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A MISSÃO DE PAULO DE TARSO www. aloisiocolucci. wordpress. com O EVANGELHO SEGUNDO O ESPÍRITISMO MÓDULO II – AULA 08 94 slides

OBJETIVOS • Mostrar a importância de Paulo de Tarso na divulgação e expansão do

OBJETIVOS • Mostrar a importância de Paulo de Tarso na divulgação e expansão do Cristianismo, e relacioná-lo com algumas personalidades de destaque na efetivação de sua missão.

ABORDAGENS • Estêvão – Primeiro Mártir. • De Saulo a Paulo. • A Estrada

ABORDAGENS • Estêvão – Primeiro Mártir. • De Saulo a Paulo. • A Estrada de Damasco. • O Objetivo da Estadia no Deserto. • Papel de Paulo de Tarso na Propagação do Cristianismo. • As Viagens e Epístolas. • Paulo de Tarso – O Tecelão. • “Já não sou eu mais quem vive, mas o Cristo que vive em mim”. Gálatas, 2: 20.

INTRODUÇÃO • Na alvorada do cristianismo, seu paladino maior, Paulo, o apóstolo por excelência,

INTRODUÇÃO • Na alvorada do cristianismo, seu paladino maior, Paulo, o apóstolo por excelência, abriu um caminho por entre um mundo de obstáculos, influindo decisivamente na evolução da doutrina cristã. • Constituiu-se numa bandeira para todos aqueles que são conscientes que a eleição � confiada pelo Plano Maior envolve responsabilidades, sacrifícios e perseverança. • Paulo nasceu na primeira década de nossa era, em Tarso, na Cilícia, distrito da Ásia Menor entre a Panfília e a Síria, (hoje Turquia).

 • Descendente de uma abastada família judaica aferrada a um estreito formalismo religioso,

• Descendente de uma abastada família judaica aferrada a um estreito formalismo religioso, pois eram judeus da Diáspora (viviam longe da pátria, espalhados pelo imenso Império Romano). Cidadão de Roma por nascimento e filho de Israel por direito, recebeu o nome de Saulo, foi circuncisado no oitavo dia e aprendeu as primeiras letras aos seis anos de idade. • Destinado à carreira de rabino, frequentou a escola anexa à sinagoga, onde aprendeu a síntese da Lei Mosaica. Segundo os dispositivos, todo rabino deveria conhecer um trabalho mecânico para prover seu sustento em caso de necessidade e, assim, ensaiou na oficina do pai os primeiros movimentos no manejo de um primitivo tear.

 • Esse humilde ofício viria a ser uma de suas glórias. Ausentando-se de

• Esse humilde ofício viria a ser uma de suas glórias. Ausentando-se de Tarso em sua juventude, foi residir em Jerusalém com sua irmã Dalila, passando a frequentar a Escola do Templo para aperfeiçoar seus conhecimentos. • Sob a orientação do sábio Gamaliel, que exercia considerável influência no tribunal judaico, o jovem tarsense, de temperamento impulsivo, convicto de ser filho de um grande povo, conheceria a fundo as escrituras sacras em duas línguas: no original hebraico (Tora) e na versão grega (Septuaginta). O ambicioso Saulo, fiel às tradições de sua gente, preparava-se para uma brilhante carreira como Doutor da Lei, adotando a posição ideológica dos fariseus, pois já se definia uma posição no Sinédrio.

ESTÊVÃO – O PRIMEIRO MÁRTIR • Após a crucificação de Jesus numerosos judeus se

ESTÊVÃO – O PRIMEIRO MÁRTIR • Após a crucificação de Jesus numerosos judeus se converteram ao Cristianismo. Os sacerdotes e membros do Sinédrio, entretanto, temiam que a propagação dos preceitos cristãos provocasse desestabilização no Judaísmo. • Sendo assim, iniciou-se um movimento de perseguição aos cristãos, a princípio realizado portas a dentro das sinagogas, posteriormente em público, nas ruas e no interior das residências, durante as festividades corriqueiramente, ou nas atividades diárias.

 • Vieram então alguns da sinagoga chamada dos Libertos, dos Cirineus e Alexandrinos,

• Vieram então alguns da sinagoga chamada dos Libertos, dos Cirineus e Alexandrinos, dos da Cilícia e da Ásia, e puseram-se a discutir com Estêvão. • Mas não podiam resistir à sabedoria e ao Espírito que o levavam a falar. Pelo que subornaram homens que atestassem: “ouvimo-lo pronunciar palavras blasfematórias contra Moisés e contra Deus. ” • Amotinaram assim o povo, os anciãos escribas e, chegando de improviso, arrebataram-no e levaram-no à presença do Sinédrio. Lá apresentaram falsas testemunhas que depuseram: “Esse homem não cessa de falar contra o Lugar Santo e contra a Lei.

 • Ouvimo-lo dizer que Jesus Nazareno destruiria este Lugar e modificaria as tradições

• Ouvimo-lo dizer que Jesus Nazareno destruiria este Lugar e modificaria as tradições que Moisés nos legou”. Ora, todos os membros do Sinédrio estavam com os olhos fixos nele, e viram-lhe o rosto semelhante ao de um anjo. • Essa farsa montada contra Estêvão, foi apoiada por Saulo de Tarso. O apóstolo dos gentios aparece no cenário da história cristã como o principal elemento do julgamento, condenação e morte, por apedrejamento, de Estêvão, considerado o primeiro mártir do Cristianismo. • Esses fatos aconteceram no ano 35 de nossa era.

 • O jovem Saulo apresentava toda a vivacidade de um homem solteiro, bordejando

• O jovem Saulo apresentava toda a vivacidade de um homem solteiro, bordejando os seus trinta anos. • Na fisionomia cheia de virilidade e máscula beleza, os traços israelitas fixavam-se particularmente nos olhos profundos e percucientes, próprios dos temperamentos apaixonados e indomáveis, ricos de agudeza e resolução. • Trajando a túnica do patriciato, falava de preferência o grego, a que se afeiçoara na cidade natal, ao convívio dos mestres bem-amados, trabalhados pelas escolas de Atenas e Alexandria.

 • Chegando a Jerusalém, vindo de Damasco, Saulo se encontra com o amigo

• Chegando a Jerusalém, vindo de Damasco, Saulo se encontra com o amigo Sadoc que lhe fornece informações a respeito de Estêvão e o efeito que este provocava nas pessoas. Cheio de zelo religioso, interpreta equivocadamente as preleções de Estêvão, considerando-o blasfemador. Influenciando o Espírito de Saulo, acrescenta: • Não me conformo em ver os nossos princípios aviltados e proponho-me a cooperar contigo […], para estabelecermos a imprescindível repressão a tais atividades. Com as tuas prerrogativas de futuro rabino, em destaque no Templo, poderás encabeçar uma ação decisiva contra esses mistificadores e falsos taumaturgos.

 • Tempos depois, num sábado, Saulo e Sadoc se dirigem até a humilde

• Tempos depois, num sábado, Saulo e Sadoc se dirigem até a humilde igreja de Jerusalém para ouvirem a pregação de Estêvão. Os apóstolos Tiago Maior, Pedro e João surpreenderam-se com a presença “[…] do jovem doutor da Lei, que se popularizara na cidade pela sua oratória veemente e pelo acurado conhecimento das Escrituras. ” • A despeito de ter ficado impressionado com a pregação de Estêvão, Saulo interpela o expositor, por meio de ríspida conversa, na tentativa de desacreditá-lo perante a assembleia. Estêvão, porém, manteve-se sereno, respondendo com gentileza e firmeza os apartes do doutor da Lei.

