ARCADISMO O ARCADISMO PERODO SCULO XVIII INCIO 1756

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ARCADISMO

O ARCADISMO PERÍODO: SÉCULO XVIII • INÍCIO: 1756 – FUNDAÇÃO DA ARCÁDIA LUSITANA •

O ARCADISMO PERÍODO: SÉCULO XVIII • INÍCIO: 1756 – FUNDAÇÃO DA ARCÁDIA LUSITANA • TÉRMINO: 1825: INÍCIO DO ROMANTISMO

� Os séculos XV e XVI representam para a história do Ocidente uma das

� Os séculos XV e XVI representam para a história do Ocidente uma das etapas mais importantes: a transição da Idade Média para a Idade Moderna. § § § O Renascimento As Grandes Navegações A Revolução Comercial A ascensão da burguesia A Reforma Protestante e Contrarreforma A formação dos Estados Nacionais e o Absolutismo.

BARROCO ARCADISMO § Antropocentrismo § Vida campestre § Restauração do X equilíbrio Teocentrismo §

BARROCO ARCADISMO § Antropocentrismo § Vida campestre § Restauração do X equilíbrio Teocentrismo § antiguidade clássica § Homem não sabe se aproveita a vida ou § Iluminismo § Uso da razão se segue a Deus. § Aproveitar a vida § Ambiente sombrio § sentimentos § Excesso, exagero universais

CONSIDERAÇÕES INICIAIS Depois da onda de religiosidade e fé que se seguiu à Contrarreforma

CONSIDERAÇÕES INICIAIS Depois da onda de religiosidade e fé que se seguiu à Contrarreforma – cuja expressão artística foi o Barroco – , no século XVIII se viu um reflorescimento das tendências artísticocientíficas que marcaram o Renascimento. E dele resultaram: § § § O Iluminismo, na Filosofia; O Empirismo, na Ciência; E o Neoclassicismo ou Arcadismo

CONTEXTO HISTÓRICO GERAL Primeira metade do séc. XVIII: Século das n n n Luzes

CONTEXTO HISTÓRICO GERAL Primeira metade do séc. XVIII: Século das n n n Luzes Decadência do pensamento Barroco; Descrédito no poder absolutista monárquico; Burguesia fortalecida; Início da Revolução Industrial inglesa; Revolução Francesa: LIBERDADE – IGUALDADE – FRATERNIDADE Enciclopedismo

O QUE ESTAVA ACONTECENDO NO MUNDO? n n 1670 – Término da construção do

O QUE ESTAVA ACONTECENDO NO MUNDO? n n 1670 – Término da construção do palácio de Versalhes; 1687 – Newton publica a lei da gravidade; 1698 – É inventada a bomba à vapor; 1750 – Em Portugal, o Marquês de Pombal torna-se secretário de Estado.

n n 1751 – Diderot publica o primeiro volume da Enciclopédia; 1756 – Fundação

n n 1751 – Diderot publica o primeiro volume da Enciclopédia; 1756 – Fundação da Arcádia Lusitana; 1759 – Os jesuítas são expulsos do Brasil; Voltaire publica Cândido; 1762 – Rousseau lança O contrato social;

n n 1764 – Mozart escreve sua primeira sinfonia, aos 8 anos de idade;

n n 1764 – Mozart escreve sua primeira sinfonia, aos 8 anos de idade; 1774 – Luís XVI chega ao poder na França; 1776 – A Declaração da Independência dos EUA é assinada; 1789 – Revolução Francesa; No Brasil, acontece a Inconfidência Mineira.

PENSAMENTO DA ÉPOCA: MUDANÇAS IDEOLÓGICAS

PENSAMENTO DA ÉPOCA: MUDANÇAS IDEOLÓGICAS

O ILUMINISMO Uso da razão como meio para satisfazer as necessidades do homem. (Voltaire,

O ILUMINISMO Uso da razão como meio para satisfazer as necessidades do homem. (Voltaire, Diderot, Montesquieu. . . ) Os movimentos pela Independência do Brasil, como a Inconfidência Mineira, por exemplo, inspiraram-se nas ideias iluministas.

