrevia à Doroteu ( Cláudio Manuel da Costa) O alvo é o governo de Luís da Cunha Menezes, chamado de “Fanfarrão Minésio”
Cartas Chilenas Aquele, Doroteu, que não é santo, Mas quer fingir-se santo aos outros homens, Pratica muito mais do que pratica Quem segue os sãos caminhos da verdade. Mal se põe nas igrejas, de joelhos, Abre os braços em cruz, a terra beija, Entorta o seu pescoço, fecha os olhos, Faz que chora, suspira, fere o peito E executa outras muitas macaquices, Estando em parte onde o mundo as veja. Assim o nosso chefe, que procura Mostrar-se compassivo, não descansa Com estas poucas obras: passa a dar-nos Da sua compaixão maiores provas. (Carta 2ª, versos 81 a 94)
Os épicos árcades n n n São o embrião dos símbolos de nacionalidade que povoarão os textos românticos: a natureza exuberante e os índios valorosos. O Uraguai – José Basílio da Gama Caramuru – Santa Rita Durão
O Uraguai n n Versos brancos; Poema épico; História da luta travada entre os índios que viviam nas Missões dos Sete Povos (Uruguai)e um exército luso-espanhol. História de Cacambo e Lindóia.
A morte de Lindóia (Canto IV) Este lugar delicioso e triste, Cansada de viver, tinha escolhido Para morrer a mísera Lindóia. Lá reclinada, como que dormia, Na branda relva e nas mimosas flores, Tinha a face na mão e a mão no tronco Dum fúnebre cipreste, que espalhava Melancólica sombra. Mais de perto Descobrem que se enrola no seu corpo Verde serpente, e lhe passeia e cinge Pescoço e braços, e lhe lambe o seio.
Caramuru n n n Modelo camoniano: 10 cantos, oitava rima; História do descobrimento da Bahia por Diogo Álvares Correia; Exaltação da paisagem brasileira, dos recursos naturais, das tradições e dos costumes dos índios.
Caramuru I De um varão em mil casos agitados, Que as praias discorrendo do Ocidente, Descobriu recôncavo afamado Da capital brasílica potente; Do Filho do Trovão denominado, Que o peito domar soube à fera gente, O valor cantarei na adversa sorte, Pois só conheço herói quem nela é forte.
(USP) Aponte a alternativa cujo conteúdo não se aplica ao Arcadismo: a) Desenvolvimento do gênero épico, registrando o início da corrente indianista na poesia brasileira. b) Presença da mitologia grega na poesia de alguns poetas desse período. c) Propagação do gênero lírico em que os poetas assumem a postura de pastores e transformam a realidade num quadro idealizado. d) Circulação de manuscritos anônimos de teor satírico e conteúdo político. e) Penetração de tendência mística e religiosa, vinculada à expressão de ter ou não fé.
(Mackenzie) Assinale a alternativa em que aparece uma característica imprópria do Arcadismo: a) Bucolismo. b) Presença de entidades mitológicas. c) Exaltação da natureza. d) Tranquilidade no relacionamento amoroso. e) Evasão na morte.
(UEL) Assinale o que não se refere ao Arcadismo: a) Época do Iluminismo (século XVIII) – Racionalismo, clareza, simplicidade. b) Volta aos princípios clássicos greco-romanos e renascentistas (o belo, o bem, a verdade, a perfeição, a imitação da natureza). c) Ornamentação estilística, predomínio da ordem inversa, excesso de figuras. d) Pastoralismo, bucolismo suaves idílios campestres. e) Apóia-se em temas clássicos e tem como lema: inutilia truncat (“corta o que é inútil”).