 • Desse momento em diante destacam-se, nas sinagogas, os debates religiosos entre Saulo,

• Desse momento em diante destacam-se, nas sinagogas, os debates religiosos entre Saulo, o orgulhoso fariseu, e Estêvão, o humilde e iluminado cristão. Gamaliel, o generoso e brilhante rabino, orientador de Saulo, sempre presente aos debates, contribuía com palavras ponderadas, buscando acalmar os ânimos. • Inconformado com as serenas proposições de Estêvão, Saulo perturbou-se, e, deixando levar-se pelo orgulho, denunciou Estêvão ao Sinédrio, onde montou um ardiloso esquema de condenação com apoio de amigos. • Durante o julgamento, a defesa de Estêvão no Sinédrio foi brilhante, revelando a grandeza do seu Espírito.

 • Teve oportunidade também de demonstrar o domínio que possuía das Escrituras, discursando

• Teve oportunidade também de demonstrar o domínio que possuía das Escrituras, discursando com serenidade e segurança. (Atos dos Apóstolos, 7: 11 -54). • Foi, entretanto, implacavelmente julgado e condenado à morte por apedrejamento, homicídio aprovado por Saulo. (Atos dos apóstolos, 7: 55 -60). • Mesmo sendo acusado de blasfemador, caluniador e feiticeiro Estêvão manteve-se firme até o final, quando entregou sua alma a Deus. • Nessa hora suprema, recordava os mínimos laços de fé que o prendiam a uma vida mais alta.

 • Lembrou de todas as orações prediletas da infância. Fazia o possível por

• Lembrou de todas as orações prediletas da infância. Fazia o possível por fixar na retina o quadro da morte do pai supliciado e incompreendido. • Intimamente, repetia o Salmo 23 de David, qual fazia junto da irmã, nas situações que pareciam insuperáveis. • “O Senhor é meu pastor. Nada me faltará…” • As expressões dos Escritos Sagrados, como as promessas do Cristo no Evangelho, estavam-lhe no âmago do coração. • O corpo quebrantava-se no tormento, mas o Espírito estava tranquilo e esperançoso.

 • Antes de emitir o último suspiro, Estêvão perdoa Saulo e os demais

• Antes de emitir o último suspiro, Estêvão perdoa Saulo e os demais perseguidores, adentrando vitorioso no mundo espiritual. • Para o futuro apóstolo dos Gentios, entretanto, iniciava-se a sua “via crucis”, marcada por uma dor extrema: acabara de perseguir, condenar e aprovar a matança do irmão de Abigail, o seu amor adorado. • Compreendeu, assim, que os seus sonhos conjugais e familiares estavam definitivamente comprometidos.

ESTÊVÃO – O PRIMEIRO MÁRTIR

ESTÊVÃO – O PRIMEIRO MÁRTIR

DE SAULO A PAULO • Paulo é conhecido como o Apóstolo dos Gentios (Atos

DE SAULO A PAULO • Paulo é conhecido como o Apóstolo dos Gentios (Atos dos Apóstolos, 9: 15. Gálatas, 1: 15 -23. Efésios, 3: 1 -6), em razão do devotado trabalho evangélico que realizou junto aos povos pagãos. • Nasceu em Tarso, capital da Cilícia, no início do séc. I da nossa era (Atos dos Apóstolos, 9: 11; 21: 39; 22: 3), recebendo o nome hebraico de Saulo. Fazia parte de uma família judaica helenística, da tribo de Benjamim (Filipenses, 3: 5 e Romanos, 11: 1), cujos integrantes eram judeus da diáspora. Na infância, aprendeu sobre a sua herança judaica na sinagoga local de Tarso.

 • No entanto, obteve os estágios finais de sua educação religiosa em Jerusalém,

• No entanto, obteve os estágios finais de sua educação religiosa em Jerusalém, sob a orientação do rabino Gamaliel (Atos dos Apóstolos, 5: 34 e 22: 3). Era também cidadão romano, por ter nascido numa província de Roma. (Atos dos Apóstolos, 22: 2528; 23: 27) A Cilícia era um distrito da Ásia Menor, situado próximo da Síria, pertencendo à província de Acaia. • Com a morte de Estêvão, a vida do impetuoso doutor da Lei sofre profunda e irreversível transformação. Alucinado por descobrir que Estêvão é o mesmo Jeziel, irmão desaparecido da sua amada noiva Abigail, vê desmoronar os seus sonhos matrimoniais.

 • Abigail, por outro lado, afastada de Saulo, se converte ao Cristianismo, recebendo

• Abigail, por outro lado, afastada de Saulo, se converte ao Cristianismo, recebendo de Ananias as luzes sagradas da nova revelação. Não muito tempo depois da sua conversão ao Cristianismo, Abigail cai irremediavelmente doente, vindo a morrer nos braços de um Saulo enlouquecido de dor. • Durante três dias, Saulo deixou-se ficar em companhia dos amigos generosos, recordando a noiva inesquecível. Profundamente abatido, procurava remédio para as mágoas íntimas, na contemplação da paisagem que Abigail tanto amara. […] Acusava a si próprio de não haver chegado mais cedo para arrebatá-la à enfermidade dolorosa.

 • Pensamentos amargos o atormentavam, tomado de angustioso arrependimento. Afinal, com a rigidez

• Pensamentos amargos o atormentavam, tomado de angustioso arrependimento. Afinal, com a rigidez das suas paixões, aniquilara todas as possibilidades de ventura. • Com o rigorismo de sua perseguição implacável, Estêvão encontrara o suplício terrível; com o orgulho inflexível do coração, atirara a noiva ao antro indevassável do túmulo. • Entretanto, não podia esquecer que devia todas as coincidências penosas àquele Cristo crucificado, que não pudera compreender. Ensandecido pela dor, o orgulhoso fariseu transferiu sua mágoa e revolta para Jesus e para seus seguidores.

 • Saulo de Tarso galvanizava o ódio pessoal ao Messias escarnecido. Agora que

• Saulo de Tarso galvanizava o ódio pessoal ao Messias escarnecido. Agora que se encontrava só […] buscava concentrar esforços na punição e corretivo de quantos encontrava transviados da Lei. Julgando-se prejudicado pela difusão do Evangelho, renovaria processos da perseguição infamante. • Sem outras esperanças, sem novos ideais, já que lhe faltavam os fundamentos para constituir um lar, entregar-se-ia de corpo e alma à defesa de Moisés, preservando a fé e a tranquilidade dos compatrícios. • Elabora então um plano de perseguição aos cristãos, especialmente dirigido a Ananias, responsável direto pela conversão de Abigail.

 • Posteriormente, apresenta esse plano ao Sinédrio, esclarecendo que, a despeito da paz

• Posteriormente, apresenta esse plano ao Sinédrio, esclarecendo que, a despeito da paz reinante em Jerusalém, obtida pelo encarceramento dos principais líderes da igreja do “Caminho”, o mesmo não acontecia nas cidades de Jope e Cesareia onde eram frequentes os distúrbios provocados pelos adeptos do Cristo. • Concluindo a exposição, afirma: Não somente nesses núcleos precisamos desenvolver a obra saneadora, mas, ainda, agora, chegam-se notícias alarmantes de Damasco, a requerem providências imediatas. Localizam-se ali perigosos elementos. Um velho chamado Ananias, lá está perturbando a vida de quantos necessitam de paz nas sinagogas.

 • Não é justo que o mais alto tribunal da raça se desinteresse

• Não é justo que o mais alto tribunal da raça se desinteresse das coletividades israelitas noutros setores. • Proponho, então, estendermos o benefício dessa campanha a outras cidades. • Para esse fim, ofereço todos os meus préstimos pessoais, sem ônus à causa que servimos. • Bastar-me-á, tão só, o necessário documento de habilitação, a fim de acionar todos os recursos que me pareçam acertados, inclusive o da própria pena de morte, quando se julgue necessária e oportuna.