Diderot § § § "O homem só será livre quando o último déspota for

Diderot § § § "O homem só será livre quando o último déspota for estrangulado com as entranhas do último padre". Preocupação com a natureza do homem e sua condição, os seus problemas morais e seu destino. Criador da Enciclopédia;

Montesquieu § § § “Não existem leis justas ou injustas. O que existe são

Montesquieu § § § “Não existem leis justas ou injustas. O que existe são leis mais ou menos adequadas a um determinado povo e a uma determinada circunstância de época ou lugar. ” Estudioso das leis e dos governos; Acreditava existir 3 governos: República, Monarquia e despotismo.

Voltaire § § § "Posso não concordar com nenhuma das palavras que dizeis, mas

Voltaire § § § "Posso não concordar com nenhuma das palavras que dizeis, mas defenderei até a morte teu direito de dizê-las. " O poder deve ser exercido de forma racional e benéfica; As pessoas comuns estão fadadas ao fanatismo e à superstição;

Rousseau § § “O homem nasce livre, porém está acorrentado de todos os lados”

Rousseau § § “O homem nasce livre, porém está acorrentado de todos os lados” (O contrato social) Teoria do Bom selvagem; Contra a sociedade privada e exploração; Liberdade e igualdade.

LAICISMO Estado e Igreja devem ser independentes. As funções do Estado, como a política,

LAICISMO Estado e Igreja devem ser independentes. As funções do Estado, como a política, a economia, a educação, devem ser exercidas por leigos.

LIBERALISMO Defesa dos sistemas representativos, dos direitos civis e da igualdade de oportunidades para

LIBERALISMO Defesa dos sistemas representativos, dos direitos civis e da igualdade de oportunidades para os cidadãos, propõe a iniciativa individual e a livre concorrência, sem interferência do Estado.

EMPIRISMO Corrente filosófica que atribui à experiência sensível a origem de todo conhecimento humano.

EMPIRISMO Corrente filosófica que atribui à experiência sensível a origem de todo conhecimento humano. Locke, Hume

ARCADISMO: EXPRESSÃO ARTÍSTICA DA BURGUESIA Foi nesse contexto de fermentação filosófica e lutas políticas

ARCADISMO: EXPRESSÃO ARTÍSTICA DA BURGUESIA Foi nesse contexto de fermentação filosófica e lutas políticas que surgiu o Arcadismo, voltado para um novo público consumidor, formado pela burguesia e pela classe média.

Na pintura e escultura: § § Temas clássicos: romanos ou gregos Figuras vistas de

Na pintura e escultura: § § Temas clássicos: romanos ou gregos Figuras vistas de longe Expressões frias e neutras Equilíbrio na distribuição dos elementos

FUNDAÇÃO DO ARCADISMO Com as reformas de Pombal, em 1756, funda-se a Arcádia Lusitana,

FUNDAÇÃO DO ARCADISMO Com as reformas de Pombal, em 1756, funda-se a Arcádia Lusitana, dando início ao Arcadismo. A Arcádia Lusitana (1756 – 1774) Reunia os melhores literatos portugueses, com o objetivo de expurgar os excessos barrocos e reconduzir a literatura à simplicidade. SEU LEMA ERA: “INUTILIA TRUNCAT”

O projeto literário do Arcadismo n Havia, na Grécia Antiga, uma parte central do

O projeto literário do Arcadismo n Havia, na Grécia Antiga, uma parte central do Peloponeso denominada Arcádia. De relevo montanhoso, era habitada por pastores e vista com um lugar especial, quase mítico, em que os habitantes associavam o trabalho à poesia, cantando o paraíso em que viviam. Era habitada por pastores, lugar de felicidade e simplicidade.

