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A MEDIUNIDADE E A PRECE aloisiocolucci. wordpress. com O LIVRO DOS MÉDIUNS MÓDULO III – AULA 37 103 slides
OBJETIVOS • Mostrar que a prece e a mediunidade é o meio de harmonização espiritual, cuja eficácia nos faz haurir forças para reequilibrar o campo físico, mental e espiritual bem, como um facilitador de sintonia com os mentores que orientam a nossa caminhada evolutiva.
ABORDAGENS • • • • A Concentração Mediúnica; Os Mecanismos da Concentração Mediúnica; A Obtenção da Concentração Mediúnica; A Prece; A Importância da Prece; A Maneira Correta de Orar; Os Tipos de Prece; O Culto do Evangelho no Lar; A Fundamentação do Culto no Lar; A Importância e a Finalidade do Culto no Lar; O Significado do Culto no Lar; Como Fazer o Culto no Lar; O Roteiro para a Reunião; Jesus Contigo – Joanna de ngelis.
A CONCENTRAÇÃO MEDIÚNICA • Concentrar significa reunir num centro. Fazer convergir ou tornar mais denso, mais ativo qualquer ato. • Pode ainda dizer respeito a reunir as forças num ponto determinado, aplicar a atenção em algum assunto: meditar profundamente. • Concentração seria o mesmo que união de forças.
• Em termos de concentração mediúnica, podemos afirmar que constitui meio eficaz para se abrirem as portas que facultam o trânsito dos desencarnados, no incessante intercâmbio que documenta a sobrevivência e expressa a validade das aquisições morais intransferíveis. • Nesse sentido, consideremos a concentração mental de modo diverso dos que a comparam a interruptor de fácil manejo que, acionado;
• Oferece passagem à energia comunicante, sem mais cuidados… • A concentração, por isso mesmo, deve ser um estado habitual da mente em Cristo e não uma situação passageira junto ao Cristo. A concentração mediúnica é a base das comunicações espíritas. • Quando a concentração é deficiente, não há boa produção mediúnica e, em determinadas situações, é possível mesmo que não ocorra manifestação de Espíritos.
• Muitos estudiosos do Espiritismo se preocupam com o problema da concentração, em trabalhos de natureza espiritual. • Não são poucos os que estabelecem padrão ao aspecto exterior da pessoa concentrada, os que exigem determinada atitude corporal e os que esperam resultados rápidos nas atividades dessa ordem.
• Entretanto, quem diz concentrar, forçosamente se refere ao ato de congregar alguma coisa. […] • Boa concentração exige vida reta.
OS MECANISMOS DA CONCENTRAÇÃO MEDIÚNICA • Como qualquer outra atividade, a concentração se desenvolve pelo exercício. • Assim, o médium principiante deve armar-se de paciência e de perseverança, até que consiga praticá -la adequadamente. • Para tanto, o médium deve aprender a utilizar duas ferramentas importantes:
• o pensamento e a vontade. • O PENSAMENTO. • O Pensamento é força criativa, a exteriorizar-se, da criatura que o gera, por intermédio de ondas sutis, em circuitos de ação e reação no tempo, sendo tão mensurável como o fotônio que, arrojado pelo fulcro luminescente que o produz, percorre o espaço com velocidade determinada, sustentando o hausto fulgurante da Criação.
• A mente humana é um espelho de luz, emitindo raios e assimilando-os […]. É […] a energia coagulante de nossas aspirações e desejos. • O pensamento é um atributo do Espírito. É uma reflexão, ou um processo mental, criado ou refletido de outrem. Abrange o que sentimos e o que compreendemos. • É o resultado de uma operação mental, seja como fruto de um exame, ou de uma reflexão, na meditação ou na imaginação;
• A respeito de alguma coisa física ou metafísica. • Assim, quando a pessoa pensa, ela emite uma espécie de matéria sutil radiante, muito viva e com grande poder de plasticidade. • Entretanto, ele [o pensamento] ainda é matéria — a matéria mental, em que as leis de formação das cargas magnéticas ou dos sistemas atômicos prevalecem noutro sentido;
• Compondo o maravilhoso mar de energia sutil — em que todos nos achamos submersos […]. • O pensamento, ou fluxo energético do campo espiritual de cada criatura, é graduado nos mais diversos tipos de oscilação, desde os raios super-ultra curtos, em que se exprimem as legiões angélicas, através de processos ainda inacessíveis à nossa observação, passando pelas oscilações curtas;
• Médias e longas em que se exterioriza a mente humana, até as ondas fragmentárias dos animais, cuja vida psíquica, ainda em germe, somente arroja de si determinados pensamentos ou raios descontínuos. • É, pois, pelo pensamento que nos comunicamos com os Espíritos. É, igualmente, através do pensamento que eles captam as nossas ideias, os nossos desejos e nos respondem.
