1 PROCESSO DE SUBSTITUIO DE IMPORTAES CEPAL E
1 PROCESSO DE SUBSTITUIÇÃO DE IMPORTAÇÕES, CEPAL E DESENVOLVIMENTISMO Nali de Jesus de Souza
2 Crescimento baseado na Substituição de Importações • Teoria clássica do comércio internacional • Ricardo – TVC Especialização em bens primários e industriais • Teoria neoclássica do comércio internacional • Heckscher & Ohlin Dotações de fatores produtivos entre países Teorias estáticas: retratam condições do momento • Vantagens comparativas dinâmicas • Redução de custos no tempo • Processo de aprendizagem (learning by doing) • Retornos crescentes à escala • Criação de economias externas • Implantação de indústrias complementares
3 Crescimento baseado na Substituição de Importações • Teoria do Grande Impulso (Big Push) • Interdependências geradas pela demanda intermediária e final Aumento da escala de produção Redução de custos médios Geração de novas Vantagens Comparativas • Indústrias com elevado custo médio no curto prazo podem se tornar mais eficientes no longo prazo • Países subdesenvolvidos: proteger a Indústria Nascente • Similar importado seria mais barato
4 Crescimento baseado na Substituição de Importações • Industrialização acelerada: necessidade de incorporar novos produtos - Condições: • Crescimento contínuo da demanda efetiva para produtos industriais • Redução do grau de incerteza e de riscos para os negócios Política econômica • Infraestrutura • Aumento de produtividade na agricultura: • Fornecimento de alimentos e matérias-primas • Fornecimento de capitais • Liberação de mão de obra • Mercado consumidor
5 Crescimento baseado na Substituição de Importações • Deterioração dos Termos de Troca: • Menos recursos para o financiamento da industrialização e crises no Balanço de Pagamentos • Estratégia de desenvolvimento baseado no mercado interno • Amplo mercado interno: maior estabilidade do crescimento • Redução da concorrência e aumento da ineficiência Altos custos médios, inflação, produtos de baixa qualidade, menor crescimento econômico e menor nível de bem-estar social • Vantagens comparativas dinâmicas: • Necessidade de uma política econômica ativa e aperfeiçoamentos institucionais constantes
6 Vantagens da Substituição de Importações • Utilizar tecnologias já testadas • “Pular etapas” e evitar erros cometidos • Incentivo à entrada de IED • Políticas protecionistas: • Dificuldades em enfrentar a concorrência externa • Fatores conjunturais ou estruturais: EUA, Europa, Japão • Racionalizar o uso de recursos escassos • Pode favorecer maior abertura futuramente: Maturidade da Indústria: • Liberalização de importações • Aumento das exportações
7 Vantagens da Substituição de Importações • Políticas protecionistas: • Grau de monopólio Lucro extraordinário Capacidade de investimento em pesquisa • Países subdesenvolvidos: facilidade de importação de bens de capital desestímulo ao investimento em pesquisa • Exemplo bem sucedido: Países Asiáticos: • Mão de obra especializada • Elevados níveis de educação • Receptividade aos investimentos externos • Políticas econômicas competentes • Estado mais eficiente
8 Críticas à Substituição de Importações • Protecionismo Ineficiências no sistema econômico: • Consumidor: produto mais caro e de pior qualidade • Maior custo de vida e maior inflação • Viabilização de projetos com altos custos médios • Dificuldades para desenvolvimento de cadeias produtivas: • Aumento do custos dos insumos nacionais e importados • Políticas viesadas contra a agricultura • Desestímulo às exportações Crise no BP Necessidade de restringir ainda mais as importações • Concentração de renda: • Adoção de tecnologias capital intensivo • Políticas de subsídio ao capital
9 Críticas à Substituição de Importações • Barateamento artificial do capital: • Isenção de impostos de importação • Empréstimos a longo prazo com taxas de juros subsidiadas Três efeitos negativos: 1) Emprego cresce mais lentamente 2) Crescimento dos salários abaixo da produtividade 3) Excesso de capacidade produtiva em alguns setores 4) Crescimento das importações de máquinas, insumos e tecnologia
10 Pensamento da CEPAL • 1948: Criação da CEPAL • Contexto do pós-guerra: Plano Marshall, Reconstrução Europeia • Raul Prebisch (1901 -1986) • Diretor-Geral da CEPAL entre 1949 e 1963 • Anos 20: “Fiel seguidor da teoria neoclássica” • Anos 30: “Decidido keynesiano” • 1947: Livro: “Introdução a Keynes” • Subsecretário de Estado para Finanças • Conselheiro Econômico do Governo • Fundador e presidente do Banco Central da Argentina
