20 ANOS DE EXPERIENCIA COM O USO DOS

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20 ANOS DE EXPERIENCIA COM O USO DOS MÉTODOS CONTRACEPTIVOS DE LONGA DURAÇÃO (LARCS),

20 ANOS DE EXPERIENCIA COM O USO DOS MÉTODOS CONTRACEPTIVOS DE LONGA DURAÇÃO (LARCS), NA UNICAMP São Paulo, 2017 Dr. Luis Bahamondes Depto. de Tocoginecologia, FCM Universidade Estadual de Campinas, Brasil

GESTAÇÕES NÃO PLANEJADAS Brasil 46% 1 Brasil 55% 2 1) PNDS, 2006; 2) 2)

GESTAÇÕES NÃO PLANEJADAS Brasil 46% 1 Brasil 55% 2 1) PNDS, 2006; 2) 2) Viellas EF, Domingues RM, Dias MA, Gama SG, et al. Cad Saude Publica. 2014; 30 Suppl 1: S 1 -15;

LARCS EXISTENTES DIU-cobre Implanon/NXT Mirena Duração 1 5 (Multiload®) ou 10 anos (TCu 380

LARCS EXISTENTES DIU-cobre Implanon/NXT Mirena Duração 1 5 (Multiload®) ou 10 anos (TCu 380 A) (permanente? ) 3 anos 5 anos Conteúdo 1 cobre Liberação de 3040µg de ENG/dia Liberação de 20µg/ de LNG/dia Mecanismo de ação 1 Cobre tóxico para espermatozóide e óvulo Inibição da ovulação e efeito em muco Efeito local: muco e endométrio Efeito na massa óssea 2 Não tem Retorno à fertilidade 3 imediato 1 - Family planning: a global handbook for providers. Baltimore and Geneva: CCP and WHO, 2011; 2 - Contraception 2012; 86(6): 606 -21; 3 -Contraception 2011; 84(5): 465 -77.

TAXA DE GRAVIDEZ NO PRIMEIRO ANO, USO PERFEITO EM COMPARAÇÃO COM USO TÍPICO DE

TAXA DE GRAVIDEZ NO PRIMEIRO ANO, USO PERFEITO EM COMPARAÇÃO COM USO TÍPICO DE ACO Porcentaje Fator de Falha Fu H, et al. Fam Plann Perspect 1999; 31: 56– 63

FALHA CONTRACEPTIVA: USO TÍPICO NO PRIMEIRO ANO (%) 85. 0 Sem uso espermicida 29.

FALHA CONTRACEPTIVA: USO TÍPICO NO PRIMEIRO ANO (%) 85. 0 Sem uso espermicida 29. 0 Condon 15. 0 ACOs 8. 0 Adesivo/Anel 8. 0 0. 8 DIU TCu 380 Estes métodos tem eficácia similar a esterilização 0. 1 Mirena 3. 0 AMP D Implanon* 0. 4 0. 0 10. 0 20. 0 Trussell J. Contraception. 2004; 70: 89 -96 *Trussell J. Contraceptive Technology 2007 30. 0 40. 0 50. 0 60. 0 70. 0 80. 0 90. 0

OS DIUS EVOLUIRAM

OS DIUS EVOLUIRAM

OS SIU-LNG EVOLUIRAM Mirena Jaydess/Skyla Kylena

OS SIU-LNG EVOLUIRAM Mirena Jaydess/Skyla Kylena

OS IMPLANTES EVOLUIRAM Norplant Implanon Jadelle Sino Implante Implanon NXT

OS IMPLANTES EVOLUIRAM Norplant Implanon Jadelle Sino Implante Implanon NXT

POR QUE SE USAM TÃO POUCO OS LARCs? ? ? • SE FAZ MAIS

POR QUE SE USAM TÃO POUCO OS LARCs? ? ? • SE FAZ MAIS DE 30 ANOS QUE O DIU FOI INTRODUZIDO NO BRASIL E IMPLANON E MIRENA MAIS DE 15 ANOS?