• O intercâmbio mediúnico está sempre fundamentado em entendimento mental. • Assim, a mediação entre dois planos diferentes, sem elevação de nível moral é estagnação na inutilidade. […] Indubitavelmente, divinas mensagens descerão do Céu à Terra. • Entretanto, para isso, é imperioso construir canalização adequada.
• Jesus espera pela formação de mensageiros humanos capazes de projetar no mundo as maravilhas do seu Reino. • Para atingir esse aprimoramento ideal é imprescindível que o detentor de faculdades psíquicas não se detenha no simples intercâmbio. • Ser-lhe-á indispensável a consagração de suas forças às mais altas formas de vida;
• Buscando na educação de si mesmo e no serviço desinteressado a favor do próximo o material de pavimentação de sua própria senda. • À medida que o ser humano evolui, aprende a controlar suas emissões mentais. • Esse controle é administrado pela vontade. • A VONTADE. • Em todos os domínios do Universo vibra;
• Pois, a influência recíproca. Tudo se desloca e renova sob os princípios de interdependência e repercussão. • O reflexo esboça a emotividade. • A emotividade plasma a ideia. A ideia determina a atitude e a palavra que comandam as ações. Assim, a […] vontade é a gerência esclarecida e vigilante, governando todos os setores da ação mental […]. Para considerar-lhe a importância, basta lembrar que ela é o leme de todos os tipos de força incorporados ao nosso conhecimento.
• O cérebro é o dínamo que produz a energia mental, segundo a capacidade de reflexão que lhe é própria; no entanto, na Vontade temos o controle que a dirige nesse ou naquele rumo, estabelecendo causas que comandam os problemas do destino. • Sem ela, o Desejo pode comprar ao engano aflitivos séculos de reparação e sofrimento, a inteligência pode aprisionar -se na enxovia da criminalidade, a imaginação pode gerar perigosos monstros na sombra;
• E a memória, não obstante fiel à sua função de registradora, conforme a destinação que a Natureza lhe assinala, pode cair em deplorável relaxamento. • Só a vontade é suficientemente forte para sustentar a harmonia do espírito. • Em verdade, ela não consegue impedir a reflexão mental, quando se trate da conexão entre os semelhantes, porque a sintonia constitui lei inderrogável, mas pode impor o jugo da disciplina sobre os elementos que administra, de modo a mantê-los coesos na corrente do bem.
• Numa reunião mediúnica, faz-se necessário desenvolver o controle da emissão mental dos seus participantes, por meio da ação disciplinadora da vontade. • Caso contrário, a reunião perde as características que lhes são próprias de funcionar como um todo harmônico, em que as pessoas vibram em uníssono, em torno de um mesmo propósito.
• A concentração mediúnica só é possível quando o médium aprende a controlar suas emanações mentais e a administrar as suas emoções, a partir do momento em que entra em sintonia com entidades espirituais. • Quando ocorre a concentração mediúnica, automaticamente se forma uma corrente mental, entre o médium e o Espírito comunicante, denominada corrente mediúnica.
• É através da corrente mental que “ouvimos” os pensamentos dos Espíritos. É por ela que eles se aproximam e fazem as ligações necessárias para que ocorra o intercâmbio mediúnico. • No homem a corrente mental assume feição mais elevada e complexa. No cérebro humano […], ela não se exprime tão só à maneira de impulso necessário à sustentação dos circuitos orgânicos, com base na nutrição e reprodução.
• É pensamento contínuo, fluxo energético incessante, revestido de poder criador inimaginável. Estabelecida a corrente mental, ei-la, […] que se espraia sobre o cosmo celular em que se manifesta, mantendo a fábrica admirável das unidades orgânicas […]. • A corrente mental, segundo anotamos, vitaliza, particularmente, todos os centros da alma e, consequentemente, todos os núcleos endócrinos e junturas plexiformes da usina física;
• Em cuja urdidura dispõe o Espírito de recursos para os serviços da emissão e recepção, ou exteriorização dos próprios pensamentos e assimilação dos pensamentos alheios. • Instalada a corrente mental, o resultado será a geração de um circuito mediúnico, que fornece campo propício à transmissão da mensagem do Espírito comunicante.
