Alho e Cebola Alunos Edson Camargo Isabela Oliveira
Alho e Cebola Alunos: Edson Camargo Isabela Oliveira Karine Gomes Karine Passos Pedro Henrique Magalhães 1
Cultura do Alho (Allium sativum) 2
Alho Origem • Planta originária da Ásia Central • No Brasil o seu cultivo se difunde desde o descobrimento do país. • Cultivado inicialmente pelo Sr. Takashi Chonan, incentivada pelo Eng° Agr° Mário Regina, por propagação vegetativa. 3
Allium sativum • O alho é uma planta aromática da família das Alliaceae. • O porte da planta varia entre 50 e 70 cm de altura, e pode chegar a 50 cm de profundidade, forma um bulbo que contém vários segmentos denominados "dentes de alho". 4
Descrição Botânica • É uma planta assexuada se propaga através do plantio dos bulbilhos ou dentes; • Folhas pontiagudas, longas e achatadas; • Bulbo divididos em bulbilhos; • Flores pequenas em cachos, de cor rosada ou branca; 5
Cultivares • ALHO COMUM: (cultivares que se adaptam as regiões centrais do Brasil) Amarante, Gigante Lavínia, Gigante Roxão, Gravata, Chinês Real, Chinês São Joaquim, Hozan, Caturra, Cateto Roxo, Gigante Roxo, Peruano, Gigante do Núcleo. • ALHO NOBRE: (adaptados ao sul do Brasil) Chonan, Caçador, Quitéria, Jonas, Chinesão, Blanco Galego, Ito, San Valentin, Bergamota e Roxo Caxiense. 6
Produção de Sementes • • • Separar uma área específica para produção de alho-semente; Usar alho-semente oriundo de um processo de limpeza viral; Selecionar bulbos de boa qualidade; Armazenar os bulbos em local seco; Debulhar os bulbos somente 15 a 20 dias antes do plantio; 7
Clima • O alho é uma cultura de clima frio, suportando bem as baixas temperaturas; • Necessita de luz solar direta algumas horas, diariamente; 8
Solo • O alho prefere solos leves, finos, ricos em matéria orgânica e bem drenada. • O p. H ideal de 6, 2 a 7. • Indicado fazer calagem a 40 cm de profundidade, pois o cálcio e um importante nutriente para a cultura. 9
Preparo do Solo • É aconselhável fazer uma aração com profundidade mínima de 20 cm e uma ou duas gradagens; • A aração deve ser feita 45 a 60 dias antes do plantio; • Canteiros deve ser construídos de 1, 20 a 2, 10 m, e carreadores de 20 a 40 cm; • Pode-se aplicar matéria orgânica – estercos. 10
Plantio • Plantados por bulbilhos; • Sementes tratadas, de qualidade e isentas de doenças; • Eliminação de dentes impróprios para plantio (chochos, doenças (Podridão branca), pragas); • O espaçamento deve ser definido em função do tamanho dos bulbilhos; • Os dentes devem ser plantados a uma profundidade de 2 a 4 cm • Plantio manual; • Plantio com adubadora-plantadora; • Feito em sulcos ou covas 11
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Irrigação A cultura do alho é bastante sensível a falta de água, porém o excesso é tão prejudicial quanto à falta. Tipos de irrigação mais utilizadas : • Aspersão • Microaspersão • Pivô central 13
Tratos Culturais • • • Cobertura do solo / 7 -10 cm com palhadas; Capina; Controle de plantas daninhas – Herbicidas; Rotação de cultura – feijão, milho; Controle fitossanitário; Vernalização; 14
Colheita e Armazenamento Colhe-se a planta quando ela apresenta, no final do ciclo, três a quatro folhas verdes e as demais secas; • Fazer a colheita em dias ensolarados; • A colheita pode ser feita manualmente com auxílio de ferramentas; • Mecanizada; • Máquinas ou lâmina tracionada por trator; 15
Colheita e Armazenamento • Após a colheita, os bulbos devem secar ao sol, por três a quatro dias; • Segunda parte da cura feita em galpões; • Armazenagem e limpeza; 16
Colheita e Armazenamento • O armazenamento pode ser feito em câmaras frias a 0° C, com umidade de 70 a 75%. 17
Pragas e Doenças Podridão branca Fungo: Sclerotium cepivorum • Essa doença tem grande incidência no campo, porém bulbos infectados e armazenados inadequadamente também apodrecem. rapidamente 18
Fusariose ou Podridão Seca Fungo : Fusarium oxysporum f. sp. Cepae • Ocorre em ambientes úmidos e quentes; 19
Ferrugem Fungo: Puccinia allii • A ferrugem é considerada uma das mais importantes doenças foliares do alho; • Variedades resistentes: Centenário, Amarante, Chinês e Gigante; 20
Ácaro Eriophyestulipae • Sugam seiva, causa má formação das folhas, retorcimento das folhas, estrias cloróticas, etc • Causam chocamento do bulbo. • Transmite vírus do grupo allexvirus. • Colocar os bulbilhos em imersão em acaricidas específicos. • Pulverização de acaricida no campo. 21