CARACTERÍSTICAS ÁRCADES n n n Criação da Arcádias literárias – que tinham seus doutrinadores,

CARACTERÍSTICAS ÁRCADES n n n Criação da Arcádias literárias – que tinham seus doutrinadores, pessoas responsáveis pela estética do movimento; “Só o verdadeiro é belo”(equilíbrio, harmonia, arte ética) Retomada dos valores da Antiguidade Clássica; Apologia dos valores espirituais em detrimento aos valores materiais; Membros das arcádias adotavam nomes pastoris.

n n n n n Reação aos excessos do Barroco; Personagens mitológicas utilizadas alegoricamente;

n n n n n Reação aos excessos do Barroco; Personagens mitológicas utilizadas alegoricamente; Simplicidade; Bucolismo e pastoralismo; Inutilia truncat (objetividade) Aurea mediocritas (preferência ao equilíbrio) Carpe diem (aproveitar o momento) Locus amoenus (idealização da natureza) Fugere urbem (fuga da cidade)

REPRESENTANTE PORTUGUÊS BOCAGE (1765 – 1805) Manuel Maria Barbosa du Bocage Pseudônimo: Elmano Sadino

REPRESENTANTE PORTUGUÊS BOCAGE (1765 – 1805) Manuel Maria Barbosa du Bocage Pseudônimo: Elmano Sadino Marinheiro. Foi lírico e satírico, usou de várias formas poéticas, mas é no soneto que encontrou a sua melhor forma de expressão. O soneto lhe serve como testemunho de uma vida atribulada, libertando o poeta suas emoções, fazendo autoanálise das fases de sua vida.

Convite à Marília Já se afastou de nós o inverno agreste. Envolto nos seus

Convite à Marília Já se afastou de nós o inverno agreste. Envolto nos seus úmidos vapores; A fértil Primavera, a mãe das flores, O prado ameno de boninas veste. Varrendo os ares, o sutil Nordeste Os torna azuis; as aves de mil cores Adejam entre Zéfiros e Amores, E toma o fresco Tejo a cor celeste.

 Vem, ó Marília, vem lograr comigo Destes alegres campos a beleza, Destas copadas

Vem, ó Marília, vem lograr comigo Destes alegres campos a beleza, Destas copadas árvores o abrigo. Deixa louvar da corte a vã grandeza: Quanto me agrada mais estar contigo Notando as perfeições da Natureza! BOCAGE, O delírio amoroso e outros poemas.

O Arcadismo brasileiro Início: 1768 – Obras poéticas, de Cláudio Manuel da Costa. Término:

O Arcadismo brasileiro Início: 1768 – Obras poéticas, de Cláudio Manuel da Costa. Término: 1836 – Suspiros poéticos e saudades, de Gonçalves Dias.

CONTEXTO BRASILEIRO n n n n Crise na exploração das lavouras açucareiras; Febre do

CONTEXTO BRASILEIRO n n n n Crise na exploração das lavouras açucareiras; Febre do ouro em Minas Gerais; Deslocamento do eixo econômico para o sudeste; Surgimento de uma organização social e cultural mais nacionalista; Surge o primeiro grupo mineiro de escritores; Ideais de liberdade e igualdade baseados em textos iluministas; Inconfidência Mineira;

Cláudio Manuel da Costa n n n n 1769 – Obras Glauceste Satúrnio; Musa

Cláudio Manuel da Costa n n n n 1769 – Obras Glauceste Satúrnio; Musa – Nise; Sonetos; Poema épico – Vila Rica; Influenciado por Camões e Petrarca em seus sonetos; Preso e morto no cárcere.