A Conversão de Saulo de Tarso ao Cristianismo • O plano de Saulo foi

A Conversão de Saulo de Tarso ao Cristianismo • O plano de Saulo foi totalmente aceito pelo Sinédrio que lhe concedeu liberdade para agir livremente. • De posse das cartas de habilitação para agir convenientemente, em cooperação com as sinagogas de Damasco, aceitou a companhia de três varões respeitáveis, que se ofereceram a acompanhá-lo na qualidade de servidores muito amigos. A fim de três dias, a pequena caravana se deslocou de Jerusalém para a extensa planície da Síria. • As ações de Paulo antes da sua conversão, iniciada, propriamente, na estrada de Damasco foram guiadas por uma consciência mal informada.

 • Assume a postura do inquisidor religioso que não oferece espaço mental para

• Assume a postura do inquisidor religioso que não oferece espaço mental para as orientações superiores ou para ponderações justas proferidas por amigos, por exemplo, as de Gamaliel. • Não satisfeito com a perseguição que promoveu em Jerusalém, pediu cartas ao príncipe dos sacerdotes para aprisionar, nas sinagogas de Damasco, os cristãos que ali buscavam abrigo. (Atos dos Apóstolos, 9: 1, 2). • Aproximando-se de Damasco, subitamente uma luz vinda do céu o envolveu de claridade. • Caindo por terra, ouviu uma voz que lhe dizia:

 • “Saulo, por que me persegues? ” Ele perguntou: “quem és, Senhor? ”

• “Saulo, por que me persegues? ” Ele perguntou: “quem és, Senhor? ” E a resposta: “Eu sou Jesus, a quem tu estás perseguindo. Mas levante-te, entra na cidade, e te dirão o que deves fazer. • Os homens que com ele viajavam detiveram-se, emudecidos de espanto, ouvindo a voz mas não vendo ninguém. Saulo ergueu-se do chão. Mas, embora tivesse os olhos abertos, não via nada. Conduzindo-o, então, pela mão, fizeram-no entrar em Damasco. • Esteve três dias sem ver, e nada comeu ou bebeu. Ora, vivia em Damasco um discípulo chamado Ananias. O Senhor lhe disse em visão:

 • “Ananias!” Ele respondeu: “Estou aqui Senhor!” E o Senhor prosseguiu: “Levanta-te, vai

• “Ananias!” Ele respondeu: “Estou aqui Senhor!” E o Senhor prosseguiu: “Levanta-te, vai pela rua chamada Direita e procura, na casa de Judas, por alguém de nome Saulo, de Tarso. Ele está orando e acaba de ver numa visão um homem chamado Ananias entrar e lhe impor as mãos para que recobre a vista. ” • Ananias respondeu: • “Senhor, ouvi de muitos, a respeito deste homem, quantos males fez a teus santos em Jerusalém. • E está aqui com a autorização dos chefes dos sacerdotes para prender a todos os que invocam o teu nome. ”

 • Mas o Senhor insistiu: “Vai, porque este homem é para mim um

• Mas o Senhor insistiu: “Vai, porque este homem é para mim um instrumento de escol para levar o meu nome diante das nações pagãs, dos reis, e dos filhos de Israel. Eu mesmo lhe mostrarei quanto lhe é preciso sofrer em favor do meu nome. ” • Ananias partiu. Entrou na casa, impôs sobre ele as mãos e disse: • “Saulo, meu irmão, o Senhor me enviou, Jesus o mesmo que te apareceu no caminho por onde vinhas. É para que recuperes a vista e fique repleto do Espírito santo. ” Logo caíram-lhe dos olhos umas como escamas, e recobrou a vista.

 • Recebeu, então, o batismo e, tendo tomado alimento, sentiu-se reconfortado. Saulo esteve

• Recebeu, então, o batismo e, tendo tomado alimento, sentiu-se reconfortado. Saulo esteve alguns dias com os discípulos em Damasco e, imediatamente, nas sinagogas, começou a proclamar Jesus, afirmando que ele é o filho de Deus. • Todos os que o ouviam ficavam estupefatos e diziam: “mas não é este o que devastava em Jerusalém os que invocavam esse nome, e veio para cá expressamente com o fim de prendê-los e conduzi-los aos chefes sacerdotes? ” Saulo, porém, crescia mais em poder e confundia os judeus que moravam em Damasco, demonstrando que Jesus é o Cristo. (Atos dos Apóstolos, 9: 3 -22).

 • Os acontecimentos relativos à conversão de Saulo, merecem reflexões mais aprofundadas. •

• Os acontecimentos relativos à conversão de Saulo, merecem reflexões mais aprofundadas. • O socorro concedido a Paulo de Tarso oferece, porém, ensinamento profundo. • Antes de recebê-lo, o ex-perseguidor rende-se incondicionalmente ao Cristo; penetra a cidade, em obediência à recomendação divina, derrotado e sozinho, revelando extrema renúncia, onde fora aplaudido triunfador. • Acolhido em hospedaria singela, abandonado de todos os companheiros, confiou em Jesus e recebeu-lhe a sublime cooperação.

 • É importante notar, contudo, que o Senhor, utilizando a instrumentalidade de Ananias,

• É importante notar, contudo, que o Senhor, utilizando a instrumentalidade de Ananias, não lhe cura senão os olhos, restituindo-lhe o dom de ver. Paulo sente que lhe caem escamas dos órgãos visuais e, desde então, oferecendo-se ao trabalho do Cristo, entra no caminho do sacrifício, a fim de extrair, por si mesmo, as demais escamas que lhe obscureciam as outras zonas do ser. • É raro alguém transformar-se tão rapidamente, como aconteceu com Saulo. Sob o influxo da presença e chamamento do Mestre, na estrada de Damasco, o impetuoso fariseu muda radicalmente a sua posição na vida: de perseguidor passa a ser protetor de todos os cristãos.

 • Não é difícil imaginar os sacrifícios e conflitos que o doutor de

• Não é difícil imaginar os sacrifícios e conflitos que o doutor de Tarso vivenciou para se transformar em discípulo sincero do Evangelho. Deve ter experimentado enormes dificuldades nos inevitáveis testemunhos. Importa considerar, porém, o significativo amparo fraternal que recebeu de muitos, um bálsamo para aliviar as suas chagas morais. • Neste sentido, esclarece Emmanuel: O Mestre, para estender a sublimidade do seu programa salvador, pede braços humanos que o realizem e intensifiquem. Começou o apostolado, buscando o concurso de Pedro e André, formando, em seguida, uma assembleia de doze companheiros para atacar o serviço da regeneração. […]

 • Ainda mesmo quando surge, pessoalmente, buscando alguém para a sua lavoura de

• Ainda mesmo quando surge, pessoalmente, buscando alguém para a sua lavoura de luz, qual aconteceu na conversão de Paulo, o Mestre não dispensa a cooperação dos servidores encarnados. Depois de visitar o doutor de Tarso, diretamente, procura Ananias, enviando-o a socorrer o novo discípulo. • Todos os Apóstolos do Mestre haviam saído do teatro humilde de seus gloriosos ensinamentos; mas, se esses pescadores valorosos eram elevados Espíritos em missão, precisamos considerar que eles estavam muito longe da situação de espiritualidade do Mestre, sofrendo as influências do meio a que foram conduzidos.

 • Tão logo se verificou o egresso do Cordeiro às regiões da Luz,

• Tão logo se verificou o egresso do Cordeiro às regiões da Luz, a comunidade cristã, de modo geral, começou a sofrer a influência do judaísmo, e quase todos os núcleos organizados, da doutrina, pretenderam guardar feição aristocrática, em face das novas igrejas e associações que se fundavam nos mais diversos pontos do mundo. • É então que Jesus resolve chamar o Espírito luminoso e enérgico de Paulo de Tarso ao exercício do seu ministério. Essa deliberação foi um acontecimento dos mais significativos na história do Cristianismo. As ações e as epístolas de Paulo tornam-se poderoso elemento de universalização da nova doutrina.