• Com a formação e manutenção do circuito mediúnico, o médium registra o pensamento e os sentimentos do Espírito comunicante, dando- lhe a oportunidade de ser ouvido ou visto pelos encarnados. • Aplica-se o conceito de circuito mediúnico à extensão do campo de integração magnética em que circula uma corrente mental, sempre que se mantenha a sintonia psíquica entre os seus extremos ou, mais propriamente, o emissor e o receptor.
• Fenômeno esse exatamente aplicável tanto à esfera dos Espíritos desencarnados quanto à dos Espíritos encarnados, porquanto exprime conjugação natural ou provocada nos domínios da inteligência, totalizando os serviços de associação, assimilação, transformação e transmissão da energia mental. • Para a realização dessas atividades, o emissor e o receptor guardam consigo possibilidades particulares nos recursos do cérebro;
• Em cuja intimidade se processam circuitos elementares do campo nervoso, atendendo a trabalhos espontâneos do Espírito, como sejam, ideação, seleção, autocrítica e expressão. • A Doutrina Espírita nos esclarece que não basta a ocorrência de reuniões mediúnicas, nem Espíritos que se comuniquem com os encarnados.
• É fundamental que os trabalhos mediúnicos sejam pautados em clima de equilíbrio, sobretudo quando o comunicante não revela a harmonia desejada. • A seriedade e a produtividade de uma reunião estão relacionadas com uma série de fatores, que podem ou não favorecer o intercâmbio mediúnico. • Cada componente do grupo precisa controlar ou disciplinar sua emissão mental.
A OBTENÇÃO DE CONCENTRAÇÃO MEDIÚNICA
• O Espírito, chegando a um meio que lhe seja completamente simpático, aí se sentirá mais à vontade […]. • Se os pensamentos forem divergentes, resultará daí um choque de ideias desagradáveis ao Espírito e, por conseguinte, prejudicial à comunicação. • O mesmo acontece com um homem que tenha de falar perante uma assembleia: se sente que todos os pensamentos lhe são simpáticos e benévolos;
• A impressão que recebe reage sobre as suas próprias ideias e lhe dá mais vivacidade. • A unanimidade desse concurso exerce sobre ele uma espécie de ação magnética que lhe decuplica os recursos, ao passo que a indiferença, ou a hostilidade o perturbam e paralisam. • O médium precisa estar consciente do papel que desempenha na reunião.
• Mediação entre dois planos diferentes, sem elevação de nível moral, é estagnação na inutilidade. […] Para atingir esse aprimoramento ideal é imprescindível que o detentor de faculdades psíquicas não se detenha no simples intercâmbio. • Ser-lhe-á indispensável a consagração de suas forças às mais altas formas de vida, buscando na educação de si mesmo e no serviço desinteressado a favor do próximo o material de pavimentação de sua própria senda. […]
• Não basta ver, ouvir ou incorporar Espíritos desencarnados, para que alguém seja conduzido à respeitabilidade. • Devemos ter consciência de que ser […] médium é ser ajudante do Mundo Espiritual. E ser ajudante em determinado trabalho é ser alguém que auxilia espontaneamente […]. • Se não podemos entender isso, observemos o avião, por mais simples que seja.
• Tudo é amparo inteligente e ação maquinal do comboio aéreo. Torres de observação esclarecem-lhe a rota e vigorosos motores garantem-lhe a marcha. • Cada componente do grupo precisa controlar ou disciplinar sua emissão mental. • Mas tudo pode falhar se falharem o entendimento e a disciplina no aviador que está dentro dele.
• A reunião deve ser a mais homogênea possível. • O poder de associação dos pensamentos dos participantes da reunião produzirá uma corrente mental e um circuito mediúnico, propícios à manifestação dos Espíritos. • Desde que o Espírito é de certo modo atingido pelo pensamento, como nós somos pela voz, vinte pessoas, unindo-se com a mesma intenção, terão necessariamente mais força do que uma só;
• Mas, a fim de que todos esses pensamentos concorram para o mesmo fim, preciso é que vibrem em uníssono; que se confundam, por assim dizer, em um só, o que não pode dar-se sem a concentração. • Toda reunião espírita deve, pois, tender para a maior homogeneidade possível. • Está entendido que falamos das em que se deseja chegar a resultados sérios e verdadeiramente úteis.