ESTIMATES OF CONTRACEPTIVE PREVALENCE (%) BY METHOD AMONG MARRIED OR IN-UNION WOMEN AGED 15

ESTIMATES OF CONTRACEPTIVE PREVALENCE (%) BY METHOD AMONG MARRIED OR IN-UNION WOMEN AGED 15 TO 49, 2015 Trends in Contraceptive Use W orldwide 2015 - United Nations

CONTRACEPTIVE SALES IN THE SETTING OF THE ZIKA VIRUS EPIDEMIC Bahamondes et al. ,

CONTRACEPTIVE SALES IN THE SETTING OF THE ZIKA VIRUS EPIDEMIC Bahamondes et al. , HUM REPROD. 2016; 32: 88 -93

POR QUE SE USAM TÃO POUCO OS LARCs? ? ? • EFICÁCIA

POR QUE SE USAM TÃO POUCO OS LARCs? ? ? • EFICÁCIA

PROJETO CHOICE. FALHA CONTRACEPTIVA AOS 1, 2 OU 3 ANOS SEGUNDO METODO E USO

PROJETO CHOICE. FALHA CONTRACEPTIVA AOS 1, 2 OU 3 ANOS SEGUNDO METODO E USO Winner B et al. N Engl J Med 2012; 366: 1998 -2007.

PROBABILIDADE DE NÃO TER UMA GRAVIDEZ NÃO PLANEJADAS SEGUNDO MAC E IDADE Winner B

PROBABILIDADE DE NÃO TER UMA GRAVIDEZ NÃO PLANEJADAS SEGUNDO MAC E IDADE Winner B et al. N Engl J Med 2012; 366: 1998 -2007.

TAXA DE FALHA EM 3 ANOS 28 gestações/1000 mulheres ano 3 gestações/1000 mulheres ano

TAXA DE FALHA EM 3 ANOS 28 gestações/1000 mulheres ano 3 gestações/1000 mulheres ano Bahamondes et al. , Hum Reprod. 2015; 30(11): 2527 -38.

TAXA ACUMULADA DE GRAVIDEZ, UNICAMP, 30 ANOS Outros: ACO, Injetável mensal, anel vaginal, adesivo

TAXA ACUMULADA DE GRAVIDEZ, UNICAMP, 30 ANOS Outros: ACO, Injetável mensal, anel vaginal, adesivo • Bahamondes L, et al, Hum Reprod. 2014; 29: 2163 -70 .

POR QUE SE USAM TÃO POUCO OS LARCs? ? ? • BENEFÍCIOS

POR QUE SE USAM TÃO POUCO OS LARCs? ? ? • BENEFÍCIOS

DIU, MIRENA, IMPLANON, AMPD • Bahamondes L, et al, Hum Reprod. 2014; 29: 2163

DIU, MIRENA, IMPLANON, AMPD • Bahamondes L, et al, Hum Reprod. 2014; 29: 2163 -70.

DISABILITY ADJUSTED LIFE YEAR (DALY) EVITADOS • Bahamondes L, et al, Hum Reprod. 2014;

DISABILITY ADJUSTED LIFE YEAR (DALY) EVITADOS • Bahamondes L, et al, Hum Reprod. 2014; 29: 2163 -70.

DALYS ACUMULADO, MIRENA, UNICAMP, 2007 -2015 Ferreira JM, Monteiro I, Fernandes A, Bahamondes MV,

DALYS ACUMULADO, MIRENA, UNICAMP, 2007 -2015 Ferreira JM, Monteiro I, Fernandes A, Bahamondes MV, Pitoli A, Bahamondes L. J Fam Plann Reprod Health Care. 2017 no Prelo

POR QUE SE USAM TÃO POUCO OS LARCs? ? ? • SE FAZ MAIS

POR QUE SE USAM TÃO POUCO OS LARCs? ? ? • SE FAZ MAIS DE 30 ANOS QUE O DIU FOI INTRODUZIDO NO BRASIL E IMPLANON E MIRENA MAIS DE 15 ANOS?

BARREIRAS COMUNS AO POUCO USO DO DIU COM COBRE, IMPLANON E MIRENA • Não

BARREIRAS COMUNS AO POUCO USO DO DIU COM COBRE, IMPLANON E MIRENA • Não disponível no setor publico (exceto DIU com cobre) • • Falta de capacitação de médicos Anticoncepção só nas mãos dos médicos Caro Mitos – Proibidos para adolescentes – Solicitação de exames pré-colocação – Pap prévio – Crença sobre efeitos adversos – Crença sobre sangramento anormal – Crença sobre aumento de peso

 • FALTA DE CAPACITAÇÃO

• FALTA DE CAPACITAÇÃO

MIRENA: CAPACITAÇÃO DOS MÉDICOS, EFEITO SOBRE AS EXPULSÕES, BRASIL vs. DOMINICANA Faúndes et al.