 • De cidade em cidade, de igreja em igreja, o convertido de Damasco,

• De cidade em cidade, de igreja em igreja, o convertido de Damasco, com o seu enorme prestígio, fala do Mestre, inflamando os corações. • A princípio, estabelece entre ele e os demais apóstolos uma penosa situação de incompreensibilidade, mas sua influência providencial teve por fim evitar uma aristocracia injustificável dentro da comunidade cristã, nos seus tempos inesquecíveis de simplicidade e pureza. • Concluindo o seu período em Damasco, onde recebeu o auxílio de Ananias e conheceu a mensagem de Jesus, Saulo parte para o deserto, vivendo no oásis de Palmira como humilde tecelão de tendas.

 • Nessa localidade, prossegue no seu aprendizado, tendo oportunidade de vir a conhecer

• Nessa localidade, prossegue no seu aprendizado, tendo oportunidade de vir a conhecer o idoso Esequias, irmão de Gamaliel, cristão valoroso, assim como o casal Prisca (Priscila) e Áquila, judeus também convertidos ao Cristianismo. • Retornando a Jerusalém, após estágio no deserto, os cristãos fugiam dele, temerosos. Por influência de Barnabé, Saulo foi conduzido aos apóstolos que, após ouvirem o relato dos acontecimentos na estrada de Damasco, passaram a aceitá-lo como discípulo. Sendo, porém, ameaçado de morte por alguns judeus, os apóstolos levaram-no a Cesáreia e, depois, a Tarso. (Atos dos Apóstolos, 9: 2 -30)

 • Os cristãos que se dispersaram após a morte de Estêvão, em consequência

• Os cristãos que se dispersaram após a morte de Estêvão, em consequência da perseguição de Saulo, espalharam-se pela Fenícia, Chipre e Antioquia, pregando, nessas localidades, os ensinamentos de Jesus. A notícia desta pregação, porém, se espalhou, chegando aos ouvidos de Barnabé, que se encontrava em Jerusalém. Entusiasmado, este apóstolo partiu para Tarso em busca de Paulo e, durante um ano, pregaram juntos o Evangelho na igreja recém-criada de Antioquia, para judeus e gentios. • Foi em Antioquia, que os discípulos, pela primeira vez, foram chamados de “cristãos”. (Atos dos Apóstolos, 11: 25, 26) A palavra cristão significa “[…] partidários ou sectários do Cristo (gr. Chistós, forma popular de Chrestós). Ao criarem esta alcunha, os gentios de Antioquia tomaram o título de “Cristo” (Ungido, Messias) por um nome próprio”.

 • A missão de Paulo não foi fácil. Sofreu toda sorte de atribulações.

• A missão de Paulo não foi fácil. Sofreu toda sorte de atribulações. No entanto, a partir da sua conversão na estrada de Damasco, em torno do ano 36 da nossa era, […] ele vai consagrar toda a sua vida ao serviço de Cristo que o “conquistou” (Filipense, 3: 12). • Depois de uma temporada na Arábia e do regresso a Damasco (Gálatas, 1: 17), onde ele já prega (Atos dos Apóstolos, 9: 20), sobe a Jerusalém pelo ano 39 (Gálatas, 1: 18; Atos dos Apóstolos, 9: 30), de onde é reconduzido a Antioquia por Barnabé, com o qual ensina. (Atos dos Apóstolos, 9: 26, 27 e 11: 25, 26).

 • A missão de Paulo pode ser resumida em três palavras: fé, esperança

• A missão de Paulo pode ser resumida em três palavras: fé, esperança e caridade. “Agora, portanto, permanecem fé, esperança e caridade, estas três coisas. A maior delas, porém, é a caridade. ” (1 Coríntios, 13: 13) • A fé é uma posse antecipada do que se espera, um meio de demonstrar as realidades que não se veem. E para demonstrá-lo, discorreu longamente sobre todas as coisas maravilhosas que os hebreus haviam aceitado, no passado, pelo puro e singular testemunho da fé. • Ancorava-se a fé na retidão do homem, pois o justo vive pela sua fé, sustentando-se nela, confiante nela.

 • Não, contudo uma fé passiva, de braços cruzados, nem uma fé apoiada

• Não, contudo uma fé passiva, de braços cruzados, nem uma fé apoiada simplesmente nos velhos preceitos da lei de Moisés. A fé precisava ser ativa, construtiva, fraterna, atuante, fortalecida na esperança, dinamizada na caridade. A esperança, em Paulo, está intimamente ligada à fé “[…] que, por sua vez, vem do testemunho daqueles que viram e falaram com um ser oficialmente morto. ” • A ressurreição do Cristo é o seu argumento decisivo em relação à esperança. Na estrada de Damasco, ele viu o Cristo vivo e recoberto de luz, depois de estar oficialmente morto há vários anos.

 • Dessa forma, para Paulo, a descoberta mais retumbante foi que o ser

• Dessa forma, para Paulo, a descoberta mais retumbante foi que o ser não morre para sempre; que existe a grandeza da imortalidade, a existência de outro corpo leve e luminoso que permite a sobrevivência do Espírito; de que há um reino de glórias e alegrias à espera de cada um de nós; de que é preciso aceitar a leve tribulação do momento que passa, como ele afirmava, em troca de um enorme caudal de glória eterna. • A fé e esperança, porém, embora pessoais, e, muitas vezes, incomunicáveis, intransferíveis por simples tradição, não seriam conquistas inativas, estáticas e infrutíferas.

 • Na dinâmica do amor, convertido em caridade, elas poderiam expandir-se, acendendo em

• Na dinâmica do amor, convertido em caridade, elas poderiam expandir-se, acendendo em outros corações o fogo sagrado. Da esperança primeiro, para, mais tarde, chegar à terceira irmã: a fé, como um retorno sobre si mesma. […] • A fé e o amor devem contemplar o futuro com o olhar da confiança e, portanto, da esperança. A fé, unida à esperança, pode ser apenas egoísmo. A esperança e o amor podem não ser suficientes para construir a fé e, nesse caso, a felicidade seria apenas uma hipótese. • É preciso as três, como acentuou Paulo, e todos aspirassem às três, mas a maior delas é o amor…

 • Fica claro, assim, porque um dos mais belos textos de sua autoria

• Fica claro, assim, porque um dos mais belos textos de sua autoria é o capítulo 13, da primeira epístola aos coríntios, que versa sobre a caridade e o amor. Assim como o capítulo 11, epístola aos hebreus, que trata da fé. • Não nos esqueçamos, contudo, de que, balanceado as duas, em sua mente privilegiada, ele conclui que o amor ainda é mais importante do que a própria fé, especialmente a dinâmica do amor que se expressa na caridade, no serviço ao próximo, a tônica do pensamento de Jesus. • A fé foi, sem dúvida, o instrumento que garantiu a Paulo a força moral para vencer as vicissitudes da vida.

 • Todavia, soube compreender que somente o amor faz o homem elevar-se aos

• Todavia, soube compreender que somente o amor faz o homem elevar-se aos píncaros da felicidade verdadeira. • Coloca assim, sem equívoco, a caridade acima até da fé. É que a caridade está ao alcance de toda gente: do ignorante, como do sábio, do rico, como do pobre, e independe de qualquer crença em particular. • Faz mais: • Define a verdadeira caridade, mostra-a não só na beneficência, como no conjunto de todas as qualidades do coração, na bondade e na benevolência para com o próximo.