• Sendo o recolhimento e a comunhão dos pensamentos as condições essenciais a toda reunião séria, fácil é de compreender-se que o número excessivo dos assistentes constitui uma das causas mais contrárias à homogeneidade. • Se os pensamentos divergentes dos circunstantes são uma causa de perturbação e insucesso, por um efeito contrário, os pensamentos dirigidos para um objetivo comum;
• Sobretudo quando elevado, produzem vibrações harmônicas que difundem no ambiente uma impressão de calma, de serenidade, que penetra o médium e facilita a ação dos Espíritos. • Devemos, pois, entender que uma […] reunião mediúnica é um ser coletivo, cujas qualidades e propriedades são a resultante das de seus membros e formam como que um feixe.
• Ora, este feixe mais força terá, quanto mais homogêneo for. Os mais secretos pensamentos se revelam e interferem nas experiências mediúnicas. • Quando, às vezes, os membros de um grupo estão agitados por intensas preocupações, pode a linguagem do médium ressentir-se desse fato. • O mesmo se dará com a ação dos Espíritos sobre o médium e reciprocamente.
• A concentração exige, pois, a harmonia do pensamento de todos os integrantes da reunião, porque achando-se […] • A mente na base de todas as manifestações mediúnicas, quaisquer que sejam as características em que se expressem, é imprescindível enriquecer o pensamento, incorporando-lhe os tesouros morais e culturais […]. • Procederam acertadamente aqueles que compararam nosso mundo mental a um espelho.
• Refletimos as imagens que nos cercam e arremessamos na direção dos outros as imagens que criamos. • A equipe deve colaborar com os dirigentes espirituais em qualquer situação. • Uma reunião mediúnica será produtiva, se ocorrer concentração mediúnica. • A instabilidade do pensamento gera desarmonia na corrente vibratória.
• A equipe deve colaborar com os dirigentes espirituais em qualquer situação. • Uma reunião mediúnica será produtiva, se ocorrer concentração mediúnica. A instabilidade do pensamento gera desarmonia na corrente vibratória. • E esta desarmonia afeta o médium, propriamente dito, o qual, em determinados momentos, parece que perde “o fio das ideias”:
• Os colaboradores desencarnados geralmente procuram restabelecer o ritmo, o que nem sempre é possível, sobretudo quando os encarnados permanecem inquietos, deixando a mente vagar, criando imagens mentais alheias ao trabalho, preocupados com os afazeres domésticos ou impacientes com o desenrolar das atividades, na reunião. • No exercício mediúnico, aceitemos o ato de servir por lição das mais altas do mundo.
• E lembremo-nos de que assim como a vida possui trabalhadores para todos os misteres, há médiuns, na obra do bem, para a execução de tarefas de todos os feitios. • Nenhum existe maior que o outro. Nenhum está livre do erro. Todos, no entanto, guardam consigo a bendita possibilidade de auxiliar. • Esse tem a palavra que educa, aquele a mão que alivia e aquele outro a pena que consola.
• Esse traz a oração que eleva, aquele transporta a mensagem que reanima e aquele outro mostra a força de restaurar. • A cooperação espontânea é o supremo ingrediente da ordem […]. • Cooperar significa obediência construtiva aos impositivos da frente e socorro implícito ás privações da retaguarda.
• Quem ajuda é ajudado, encontrando, em silêncio, a mais segura fórmula de ajuste aos processos de evolução. • • Concentração mediúnica. Bíblia do Caminho – Estudos Espíritas. Encontrado em: www. bibliadocaminho. com
A PRECE • A prece é um ato de adoração. • Orar a Deus é pensar n’Ele; é aproximar-se d’Ele; é pôr-se em comunicação com Ele. • A três coisas podemos propor-nos por meio da prece: louvar, pedir e agradecer. • Pode-se dizer, também, que a prece é uma invocação, mediante a qual o homem entra, pelo pensamento, em comunicação com o ser a quem se dirige.
A IMPORT NCIA DA PRECE • Pela prece, obtém, o homem o concurso dos bons Espíritos, que acorrem a sustentá-lo em suas boas resoluções e a inspirar-lhes ideias sãs. • Ele adquire, desse modo, a força moral necessária a vencer as dificuldades e a volver ao caminho reto, se dele se afastou.
• Por esse meio, pode também desviar de si os males que atrairia pelas suas próprias faltas. • Está no pensamento o poder da prece, que por nada depende nem das palavras, nem do momento em que seja feita. • Pode-se, portanto, orar em toda parte, e a qualquer hora, a sós ou em comum.