(UEL) Sobre o Arcadismo no Brasil, é incorreto afirmar que: a) Cláudio Manuel da Costa, um de seus autores mais importantes, embora tenha assumido uma atitude pastoril, traz, em parte de sua obra poética, aspectos ligados à lírica camoniana. b) em "Liras de Marília de Dirceu", Tomás Antônio Gonzaga não segue aspectos formais rígidos, como o soneto e a redondilha, em todas as partes da obra. c) nas "Cartas Chilenas", o autor satiriza Luís da Cunha Menezes por suas arbitrariedades como governador da capitania de Minas. d) Basílio da Gama, em "O Uraguai", seguiu a rígida estrutura camoniana de "Os Lusíadas", usando versos decassílabos em oitavarima. e) "Caramuru" tem, como tema principal, o descobrimento da Bahia por Diogo Álvares Correia, apresentando, também, os rituais e as tradições indígenas.
(ITA) Uma das afirmações abaixo é incorreta. Assinale-a: a) O escritor árcade reaproveita os seres criados pela mitologia grecoromana, deuses e entidades pagãs. Mas esses mesmos deuses convivem com outros seres do mundo cristão. b) A produção literária do Arcadismo brasileiro constitui-se sobretudo de poesia, que pode ser lírico-amorosa, épica e satírica. c) O árcade recusa o jogo de palavras e as complicadas construções da linguagem barroca, preferindo a clareza, a ordem lógica na escrita. d) O poema épico Caramuru, de Santa Rita Durão, tem como assunto o descobrimento da Bahia, levado a efeito por Diogo Álvares Correia, misto de missionários e colonos português. e) A morte de Moema, índia que se deixa picar por uma serpente, como prova de fidelidade e amor ao índio Cacambo, é trecho mais conhecido da obra O Uruguai, de Basílio da Gama
(FEI-SP) Assinale a alternativa incorreta. a) os primeiros textos da literatura brasileira são informações que viajantes e missionários europeus colheram sobre a natureza e a gente brasileira. b) Gregório de Matos, que viveu no século XVII, destacou-se como poeta lírico e satírico. c) religiosidade, antítese, paradoxos, contraste material X espiritual são características do Barroco. d) embora anônima, sabe-se que a obra Cartas chilenas foi escrita por Tomás Antônio Gonzaga no século XVIII. É uma sátira política. Nela, critica-se o governador de Minas Gerais, Luís da Cunha Meneses, que aparece como Fanfarrão Minésio. e) Cláudio Manuel da Costa e Tomás Antônio Gonzaga destacaram-se como os grandes poetas épicos do Arcadismo brasileiro.
(FATEC-SP) Sobre o Arcadismo brasileiro só não se pode afirmar que: a) tem suas fontes nos antigos grandes autores gregos e latinos, dos quais imita os motivos e as formas. b) teve em Cláudio Manuel da Costa o representante que, de forma original, recusou a motivação bucólica e os modelos camonianos da lírica amorosa. c) legou-nos os poemas de feição épica Caramuru (de Frei José de Santa Rita Durão) e O Uraguai (de Basílio da Gama), no qual se reconhece a qualidade literária destacada em relação ao primeiro. d) norteou, em termos dos valores éticos báscos, a produção dos versos de Marília de Dirceu, obra que celebrizou Tomás Antônio Gonzaga e que destaca a originalidade de estilo e de tratamento local dos temas pelo autor. e) apresentou uma corrente de conotação ideológica envolvida com as questões sociais do seu tempo, como a crítica aos abusos do poder da Coroa Portuguesa.
(PUCCAMP-SP) Pode-se afirmar que Marília de Dirceu e Cartas Chilenas são, respectivamente: a) altas expressões do lirismo amoroso e da sátira política, na literatura do século XVIII. b) exemplos da poesia biográfica e da literatura epistolar cultivadas no século XVII. c) exemplo do lirismo amoroso e da poesia de combate, cultivados sobretudo pelos poetas românticos da chamada “terceira geração”. d) altas expressões do lirismo e da sátira da nossa poesia barroca. e) expressões menores da prosa e da poesia do nosso Arcadismo, cultivadas no interior das academias.