SAULO NA ESTRADA DE DAMASCO

SAULO NA ESTRADA DE DAMASCO

AS VIÁGENS DE PAULO

AS VIÁGENS DE PAULO

A ESTRADA DE DAMASCO • "Este é para mim um Vaso Escolhido". - (Atos,

A ESTRADA DE DAMASCO • "Este é para mim um Vaso Escolhido". - (Atos, 9: 15). • Todas as criaturas, independentemente de sua evolução ou religião, experimentam, na vida, um momento crítico, que, pode-se dizer, é a sua "Estrada de Damasco", que tem a finalidade de operar, em maior ou menor intensidade, a transformação verificada na vida do Apóstolo Paulo. • Não diremos que esse momento se manifesta com a mesma retumbância daquele ocorrido na "Estrada de Damasco", que teve com protagonista aquele que seria o Apóstolo dos Gentios.

 • Entretanto, Deus convoca os indivíduos de diversas maneiras e com finalidades específicas.

• Entretanto, Deus convoca os indivíduos de diversas maneiras e com finalidades específicas. Logicamente, a veemência daquele chamado divino varia de alma para alma, na razão direta da sua tendência e elevação. • No caso do "Converso de Damasco", aquela manifestação teve por finalidade dois objetivos: fazer cessar a mais calamitosa perseguição movida contra os cristãos, encetada por Paulo de Tarso e, concomitantemente, despertar uma consciência ressequida pelos dogmas e pelo fanatismo religioso. • Paulo de Tarso foi, a seu tempo, um dos mais ferozes perseguidores dos discípulos de Jesus.

 • Foi o causador direto da morte, por apedrejamento, de Estêvão, um glorioso

• Foi o causador direto da morte, por apedrejamento, de Estêvão, um glorioso pregador evangélico, e desejava poder abranger pela sua perseguição outros discípulos do Mestre. • Não obstante a sua condição de perseguidor implacável dos cristãos, Paulo era o "Vaso Escolhido" por Jesus; era um Espírito que veio à Terra para ser ardoroso cristão. • O obstáculo oferecido pela matéria impedia-o de perceber a luz que raiava no mundo, com o advento do Cristo; por isso, foi necessário operar-se o fenômeno maravilhoso da "Estrada de Damasco", para convocá-lo à realidade. .

 • Entretanto, dado o uso que todas as criaturas podem fazer do livre-arbítrio,

• Entretanto, dado o uso que todas as criaturas podem fazer do livre-arbítrio, Paulo poderia ter atribuído àquela demonstração divina uma circunstância qualquer, à semelhança do que fazem muitos homens e mulheres, e ter permanecido em seu persistente fanatismo, em sua intransigência, preferindo respeitar leis arcaicas. • Esse chamamento do Alto é extensivo a todos os homens, variando de forma. • Para uns, essa forma se patenteia por meio de manifestações ostensivas de Espíritos, como foi o caso de Paulo de Tarso e Joana D'Arc; para outros, ele se reveste sob a capa da enfermidade, conforme o sucedido com S. Francisco de Assis; ainda para outros, vem como uma coisa inata, que convoca o indivíduo ao estudo das coisas divinas, segundo aconteceu com Allan Kardec. .

 • A dor se manifesta através de enfermidades, abalos morais ou de qualquer

• A dor se manifesta através de enfermidades, abalos morais ou de qualquer outra maneira; de um modo geral, representa ser eficiente veículo na convocação dos Espíritos encarnados para tarefas mais importantes na vida. • A dor, reiteradas vezes, faz com que se produza uma guinada na vida de muitos indivíduos, que passam a ver e sentir a vida como algo diferenciado da maneira que ela vinha sendo vivida até então, representando, assim, ser como uma "Estrada de Damasco", cujo resultado pode ser um processo de reforma interior, o escopo dos ensinamentos evangélicos. • Paulo A. Godoy

O OBJETIVO DA ESTADIA NO DESERTO • Ananias ministrou à Paulo os primeiros ensinamentos

O OBJETIVO DA ESTADIA NO DESERTO • Ananias ministrou à Paulo os primeiros ensinamentos da doutrina e, às margens do Rio Barada, recebeu o batismo. Em seguida, deu início à tarefa missionária, prontificando-se a propagar a Boa Nova. • Considerado enfermo por alguns e traidor por outros, conheceu na sinagoga de Damasco as primeiras humilhações de uma série que o acompanhariam no decorrer de sua existência. • Paulo partiu em direção de Palmira, cidade situada num oásis em pleno deserto, onde buscou orientação com o velho mestre Gamaliel.

 • Gamaliel o aconselhou a consolidar seus novos propósitos enquanto trabalhasse no tear,

• Gamaliel o aconselhou a consolidar seus novos propósitos enquanto trabalhasse no tear, e exilou-se por três anos no deserto de Dan, trabalhando como tecelão à sombra das tamareiras enquanto intensificava as pregações. • Iniciaria uma existência nova. Tomaria o tear com humildade. Alegrava-se, ao recordar que o Mestre não desdenhara, por sua vez, o banco de carpinteiro. O deserto lhe proporcionaria consolação, trabalho, silêncio. • Ganharia não mais o dinheiro fácil da admiração indevida, mas os recursos necessários à existência, com o subido valor dos obstáculos vencidos.

 • Gamaliel tinha razão. Não era lícito rogar o favor dos homens quando

• Gamaliel tinha razão. Não era lícito rogar o favor dos homens quando Deus lhe havia feito o maior de todos os favores, iluminando-lhe a consciência para sempre. • É verdade que em Jerusalém havia sido cruel verdugo, mas contava apenas trinta anos. Buscaria conciliar-se com todos a quem havia ofendido no seu rigorismo sectário. Sentia-se jovem, trabalharia para Jesus enquanto lhe restassem energias. • Para muitos de nós passa despercebido essa frase de Paulo de Tarso escrita para os Filipenses da cidade de Felipos, mas é de uma profundidade que merece um comentário singelo.

 • A palavra hebreu vem da raiz ‘a-vár’, que significa “passar, transitar, atravessar,

• A palavra hebreu vem da raiz ‘a-vár’, que significa “passar, transitar, atravessar, cruzar”. Esse nome denota de viajantes, aqueles que ‘passam adiante’, isto porque os israelitas por um tempo realmente levaram uma vida nômade, por isso tiveram uma história de migração, lutas, fugas e cativeiros, mas procuravam e conseguiram preservar sua cultura. • Paulo de Tarso na carta, afirmava que nós precisamos atravessar o deserto dentro de nós rumo a Deus, sendo Jesus o único e infalível modelo como nosso guia para fazer esta travessia, rumo a única e verdadeira terra prometida, a Casa do Pai. Por isso Jesus afirmou que na casa do Pai há várias moradas, deixando para nós a lição que cada situação evolutiva e moral do espírito temos uma Lar que nos atende em tudo desde os bens materiais, intelectuais e morais.

 • Não é fácil fazer essa travessia, é lenta, é dolorosa, penosa e

• Não é fácil fazer essa travessia, é lenta, é dolorosa, penosa e não raro, muitas das vezes sofrida porque não aceitamos a Verdade e não raro só aceitamos a nossa realidade baseado na visão que o mundo nos fez Ser, deixando assim de entender e obedecer as Leis de Deus e criando as nossas próprias leis e como consequência a dificuldade de aceitar o outro e a própria realidade. • Fazer essa travessia é buscar os nossos verdadeiros sentimentos e restabelecer o elo com Deus, deixar de ser o mundo e apenas viver no mundo como um lar transitório. Para isto devemos agir como uma criança, conselho de Jesus e deixar de ser infantil, como achar que ninguém te ama, de quem busca um amor eterno;

 • De que ninguém quer ser meu amigo, que ninguém presta, que as

• De que ninguém quer ser meu amigo, que ninguém presta, que as coisas tem que ser como você quer, de que tem Deus no coração sem realmente senti-lo, de ficar falando que tem Jesus no coração só para se mostrar para os outros e de viver na superficialidade das coisas. • Gerando assim consequências dolorosas no seu Eu como mágoa, ódio, rancor, ressentimentos, obsessões, desvaler de si, doenças mentais e físicas. • Ser criança é diferente de ser infantil, a criança sabe que é pequena diante do mundo e ama aprender as coisas e ser infantil é ser rebelde.