Soneto Se sou pobre pastor, se não governo eterno. Reinos, nações, províncias, mundo, e

Soneto Se sou pobre pastor, se não governo eterno. Reinos, nações, províncias, mundo, e gentes; Adorar as traições, amar o engano, Se em frio, calma, e chuvas Ouvir dos lastimosos o gemido, inclementes Passar aflito o dia, o mês, e o ano; Passo o verão, outono, estio, inverno; Nem por isso trocara o abrigo terno Desta choça, em que vivo, coas enchentes Dessa grande fortuna: assaz presentes Tenho as paixões desse tormento Seja embora prazer; que a meu ouvido Soa melhor a voz do desengano, Que da torpe lisonja o infame ruído.

Poema bucólico Sonetos X Eu ponho esta sanfona, tu, Palemo, Porás a ovelha branca,

Poema bucólico Sonetos X Eu ponho esta sanfona, tu, Palemo, Porás a ovelha branca, e o cajado; E ambos ao som da flauta magoado Podemos competir de extremo a extremo. Principia, pastor; que eu te não temo; Inda que sejas tão avantajado No cântico amebeu: para louvado Escolhamos embora o velho Alcemo. Que esperas? Toma a flauta, principia; Eu quero acompanhar te; os horizontes Já se enchem de prazer, e de alegria: Parece, que estes prados, e estas fontes Já sabem, que é o assunto da porfia Nise, a melhor pastora destes montes.

Poema épico Vila Rica Canto VI Levados de fervor, que o peito encerra Vês

Poema épico Vila Rica Canto VI Levados de fervor, que o peito encerra Vês os Paulistas, animosa gente, Que ao Rei procuram do metal luzente Co'as próprias mãos enriquecer o erário. Arzão é este, é Este, o temerário, Que da Casca os sertões tentou primeiro: Vê qual despreza o nobre aventureiro, Os laços e as traições, que lhe prepara Do cruento gentio a fome avara.

n Toda a sua criação literária de Cláudio Manuel da Costa está em Obras

n Toda a sua criação literária de Cláudio Manuel da Costa está em Obras Poéticas, obra que reúne a produção lírica do poeta. Essa publicação marcou a fundação da Arcádia Ultramarina, uma instituição cultural onde os poetas se reuniam para escrever e declamar seus poemas. n

O poeta admite a contradição que existe entre o ideal poético e a realidade

O poeta admite a contradição que existe entre o ideal poético e a realidade de sua obra. Com efeito, se os poemas estão cheios de pastores - comprovando o projeto de literatura árcade - o seu gosto pela antítese e a preferência pelo soneto indicam a herança de uma tradição que remonta ao Camões lírico e à poesia portuguesa do século XVII.

A todo instante, o autor de Obras Poéticas vale-se de antíteses - típico procedimento

A todo instante, o autor de Obras Poéticas vale-se de antíteses - típico procedimento barroco - para registrar os seus conflitos pessoais. No soneto LXXXIV, temos um belo exemplo de contraste entre a dureza da pedra e a ternura do coração:

Destes penhascos fez a natureza O berço em que nasci! Oh, quem cuidara Que

Destes penhascos fez a natureza O berço em que nasci! Oh, quem cuidara Que entre penhas tão duras se criara Uma alma terna, um peito sem dureza!

Tomás Antônio Gonzaga n n Pseudônimo – Dirceu; Musa – Marília; Autor da famosa

Tomás Antônio Gonzaga n n Pseudônimo – Dirceu; Musa – Marília; Autor da famosa obra Marília de Dirceu; Foi degredado para Moçambique onde fez um bom casamento e ficou rico.

Tomás Antônio Gonzaga Duas tendências coexistem nas liras de Gonzaga: n a contenção e

Tomás Antônio Gonzaga Duas tendências coexistem nas liras de Gonzaga: n a contenção e o equilíbrio neoclássicos, com a utilização de todos os lugares-comuns do Arcadismo: um pastor, uma pastora, o campo, a serenidade da paisagem principal. n o emocionalismo pré-romântico, na expressão pungente da crise amorosa e, posteriormente a prisão, da crise existencial do poeta.