MIRENA: CAPACITAÇÃO DOS MÉDICOS, EFEITO SOBRE AS EXPULSÕES, BRASIL vs. DOMINICANA Faúndes et al. , Ann Med 1993; 25: 148: 53

MIRENA: ORIENTAÇÃO, EFEITO NAS REMOÇÕES POR PROBLEMAS DE SANGRAMENTO, BRASIL vs. DOMINICANA Faúndes et

MIRENA: ORIENTAÇÃO, EFEITO NAS REMOÇÕES POR PROBLEMAS DE SANGRAMENTO, BRASIL vs. DOMINICANA Faúndes et al. , Ann Med 1993; 25: 148: 53

IMPLANON: EVENTOS INFORMADOS NO PROGRAMA DE MONITORIA, USA Evento n (%) Dificuldade de inserção

IMPLANON: EVENTOS INFORMADOS NO PROGRAMA DE MONITORIA, USA Evento n (%) Dificuldade de inserção 157 (0. 77) Inserção profundab 32 (0. 16) Implante não inserido (nível sérico de ENG negativoc ) 4 (0. 02) Vários implantes inseridos ao mesmo tempo 2 (0. 01) Inserção no local errado 2 (0. 01) Total 197 (0. 96) a. Um total de 20. 497 formulários de avaliação de inserção foram recebidos durante o programa de monitoramento de julho de 2006 a dezembro de 2013 (6, 4 anos). b A inserção profunda foi considerada quando o implante estava localizado no músculo ou profundamente no tecido adiposo. c O ENG sérico foi avaliado utilizando um RIA com um limite inferior de detecção de 30 pg/ml. Contraception 95 (2017) 205– 210

IMPLANON: EVENTOS DE REMOÇÃO INFORMADOS NO PROGRAMA DE MONITORIA Evento Problemas na remoção Migração

IMPLANON: EVENTOS DE REMOÇÃO INFORMADOS NO PROGRAMA DE MONITORIA Evento Problemas na remoção Migração do Implante para fora do local de inserção n (%) 338 (5. 93) 15 (0. 26) Remoção cirúrgica sob anestesia geral 3 (0. 05) ENG positivo mas implante não achado 1 (0. 02) Total 357 (6. 26) a. Um total de 5701 formulários de avaliação de remoção foram recebidos durante julho de 2006 a dezembro de 2013 (6, 4 anos). b A remoção não pôde ser realizada usando os procedimentos normais descrito na bula do produto. c O ENG sérico foi avaliado utilizando um RIA com limite de detecção de 30 pg/ml. Contraception 95 (2017) 205– 210

Uso de DIU em nuligestas

Uso de DIU em nuligestas

NÃO COLOCO DIU EM NULIGESTAS PELOS SEGUINTES MOTIVOS Expulsa mais Tem mais complicação Tem

NÃO COLOCO DIU EM NULIGESTAS PELOS SEGUINTES MOTIVOS Expulsa mais Tem mais complicação Tem mais DIP A mulher não quer DIU Mais difícil a inserção

ATITUDES SOBRE DIU/SIU. USA ATITUDE EM RELAÇÃO A NULIPARAS % DIU com cobre muito

ATITUDES SOBRE DIU/SIU. USA ATITUDE EM RELAÇÃO A NULIPARAS % DIU com cobre muito seguro 70, 0 MUITO INSEGURO 15, 0 SIU-LNG muito seguro 71, 0 MUITO INSEGURO 14, 0 NÃO COLOCA DIU em nulíparas 74, 0 NÃO COLOCA SIU-LNG em nulíparas 65, 0 NÃO COLOCA POR: Preferência da paciente 50, 0 Não disponível no setor público 50, 0 Tyler et al Obst Gynecol 2012, 119: 762 -71

BARREIRAS AO USO DE AIU EM NULIGESTAS SEGUNDO REGIÃO Contraception, Volume 88, Issue 5,

BARREIRAS AO USO DE AIU EM NULIGESTAS SEGUNDO REGIÃO Contraception, Volume 88, Issue 5, 2013, 650– 656

Contraception 2011; 84: e 11– 6

Contraception 2011; 84: e 11– 6

Sem diferença na taxa de expulsão (< 5%), perfuração e infecção entre mulheres com

Sem diferença na taxa de expulsão (< 5%), perfuração e infecção entre mulheres com gestação prévia e nuligestas Contraception. 2010; 81(5): 367 -71.