Tripes • • Considerada a principal praga do alho (sugam seiva); Surgem manchas e estrias esbranquiçadas ou prateadas; Ressecamento das folhas. Eliminar plantas invasoras, rotação de culturas, barreiras quebra ventos e aplicação de produtos químicos. 22
Cultura da cebola (Allium cepa L. ) 23
Importância Agronômica: • Pertence à família Alliaceae • Originária do Afeganistão, Irã e partes do sul da antiga União Soviética. • Maior Produtor China : 32, 7% da produção • Brasil 9º maior produtor. • Santa Catarina média de 29, 7 toneladas por hectare. 24
Morfologia: • Bulbo simples: 25
Classificação quanto á forma: 26
Coloração da pele do bulbo: 27
Exemplo de cultivares: Mercedes : Híbrido de dias curtos para climas tropicais. Ciclo de 110 a 120 dias. Diamantina: Bulbos uniformes e com boa produtividade, cebola grande e de dias curtos. Ciclo 140 dias. 28
Exemplos de cultivares Ibiapaba (989) : Cebola do tipo roxa. Destaca-se pelo ciclo curto, bulbos uniformes de coloração roxo intenso, e ótima apresentação. • Ciclo: 160 dias. 29
Clima: Temperatura: Emergência das plântulas - crescimento completo das folhas; Fotoperíodo/temperatura: Bulbificação 30
Preparo do Solo: • • Profundos; Ricos em matéria orgânica; Com boa retenção de umidade; Bem drenados e "leves“. 31
Pré-Plantio Semeadura direta: comum o uso de rotocultivadores ou enxada rotativa com ou sem encanteirador; Transplante de mudas: o destorroamento não precisa ser tão intenso; Bulbinhos ou soqueira: seguem-se as mesmas recomendações de preparo do solo para o sistema de mudas. 32
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Métodos de estabelecimento da cultura: Plantio de mudas : qual é o mais comum atualmente. Semeadura direta: grandes áreas. Plantio de soqueiras: consiste no plantio dos bulbos 34
Irrigação: • A cultura apresenta baixa tolerância ao déficit hídrico; • A fase de crescimento de bulbo é a mais sensível; • A necessidade total de água da cultura da cebola varia de 350 mm a 650 mm. Sistema de irrigação: • Por aspersão os mais utilizados. 35
Pragas Tripes Lagarta-rosca Mosca da cebola 36
Pragas Tripes: • Também conhecido como piolho-da-cebola é considerado a principal praga da cultura no Brasil. Sintomas : • Prateamento das folhas com áreas necrosadas e esbranquiçadas Controle : • Controle biológico: larvas de dípteros da família Syrphidae , por larvas de crisopídeos (bixo-lixeiro), alguns coleópteros (joaninhas) • Controle químico: utilizar apenas inseticidas registrados 37
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Pragas Mosca da Cebola : • Delia platura : São reconhecidos pelo vôo lento e baixo e podem ser encontrados próximos à superfície do solo, nas fileiras atacadas. Sintomas : • Injúrias às mudas na fase de canteiro e após o transplante. Controle : • Manter a cultura da cebola em terrenos mais secos; utilizar matéria orgânica. 39
Pseudosciara pedunculata : ocorrem apenas no transplantio, não penetram nas plantas. Sintomas : • Danificam o sistema radicular da cebola cultivada. 40
Pragas Lagarta-rosca (Agrotis ipsilon): Possui hábito noturno, abriga-se no solo durante o dia e se enrosca quando tocada Lagarta das folhas (Spodoptera eridania) : Na região Centro-oeste os surtos populacionais de S. eridania são mais frequentes na transição da estação seca para a chuvosa. Sintomas: • Ambas as espécies cortam as plantas novas na região do colo. Controle : • Controle natural da lagartas-rosca é feito por insetos benéficos e a adoção do manejo integrado. 41
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Doenças Vírus Fungos Bactérias Nematóides Mosaico em faixas Podridão branca Podridão das escamas Galhas Raízes rosadas Mancha bacteriana Antracnose Queima bacteriana Mancha púrpura 43
Mosaico em Faixas Vírus : (OYDV), espécie que pertence ao gênero Potyvirus. • No Brasil, é a principal virose da cebola. Plantas afetadas pela doença, os sintomas iniciam-se com o surgimento de estrias amareladas na base das primeiras folhas. As hastes florais tornam-se amareladas, enrugadas e enroladas. Controle : • Utilizar apenas material propagativo comprovadamente sadio • Estabelecer plantios de cebola distante de áreas cultivadas com especies hospedeiras dos vírus e/ou dos vetores; • Plantar cultivares tolerantes ao vírus para reduzir as perda. 44