MARÍLIA DE DIRCEU A obra se divide em duas partes: 1ª parte: contém os

MARÍLIA DE DIRCEU A obra se divide em duas partes: 1ª parte: contém os poemas escritos na época anterior à prisão de Gonzaga. Nela predominam as composições convencionais: o pastor Dirceu celebra a beleza de Marília. 2ª parte: escrita na prisão da ilha das Cobras. Os poemas exprimem a solidão de Dirceu, saudoso de Marília. Nesta segunda parte, encontramos a melhor poesia de Gonzaga. As convenções, embora ainda presentes, não sustentam o equilíbrio neoclássico. O tom confessional e o pessimismo prenunciam o emocionalismo romântico. .

Poesia lírica Lira I Eu, Marília, não sou algum vaqueiro, Que viva de guardar

Poesia lírica Lira I Eu, Marília, não sou algum vaqueiro, Que viva de guardar alheio gado; De tosco trato, d' expressões grosseiro, Dos frios gelos, e dos sóis queimado. Tenho próprio casal, e nele assisto; Dá-me vinho, legume, fruta, azeite; Das brancas ovelhinhas tiro o leite, E mais as finas lãs, de que me visto. Graças, Marília bela, Graças à minha Estrela!

Eu vi o meu semblante numa fonte, Dos anos inda não está cortado: Os

Eu vi o meu semblante numa fonte, Dos anos inda não está cortado: Os pastores, que habitam este monte, Com tal destreza toco a sanfoninha, Que inveja até me tem o próprio Alceste: Ao som dela concerto a voz celeste; Nem canto letra, que não seja minha, Graças, Marília bela, Graças à minha Estrela!

Mas tendo tantos dotes da ventura, Só apreço lhes dou, gentil Pastora, Depois que

Mas tendo tantos dotes da ventura, Só apreço lhes dou, gentil Pastora, Depois que teu afeto me segura, Que queres do que tenho ser senhora. É bom, minha Marília, é bom ser dono De um rebanho, que cubra monte, e prado; Porém, gentil Pastora, o teu agrado Vale mais q'um rebanho, e mais q'um trono. Graças, Marília bela, Graças à minha Estrela!

Poesia satírica n n Autor de Cartas Chilenas; Pseudônimo – Critilo; Escrevia à Doroteu

Poesia satírica n n Autor de Cartas Chilenas; Pseudônimo – Critilo; Escrevia à Doroteu ( Cláudio Manuel da Costa) O alvo é o governo de Luís da Cunha Menezes, chamado de “Fanfarrão Minésio”

Cartas Chilenas Aquele, Doroteu, que não é santo, Mas quer fingir-se santo aos outros

Cartas Chilenas Aquele, Doroteu, que não é santo, Mas quer fingir-se santo aos outros homens, Pratica muito mais do que pratica Quem segue os sãos caminhos da verdade. Mal se põe nas igrejas, de joelhos, Abre os braços em cruz, a terra beija, Entorta o seu pescoço, fecha os olhos, Faz que chora, suspira, fere o peito E executa outras muitas macaquices, Estando em parte onde o mundo as veja. Assim o nosso chefe, que procura Mostrar-se compassivo, não descansa Com estas poucas obras: passa a dar-nos Da sua compaixão maiores provas. (Carta 2ª, versos 81 a 94)

Os épicos árcades n n n São o embrião dos símbolos de nacionalidade que

Os épicos árcades n n n São o embrião dos símbolos de nacionalidade que povoarão os textos românticos: a natureza exuberante e os índios valorosos. O Uraguai – José Basílio da Gama Caramuru – Santa Rita Durão

O Uraguai n n Versos brancos; Poema épico; História da luta travada entre os

O Uraguai n n Versos brancos; Poema épico; História da luta travada entre os índios que viviam nas Missões dos Sete Povos (Uruguai)e um exército luso-espanhol. História de Cacambo e Lindóia.