DIU; Doença inflamatória pélvica e infertilidade

DIU; Doença inflamatória pélvica e infertilidade

MITO: INFERTILIDADE FUTURA. RETORNO DA FERTILIDADE. COMPARAÇÃO ENTRE DIU COM COBRE E MIRENA® Taxa

MITO: INFERTILIDADE FUTURA. RETORNO DA FERTILIDADE. COMPARAÇÃO ENTRE DIU COM COBRE E MIRENA® Taxa acumulada de gravidez 100 Mirena® 80 % 60 DIU com cobre 40 20 0 0 3 6 Meses 9 12

PADRÃO DE SANGRAMENTO EM USUÁRIAS DE IMPLANON, MIRENA E DIU T DE COBRE NO

PADRÃO DE SANGRAMENTO EM USUÁRIAS DE IMPLANON, MIRENA E DIU T DE COBRE NO FIM DO PRIMEIRO ANO DE USO. UNICAMP Hum Reprod. 2014; 29(7): 1393 -1399

TAXA DE CONTINUIDADE EM 3 ANOS DO DIU-COBRE E IMPLANTES 70, 8% 62, 3%

TAXA DE CONTINUIDADE EM 3 ANOS DO DIU-COBRE E IMPLANTES 70, 8% 62, 3% Bahamondes et al. Hum Reprod. 2015; 30: 2527 -38.

TAXA DE CONTINUIDADE EM 12 MESES DOS LARCS (UNICAMP) Hum Reprod. 2014; 29(10): 2163

TAXA DE CONTINUIDADE EM 12 MESES DOS LARCS (UNICAMP) Hum Reprod. 2014; 29(10): 2163 -70

 • OS LARCs NO PÓSABORTO

• OS LARCs NO PÓSABORTO

RISCO DE ABORTO REPETIDO ATÉ 5 ANOS PÓS ABORTO SEGUNDO O MAC ESCOLHIDO p<0.

RISCO DE ABORTO REPETIDO ATÉ 5 ANOS PÓS ABORTO SEGUNDO O MAC ESCOLHIDO p<0. 01 Fonte: Heikinheimo et al. Contraception, 2008; 78: 149– 154.

N Risco de novo aborto em 2 anos 266 1. 0 (ref) 85 99,

N Risco de novo aborto em 2 anos 266 1. 0 (ref) 85 99, 9% 137 99, 9% AMPD 90 50% Outros métodos 91 20% 216 30% Método Pílula DIU-cobre / SIU-LNG Implanon Nenhum BJOG. 2012 ; 119(9): 1074 -80.

INÍCIO DO CONTRACEPTIVO ANTES DA ALTA HOSPITALAR Custo-efetivo Aumenta intervalo intergestacional

INÍCIO DO CONTRACEPTIVO ANTES DA ALTA HOSPITALAR Custo-efetivo Aumenta intervalo intergestacional

LARCs EM MULHERES LACTANDO Bahamondes L et al, Fertil Steril 2013

LARCs EM MULHERES LACTANDO Bahamondes L et al, Fertil Steril 2013

O CUSTO DOS LARCs COMO BARREIRA • QUE ESCOLHEM AS MULHERES QUANDO NÃO TEM

O CUSTO DOS LARCs COMO BARREIRA • QUE ESCOLHEM AS MULHERES QUANDO NÃO TEM QUE PAGAR NADA?

CHOICE 7. 637 mulheres norte americanas que receberam acesso a qualquer método e informação

CHOICE 7. 637 mulheres norte americanas que receberam acesso a qualquer método e informação de qualidade sobre os métodos 44%: SIU-LNG 73%: LARC 17%: implante 27%: Curta duração 11%: DIU com cobre 10%: ACO 8% : anel 7%: AMPD 2%: adesivo Contraception 2013; 88(2): 243– 249

O custo de uma gestação não planejada no país é de R$ 2. 293,

O custo de uma gestação não planejada no país é de R$ 2. 293, 00 por gestação. São gastos R$ 4, 1 bilhões ao ano. Le, Bahamondes, Cecatti et al. Int J Womens Health. 2014; 6: 663 -70.

Mensagens principais • Não há aumento de • LARCs estão DIP com uso de

Mensagens principais • Não há aumento de • LARCs estão DIP com uso de DIU e associados a redução nem do risco de da gestação não infertilidade planejada • Considerando o • Tem maior eficácia, DIU/SIU-LNG, as maior satisfação, nulíparas não maior continuidade e apresentam maior taxa maior preferência de expulsão, infecção, quando a mulher é dificuldade de adequadamente inserção e perfuração informada

Mensagens principais (II) • O que faz as mulheres • Os LARCs são mais

Mensagens principais (II) • O que faz as mulheres • Os LARCs são mais aceitarem mais LARCs seguros pois não são as explicações aumentam risco de prévias ao início do trombose (venosa ou método arterial) • Considerando SIU • Tem maior impacto em LNG/Implante, 80% indicadores de saúde das mulheres terão um da mulher que padrão favorável de métodos de curta sangramento duração