11 Pensamento da CEPAL • Perspectiva teórica da CEPAL: • Crítica e alternativas às teorias econômicas neoclássicas ou convencionais sem cair no campo marxista • Inconformismo com a teoria neoclássica • Validade Geral • Não leva em conta as características particulares dos diversos países • Ignora as diferenças qualitativas entre países centrais e periféricos • Influência importante de Keynes • Mais apropriado: “Ecletismo pragmático” Construir uma teoria “adaptada” para a realidade latinoamericana • Busca de esquemas próprios de análise • Ajustamento adequado das hipóteses e teoria econômicas disponíveis à realidade da América Latina
12 Estruturas Produtivas Periféricas • Países Centrais: Homogêneas e diversificadas • Países Periféricos: • Heterogêneas – Diferenças de produtividade • Setor Exportador X Setor de Subsistência • Especializadas (duplo sentido): • Exportações se concentram em poucos produtos • Escasso desenvolvimento de outros setores
13 Pensamento da CEPAL • Prebisch – Ideias Fundamentais: • Artigo: “O desenvolvimento econômico da América Latina e seus principais problemas” “Catecismo” da CEPAL 1) Concepção centro-periferia • Divisão internacional do trabalho • Relações de poder 2) Tese da “Deterioração dos Termos de Troca” • Crítica à teoria das vantagens comparativas de Ricardo • Teoria consistente se as hipóteses fossem válidas • Pa/Pi deveria se elevar ao longo do tempo • Evolução Pa/Pi: 1880 = 1, 00 1945: 0, 687 Ganhos de produtividade: Periferia Centro
14 Tese da Deterioração dos Termos de Troca • Fatores: 1) Teoria dos ciclos de preços • Defasagem entre as oscilações de preços e as reações da oferta de produtos primários 2) Protecionismo aos setores menos desenvolvidos nos EUA 3) Crescimento diferenciado da demanda 4) Estruturas diferentes do mercado de bens e de trabalho
15 Tese da Deterioração dos Termos de Troca • Moral da História: • Existência de grande desequilíbrio no comércio internacional • Países industriais apropriam-se de quase todos os ganhos de produtividade Única Saída: Industrialização
16 Papel do Estado • Necessidade de uma postura ativa • Criar condições de infraestrutura • Indústrias Básicas • Estimular o empresário capitalista • Ação de comando e indução do Estado • Coerência, economicidade, fixação de objetivos gerais e setoriais compatíveis Planejamento Econômico • Relação íntima entre Desenvolvimento, Industrialização e Planejamento Críticas da esquerda e da direita • Solução “Capitalista” ou “Soviética” demais • Reforma Agrária
17 Industrialização dos Países da América Latina • Insuficiência da Taxa de Poupança – Fatores: a) Alta taxa de consumo das elites b) Gastos militares c) Baixo nível de renda da maioria da população Capital Estrangeiro (Empréstimo governo a governo) Desestímulo ao consumo supérfluo • Necessidade de maiores importações: Ampliação das exportações como essencial • Otimismo Cepalino: • Indústria permitiria aumentar bastante o padrão de vida da população: exemplo dos EUA • Indústria esgotaria o excesso de mão de obra Aumento da produtividade e difusão do aumento de salários para toda a economia
18 Críticas às Teses de Prebisch • Viner: a) Lógica do mercado acabaria promovendo a industrialização b) Não há evidência empírica de perda sistemática dos termos de troca em detrimento dos produtos primários c) Exemplos de países que se industrializaram a partir da modernização da agricultura: EUA, Canadá, Dinamarca, Austrália, Nova Zelândia • Baran: • Elevação da composição orgânica do capital nos países centrais • Redução da taxa de lucro • Países pobres: Baixa composição orgânica do capital, mão de obra barata, recursos naturais abundantes Imperialismo Internacional • Investimentos estrangeiros só agravam o problema
19 Críticas às Teses de Prebisch • Crítica mais séria: Análise de novos períodos: • Não haveria deterioração dos termos de troca • Kravis e Lipsey e Balassa: período 1953/77: • Queda na relação de trocas contra os países ricos (6% e 10%) • Michaely’s: período 1952/70 • Preço dos produtos exportados pelos países periféricos: • Produtos dos países desenvolvidos: 45% 19% • Grandes alterações das características dos produtos manufaturados ao longo do tempo • Automóvel/Rádio X Algodão/Cobre/Ferro
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