A morte de Lindóia (Canto IV) Este lugar delicioso e triste, Cansada de viver,

A morte de Lindóia (Canto IV) Este lugar delicioso e triste, Cansada de viver, tinha escolhido Para morrer a mísera Lindóia. Lá reclinada, como que dormia, Na branda relva e nas mimosas flores, Tinha a face na mão e a mão no tronco Dum fúnebre cipreste, que espalhava Melancólica sombra. Mais de perto Descobrem que se enrola no seu corpo Verde serpente, e lhe passeia e cinge Pescoço e braços, e lhe lambe o seio.

Caramuru n n n Modelo camoniano: 10 cantos, oitava rima; História do descobrimento da

Caramuru n n n Modelo camoniano: 10 cantos, oitava rima; História do descobrimento da Bahia por Diogo Álvares Correia; Exaltação da paisagem brasileira, dos recursos naturais, das tradições e dos costumes dos índios.

Caramuru I De um varão em mil casos agitados, Que as praias discorrendo do

Caramuru I De um varão em mil casos agitados, Que as praias discorrendo do Ocidente, Descobriu recôncavo afamado Da capital brasílica potente; Do Filho do Trovão denominado, Que o peito domar soube à fera gente, O valor cantarei na adversa sorte, Pois só conheço herói quem nela é forte.

(USP) Aponte a alternativa cujo conteúdo não se aplica ao Arcadismo: a) Desenvolvimento do

(USP) Aponte a alternativa cujo conteúdo não se aplica ao Arcadismo: a) Desenvolvimento do gênero épico, registrando o início da corrente indianista na poesia brasileira. b) Presença da mitologia grega na poesia de alguns poetas desse período. c) Propagação do gênero lírico em que os poetas assumem a postura de pastores e transformam a realidade num quadro idealizado. d) Circulação de manuscritos anônimos de teor satírico e conteúdo político. e) Penetração de tendência mística e religiosa, vinculada à expressão de ter ou não fé.

(Mackenzie) Assinale a alternativa em que aparece uma característica imprópria do Arcadismo: a) Bucolismo.

(Mackenzie) Assinale a alternativa em que aparece uma característica imprópria do Arcadismo: a) Bucolismo. b) Presença de entidades mitológicas. c) Exaltação da natureza. d) Tranquilidade no relacionamento amoroso. e) Evasão na morte.

(UEL) Assinale o que não se refere ao Arcadismo: a) Época do Iluminismo (século

(UEL) Assinale o que não se refere ao Arcadismo: a) Época do Iluminismo (século XVIII) – Racionalismo, clareza, simplicidade. b) Volta aos princípios clássicos greco-romanos e renascentistas (o belo, o bem, a verdade, a perfeição, a imitação da natureza). c) Ornamentação estilística, predomínio da ordem inversa, excesso de figuras. d) Pastoralismo, bucolismo suaves idílios campestres. e) Apóia-se em temas clássicos e tem como lema: inutilia truncat (“corta o que é inútil”).

 (UEL) Sobre o Arcadismo no Brasil, é incorreto afirmar que: a) Cláudio Manuel

(UEL) Sobre o Arcadismo no Brasil, é incorreto afirmar que: a) Cláudio Manuel da Costa, um de seus autores mais importantes, embora tenha assumido uma atitude pastoril, traz, em parte de sua obra poética, aspectos ligados à lírica camoniana. b) em "Liras de Marília de Dirceu", Tomás Antônio Gonzaga não segue aspectos formais rígidos, como o soneto e a redondilha, em todas as partes da obra. c) nas "Cartas Chilenas", o autor satiriza Luís da Cunha Menezes por suas arbitrariedades como governador da capitania de Minas. d) Basílio da Gama, em "O Uraguai", seguiu a rígida estrutura camoniana de "Os Lusíadas", usando versos decassílabos em oitavarima. e) "Caramuru" tem, como tema principal, o descobrimento da Bahia por Diogo Álvares Correia, apresentando, também, os rituais e as tradições indígenas.

