AN INTRODUCTION TO INTERNATIONAL RELATIONS AUSTRALIAN PERSPECTIVES Richard
























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AN INTRODUCTION TO INTERNATIONAL RELATIONS – AUSTRALIAN PERSPECTIVES Richard Devetak, Anthony Burke e Jim George Introdução às Relações Internacionais Estagiária de docência: Stéphanie Moura de Oliveira
An Introduction to International Relations: The Origins and Changing Agendas of a Discipline ■ Edição 2012 – Páginas 1 a 20 ■ Edição 2008 – Páginas 1 a 16
O que são Relações Internacionais? ■ Ciência Política X Relações Internacionais ■ Mídia: eventos internacionais, intergovernamentais, violência política, direitos humanos ■ Guerra e Paz nas manchetes
O que são Relações Internacionais? ■ As Relações Internacionais buscam ir além do efêmero e do senso comum, mais afundo nos eventos ocorridos, buscando suas estruturas, processos e atores para fornecer informações, interpretações e análises normativas. Vai além da análise da política externa. ■ Relações Internacionais são relações externas entre nações, Estados e pessoas.
Relações Internacionais, relações internacionais, política internacional e política mundial/global. ■ Relações Internacionais – Disciplina; ■ relações internacionais – Assunto – o que é estudado; ■ Política internacional - enfatiza a dimensão política das relações internacionais; ■ Política mundial/global – novos atores, assuntos, estruturas e processos surgidos nas últimas décadas com a globalização.
Relações Internacionais ■ O adjetivo “Internacional” foi criado pelo filósofo político inglês, Jeremy Bentham, em 1780 com o objetivo de sumarizar em uma palavra “relações entre as nações; ■ “Great Divide”: segundo Waltz (1979), seria a diferenciação entre as políticas nacional e internacional, e sua variação não se dá pelo uso da força e sim por seus modos de organização. ■ Anarquia (sem linhas de autoridade ou obediência) X Hierarquia (claras linhas de autoridade e obediência)
Política doméstica ■ Presença de uma autoridade central ou governo com monopólio dos meios de violência, que podem ser usados para fazer com que a lei seja cumprida, mantendo ordem e segurança, permitindo paz e justiça. ■ Hierarquia. ■ Ordem no campo interno.
Política Internacional ■ Ausência de autoridade controladora, instrumentos de violência são dispersos e descentralizados. É um mundo de amigos e inimigos, onde o poder vai determinar os resultados e os Estados não podem depender dos outros. ■ Anarquia. ■ Desordem no campo internacional.
Relações Internacionais como disciplina: tradições, origens e evolução ■ As disciplinas compreendem uma série de tradições de pensamento, instituições e focos, que podem ajudar a manter a ordem intelectual. ■ Muitas disciplinas estão interconectadas (Direito, Economia, Relações Internacionais, Ciência Política). ■ O primeiro departamento de Relações Internacionais foi estabelecido em 1919, na Universidade de Gales.
Relações Internacionais como disciplina: tradições, origens e evolução ■ A institucionalização de áreas de estudo permite ampliação das capacidades de pesquisa e ensino. ■ Uma disciplina cria tradições de pesquisa e de pensamento.
Tradições de pensamento ■ Os realistas argumentam que os Estados existem em uma condição de anarquia que os leva à balança de poder e na busca pela segurança e sobrevivência no cenário internacional. Para os realistas o caráter das relações internacionais se mantém intacto ao longo da história. ■ Kenneth Waltz, Nicolau Maquiavel, Thomas Hobbes.
Tradições de pensamento ■ Os liberais são mais otimistas que os realistas. Enquanto os realistas veem a história como estática ou cíclica, os liberais são mais progressistas. Enfatizam a capacidade humana de melhorar. Também consideram o mundo como anárquico e as estratégias de ”paz através da lei” e “paz através do comércio” são suas abordagens dominantes. ■ John Locke, John Stuart Mill, Immanuel Kant.
Tradições de pensamento ■ Martin Wight, nos anos 50, fez sua distinção das tradições de pensamento, chamando-as de Realismo, Racionalismo e Revolucionismo. (Os 3 R’s de Wight): ■ Realismo: tradição associada às políticas de poder; ■ Racionalismo: meio do caminho entre o realismo e o revolucionismo. Associada ao pensamento de Hugo Grotius; ■ Revolucionismo: tradição associada à paz perpétua de internacionalização liberal e a revolução liberal de Marx.