 • Podemos fazer a travessia junto com alguém ou com várias pessoas mas

• Podemos fazer a travessia junto com alguém ou com várias pessoas mas sempre será um ato de solidão pessoal pois ela está no íntimo de cada um, por isso será sempre intransferível assim com a felicidade vos é dado a conquistar, e ser feliz é estar na casa do pai comungando do seu amor e em paz consigo mesmo, fora disto será apenas alegria. • Só pode ser guia e luz aquele que já fez a travessia, você pode ficar encantado com os discursos de Buda, Lao Tse, Confúcio, Sócrates e outros grandes sábios da antiguidade, mas jamais eles exemplificaram na prática como Jesus o fez em perfeição quando esteve na Terra, por isso ele disse em João (14. 5, 6):

 • “Disse-lhe Tomé: Senhor, nós não sabemos para onde vais; e como podemos

• “Disse-lhe Tomé: Senhor, nós não sabemos para onde vais; e como podemos saber o caminho? • Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim. ” • Então cada um de nós é um hebreu caminhando pelo seu próprio deserto tendo como guia Jesus rumo ao retorno à Casa do Pai. • Avante diante do seu próprio deserto sempre com bom ânimo!!! • Ronaldo Faria.

A PROPAGAÇÃO DO CRISTIANISMO • A missão de Paulo • Todos os Apóstolos do

A PROPAGAÇÃO DO CRISTIANISMO • A missão de Paulo • Todos os Apóstolos do Mestre haviam saído do teatro humilde de seus gloriosos ensinamentos; mas, se esses pescadores valorosos eram elevados Espíritos em missão, precisamos considerar que eles estavam muito longe da situação de espiritualidade do Mestre, sofrendo as influências do meio a que foram conduzidos. • Tão logo se verificou o egresso do Cordeiro às regiões da Luz, a comunidade cristã, de modo geral, começou a sofrer a influência do judaísmo;

 • E quase todos os núcleos organizados, da doutrina, pretenderam guardar feição aristocrática,

• E quase todos os núcleos organizados, da doutrina, pretenderam guardar feição aristocrática, em face das novas igrejas e associações que se fundavam nos mais diversos pontos do mundo. • É então que Jesus resolve chamar o Espírito luminoso e enérgico de Paulo de Tarso ao exercício do seu ministério. Essa deliberação foi um acontecimento dos mais significativos na história do Cristianismo. • As ações e as epístolas de Paulo tornam-se poderoso elemento de universalização da nova doutrina. De cidade em cidade, de igreja em igreja, o convertido de Damasco, com o seu enorme prestígio, fala do Mestre, inflamando os corações.

 • A princípio, estabelece entre ele e os demais apóstolos uma penosa situação

• A princípio, estabelece entre ele e os demais apóstolos uma penosa situação de incompreensibilidade, mas sua influência providencial teve por fim evitar uma aristocracia injustificável dentro. • Queremos recordar que Paulo recebeu a dádiva santa da visão gloriosa do Mestre, às portas de Damasco, mas não podemos esquecer a declaração de Jesus relativa ao sofrimento que o aguardava, por amor ao seu nome. • Certo é que o inolvidável tecelão trazia o seu ministé rio divino; mas, quem estará no mundo sem um ministério de Deus? Muita gente dirá que desconhece a própria tarefa, que é insciente a tal respeito;

 • Mas nós poderemos responder que, além da ignorância, há desatenção e muito

• Mas nós poderemos responder que, além da ignorância, há desatenção e muito capricho pernicioso. Os mais exigentes advertirão que Paulo recebeu um apelo direto; mas, na verdade, todos os homens menos rudes têm a sua convocação pes soalao serviço do Cristo. As formas podem variar, mas a essência ao apelo é sempre a mesma. • O convite ao ministério chega, ás vezes, de maneira sutil, inesperada mente; a maioria, porém, resiste ao chamado generoso do Senhor. Ora, Jesus não é um mestre de violências e se a figura de Paulo avulta muito mais aos nossos olhos, é que ele ouviu, negou-se a si mesmo, arrependeu-se, tomou a cruz e seguiu o Cristo até ao fim de suas tarefas materiais.

 • Entre perseguições, enfermidades, apodos, zombarias, desilusões, deserções, pedradas, açoites e encarceramentos, Paulo

• Entre perseguições, enfermidades, apodos, zombarias, desilusões, deserções, pedradas, açoites e encarceramentos, Paulo de Tarso foi um homem intrépido e sincero, caminhando entre as sombras do mundo, ao encontro do Mestre que se fizera ouvir nas encruzilhadas da sua vida. • Foi muito mais que um predestinado, foi um realizador que trabalhou diariamente para a luz. • O Mestre chama-o, da sua esfera de claridades imor tais. Paulo tateia na treva das experiências humanas e responde: • Senhor, queres que eu faça?

 • Entre ele e Jesus havia um abismo, que o Apóstolo soube transpor

• Entre ele e Jesus havia um abismo, que o Apóstolo soube transpor em decênios de luta redentora e cons tante. Demonstrá-lo, para o exame do quanto nos compete em trabalho próprio, a fim de Ir ao encontro de Jesus, é o nosso objetivo. Outra finalidade deste esforço humilde é reconhecer que o Apóstolo não poderia chegar a essa possibilidade, em ação isolada no mundo. • Sem Estevão, não teríamos Paulo de Tarso. O gran de mártir do Cristianismo nascente alcançou influência muito mais vasta na experiência paulina, do que podería mosimaginar tão-só pelos textos conhecidos nos estudos terrestres.

 • A vida de ambos está entrelaçada com miste riosa beleza. A contribuição

• A vida de ambos está entrelaçada com miste riosa beleza. A contribuição de Estevão e de outras per sonagens desta história real vem confirmar a necessida dee a universalidade da lei de cooperação. E, para ve rificara amplitude desse conceito, recordemos que Jesus, cuja misericórdia e poder abrangiam tudo, procurou a companhia de doze auxiliares, a fins de empreender a re novação do mundo. • Aliás, sem cooperação, não poderia existir amor; e o amor é a força de Deus, que equilibra o Universo. Desde já, vejo os críticos consultando textos e com binando versículos para trazerem à tona os erros do nosso tentame singelo.

 • Aos bem-intencionados agradecemos sin ceramente, por conhecer a nossa expressão de criatura

• Aos bem-intencionados agradecemos sin ceramente, por conhecer a nossa expressão de criatura falível, declarando que este livro modesto foi grafado por um Espírito para os que vivam em espírito; e ao pedan tismo dogmático, ou literário, de todos os tempos, recorremos ao próprio Evangelho para repetir que, se a letra mata, o espírito vivifica. • Oferecendo, pois, este humilde trabalho aos nossos irmãos da Terra, formulamos votos para que o exemplo do Grande Convertido se faça mais claro em nossos cora ções, a fim de que cada discípulo possa entender quanto lhe compete trabalhar e sofrer, por amor a Jesus-Cristo.