A MANEIRA CORRETA DE ORAR • A verdadeira prece não deve ser recitada, mas sentida. • Não deve ser cômodo processo de movimentação de lábios, emoldurado, muita vez, por belas palavras, mas uma expressão de sentimento vivo, real, a fim de que realizemos legítima comunhão com a Espiritualidade Maior. • A prece outra coisa não é senão uma conversa que entretemos com Deus Nosso Pai;
• Com Jesus, Nosso Mestre e Senhor; com nossos amigos espirituais. É diálogo silencioso, humilde, contrito, revestido de unção e fervor, em que o filho, pequenino e imperfeito, fala com o Pai, Poderoso e Bom, Perfeição das Perfeições. • Quando o espírita ora, sabe, por antecipação, que sua prece não opera modificações na Lei, que é imutável; altera-nos, contudo, o mundo íntimo, que se retempera, valorosamente, de modo a enfrentarmos com galhardia as provas;
• Que se atenuam ao influxo da comunhão com o Mundo Espiritual Superior. • Jesus definiu, claramente, a maneira correta de orar, que pode ser entendida como as qualidades que a prece deve ter. • Ele nos recomenda que, quando orarmos, não nos devemos pôr em evidência, mas orar em secreto. • Que não é pela multiplicidade das palavras que seremos atendidos, mas pela sinceridade delas.
• Recomenda-nos, também, perdoar qualquer coisa que tenhamos contra o nosso próximo, antes de orar, visto que a prece agradável a Deus parte de um coração purificado pelo sentimento de caridade. • Esclarece, por fim, que a prece deve ser revestida de humildade, procurando cada um ver os seus próprios erros e não os do próximo.
• Quando Jesus nos recomenda orar secretamente ( «entrai para o vosso quarto e, fechada a porta, orai ao vosso Pai em secreto» , nas palavras de Mateus), não está estabelecendo um posicionamento ou postura especial, física ou mística, para entrar em comunhão com Deus. • Afinal, não podemos esquecer que existe uma multidão de pessoas no planeta que não possui nem mesmo um modesto quarto para se recolher.
• O que Jesus pretende é que busquemos o recolhimento para, a sós, dialogarmos com Deus. • No insulamento, a oração flui com maior maturidade, sem interferências, sem preocupações com fórmulas e formas, favorecendo a comunhão legítima com a Espiritualidade […] • Nesses instantes, orienta Jesus, não nos preocupemos em falar muito, como se as respostas estivessem condicionadas à prolixidade ou se fôssemos hábeis advogados empenhados em convencer o Céu a ajudar-nos.
• O essencial não é orar muito, mas orar bem. As preces muito longas, além de cansativas, podem revelar uma forma de ostentação que é sempre contrária à humildade. • Outra qualidade da prece é ser inteligível. • Quem ora sem compreender o que diz, habitua-se a valorizar mais as palavras do que os pensamentos; […] para ele as palavras é que são eficazes, mesmo que o coração em nada tome parte.
• A esse respeito o apóstolo Paulo nos fala com lucidez: se eu, pois, ignorar a significação da voz, serei estrangeiro para aquele que fala e ele estrangeiro para mim […]. A prece inteligível fala ao nosso Espírito. • Para isto não basta que seja dita em língua compreensível pelo que ora; há preces em língua vulgar que não dizem muito mais ao pensamento do que se o fossem em língua estranha;
• E que, por isso mesmo, não vão ao coração; as raras ideias que encerram são, às vezes, abafadas pela superabundância de palavras e pelo misticismo da linguagem. • A principal qualidade da prece é ser clara, simples e concisa, sem fraseologia inútil, nem luxo de epítetos, que não passam de vestimentas, de lantejoulas; • Cada palavra deve ter o seu alcance, despertar um pensamento, mover uma fibra;
• Numa palavra, deve fazer refletir; só com esta condição a prece pode atingir o seu objetivo, do contrário não passa de ruído. • A prece deve ser também espontânea, nascida do coração: • A prece é sempre agradável a Deus, quando ditada pelo coração, pois, para Ele, a intenção é tudo. Assim, preferível lhe é a prece do íntimo à prece lida, por muito bela que seja, se for lida mais com os lábios do que com o coração. • Agrada-lhe a prece, quando dita com fé, com fervor e sinceridade.
OS TIPOS DE PRECE • O mais perfeito modelo de concisão, no caso da prece, é, sem contradita, a Oração Dominical [Pai Nosso], verdadeira obra-prima de sublimidade na simplicidade; • Sob a mais reduzida forma, ela resume todos os deveres do homem para com Deus, para consigo mesmo e para com o próximo.
