A aplicao da metodologia TRIAD em reas contaminadas






























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A aplicação da metodologia TRIAD em áreas contaminadas Marilda M. G. Ramos Vianna Martin Bittens II Seminário Sul-Brasileiro de Gerenciamento de Áreas Contaminadas Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental Seção Rio Grande do Sul - ABES/RS, 4 -5 de novembro de 2013
CEPEMA/INCT-EMA CEPEMA-Poli-USP/INCT-EMA http: //www. cepema. usp. br
CEPEMA / INCT-EMA CEPEMA Núcleo Fixo de Pesquisadores O CEPEMA é uma compensação ambiental da RPBC para a região de Cubatão: • Acordo entre: MP, CETESB, Petrobras e USP Construído pela Petrobras e doado à USP em 2006. Administrado pelo Departamento de Engenharia Química da Escola Politécnica. Engenheiros Químicos Bioquímicos Farmacêuticos Economistas Microbiologistas Engenheiros Ambientais http: //www. cepema. usp. br Geólogos Educadores Botânicos Matemáticos Geneticistas Veterinários
Introdução Normalmente, o Gerenciamento das Áreas Contaminadas, especialmente em grande escala, inclui investigações e interpretações de dados em fases distintas. Identificação Diagnóstico Avaliação Preliminar Investigação Detalhada Concepção da Remediação Projeto Investigação Confirmatória Avaliação de Remediação Risco Intervenção Normalmente, leva-se anos com alto nível de incerteza para tomar decisões Monitoramento Muitos projetos não são baseados em planejamentos sistemático e sem: ØDefinir os objetivos do projeto; ØDefinir as incertezas aceitáveis, anterior a amostragem no campo; e ØUma compreensão suficiente das condições geológicas e hidrogeológicas da área, das taxas de transporte dos contaminantes, da delimitação das áreas fontes. Consequência: resultados obtidos nas fases distintas não permitem construir um cenário confiável para a realização das ações corretivas necessárias
Uma opção: Metodologia TRIAD Melhores práticas de Gerenciamento de Áreas Contaminadas aplicadas nos Estados Unidos e Europa há 15 anos. Planejamento Sistemático do Projeto Aquisição de Dados em Tempo Real Plano de Trabalho Dinâmico no Campo
Há Suspeita ? Avaliação Preliminar Investigação Detalhada Área Contaminada Sob Intervenção Existe Taxa Livre? Identificar e Controlar as Fontes de Contaminação Monitorar a Água e o Solo Classe 3 Investigação Detalhada Sim Avaliação de Risco Área em Sim Processo de Risco Monitoramento Tolerável? para Reabilitação Divulgar para a Sociedade VRQ = Valor de Referência de Qualidade VP = Valor de Prevenção VI = Valor de Intervenção Concentração Excede VRQ? Investigação Confirmatória Sim Não Intervenção A Critério do Órgão Ambiental , Verificar se é Ocorrência Natural ou Fonte de Poluição Área Contaminada Sob Intervenção Divulgar para a Sociedade Não Intervenção Atingiu os Objetivos? Sim Não Requer Ação de Proteção á Saúde Humana Concentração Excede VP? Sim Ocorrênci a Natural? Não Concentração Excede VI? Ocorrênci a Natural? Sim Não Ocorrênci a Natural? Solo Classe 2 Não Sim Pode Requerer Ação Preventiva Área Contaminada sob Intervenção Divulgar para a Sociedade Sim Não Área Suspeita Divulgar para a Sociedade Fase Livre Removida? Não requer Ação Solo Classe 1 Sim Remover a Taxa Livre Não Resolução CONAMA 420/2009 Requer Ação de Proteção à Saúde Humana Área em Processo de Monitoramento para Reabilitação Solo Classe 4 O Monitoramento Comprovou Reabilitação da Área? Área Reabilitada para Uso Declarado Divulgar para a Sociedade
Tradicional X TRIAD Normalmente, leva-se anos com alto nível de incerteza na tomada das decisões Identificação Diagnóstico Intervenção Avaliação Preliminar Investigação Concepção da Remediação Investigação Confirmatória Avaliação de Risco Detalhada Projeto Remediação Monitoramento Melhorar a Tomada de Decisão = Reduzir a incerteza x Custo x Tempo
Mapa dos projetos TRIAD Estados Unidos Fonte: http: //www. triadcentral. org/user/map/index. cfm
Uma opção: Metodologia TRIAD Melhores práticas de Gerenciamento de Áreas Contaminadas aplicadas nos Estados Unidos e Europa há 15 anos Planejamento Sistemático do Projeto Aquisição de Dados em Tempo Real Plano de Trabalho Dinâmico no Campo
Planejamento Sistemático do Projeto (PSP) � Formar uma equipe técnica de decisão multidisciplinar; ◦ Proporcionar flexibilidade a equipe técnica de campo; ◦ Planejamento amostral baseado em estatística com abordagem adaptativa; e � � Colaboração entre as partes interessadas para definir as metas do projeto (incluindo os reguladores); Sempre rever o caminho que está sendo seguido; ◦ Questões financeiras, legais, regulatórias, contratuais; técnicas; e � O núcleo do Planejamento é o Modelo Conceitual (MC). Objetivo geral: minimizar as incertezas.