 (ITA) Uma das afirmações abaixo é incorreta. Assinale-a: a) O escritor árcade reaproveita

(ITA) Uma das afirmações abaixo é incorreta. Assinale-a: a) O escritor árcade reaproveita os seres criados pela mitologia grecoromana, deuses e entidades pagãs. Mas esses mesmos deuses convivem com outros seres do mundo cristão. b) A produção literária do Arcadismo brasileiro constitui-se sobretudo de poesia, que pode ser lírico-amorosa, épica e satírica. c) O árcade recusa o jogo de palavras e as complicadas construções da linguagem barroca, preferindo a clareza, a ordem lógica na escrita. d) O poema épico Caramuru, de Santa Rita Durão, tem como assunto o descobrimento da Bahia, levado a efeito por Diogo Álvares Correia, misto de missionários e colonos português. e) A morte de Moema, índia que se deixa picar por uma serpente, como prova de fidelidade e amor ao índio Cacambo, é trecho mais conhecido da obra O Uruguai, de Basílio da Gama

(FEI-SP) Assinale a alternativa incorreta. a) os primeiros textos da literatura brasileira são informações

(FEI-SP) Assinale a alternativa incorreta. a) os primeiros textos da literatura brasileira são informações que viajantes e missionários europeus colheram sobre a natureza e a gente brasileira. b) Gregório de Matos, que viveu no século XVII, destacou-se como poeta lírico e satírico. c) religiosidade, antítese, paradoxos, contraste material X espiritual são características do Barroco. d) embora anônima, sabe-se que a obra Cartas chilenas foi escrita por Tomás Antônio Gonzaga no século XVIII. É uma sátira política. Nela, critica-se o governador de Minas Gerais, Luís da Cunha Meneses, que aparece como Fanfarrão Minésio. e) Cláudio Manuel da Costa e Tomás Antônio Gonzaga destacaram-se como os grandes poetas épicos do Arcadismo brasileiro.

(FATEC-SP) Sobre o Arcadismo brasileiro só não se pode afirmar que: a) tem suas

(FATEC-SP) Sobre o Arcadismo brasileiro só não se pode afirmar que: a) tem suas fontes nos antigos grandes autores gregos e latinos, dos quais imita os motivos e as formas. b) teve em Cláudio Manuel da Costa o representante que, de forma original, recusou a motivação bucólica e os modelos camonianos da lírica amorosa. c) legou-nos os poemas de feição épica Caramuru (de Frei José de Santa Rita Durão) e O Uraguai (de Basílio da Gama), no qual se reconhece a qualidade literária destacada em relação ao primeiro. d) norteou, em termos dos valores éticos báscos, a produção dos versos de Marília de Dirceu, obra que celebrizou Tomás Antônio Gonzaga e que destaca a originalidade de estilo e de tratamento local dos temas pelo autor. e) apresentou uma corrente de conotação ideológica envolvida com as questões sociais do seu tempo, como a crítica aos abusos do poder da Coroa Portuguesa.

(PUCCAMP-SP) Pode-se afirmar que Marília de Dirceu e Cartas Chilenas são, respectivamente: a) altas

(PUCCAMP-SP) Pode-se afirmar que Marília de Dirceu e Cartas Chilenas são, respectivamente: a) altas expressões do lirismo amoroso e da sátira política, na literatura do século XVIII. b) exemplos da poesia biográfica e da literatura epistolar cultivadas no século XVII. c) exemplo do lirismo amoroso e da poesia de combate, cultivados sobretudo pelos poetas românticos da chamada “terceira geração”. d) altas expressões do lirismo e da sátira da nossa poesia barroca. e) expressões menores da prosa e da poesia do nosso Arcadismo, cultivadas no interior das academias.