ANTERO DE QUENTAL Biografia Nascido na Ilha de
ANTERO DE QUENTAL
Biografia - Nascido na Ilha de São Miguel, Açores; - Dedicou-se à poesia, à filosofia e à política; - Mudou-se para Coimbra aos 16 anos, para estudar Direito (onde manifestou suas primeiras ideias socialistas); - Em 1861, publicou seus primeiros sonetos. Quatro anos depois, publicou as Odes Modernas, (influência de Proudhon); - Publicou também Bom Senso e Bom Gosto, carta ao Exmo. Sr. Antônio Feliciano de Castilho e A Dignidade das Letras e as Literaturas Oficiais. - Em 1866 foi viver em Lisboa, onde trabalhou como operário; - Em 1873 herdou uma herança, o que lhe permitiu viver dos rendimentos dessa fortuna; - Em 1874, contraiu tuberculose; - Em 1879 mudou-se para o Porto, e em 1886 publicou Sonetos Completos, com características autobiográficas e simbolistas.
- Em 1886 foram publicados os Sonetos Completos; - Quando regressou a Lisboa, em Maio de 1891, instalou-se em casa da irmã, Ana de Quental. Portador de Transtorno Bipolar, nesse momento o seu estado de depressão era permanente. Após um mês, em Junho de 1891, regressou a Ponta Delgada, suicidando-se no dia 11 de Setembro de 1891, com dois tiros na boca, disparados num banco de jardim. Ilha de São Miguel (Açores) Antero Tarquínio de Quental
Período Romântico • Período correspondente a 1859 a 1864; • A principal obra do período é: Primaveras Românticas; • Publicada em fevereiro de 1872; • • Temas: amor, relacionados com Deus, natureza, inocência; – à fantasia da ignorância juvenil, filosofia e dor; Mistura religiosidade cósmica, satanismo; • Insistência nos temas amorosos; • Idealiza a mulher como um anjo (amor platônico); • Em algumas composições, o amor de Antero é um abandono após o cansaço; • Enfoca muito o sentimentalismo e a carência.
A um poeta Tu, que dormes, espírito sereno, Posto à sombra dos cedros seculares, Como um levita à sombra dos altares, Longe da luta e do fragor terreno, Acorda! é tempo! O sol, já alto e pleno, Afugentou as larvas tumulares. . . Para surgir do seio desses mares, Um mundo novo espera só um aceno. . . Escuta! é a grande voz das multidões! São teus irmãos, que se erguem! são canções. . . Mas de guerra. . . e são vozes de rebate! Ergue-te pois, soldado do Futuro, E dos raios de luz do sonho puro, Sonhador, faze espada de combate! Antero de Quental
Período Realista • Período compreendido entre os anos de 1864 e 1874; • Representado pelo livro Odes Modernas; • Influência de Proudhon (anarquismo); • Valorização da razão e defesa dos ideais de verdade, justiça e igualdade social; • Otimismo em relação ao progresso; • Crítica à burguesia e à Igreja Católica (porém sem desrespeitar Jesus Cristo e o ideal de amor do cristianismo);
A um crucifixo • • Não se perdeu teu sangue generoso, Nem padeceste em vão, quem quer que foste, Plebeu antigo, que amarrado ao poste Morreste como vil e faccioso. • • Desse sangue maldito e ignominioso Surgiu armada uma invencível hoste. . . Paz aos homens e guerra aos deuses! Pôs-te Em vão sobre um altar o vulgo ocioso. . . • • • Do pobre que protesta foste a imagem: Um povo em ti começa, um homem novo: De ti data essa trágica linhagem. • • • Por isso nós, a Plebe, ao pensar nisto, Lembraremos, herdeiros desse povo, Que entre nossos avós se conta Cristo. • Antero de Quental
Período Pré-Simbolismo - Período posterior a 1874; - A obra principal é “Sonetos completos”(1886); - Rigor e perfeição formal; - Misticismo e obsessiva preocupação com o tema morte; - Poesia sombria; - Influências (Arthur Schopenhauer e Antonio Sergio).
Com os Mortos Os que amei, onde estão? Idos, dispersos, arrastados no giro dos tufões, Levados, como em sonho, entre visões, Na fuga, no ruir dos universos. . . E eu mesmo, com os pés também imersos Na corrente e à mercê dos turbilhões, Só vejo espuma lívida, em cachões, E entre ela, aqui e ali, vultos submersos. . . Mas se paro um momento, se consigo Fechar os olhos, sinto-os a meu lado De novo, esses que amei vivem comigo, Vejo-os, ouço-os e ouvem-me também, Juntos no antigo amor, no amor sagrado, Na comunhão ideal do eterno Bem. Antero de Quental
Bibliografia http: //pt. wikipedia. org/wiki/Realismo_em_Portugal http: //pt. wikipedia. org/wiki/Antero_de_Quental Livro texto de Literatura (Anglo 3) – págs. 11 e 12
LITERATURA Barbara Fendrich Steffani Spezia Camila Fabiane Piva Juliana de Oliveira 2º Ano B Joanita Artigas
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