• O Pai Nosso deve ser visto não apenas como uma prece, mas também como um símbolo, que deve ser colocado em destaque acima de qualquer outra prece, seja porque procede do próprio Jesus (Mateus, 6. 9 -13), seja porque pode suprir a todas, conforme os pensamentos que se lhe conjuguem. • O Pai Nosso encerra um pedido das coisas necessárias à vida e o princípio da caridade.
• Quem o diga, em intenção de alguém, pede para este o que pediria para si. • Todas as preces podem ser definidas como sendo um apelo de nossa alma em ligação instantaneamente feita com o Mundo Espiritual, segundo os princípios de afinidade estabelecidos no intercâmbio mental. • Sendo a prece um apelo, evidentemente somos levados a, de acordo com as instruções dos Benfeitores Espirituais, classificá-las de vários modos.
• Em primeiro lugar, temos a prece vertical, isto é, aquela que, expressando aspirações realmente elevadas, se projetam na direção do Mais Alto, sendo, em face dos mencionados princípios de afinidade recolhidos pelos Missionários das Esferas Superiores. • Em segundo lugar, teremos a prece horizontal, traduzindo anseios vulgares […]. Encontrará ressonância entre aqueles Espíritos ainda ligados aos problemas terrestres.
• Por fim, temos a descendente. A essa não daremos a denominação de prece, substituindo-a por invocação […] Na invocação o apelo receberá a resposta de entidades de baixo tom vibratório. • São os petitórios inadequados, expressando desespero, rancor, propósitos de vingança, ambições etc. A prece é vertical, horizontal ou descendente, em decorrência do potencial mental de cada pessoa que ora, ou dos sentimentos que ela expressa.
• A prece, qualquer que ela seja, é ação provocando a reação que lhe corresponde. Conforme a sua natureza, paira na região em que foi emitida ou eleva-se mais, ou menos, recebendo a resposta imediata ou remota, segundo as finalidades a que se destina. • Desejos banais encontram realização próxima na própria esfera em que surgem. Impulsos de expressão algo mais nobre são amparados pelas almas que se enobreceram.
• Ideais e petições de significação profunda na imortalidade remontam às alturas. • Cada prece, tanto quanto cada emissão de força, se caracteriza por determinado potencial de frequência e todos estamos cercados por Inteligências capazes de sintonizar com o nosso apelo, à maneira de estações receptoras. • A Prece: Importância, Benefícios e a Maneira Correta de Orar. • Encontrado em: • www. bibliadocaminho. com
O CULTO DO EVANGELHO NO LAR • O EVANGELHO NO LAR E NO CORAÇÃO. • “Se um homem é a partícula divina da coletividade, o lar é a célula sagrada de todo edifício da civilização. ” Emmanuel. • É incontestável a escalada da violência que afeta a sociedade humana em nível mundial. • Perplexa, diante de diferentes formas de manifestação da violência;
• Pais, pensadores, educadores e autoridades públicas se sentem impotentes em desacelerar esse surto de desamor. • Cada país tem o seu cenário particular, em função dos autores e das causas, mas, na essência, todas essas manifestações têm suas raízes na formação moral das criaturas. • A VISÃO ESPÍRITA DA REENCARNAÇÃO.
• Não resta a menor dúvida de que este cenário de conflitos guarda relação íntima com o adiantamento moral das pessoas que reencarnam em nosso Planeta. • Ensina-nos a Doutrina Espírita que a reencarnação é uma lei natural, portanto Divina, que nos aponta duas finalidades básicas para o reencarnado: • é uma oportunidade concedida pela Providência Divina para correção de erros do passado e uma forma de contribuir com o progresso da Humanidade.
• É dessa forma que a criatura pode acelerar a sua evolução, melhorandose moralmente e ajudando os outros a se melhorarem. • Nesse sentido, estamos convivendo com um número incalculável de espíritos encarnados, com os quais temos compromissos espirituais originários dos relacionamentos de existências anteriores;
• Sejamos uma família universal, unida pela Lei do Amor. • A IMPORT NCIA DO LAR, NA EDUCAÇÃO MORAL. • É, no Lar que os Espíritos se reencontram, sob o mesmo teto, na condição de pais, filhos e irmãos; nesse ambiente, são oferecidas as oportunidades de novo aprendizado moral, possibilitando aos reencarnados exercitarem-se no campo afetivo;
• Desenvolvendo a fraternidade, a solidariedade, enfim, os sentimentos derivados do amor. • Assim, a função educadora e regeneradora da família é extremamente delicada e importante, quando se atribui à reencarnação a oportunidade de ascensão na escala evolutiva, através de novas experiências, no campo intelectual e moral. • “A melhor escola, ainda é o lar, onde a criatura deve receber as bases do sentimento e do caráter”. • Emmanuel. • Psicografia de Francisco C. Xavier, Cinquenta anos depois, 17. Ed. Rio de Janeiro: FEB, 1985. p. 102.