Tradições de pensamento ■ Racionalismo: aceitam a premissa realista de que os Estados existem em uma condição de anarquia, mas ele nega que essa condição seja completamente à parte de regras ou normas. Alegam que os Estados vivam em uma “Sociedade Anárquica”, como coloca Hedley Bull (1977). ■ Os Estados tendem a formar sociedades internacionais onde a ordem é mantida por mecanismos como a lei internacional, diplomacia, balanças de poder, administração de poder e, ocasionalmente, pela guerra.
Tradições de pensamento ■ Em resumo, é importante destacar que as tradições de pensamento nos fornecem premissas, princípios e conceitos sem os quais não seria possível discutir as relações internacionais. ■ São um ponto de partida.
Origens e evolução da disciplina ■ As relações internacionais sempre existiram. ■ Sua origem como disciplina data do pós Primeira Guerra Mundial (1914 -1918), período no qual surgiram muitas novas tecnologias, incluindo o poder aéreo. ■ Nesse período pós-guerra, o sentimento anti-guerra aumentava, e com ele foi criada a Liga das Nações (1920) e a Corte Internacional de Justiça (1922).
Origens e evolução da disciplina ■ Com o sentimento anti-guerra, essas instituições surgiram com o propósito de “promover a cooperação e atingir a paz e segurança internacional” (Convenção da Liga das Nações). ■ Esse foi o contexto no qual a disciplina de Relações Internacionais se estabeleceu. ■ Mais que o estudo das causas e condições de guerra e paz, o estudo das relações internacionais foi guiado pelo propósito de desenvolver teorias que ajudassem a prever e eliminar a guerra.
Origens e evolução da disciplina ■ Publicado pela primeira vez em 1939, o livro “Vinte anos de crise (1919 -1939)”, de Edward Carr (1946), em muito influenciou a disciplina de Relações Internacionais. ■ Carr acreditava no “utopianismo”, mas não levava em conta o “poder” em sua análise das Ris. Sua análise gira em torno da dicotomia realismo-liberalismo, que mais tarde essa dicotomia veio a ser chamada de “primeiro grande debate” da disciplina.
Origens e evolução da disciplina ■ Acredita-se que o ”segundo grande debate” da disciplina ocorreu entre os anos 60 e 70, entre o behaviorismo e o tradicionalismo, com o questionamento de qual o melhor método para buscar e adquirir conhecimento nas Relações Internacionais. ■ O “terceiro grande debate” aborda o positivismo e o póspositivismo. Nesse debate, Steve Smith acusa o positivismo de restringir nosso entendimento sobre o que compõe as Relações Internacionais, focando na Agenda da disciplina.
Mudança de agendas: teoria e prática ■ A agenda tradicional da disciplina foi inicialmente formada pelas abordagens realista e liberal, e teve proeminência ao longo do período da Guerra Fria. ■ Liberalismo e realismo divergem principalmente em questões de guerra e lei. ■ Os realistas veem a guerra como parte inevitável e inerradicável das Relações Internacionais, uma vez que a condição de anarquia prevalece.
Mudança de agendas: teoria e prática ■ Já os liberais, aceitam a condição mas acreditam que a mudança é possível, e essa mudança poderia levar à erradicação ou limitação da guerra. Em suma, os liberais argumentam que a chave para atingir a paz perpétua é transformar o âmbito internacional para que afete o doméstico. ■ Em contraste, teorias críticas como o Marxismo, Feminismo e Construtivismo partem do princípio que a teoria sempre é construída “para” alguém e “com” alguma finalidade, sempre sendo influenciadas por fatores externos.
De Estados, Guerra e Lei para Globalização e Governança Global ■ A ”Grande Divisão” aponta para a agenda tradicional de “high politics” que se centra na diplomacia e questões estratégicas, onde os Estados são os atores principais e focam em questões de nacionalismo, segurança, controle de armas, guerra. . . ■ Essa agenda tradicional, no entanto, não está obsoleta. Só se tornará obsoleta quando os Estados soberanos desapareçam e a guerra seja erradicada. Enquanto isso não ocorre, a importância dos Estados, Guerra e Lei permanece.
De Estados, Guerra e Lei para Globalização e Governança Global ■ Para complementar a agenda tradicional, a Globalização e Governança Global surgem para aumentar, acelerar e aprofundar a interconexão global. ■ Ao mesmo tempo que busca uma interconexão global e uma comunidade cosmopolita, resulta da fratura de Estados, ascensão da violência étnico-nacionalista e fundamentalismos religiosos.
De Estados, Guerra e Lei para Globalização e Governança Global ■ A globalização levou à ascensão de atores e instituições internacionais que buscavam regular a política mundial através da combinação de atores públicos e organizações privadas. Com isso surgem organizações como a ONU e OMC, bem como as ONGs. ■ A agenda tradicional foca no sistema de Estados enquanto a nova agenda reconhece a influência de atores, estruturas e processos globais e transnacionais.