PAULO DE TARSO – O TECELÃO • Torturado pelas apreensões constantes da sua nova

PAULO DE TARSO – O TECELÃO • Torturado pelas apreensões constantes da sua nova vida, chegou a Cesaréia decidido a não se deter ali muito tempo. Entregou as cartas de Pedro que o recomendavam aos amigos fieis. Recebido com simpatia por todos, não teve dificuldades em retomar o caminho da cidade natal. • Batendo à porta do lar paterno, pela fisionomia indiferente dos servos, compreendeu como voltava transformado. Os dois criados mais antigos não o reconheceram. Ao fim de longa espera, o genitor foi recebê-lo.

 • O velho Isaac, amparando-se ao cajado, nas adiantadas expressões de um reumatismo

• O velho Isaac, amparando-se ao cajado, nas adiantadas expressões de um reumatismo pertinaz, não dissimulou um gesto largo de espanto. • É que reconhecer de pronto o filho. Paulo sentia-se cansado, derrotado, desiludido; necessitava de alento para recomeçar a existência num idealismo maior e até o pai o reprovava com perguntas absurdas! Ansioso de compreensão, retrucou de maneira comovedora: • -Meu pai, por piedade, acolhei-me!… Não estive doente, mas sou agora necessitado pelo espírito! Sinto que não poderei reiniciar carreira na vida sem algum repouso!… Estendei-me vossas mãos!…

 • -Não estiveste doente? Que significa, então, a triste comédia de Damasco? Os

• -Não estiveste doente? Que significa, então, a triste comédia de Damasco? Os filhos podem ser ingratos e conseguem esquecer, mas os pais, se nunca os retiram do pensamento, sabem sentir melhor a crueldade do seu proceder… Não te doeria ver-nos vencidos e humilhados com a vergonha que lançaste sobre nossa casa? Ralada de desgostos, tua mãe encontrou lenitivo na morte; mas, eu? • Acreditas-me insensível à tua deserção? Se eu resisti foi porque guardava a esperança de buscar Jeová, supondo que tudo não passasse de mal-entendido, que uma perturbação mental houvesse atirado contigo na incompreensão e nas críticas injustificáveis do mundo!…

 • Saulo podia enfrentar muitos homens armados, sem abdicar a coragem desassombrada que

• Saulo podia enfrentar muitos homens armados, sem abdicar a coragem desassombrada que lhe assinalava as atitudes. Podia verberar procedimento condenável dos outros, ocupar a mais perigosa tribuna para o exame das hipocrisias humanas, mas, diante daquele velhinho que não mais podia renovar a fé, e considerando a amplitude dos seus sagrados sentimentos paternais, não reagiu e começou a chorar. • Choras? – acentuou o ancião com grande secura. – Mas nunca te dei exemplos de covardia! Lutei com heroísmo nas dias mais difíceis, para que nada de faltasse. Tua fraqueza é filha do perjúrio, da traição. Tuas lagrimas vêm do remorso inelutável!

 • Como enveredaste, assim, pelo caminho da mentira execrável? Com que fim engendraste

• Como enveredaste, assim, pelo caminho da mentira execrável? Com que fim engendraste a cena de Damasco para repudiar os princípios que te alimentaram do berço? • Como abandonar a situação brilhante do rabino de que tanto esperávamos, para arvorar-se em companheiro de homens desclassificados, que nunca tiveram a tradição amorosa de um lar? Ante as acusações injustas, o moço tarsense soluçava, talvez pela primeira vez na vida. • Quando soube que ias desposar uma jovem sem pais conhecidos – prosseguia o velho implacável;

 • Surpreendi me e esperei que te pronunciasses diretamente, ralados de vergonha com

• Surpreendi me e esperei que te pronunciasses diretamente, ralados de vergonha com a ordem de prisão que a sinagoga de Damasco requisitava contra ti. • Várias vezes conjeturei se não seria essa criatura inferior, que elegeste, a causa de tamanhos desastres morais. Há mais de três anos levanto-me, diariamente, para refletir no teu criminoso proceder em detrimento dos mais sagrados deveres! • Ao ouvir aqueles conceitos injustos à pessoa de Abigail, o rapaz cobrou ânimo e murmurou com humildade: -Meu pai, essa criatura era uma santa! Deus não a quis neste mundo!

 • Talvez, se ela ainda vivesse, teria eu o cérebro mais equilibrado para

• Talvez, se ela ainda vivesse, teria eu o cérebro mais equilibrado para harmonizar a minha nova vida. -Nova vida? – glosou o pai irritado – queres dizer com isso? -Quero dizer que o episódio de Damasco não foi ilusão e que Jesus reformou minha vida. • -Como pode ser isso? Se a doutrina malfadada do carpinteiro de Nazaré impõe criminosa indiferença pelos laços mais santos da vida, como lhe negar nocividade e bastardia? • Será justo preferir um aventureiro, que morreu entre malfeitores, ao pai digno e trabalhador que envelheceu no serviço honesto de Deus? !… Isaac pareceu agravar a própria fúria.

 • -Mas, pai – dizia o moço em voz súplice –, o Cristo

• -Mas, pai – dizia o moço em voz súplice –, o Cristo é o Salvador prometido!… • Sou obrigado a reconhecer nas tuas atuais decisões um louco, ou um criminoso vulgar. Portanto, para que nossas atitudes se definam, peço-te que escolhas em definitivo, entre mim e o desprezível carpinteiro!… • -Meu pai, ambos precisamos de Jesus!… • -Tua escolha está feita! Nada tens a fazer nesta casa!… • -Então, adeus, meu pai!… Dizeis bem, porque estou certo de que o Messias não me abandonará!… A passos indecisos, aproximou-se da porta de saída.

 • Olhou, indiferente, o movimento da rua, como alguém que houvesse perdido todo

• Olhou, indiferente, o movimento da rua, como alguém que houvesse perdido todo o interesse de viver. Não dera ainda muitos passos, no seu incerto destino, quando ouviu chamarem-no com insistência. Em poucos instantes, o criado do pai entregava-lhe uma bolsa pesada exclamando em tom amistoso: • -Vosso pai manda este dinheiro como lembrança. Saulo experimentou no íntimo a revolta do “homem velho”. Imaginou invocar a própria dignidade para devolver a dádiva humilhante. • Assim procedendo ensinaria ao pai que era filho e não mendigo. Dar-lhe-ia uma lição, mostraria o valor próprio, mas, considerou ao mesmo tempo;

 • Que as provações rigorosas talvez se verificassem com assentimento de Jesus, para

• Que as provações rigorosas talvez se verificassem com assentimento de Jesus, para que seu coração ainda voluntarioso aprendesse a verdadeira humildade. • Assim compreendeu, num relance, e, buscando vencerse a si mesmo, tomou a bolsa com resignado sorriso, guardou-a humildemente entre as dobras da túnica, saudou o servo com expressões de agradecimento e disse, esforçando-se por evidenciar alegria: • -Sinésio, conte a meu pai o contentamento que me causou com a sua carinhosa oferta e diga-lhe que rogo a Deus que o ajude. Com o dinheiro que o pai lhe deu resolveu comprar um tear. Seria o recomeço da luta.

 • Assim, durante três anos, o solitário tecelão das vizinhanças do Tauro exemplificou

• Assim, durante três anos, o solitário tecelão das vizinhanças do Tauro exemplificou a humildade e o trabalho, esperando, devotadamente, que Jesus o convocasse ao testemunho. Transformado em rude operário, Saulo de Tarso apresentava notável diferença fisionômica. Acentuara-se-lhe a feição de asceta. • Os olhos, contudo, denunciando o homem ponderado e resoluto, revelavam igualmente uma paz profunda e indefinível. A existência corria sem outros pormenores de maior importância, quando, um dia foi surpreendido com a visita inesperada de Barnabé. O ex-levita de Chipre encontrava-se em Antioquia, a braços com sérias responsabilidades.