A FUNDAMENTAÇÃO DOUTRINÁRIA • Vários Espíritos de escol se manifestaram sobre a validade e conveniência da reunião em torno do Evangelho de Jesus, no lar; dentre eles podemos citar: • Emmanuel destaca a importância dessa prática nos lares, quando afirma: • O culto do Evangelho no lar não é uma inovação. É uma necessidade em toda parte, onde o Cristianismo lance raízes de aperfeiçoamento e sublimação. (. . . )
• Quando o ensinamento do Mestre vibre entre as quatro paredes de um templo doméstico, os pequeninos sacrifícios tecem a felicidade comum. • Bezerra de Menezes, por sua vez, pondera: Trabalhemos pela implantação do Evangelho no Lar, quando estiver ao alcance de nossas possibilidades. (. . . ) • Trazer as claridades da Boa Nova ao templo da família é aprimorar todos os valores que a experiência terrestre nos
• Segundo André Luiz: • Os espíritas e, em particular, os participantes de grupos mediúnicos (. . . ) precisam compreender a necessidade do Culto do Evangelho no lar. • Pelo menos, semanalmente, é aconselhável se reúna com os familiares ou com alguns parentes capazes de entender a importância da iniciativa, em torno da Doutrina Espírita, à luz do Evangelho do Cristo e, sob a cobertura moral da oração.
• Joanna de ngelis, em duas obras selecionadas também se manifestou a respeito desse assunto e esclarece: • Pelo menos, uma vez por semana, reúne a tua família e felicita-a com o Espiritismo, criando, assim, e mantendo, o culto evangélico, para que a diretriz do Mestre seja eficiente rota de amor à sabedoria em tua casa. . . • E prossegue:
• E se desejares felicidade, na Terra, incorpora-o ao teu lar, criando um clima de felicidade geral. • Na segunda obra, afirma: • A transformação do lar em célula viva do Cristianismo operante constitui labor impostergável. • Isto porque o lar é a matriz geradora da comunidade ditosa, sobre a qual repousam os sustentáculos das nacionalidades progressistas.
• Acende o sol do Evangelho em casa, reúne-te com os teus para orar. • Os espíritas e, em particular, os participantes de grupos mediúnicos (. . . ) precisam compreender a necessidade do Culto do Evangelho no Lar. • Pelo menos, semanalmente, é aconselhável se reúna com os familiares ou com alguns parentes capazes de entender a Fundamentação Doutrinária e jamais triunfarão trevas em teu lar, em tua família, em teu coração.
• Por fim, Bezerra de Menezes conclui, convidando-nos à ação: • (. . . ) Auxiliemos a plantação do Cristianismo no santuário familiar, à luz da Doutrina Espírita, se desejamos efetivamente a sociedade aperfeiçoada amanhã.
A FINALIDADE E A IMPORT NCIA DO CULTO NO LAR • 1. Estudar o Evangelho de Jesus possibilita compreender os ensinamentos cristãos, cuja prática nos conduz ao aprimoramento moral. • 2. Criar em todos os lares o hábito de se reunir em família, para despertar e acentuar nos familiares o sentimento de fraternidade.
• 3. Pelo momento de paz que o Evangelho proporciona ao Lar, pela união das criaturas, propiciando a cada um uma vivência tranquila e equilibrada. • 4. Higienizar o Lar por pensamentos e sentimentos elevados e favorecer a influência dos Mensageiros do Bem. • 5. Facilitar no Lar e fora dele o amparo necessário diante das dificuldades materiais e espirituais, mantendo operantes os princípios da vigilância e da oração.
• 6. Elevar o padrão vibratório dos componentes do Lar e contribuir com o Plano Espiritual na obtenção de um mundo melhor. • 7. Tornar o Evangelho conhecido, compreendido, sentido e exemplificado em todos os ambientes.