Modelo Conceitual �É o núcleo do Planejamento Sistemático do Projeto: ◦ Organiza as informações e dados existentes; ◦ Representa a situação da área quanto à contaminação e sua relação com a vizinhança, incluindo os bens a proteger; ◦ Determina os cenários potenciais de exposição e os riscos resultantes; e ◦ Permite elaborar opções para a reutilização da área de interesse, considerando os fatores ambientais, financeiros e sociais.
Núcleo: Modelo Conceitual 1. 0 Descrição da Área 11. 0 Ar (Intrusão de Vapor) 2. 0 Responsável pela Área e Plano de 12. 0 Receptores Ecológicos Desenvolvimento 3. 0 Regulamentação da Área Operacional/Histórico da Investigação 4. 0 Áreas Contaminantes Fontes e 13. 0 Problemas com Asbestos e Chumbo Potenciais 14. 0 Informações à Comunidade /Público em Geral 5. 0 Propriedades do Entorno e Áreas de 15. 0 Órgãos Federais/Estaduais/ Vazamento Municipais e Agências envolvidas 6. 0 Configuração Geológica e Hidrogeológica 7. 0 Solo Superficial e Subsuperfície 8. 0 Água Subterrânea 9. 0 Água Superficial 10. 0 Sedimento 16. 0 Modelo Conceitual da Área Gráfico 16. 1 Tabela Modelo Conceitual da Área 16. 2 Mapa Modelo Conceitual da Área 16. 3 Seção Transversal / Modelo Conceitual da Área Apêndice – Mapas, Fotos, Tabelas, etc.
Modelo Conceitual: Croqui e Tabela P = potencial S= suspeito C = contaminado Fontes Primárias Mecanismos Primários Fontes Secundárias Mecanismos Secundários Área de produção (s) Infiltração no solo (s) Solo contaminado (s) Dispersão (s) Infiltração de efluentes c) Infiltração em poços (c) Solo contaminado (s) Dispersão (s) Disposição resíduos (s) Infiltração solo escoamento superficial (s) Solo contaminado e poeira (s) Dispersão (s) Depósito de matérias primas e produtos (p) Infiltração no solo (p) Solo contaminado (p) Dispersão (s) Fonte: http: //www. cetesb. sp. gov. br/areas-contaminadas/manual-degerenciamento-de-ACs/7 -manual
Modelo Conceitual: Nível I Fonte: EPA 2010
Documento: Modelo Conceitual 1. 0 Descrição da Área 11. 0 Ar (Intrusão de Vapor) 2. 0 Responsável pela Área e Plano de 12. 0 Receptores Ecológicos Desenvolvimento 3. 0 Regulamentação da Área Operacional/Histórico da Investigação 4. 0 Áreas Contaminantes Fontes e 13. 0 Problemas com Asbestos e Chumbo (não aplicável) Potenciais 14. 0 Informações à Comunidade /Público em Geral 5. 0 Propriedades do Entorno e Áreas de 15. 0 Órgãos Federais/Estaduais/ Vazamento Municipais e Agências envolvidas 6. 0 Configuração Geológica e Hidrogeológica 7. 0 Solo Superficial e Subsuperfície 8. 0 Água Subterrânea 9. 0 Água Superficial 10. 0 Sedimento 16. 0 Modelo Conceitual da Área 16. 1 Tabela Modelo Conceitual da Área 16. 2 Mapa Modelo Conceitual da Área 16. 3 Seção Transversal / Modelo Conceitual da Área Apêndice – Mapas, Fotos, Tabelas, etc.