Mal-das-sete-voltas ou Antracnose Fungo : Fusarium oxysporum f. sp. Cepae • Ocorre desde a fase de canteiro até a colheita e armazenamento dos bulbos, a doença manifesta-se sob a forma de tombamento (“damping-off”), mela ou estiolamento. Mesmo antes da emergência, as modinhas podem apodrecer. No campo caracteriza em reboleiras, os sintomas mais comuns são enrolamento, curvatura e amarelecimento de folhas. Controle: • O controle na aplicação de fungicidas. • Não há, nenhuma variedade comercial totalmente resistente ao patógeno 45
Raíz rosada /Podridão da raíz Fungos: Setophoma terrestris • A doença pode ocorrer qualquer estádio de crescimento da planta. Temperaturas favorável de 24 -28ºC -Mais comum em plantas adultas, próximas colheita. - As raízes inicialmente apresentam coloração rosada, púrpura, parda e preta, • A dispersão intensificar-se nos sucessivos ciclos de monocultura. O fungo S. terrestris sobrevive em restos culturais ou livremente no solo Controle: • Cultivares resistente. • Não há produtos comerciais disponíveis para o controle da raiz rosada no Brasil. 46
Mancha púrpura Fungo : Alternaria porri • Iniciam-se nas folhas, com pequenas lesões aquosas de (2 mm a 3 mm), margeadas por áreas amareladas. Posteriormente, as lesões se tornam maiores de coloração púrpura com centro esbranquiçado. Controle: • Cultivares resistente e/ou tolerante; • Recomendam-se a rotação de culturas por um a três anos com plantas não hospedeiras (gramíneas); • Químicos 47
Podridão branca/Bolor branco Fungo : Sclerotium cepivorum Berk • A parte aérea das plantas apresenta crescimento reduzido, amarelecimento precoce e morte descendente das folhas mais velhas e apodrecimento dos bulbos. Após a colheita, os bulbos doentes podem mumificar. O fungo também causa a podridão das raízes. Controle: • Plantio de mudas de cebola e cebolinha sadias • Plantar em áreas livres do patógeno, uma vez presente, é impossível erradicar o fungo da área, mesmo realizando rotação com culturas. • Químico, não existem produtos registrados para cebola no Brasil 48
Podridão das Escamas Bactéria • A podridão das escamas pode ser considerada uma doença complexa, pois envolve mais de uma espécie de bactéria ( B. cepacea, B. gladiole pv. Alliicola, P. aeruginosa). As escamas mais externas apodrecem e, ao secar, ficam amarelecidas, deixando um odor avinagrado aos bulbos. Controle : Usar bulbos e sementes sadias ; Solos bem drenados. 49
Nematóide da Cebola Galhas: Meloidogyne javanica • Causam a formação de galhas radiculares. • Como não há produto registrado para nematóides na cultura da cebola, recomenda-se a adoção de práticas culturais que impeçam sua disseminação como a limpeza das ferramentas e máquinas agrícolas antes de executar trabalhos nas áreas ainda não infestadas. . 50
Maturidade e ponto de colheita: • A maturidade da planta de cebola é determinada pelo amolecimento da região inferior do pseudocaule, também conhecido como “pescoço”, e pelo tombamento da parte aérea da planta sobre o solo, evento conhecido como “estalo”. • 40 a 70% das folhas estejam amarelecidas ou secas. 51
Cura: • A cura é o processo em que a cebola perde o excesso de água. Consiste em deixar as cebolas secando ao sol por 3 a 10 dias, sendo menos dias em regiões quentes e de alta insolação e 10 dias em regiões de alta latitude e menor insolação. • Terminada a cura a campo, o bulbos devem ser transferidos para um local sombreado. 52
Conclusão: • A cebola e o alho são bulbos de grande consumo em todo o mundo, ambas pertencentes a mesma família, podem ser usadas tanto na culinária quanto em medicamentos por possuírem alto valor farmacológico. • O diagnóstico correto e o monitoramento das lavouras são medidas fundamentais para o sucesso e rentabilidade da cultura. • Estratégias de controle integradas é importante para uma produção mais sustentável e saudável da cultura. 53
Referências: Sites : https: //www. embrapa. br/hortalicas/alho https: //hortas. info/como-plantar-alho http: //www. scielo. br/scielo. php? script=sci_arttext&pid=S 01038478199200016 http: //www. cpatsa. embrapa. br: 8080/sistema_producao/spcebola/colheita https: //www. embrapa. br/hortalicas/cebola/pragas https: //www. embrapa. br/hortalicas/cebola/irrigacao Imagens: Google Imagens. 54
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