O SIGNIFICADO DO CULTO NO LAR • “Quando o ensinamento do Mestre vibra entre quatro paredes de um templo doméstico, os pequeninos sacrifícios tecem a felicidade comum. ”
COMO FAZER O CULTO NO LAR • Escolha, na semana, um dia e horário em que a família possa se reunir durante mais ou menos trinta minutos. • Crianças também podem fazer parte da reunião. • Pode ocorrer a presença de visitantes ocasionais e, neste caso, podem ser convidados a participar;
• Caso não sejam espíritas, devem ser esclarecidos sobre a finalidade da reunião. • Há inclusive a possibilidade da reunião ser realizada por uma só pessoa – o roteiro a ser seguido é o mesmo.
O ROTEIRO PARA A REUNIÃO • 1. Início da Reunião. • Prece simples e espontânea. • 2. Leitura de O Evangelho Segundo o Espiritismo. Começar desde o prefácio, lendo um item ou dois sempre em sequência. • 3. Comentários sobre o texto lido. • Devem ser breves e contando com a participação dos presentes;
• Evidenciando o ensino moral aplicado às situações do dia-a-dia. • 4. Vibrações. • Pela fraternidade, paz e equilíbrio de toda a Humanidade, por todos os governantes e por aqueles que têm sob a sua responsabilidade crianças, jovens, adultos e idosos; pela implantação e vivência do Evangelho em todos os lares;
• Pelo próprio lar dos participantes, mentalizando paz, harmonia e saúde para o corpo e para o espírito. • 5. Pedidos. • Pode-se pedir pelos parentes, amigos, por pessoas que não participem do círculo de amizades e por toda Humanidade.
JESUS CONTIGO – JOANNA DE NGELIS • Dedica uma das sete noites da semana ao Culto Evangélico no Lar, a fim de que Jesus possa pernoitar em tua casa. • Prepara a mesa, coloca água pura, abre o Evangelho, distende a mensagem da fé, enlaça a família e ora. Jesus virá em visita. • Quando o Lar se converte em santuário, o crime se recolhe ao museu.
• Quando a família ora, Jesus se demora em casa. • Quando os corações se unem nos liames da Fé, o equilíbrio oferta bênçãos de consolo e a saúde derrama vinho de paz para todos. Jesus no Lar é vida para o Lar. • Não aguardes que o mundo te leve a certeza do bem variável. • Distende, da tua casa cristã, a luz do Evangelho para o mundo atormentado.
• Quando uma família ora em casa, reunida nas blandícias do Evangelho, toda a rua recebe o benefício com a comunhão com o Alto. • Se alguém, num edifício de apartamentos, alça aos Céus a prece da comunhão em família, todo o edifício se beneficia, qual lâmpada ignorada, acesa na ventania. • Não te afastes da linha direcional do Evangelho entre os teus familiares.
• Continua orando fiel, estudando com os teus filhos e com aqueles a quem amas as Diretrizes do Mestre e, quanto possível, debate os problemas que te afligem à luz clara da mensagem da Boa Nova e examina as dificuldades que te perturbam ante a inspiração consoladora do Cristo. • Não demandes a rua, nessa noite, senão para os inevitáveis deveres que não possas adiar. Demora-te no Lar para que o Divino Hóspede, aí também, se possa demorar.
• E, quando as luzes se apagarem à hora do repouso, ora mais uma vez, comungando com Ele, como Ele procura fazer, a fim de que, ligado a ti, possas, em casa, uma vez por semana, em sete noites, ter Jesus contigo. • Joanna de ngelis. – Psicografia de: FRANCO, Divaldo Pereira. , S. O. S. Família, LEAL. • O Evangelho no Lar e no Coração. – Federação Espírita Brasileira. • Encontrado em: www. febnet. org. br
PARA FINALIZAR. . .
FONTES DE PESQUISAS • XAVIER, Francisco Cândido. ; Conduta Espírita. Psicografia de André Luiz. • PERALVA, Martins. ; Estudando a Mediunidade. • LÚCIO, - Neio. ; Jesus no Lar. • FRANCO, Divaldo Pereira. ; Messe de Amor. Psicografia de Joanna de ngelis - cap. 39. • Concentração mediúnica. Bíblia do Caminho – Estudos Espíritas. www. bibliadocaminho. com • A Prece: Importância, Benefícios e a Maneira Correta de Orar. Encontrado em; www. bibliadocaminho. com • XAVIER, Francisco C. ; Cinquenta anos depois, 17. Ed. Rio de Janeiro: FEB, 1985. p. 102 • O Evangelho no Lar e no Coração. – Federação Espírita Brasileira. www. febnet. org. br