 • A igreja ali fundada reclamava a cooperação de servos inteligentes. A instituição

• A igreja ali fundada reclamava a cooperação de servos inteligentes. A instituição fora iniciada por discípulos de Jerusalém, sob os alvitres generosos de Simão Pedro. Ainda, aí, entrou a compreensão de Pedro para que não faltasse ao tecelão de Tarso o ensejo devido. • Observando a direção procurar o capacidade espiritual. as dificuldades, depois de indicar Barnabé para do núcleo do “Caminho”, aconselhou-o a convertido de Damasco, a fim de que sua alcançasse um campo novo de exercício • O ex-rabino edificou-se com a narração do outro e não teve dúvidas em atender ao apelo. Apenas apresentava uma condição, qual a de prosseguir no seu ofício de maneira a não ser pesado aos seus confrades de Antioquia. • Encontrado em: “www. siteespirita. com”

“JÁ NÃO SOU EU MAIS QUEM VIVE, MAS O CRISTO QUE VIVE ME MIM.

“JÁ NÃO SOU EU MAIS QUEM VIVE, MAS O CRISTO QUE VIVE ME MIM. ” • Paulo na sua ética, não permitiu o mercantilismo do Cristianismo. Pregou o Evangelho gratuitamente e justificou essa atitude: “Pregamos o Evangelho a vocês, trabalhando de dia e de noite, a fim de não sermos de peso para ninguém”. Até porque “tudo posso naquele que me fortalece”. • Paulo partiu para Jerusalém em 57 com uma coleta de dinheiro que realizou para atender as vítimas da grande fome que ocorreu na Judéia. Viajou para a Casa do Caminho para entregar a ajuda financeira da igreja de Antioquia;

 • Igreja essa que já era um centro importante para os fiéis após

• Igreja essa que já era um centro importante para os fiéis após a dispersão dos discípulos de Jesus que se seguiu ao martírio de Estevão, e foi aí em Antioquia que os seguidores de Jesus foram, pela primeira vez, chamados de cristãos, por sugestão de Lucas. • Paulo foi implacável contra a circuncisão, contra as restrições alimentares e contra os requerimentos da Tora, e isto provocou o rompimento final com os judeus. Foi notadamente acossado pelos judeus, que o consideravam um grande infiel. • Na sua derradeira ida a Jerusalém, o filho de Tarso causou um alvoroço ao aparecer no Templo, e somente escapou da morte por ter sido preso.

 • Ele foi então mantido encarcerado por quase 2 anos em Cesaréia até

• Ele foi então mantido encarcerado por quase 2 anos em Cesaréia até que um novo governador reabrisse seu processo em 59 d. C. • Paulo foi acusado de traição, por isso recorreu a César, alegando seu direito, como cidadão romano, de ser levado a um tribunal apropriado e de se defender das acusações. • Foi enviado para a capital do Império Romano por volta do ano 60; passou mais 2 anos em prisão domiciliar. • No caminho para Roma, Paulo sofreu um naufrágio em "Melite" (Malta).

 • Apesar de não ter sido o introdutor do Cristianismo em Roma, pois

• Apesar de não ter sido o introdutor do Cristianismo em Roma, pois já havia cristãos na capital do Império, quando aí chegou teve um desempenho importante na formação da Igreja na capital de César. • O noivo de Abigail, em face dos seus sobre-humanos testemunhos, desabafou: • “Eu vivo, mas já não sou eu que vivo, pois é Cristo que vive em mim. ”. • “Dos judeus recebi cinco chicotadas menos uma. Fui flagelado três vezes; uma vez fui apedrejado; três vezes naufraguei; passei um dia e uma noite em alto mar. . . ”.

 • Pressagiou ao discípulo Timóteo: “Meu sangue está para ser derramado, chegou o

• Pressagiou ao discípulo Timóteo: “Meu sangue está para ser derramado, chegou o tempo da minha partida. Combati o bom combate, terminei a minha corrida, conservei a fé. . . ”. • Paulo foi decapitado na Via Apia, em Roma, pela soldadesca romana nos primeiros meses do ano 67, durante a perseguição do insano imperador Nero. • Nessa conjuntura, o Apóstolo dos Gentios transportava a experiência de 59 anos de idade, sendo que 30 deles dedicados a intensa vida missionária, dos quais cerca de seis anos amargou prisões, açoites, apedrejamentos e, por fim, o fio da espada amaldiçoada do famigerado soldado de César.

 • Descreve Emmanuel que no momento da desencarnação, Paulo sentia a angústia das

• Descreve Emmanuel que no momento da desencarnação, Paulo sentia a angústia das derradeiras repercussões físicas; mas, em poucos minutos, experimentou alívio reparador. • Tomado de surpresa, foi recebido por Ananias, que o transportou a Jerusalém, e ali, foi orar a Jesus para ofertar-lhe o agradecimento. • Ananias e Paulo reuniram-se no cimo do Calvário e aí cantaram hinos de esperanças e de luz. • Lembrando os erros do passado amarguroso, Paulo de Tarso ajoelhou-se e elevou a Jesus fervorosa súplica.

 • Desenhou-se então, na tela do Infinito, um quadro de beleza singular e

• Desenhou-se então, na tela do Infinito, um quadro de beleza singular e surgiu na amplidão do espaço uma senda luminosa e três vultos que se aproximaram radiantes. • O Mestre estava ao centro, conservando Estevão à direita e Abigail ao lado do coração. O Mestre sorriu, indulgente e carinhoso, e falou: • - Sim, Paulo, sê feliz! Vem, agora, a meus braços, pois é da vontade de meu Pai que os verdugos e os mártires se reúnam, para sempre, no meu reino!. . . • E assim unidos, ditosos, os fiéis trabalhadores do Evangelho da redenção seguiram as pegadas do Cristo, em demanda às esferas da Verdade e da Luz. . .

1ª CARTA DE PAULO AOS CORÍNTIOS • “Ainda que eu falasse as línguas dos

1ª CARTA DE PAULO AOS CORÍNTIOS • “Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse Amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. • E ainda que tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse Amor, nada seria. • E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, se não tivesse Amor, nada disso me aproveitaria.

 • O Amor é paciente, é benigno; o Amor não é invejoso, não

• O Amor é paciente, é benigno; o Amor não é invejoso, não trata com leviandade, não se ensoberbece, não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal, não folga com a injustiça, mas folga com a verdade. • Tudo tolera, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. • O Amor nunca falha. • Havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá; porque, em parte conhecemos, e em parte profetizamos; mas quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado.

 • Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como

• Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino. • Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido. • Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; mas o maior destes é o Amor. ”

FAÇA UM NOVO ALVORECER NA VIDA DE UMA CRIANÇA FAÇA DOAÇÕES OU APADRINHE Fraternidadesemfronteiras.

FAÇA UM NOVO ALVORECER NA VIDA DE UMA CRIANÇA FAÇA DOAÇÕES OU APADRINHE Fraternidadesemfronteiras. gov. br

FONTES DE PESQUISAS • As 14 Epístolas de Paulo. • NUNES, João. ; Jesus

FONTES DE PESQUISAS • As 14 Epístolas de Paulo. • NUNES, João. ; Jesus Voltando. • Cristianismo, módulo II, Estêvão o 1º Mártir do Cristianismo, • Conversão e Missão de Paulo de Tarso, O Cristianismo, Módulo II; www. blibliadocaminho. com • A Nossa Estrada de Damasco, GODOY, Paulo A. ; www. acasadocaminho. com. br • É Preciso que Cada um Atravesse o Seu Deserto, FARIA, Ronaldo. ; www. ronaldocoop. wordpress. com • XAVIER, Francisco Cândido. ; Paulo e Estêvão; pelo Espírito de Emmanuel.