Modelo Conceitual: Evolução Grande Nível de Incerteza (quantidade e qualidade dos dados) Modelo Conceitual Nível II Baixo Nível de Incerteza Modelo Conceitual Nível III Avaliação de Risco
Modelo Conceitual: Evolução: plano de amostragem Grande Nível de Incerteza (quantidade e qualidade dos dados) Modelo Conceitual Nível II Baixo Nível de Incerteza Modelo Conceitual Nível III Avaliação de Risco
Uma opção: Metodologia TRIAD Melhores práticas de Gerenciamento de Áreas Contaminadas aplicadas nos Estados Unidos e Europa há 15 anos Planejamento Sistemático do Projeto Aquisição de Dados em Tempo Real Plano de Trabalho Dinâmico no Campo
Criar dados em Tempo Real e em Alta Resolução TRADICIONAL TRIAD EC CPT Slug test Injection logging Malha Quadrada Malha quadrada com adensamento de pontos Fonte: http: //www. cetesb. sp. gov. br/areascontaminadas/manual-de-gerenciamento-de. ACs/7 -manual Diminuir a incerteza: • Dados em Tempo Real e Alta Resolução; • Evita amostrar pontos sem necessidade; e • Amostragem em 3 D.
Tecnologias de Medição em Tempo Real e em Alta Resolução GC TID/PID portátil (TID = detector de ionização térmica, para análise de organoclorados) (PID = detector de fotoionização, para análise de BTEX e alifáticos) Equipamento mecânico de sondagem por cravação direta (direct push) acoplado a dispositivos de medição convencionais e inovadores Lab container FUTURO
Tecnologias de Medição em Tempo Real Lab Container Ø Container básico de 40 pés Ø Sistema para a amostragem de Água Ø Sistema de amostragem de vapor de solo (CO 2, CH 4, O 2, H 2 S) Ø Cromatógrafo gasoso acoplado ao espectrômetro de massas (GC – EM) Ø Cromatógrafo iônico UV-VIS Ø Espectrofotômetro UV-VIS Ø Analisador TOC Ø Turbidímetro
Modelo Conceitual: Nível II Fonte: EPA 2010
Metodologia TRIAD Planejamento Sistemático do Projeto Modelo Conceitual Nível II atualizado Aquisição de Dados em tempo real Plano de Trabalho Dinâmico no campo Colaboração entre as partes interessadas para definir as metas do projeto (incluindo os reguladores).
Modelo Conceitual: Evolução Grande Nível de Incerteza Modelo Conceitual Nível II Baixo Nível de Incerteza Modelo Conceitual Nível III Avaliação de Risco Ações Corretivas: se necessárias Plano de Monitoramento
Uma opção: Metodologia TRIAD Planejamento Sistemático do Projeto Ações Corretivas: se necessárias Plano de Monitoramento Atualizar Modelo Conceitual Aquisição de Dados em Tempo Real Plano de Trabalho Dinâmico no Campo
Plano de Trabalho Estático Plano de Trabalho Dinâmico • Alocar os pontos de amostragem antes da mobilização e, raramente, mudá-los no campo; • As estratégias de amostragem podem ser mudadas, como consequência da obtenção dos resultados de medições em campo; • Faz algumas medições de campo; • Considera o MC durante o planejamento, sendo modificado após a conclusão do trabalho de campo; e • Decisões são feitas no escritório , antes do trabalho de campo. • São construídos em torno de tecnologias de medição de campo em tempo real e alta resolução; • Considera o MC como em constante evolução durante o projeto; e • Decisões tomadas em tempo real, para enfrentar as incertezas do MC, que está sempre evoluindo.
Alocação de Recursos TRIAD Tradicional Planejamento Sistemático Estratégias de Trabalho Dinâmico Aquisição de Dados em Tempo Real Fonte: http: //www. triadcentral. org
Procedimentos Dinâmicos e Estáticos � Colaboração entre as partes interessadas para definir as metas do projeto (incluindo os reguladores : agências ambientais, promotoria). Fonte: EPA 2010
Referências Bibliográficas � U. S. Environmental Agency (2010): Best Management Practices: Use of Systematic Project Planning Under a Triad Approach for Site Assessment and Cleanup. Office of Waste and Emergency Response. EPA 542 -F-10 -010. � Triad Resource Center: http: //www. triadcentral. org
CEPEMA/ INCT-EMA http: //www. cepema. usp. br Agradecemos Marilda M. G. Ramos Vianna marilda@pqi. ep. usp. br Martin Bittens martin. bittens@gmx. de